quarta-feira, 10 de abril de 2013

Condutor elétrico


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Cabo de transmissão de energia
Condutores são utilizados na confecção de linhas de transmissão de energia elétrica.
Condutores, no contexto da física e da engenharia elétrica, são materiais nos quais as cargas elétricas se deslocam de maneira relativamente livre. Quando tais materiais são carregados em alguma região pequena, a carga distribui-se prontamente sobre toda a superfície do material.[1]
Nos sólidos que possuem elétrons livres, como os metais, é possível que a carga elétrica seja transportada através deles, por isso dizemos que são condutores de eletricidade.[2] Nesses materias, o movimento de cargas elétricas é composto por cargas negativas.[3] Materiais como o cobre, o alumínio e a prata são bons condutores.
Sais, quando dissolvidos ou fundidos, subdividem-se em partículas eletricamente carregadas que, agora livres, também permitem o movimento de cargas em seu interior.[4]
Isolantes não permitem o movimento de cargas elétricas em seu interior. Entretanto, se a tensão elétrica aplicada em suas extremidades for superior a sua rigidez dielétrica, tornar-se-á um condutor.[5]
Trabalhos realizados sobre uma nova classe de condutores, feitos a partir de polímeros, foi o motivo que concedeu o Nobel de Química de 2000 aos seus premiados.[6][7]

Propriedades

Resistência

Quando uma tensão elétrica é aplicada entre duas extremidades de um condutor, uma corrente elétrica é estabelecida, fluindo de uma extremidade até outra. A oposição que o condutor faz à passagem dessa corrente, numa determinada tensão, pode ser caracterizada pela relação:
R = {V \over I}
Onde V é o valor da tensão aplicada, medida em Volts e I é o valor da corrente fluindo pelo condutor, medida em Ampères. R é a resistência elétrica, medida em Ohms.[8][9]

Ôhmicos e não-ôhmicos

Gráfico mostrando resistência de condutores ohmicos e não-ohmicos
Em condutores ôhmicos, a relação tensão por corrente é linear, como a reta vermelha deste gráfico.
Condutores que apresentam sempre uma determinada corrente elétrica fluindo, em determinada tensão, consequentemente tem sempre a mesma resistência. Tais condutores são denominados ôhmicos, por obedecerem a lei de Ohm. Quaisquer outros condutores que não se comportem consistentemente com tal lei são denominados não-ôhmicos.[9][10]

NIKS'

Resistividade

A propriedade elétrica que determina se um material apresenta grande ou baixa resistência á passagem da corrente elétrica é a denominada: resistividade elétrica, típica de cada material e representada pela letra grega ρ.Esta é mensurada através da resistência(R), área de seção transversal(A) e distância entre os pontos de condução(l).Sua fórmula é:
ρ = R*A/l
E sua unidade de medida é o ohm-metro (Ω-m).

Condutividade

Mas para se determinar se um material é bom ou mau condutor usa-se outra grandeza elétrica: a condutividade,representada pela letra grega, σ (lê-se sigma) .Que nada mais é que o inverso da resistividade elétrica, ou seja:
σ = 1/ρ
Sua unidade de medida é o [(Ω-m)^-1].
Condutores: apresentam condutividade alta, em torno de 10^7 [(Ω-m)^-1].
Abaixo há uma tabela com os valores de condutividade elétrica para alguns metais e ligas:
Tabela de condutividade
Tabela de condutividade eletrica de diversos metais

Estrutura de banda de energia (sólidos)

A condutividade elétrica está ligada fortemente ao número de elétrons disponíveis para a condução e estes buscam preencher os estados de energia mais baixos (estabilidade) a não ser que sejam submetidos à ação de forças externas (campo elétrico, por exemplo). A banda de energia eletrônica (ou banda de valência) é formada por estados atômicos que se dividem em subestados, ou estados eletrônicos. Quanto mais externas as camadas eletrônicas mais estas contribuem para a formação da banda eletrônica que é formada pelos elétrons da camada de valência do átomo. A banda vazia (ou banda de condução), como seu nome diz, é onde ocorre a condução elétrica propriamente dita, o movimento ordenado de elétrons por meio de uma diferença de potencial (d.d.p.).Quanto mais distantes as bandas, menor a condutividade elétrica.[11] Existem apenas quatro tipos de estruturas de bandas a 0K (zero absoluto), e estão mostradas na figura abaixo:
Imagem das estruturas de banda
Estruturas de bandas a 0K.
a) Típica de metais que apresentam um elétron na camada s; b) Encontrada em outros metais, há superposição de bandas (vazia com preenchida); c) Típica de isolantes, apresenta grande espaçamento entre bandas (gap); d) Característica dos semicondutores, tem distância pequena (< 2 eV) entre as bandas.

