segunda-feira, 15 de abril de 2013

Populismo



Vargas, Perón e Rujas: exemplos dos governos populistas estabelecidos no continente americano.
O populismo foi um tipo de situação política experimentada na América Latina entre as décadas de 1930 e 1960, que teve como grande contexto propulsor a crise de 1929. Nessa época, várias das nações latinas – vistas como portadoras de uma economia periférica – viveram uma fase de desenvolvimento econômico seguido pelo crescimento dos centros urbanos e a rearticulação das forças sociais e políticas. Foi em meio a essas transformações diversas que a prática populista ganhou terreno.

A política populista é marcada pela ascensão de líderes carismáticos que buscam sustentar sua atuação no interior do Estado através do amplo apoio das maiorias. Muitas vezes, abandona o uso de intermediários ideológicos ou partidários para buscar na “defesa dos interesses nacionais” uma alternativa às tendências políticas de sua época, sejam elas tradicionalistas, oligárquicas, liberais ou socialistas. De diferentes formas, propaga a crença em um líder acima de qualquer outro ideal.

No campo de suas ações práticas, a tendência populista prioriza o atendimento das demandas das classes menos favorecidas, colocando tal opção como uma necessidade urgente frente aos “inimigos da nação”. De fato, o populismo permitiu a participação política de grupos sociais que historicamente foram completamente marginalizados das arenas políticas latino-americanas. Contudo, esse tipo de ação das camadas populares junto ao Estado não pode ser confundida com o exercício da democracia plena.

Uma das contradições mais marcantes do populismo consiste em pregar a aproximação ao povo, mas, ao mesmo tempo, estabelecer mecanismo de controle que permitam o aparecimento de tendências políticas contrárias ao poder vigente. De tal maneira, os governos populistas também são marcados pela desarticulação das oposições políticas e a troca dos “favores ao povo” pelo apoio incondicional ao grande líder responsável pela condução do país.

Além do autoritarismo e do assistencialismo, os governos populistas também tem grande preocupação com o uso dos meios de comunicação como instrumento de divulgação das ações do governo. Por meio da instalação ou do controle desses meios, o populismo utiliza de uma propaganda oficial massiva que procura se disseminar entre os mais distintos grupos sociais através do uso irrestrito de rádios, jornais, revistas e emissoras de televisão.

A ascensão dos regimes populistas sempre foi vista com certa desconfiança por determinados grupos políticos internos ou estrangeiros. A capacidade de mobilização das massas estabelecidas por tais governos, o apelo aos interesses nacionais e a falta de uma perspectiva política clara poderia colocar em risco os interesses defendidos pelas elites que controlavam a propriedade das terras ou das forças produtivas do setor industrial.

Dessa forma, podemos compreender que o populismo entrou em crise no momento em que não conseguiu mais negociar os interesses – muitas vezes antagônicos – das elites econômicas e das classes trabalhadoras. Quando as tensões políticas e sociais chegaram a tal ponto, podemos ver que grupos nacionais conservadores buscaram apoio político internacional, principalmente dos Estados Unidos, para varrer o populismo por meio da instalação de ditaduras que surgiram entre as décadas de 1950 e 1970.

Na América Latina, os exemplos de experiência populistas podem ser compreendidos na ascensão dos governos de Juan Domingo Perón (1946 – 1955/1973 – 1974), na Argentina; Lázaro Cárdenas (1934 – 1940), no México; Gustavo Rojas Pinilla (1953 – 1957), na Colômbia; e Getúlio Vargas (1930 – 1945/ 1951 – 1954), no Brasil. Apesar de se reportar a uma prática do passado, ainda hoje podemos notar a presença de algumas práticas populistas em governos estabelecidos na América Latina.


Por Rainer Sousa
Mestre em História

O Populismo na América Latina


Resumo do Livro   por:Daniela teixeira     Autor : Daniela teixeira
 
O Populismo na América LatinaA crise de 1929 afetou a economia agro-exportadora da América Latina, a oligarquia no poder não conseguia conter a crise, precisava de um Estado forte que controlasse a economia, organizasse a industrialização, tivesse domínio das revoltas e movimentações trabalhistas; Havia na América, desde a Revolução Russa, grande movimentação dos partidos de esquerda, de idéias marxistas que estimulavam os trabalhadores a realizarem greves, reivindicar a industrialização e o fim do poder nas mãos dos representantes das elites rurais;Alguns setores das elites no poder apoiaram a ascensão de governantes de caráter populista para conter a crise e buscar um maior desenvolvimento industrial;O Estado Populista governava através dos interesses de uma elite dominante;O Populismo era a favor de uma maior industrialização, mas com a intervenção do Estado na economia através de obras públicas, empresas estatais, incentivos à burguesia industrial nacional (desenvolvimento para dentro);Os governos populistas buscavam ganhar a confiança da massa trabalhadora através da propaganda e da criação de leis sociais e trabalhistas, colocando-as em prática;Uma característica importantíssima dos governos populistas foi a inexistência de projetos pela reforma agrária (alguns estudiosos colocam o presidente brasileiro João Goulart entre os governos populistas, mas existem muitas discordâncias, pois Jango formulou um plano de reformas e foi o que mais se aproximou de implantá-la em toda a história política brasileira);O Estado Populista era paternalista, ou seja, guiava os movimentos sociais e as reivindicações trabalhistas mostrando que era capaz de satisfazê-los, criando na classe trabalhadora uma enorme confiança nas ações do governo e diminuindo as revoltas sindicais.
Alem disso o populismo tinha um grande controle da economia;Esses aspectos do populismo podem parecer negativos, mas muitos estudiosos concordam que esse sistema de governo trouxe grandes progressos, principalmente no que se refere ao nacionalismo comum ao Estado Populista. Nacionalismo que impedia as privatizações e a exploração exagerada das multinacionais que, após a Segunda Guerra, vieram com força total para a América do Sul. Nesse exemplo destaca-se o governo de Getúlio Vargas que foi uma pedra no sapato da política externa estadunidense.O Populismo também foi um atraso para a burguesia latino-americana chamada de associada
, pois alinhava seus interesses aos interesses das grandes corporações internacionais.O Populismo teve sua atuação entre as décadas de 1930 e 1960, seus principais representantes foram Getúlio Vargas no Brasil (1930-1945 e 1951-1954), Juan Perón na Argentina (1946-1955 e 1973-1974) e Lázaro Cárdenas no México (1934-1940).

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Brasil lança mascote 2014 Copa do Mundo

 The 2014 World Cup


Brasil lança mascote 2014 Copa do Mundo
Espanha teve Naranjito a laranja sorridente em 1982, enquanto a França Footix a jogar futebol galo em 1998.
Brasil ter escolhido um tatu em extinção como mascote para a Copa do Mundo de 2014.
O mascote foi apresentado pelo ex-atacante Ronaldo Brasil durante um programa de televisão no domingo.
Fifa disse que o mascote representou o tatu-bola, uma espécie em extinção indígenas para o Brasil.
Enquanto a versão da natureza é luz na cor marrom, mascote da Fifa é amarela com olhos verdes e um escudo azul, as cores da bandeira do Brasil, e será erguendo uma bola de futebol.
Mascotes outros ao longo dos anos incluem 'Zakumi' o leopardo da África do Sul de 2010, "Pique" chillipepper a do México de 1986, e um leão chamado 'World Cup Willie' da Inglaterra em 1966.Continue lendo a história principal

    
"Eu tenho certeza que ele vai inspirar muitos jovens torcedores de futebol no Brasil e em todo o mundo"
O ex-atacante Ronaldo Brasil
"O mascote vai desempenhar um papel-chave de embaixador nos próximos dois anos", disse Ronaldo, que jogou três Copas do Mundo e foi um membro do esquadrão não utilizado em 1994, na televisão brasileira.
"Eu tenho certeza que ele vai inspirar muitos jovens torcedores de futebol no Brasil e em todo o mundo com a grande paixão que ele tem para o esporte e para o país."
Três tatus vivem principalmente no nordeste árido do Brasil e são ameaçados pela destruição do habitat.
Eles são incomuns entre tatus na medida em que pode rolar em uma bola para se defender de predadores.
"O fato de que o tatu-bola é uma espécie vulnerável é muito apropriado", disse o secretário-geral da Fifa, Jerome Valcke.
"Um dos principais objetivos através da Copa de 2014 é usar o evento como uma plataforma para comunicar a importância do meio ambiente e ecologia.
"Temos o prazer de ser capaz de fazê-lo com a ajuda de um mascote que eu tenho certeza que será muito amado, não só no Brasil, mas em todo o mundo."
Fifa disse que a votação seria realizada para escolher o nome do mascote.
"O mascote é um dos visuais chave de uma Copa do Mundo, proporcionando Fifa, o COL (comitê organizador local) e outras partes interessadas com um ativo de marca forte e emocionante através de campanhas promocionais, que podem ser ativados e públicos-alvo podem estar envolvidos", Fifa acrescentou em um comunicado.


quinta-feira, 11 de abril de 2013

Com alta do tomate, aumenta o contrabando na fronteira com a Argentina

Alimentos


Fiscais apreenderam quase 400 quilos em Foz do Iguaçu; inflação do tomate é responsabilizada pelo aumento do transporte ilegal do produto

Tomates
Em 12 meses, a inflação acumulada do tomate já é de 122% (Thinkstock)
Fiscais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) em Foz do Iguaçu, no Paraná, apreenderam em duas semanas o equivalente a quase 400 quilogramas (kg) de tomate contrabandeado da Argentina. De acordo com o chefe local do Ministério da Agricultura, Antônio Garcez, a maior frequência na apreensão deste tipo de mercadoria se deve à alta do produto no Brasil registrada desde meados de março.
A última apreensão, de cinco caixas de 20 kg cada, foi feita na madrugada desta quarta-feira, na Ponte Internacional da Amizade, principal ligação com Ciudad del Este, no Paraguai. Os outros cerca de 300 kg haviam sido flagrados em pequenos carregamentos que entrariam no país pela fronteira com a Argentina.
As outras foram flagradas na Ponte Internacional Tancredo Neves, principal via de acesso à Argentina, de onde o produto é trazido ilegalmente. "Assim como a farinha, a cebola, o alho e as frutas também bastante procurados durante todo o ano, este tipo de mercadoria exige o certificado fitossanitário internacional e o cumprimento dos processos de importação. Caso contrário, é apreendido", alerta.


Com o quilo do tomate sendo vendido nas últimas semanas por cerca de 8 reais em Foz do Iguaçu, muitos moradores da região têm apelado para o contrabando. Na vizinha Puerto Iguazú, o produto pode ser encontrado por até 3 reais o quilo. A grande procura, no entanto, está fazendo o produto desaparecer das prateleiras argentinas. "Antes fazia pedido de tomate, que vem de Posadas, a 300 quilômetros daqui, a cada três dias. Ultimamente tenho feito todos os dias e mesmo assim não está sendo suficiente. Com a procura em alta e as enchentes na região de La Plata, estou tendo que contar com a sorte", aponta o comerciante Antonio Garrido.
O aumento do preço do tomate e do consequente contrabando expôs outro problema: a falta de fiscais sanitários. "Na Ponte da Amizade não temos nenhum fiscal. E para que o controle seja feito contamos com a colaboração da Receita Federal. Já, na outra fronteira, com a Argentina, trabalha apenas um fiscal, que alterna os horários de expediente entre a noite e o dia", aponta Garcez.
Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados nesta quarta-feira mostraram que o preço do tomate subiu 6,1% em março. É uma alta bem menor que a de fevereiro (20,17%), mas ainda assim superior à variação de 350 de 365 preços monitorados pelo instituto. Em 12 meses, a inflação acumulada do tomate já é de 122%, atrás apenas da farinha de mandioca (alta de 151,39%) e à frente da batata-inglesa (97,29%). No mesmo período, o índice geral avançou 6,59%, acima do teto da meta do governo, que é de 6,5%.
(com Estadão Conteúdo)

FILME DOCUMENTARIO 5


Fux: ‘Ministro do STF não controverte com réu’







O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), seguiu o roteiro traçado pela corte de não responder aos ataques do petista José Dirceu, condenado por ter comandado o mensalão. ”Um ministro do Supremo não controverte com o réu do processo. Isso é uma regra inerente ao ofício. É  tudo o que eu tenho a dizer”, declarou Fux, durante o intervalo da sessão do STF desta quarta-feira.
Em entrevista à Folha de S.Paulo, Dirceu afirmou que Fux havia prometido absolvê-lo no julgamento do mensalão. O petista foi condenado a dez anos e dez meses de prisão pelo tribunal.
O ministro Marco Aurélio Mello foi o único a fazer comentários específicos sobre a situação de Fux – embora tenha lamentado as acusações de Dirceu. “É ruim para toda a magistratura. Algo que alcance, procedente ou não, um integrante da magistratura, coloca em cheque o Judiciário.”
(Gabriel Castro, de Brasília)

STF acaba com sigilo de nomes de políticos investigados

Judiciário


Prática adotada em 2010 disponibilizava apenas as iniciais de suspeitos de crimes e era criticada por alguns ministros da Corte

Escultura A Justiça, de Alfredo Ceschiatti, no STF
Fachada do STF. Tribunal acabou com sigilo em nomes de investigados (Orlando Brito)
Decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) desta quarta-feira extinguiu a prática que mantinha em sigilo o nome dos investigados em inquéritos criminais que tramitavam na Corte. Por sete votos a quatro, os ministros determinaram que as identidades dos investigados sejam reveladas desde o momento em que o inquérito é protocolado no STF.
De 2010 até agora, quando uma investigação chegava ao Supremo, a pessoa investigada era identificada apenas com as iniciais do nome, uma prática que acabava beneficiando políticos envolvidos em inquéritos e que têm foro privelegiado na Corte. O procedimento impedia que se identificasse o deputado, senador ou ministro do estado suspeito de algum crime. Como exemplo,  um inquérito aberto contra a deputada Jaqueline Maria Roriz (PMN-DF), flagrada em 2011 recebendo dinheiro de esquema de corrupção  no Distrito Federal, aparecia no site do Supremo apenas com as iniciais da parlamentar (JMR), o que dificultava sua identificação.
A partir da decisão desta quarta-feira, quando qualquer pessoa acessar o site do tribunal na internet poderá saber quem está sob investigação.
A regra que limitava a identificação dos investigados foi baixada em 2010 pelo então presidente do STF, Cezar Peluso, e foi bastante criticada. Antes dessa decisão, os suspeitos eram identificados normalmente. Na sessão, a maioria dos ministros entendeu que o "inquérito oculto" contrariava a publicidade exigida pela Constituição.
Votos - O ministro Marco Aurélio Mello, um dos primeiros a se manifestar contra o sigilo, afirmou que a medida evitaria inclusive dúvidas sobre a gravidade do crime investigado. "Com as iniciais, se passa a ver chifre em cabeça de cavalo, imaginar coisa pior", disse.
O presidente do tribunal, Joaquim Barbosa, afirmou que publicar apenas as iniciais seria dar tratamento privilegiado a essas autoridades investigadas. "Estaríamos estabelecendo um privilégio que só vale para pessoas que detêm prerrogativa de foro", afirmou o presidente.
Vencido no julgamento, o ministro Luiz Fux defendeu que quando um inquérito é protocolado no STF, o investigado deve ser identificado apenas pelas iniciais. Caberia ao ministro escolhido para relatar o caso decidir se a identidade do suspeito seria ou não revelada.
Fux observou que 95% das denúncias são rejeitadas e a revelação dos nomes dos investigados pode trazer prejuízos para a imagem de uma pessoa que não se tornará réu. "Tendo em vista a proteção na fase de inquérito, cabe ao relator romper ou decretar o sigilo. Mas a regra geral, tendo em vista no que inquérito não há acusação substanciosa, é autuar com as iniciais", disse. "O direito vive para o homem e não o homem para o direito", acrescentou.
Publicidade - O ministro Dias Toffoli, que também votou contra a abertura imediata dos nomes, lembrou a divulgação da existência de uma investigação contra o então presidente do Banco Central, Henrique Meirelles. De acordo com ele, o caso foi classificado como um inquérito por erro do tribunal. Neste caso, disse o ministro, houve a "publicidade da mentira".
Como consequência da decisão, a identidade dos investigados será revelada desde o início do inquérito. Isso só não ocorrerá se a investigação já chegar ao tribunal em sigilo. Outra possibilidade é o relator determinar o sigilo para garantir as investigações.
(VEJA Com Estadão Conteúdo)

Justiça bloqueia R$ 520 milhões de empresa de Maluf

Judiciário


Promotoria diz que medida evita transferência dos bens da Eucatex pela família do ex-prefeito para não pagar o que foi desviado da prefeitura de São Paulo

Jean-Philip Struck
Paulo Maluf
O deputado Paulo Maluf (PP): bloqueio de bens para assegurar devolução aos cofres públicos (Monica Zarattini/AE)
A Justiça de São Paulo determinou o bloqueio de cerca de 520 milhões de reais em bens da Eucatex S/A Indústria e Comércio, empresa controlada pela família do ex-prefeito Paulo Maluf (PP), hoje deputado federal.
Segundo o Ministério Público, autor do pedido de bloqueio, a medida visa impedir que a família do ex-prefeito transfira bens da Eucatex para uma outra empresa, evitando o pagamento de indenizações por supostos desvios que aconteceram na administração de Maluf na capital paulista, estimados em cerca de 500 milhões de reais. O processo corre em segredo de Justiça.
A decisão judicial, da 4.ª Vara da Fazenda Pública, afirma, entretanto, que o bloqueio poderá ser revertido caso acarrete a quebra da Eucatex. No ano passado, a família Maluf registrou uma nova empresa, chamada ECTX, e anunciou que iria transferir para ela parte dos bens da Eucatex. Segundo a promotoria, a medida pretende blindar as propriedades e evitar o pagamento de ações que Paulo Maluf responde. Desde a criação da nova empresa, no ano passado, a Eucatex já teria transferido 320 milhões em bens para ECTX, de acordo com o Ministério Público.
Nos últimos anos, a Justiça brasileira determinou em diversas ocasiões o bloqueio de bens da família Maluf, entre eles propriedades dos filhos do ex-prefeito, mas a Eucatex, apesar de ter sido apontada como um dos destinos das verbas desviadas da prefeitura, vinha sendo poupada.
Eucatex - Fundada em 1951, a Eucatex é uma das maiores produtoras de pisos, divisórias, chapas de madeira, tintas e vernizes do Brasil. Tem mais de 2.400 funcionários e, em março deste ano, teve o valor de mercado avaliado em 790 milhões de reais. Já o patrimônio é de quase 1 bilhão de reais. A família Maluf detém quase 60% das ações ordinárias (com direito a voto) da Eucatex, segundo informações do site da empresa.
Já o conselho é presidido por Otávio Maluf, filho mais velho ex-prefeito. Também compõe o conselho o Flávio Maluf (que acumula ainda a função de diretor-presidente), o ex-ministro da Fazenda Delfim Neto e Heitor Aquino, ex-secretário dos ex-presidentes Ernesto Geisel e João Figueiredo.
Em nota divulgada na noite desta terça-feira, a Eucatex disse que vai “as medidas judiciais cabíveis para reverter a decisão”. A empresa também afirmou que o patrimônio da Eucatex cresceu após alguns dos seus bens terem sido transferidos para ECTX, o que contraria a afirmação do Ministério Público de que a empresa estaria sendo esvaziada.

Por fim, a Eucatex diz que é uma empresa “de capital aberto, com centenas de acionistas, dentre eles, o deputado federal Paulo Maluf, que não é diretor e nem mesmo membro do seu Conselho de Administração”.
(Atualizado às 2:10) VEJA

Senadores dos EUA anunciam acordo bipartidário sobre controle de armas

Atualizado: 10/04/2013 15:27 | Por EFE Brasil, EFE Multimedia





Senadores dos EUA anunciam acordo bipartidário sobre controle de armas
Senadores dos EUA anunciam acordo bipartidário sobre controle de armas
Washington, 10 abr (EFE).- Os senadores americanos Pat Toomey e Joe Manchin anunciaram nesta quarta-feira um acordo bipartidário para reforçar o controle de antecedentes em todas as vendas comerciais de armas como meio de reduzir a violência armada no país.
A proposta de Toomey, republicano, e Manchin, democrata, tem apoio suficiente para ser aprovada tanto no Senado como na Câmara de Representantes, segundo disseram em entrevista coletiva.
Há um número substancial de republicanos na câmara que apoiam nossa proposta', disse Toomey perante os jornalistas.
Desde o massacre de Newtown, ocorrido em dezembro, foi reaberto nos EUA o debate sobre o controle de armas, um assunto que passou a ser uma das prioridades na agenda do presidente americano, Barack Obama.
Em comunicado, Obama felicitou ambos os senadores 'pela liderança em fazer um acordo bipartidário de bom senso em torno das verificações de antecedentes', pois farão com que as pesoas perigosas tenham mais dificuldade para ter acesso às armas.
'Esta não é a minha lei e há aspectos do acordo que preferiria que fossem mais estritos. Mas o acordo representa um progresso bipartidário bem-vindo e importante. Mostra que há gente boa em ambos os lados com relação ao assunto, e que embora não tenhamos que estar de acordo com tudo, sabemos que temos que fazer algo para deter a onda de violência armada', disse o presidente.
Obama ressaltou que ainda falta 'muito trabalho por fazer', um trabalho que tem que passar pelo Congresso, especialmente pelo Senado, para que finalize o debate do controle de armas.
Se for aprovada, a proposta bipartidária seria considerada como uma emenda à atual legislação sobre armas.
O acordo faria mais estrito o controle de antecedentes que a lei atual, mas é menos duro que o originalmente solicitado por Obama e os democratas do Congresso, que tratavam que fossem obrigatórias as revisões para quase todo tipo de vendas.
Segundo explicou Manchin, a proposta prevê também aumentar o financiamento para a segurança nas escolas e impor mais restrições ao tráfico de armas.
'Esta emenda não aliviará a dor das famílias que perderam seus filhos nesse dia horrível ', disse Manchin sobre as 20 crianças e seis adultos que morreram na escola Sandy Hook de Newtown pelos disparos de Adam Lanza, um jovem que horas antes matou a sua própria mãe e acabou se suicidando.
'Mas ninguém, nem um de nós neste grande Capitólio, com boa consciência, pode sentar-se e não tentar prevenir que outro dia como aquele volte a acontecer', acrescentou.
Sob os termos do acordo alcançado pelos senadores, todas as verificações de antecedentes serão realizadas por comerciantes com licença federal de armas de fogo.
Esses comerciantes deverão verificar a validade da licença de armas de um comprador e comprovar seu registro.
Também será solicitado um registro das compras realizadas nas feiras de armas.
Além disso, a proposta estabelece a criação de uma comissão bipartidária para estudar os casos de massacres por violência armada e apresentar ao Congresso propostas legislativas que possam fazer frente a este tipo de incidentes.
'Temos uma cultura da violência e toda uma geração que fundamentalmente se desistabilizou. Temos que encontrar a maneira de mudar isto', acrescentou Manchin.
O líder da maioria democrata do Senado de EUA, Harry Reid, disse na terça-feira que programará para quinta-feira um voto de procedimento chave para iniciar o debate formal sobre o controle das armas, apesar da objeção dos opositores da medida.
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