Características

Nos metais há imperfeições na estrutura cristalina que os levam a alterar sua resistividade, e por consequência sua condução. Segue abaixo a representação equacional dos responsáveis pela resistividade dos metais:
ρtotal = ρt + ρi + ρd (regra de Matthiessen)
em que ρt, ρi e ρd, são, respectivamente, as contribuições das resistividades térmicas(vibrações), devido á impurezas, e da deformação (plástica).[12]
Para os condutores, o aumento da temperatura resulta diretamente num aumento de resistividade, por conta de haver mais choques entre elétrons o que dificulta seu movimento ordenado. Tal aumento é linear e demonstrado pela fórmula:
ρt = ρo + αT
sendo ρo e α, constantes para cada material específico.

Morre Robert Edwards, criador da fertilização in vitro

Memória


O britânico, ganhador do prêmio Nobel de Medicina de 2010 por seus estudos sobre infertilidade, é considerado o 'pai' do primeiro bebê de proveta do mundo

Robert Edwards posa para foto ao lado de Louise Brown e seu filho (à direita), e Lesley Brown (centro), mãe de Louise. A foto foi tirada no dia 12 de julho de 2008, às vésperas do trigésimo aniversário de Louise, primeiro bebê de proveta do mundo.
Robert Edwards ao lado de Louise Brown e seu filho (à direita), e Lesley Brown (centro), mãe de Louise. A foto foi tirada no dia 12 de julho de 2008, às vésperas do trigésimo aniversário de Louise, primeiro bebê de proveta do mundo (Bourn Hall Clinic/AFP)
Morreu nesta quarta-feira, aos 87 anos, o embriologista britânico Robert Edwards, ganhador do prêmio Nobel de Medicina de 2010 e criador do método de fertilização in vitro. Segundo comunicado da Universidade de Cambridge, da qual o cientista era professor, Edwards faleceu tranquilamente enquanto dormia “após uma longa doença”.
Robert Edwards é conhecido como o "pai" do primeiro bebê de proveta do mundo, a britânica Louise Brown, nascida em 1978. Suas pesquisas sobre fecundação começaram em meados da década de 1950, e a técnica desenvolvida por ele possibilitou o nascimento de mais de quatro milhões de pessoas.


"Bob Edwards era um homem notável, que mudou a vida de muitas pessoas. Ele não era apenas um visionário em sua ciência, mas também na sua comunicação com o público em geral sobre as questões científicas nas quais ele foi um grande pioneiro. A sua morte será muito sentida por seus colegas, alunos, família e todas as pessoas que ele ajudou a ter filhos”, disse, em comunicado, Martin Johnson, professor de ciência da reprodução da Universidade de Cambridge.
Biografia — O britânico, nascido em 1925 em Manchester, estudou biologia nas universidades de Gales e na de Edimburgo. A partir de 1958, começou a trabalhar no processo de reprodução humana. Em 1963, na cidade de Cambridge, fundou, junto com Patrick Steptoe (falecido em 1988), o primeiro centro de pesquisas para a fecundação in vitro.
Edwards foi agraciado com o Nobel de Medicina em 2010 pois conseguiu, com seus estudos, vencer "desafios monumentais" no campo da ciência, e seu êxito representou uma "revolução" no tratamento da infertilidade, segundo afirmou na época o Instituto Karolinska, responsável por escolher os vencedores do prêmio.

Seul eleva alerta para 'ameaça vital' ante ataque iminente

Ásia


Coreia do Sul e EUA elevam estado de vigilância das forças de defesa após inteligência americana indicar que lançamento norte-coreano está próximo

Coreia do Norte exibe míssil Nodong durante desfile militar
Coreia do Norte exibe míssil Nodong durante desfile militar - Reprodução
O comando conjunto das forças da Coreia do Sul e Estados Unidos na península coreana elevou nesta quarta-feira o estado de alerta de seu sistema de defesa para o nível de "ameaça vital". A decisão foi tomada após a coleta de indícios, pela inteligência americana, que apontam para a iminência de a Coreia do Norte realizar testes de mísseis balísticos. Segundo fontes da Casa Branca, o regime de Pyongyang terminou seus preparativos de lançamento.


O estado de vigilância das tropas sul-coreanas e americanas foi elevado de "Watchcon 3" para "Watchcon 2", nível ativado quando se considera que existe uma grande ameaça. Na escala só existe um nível maior de alerta, que é ativado em ocasiões de guerra. O sistema "Watchcon" é semelhante ao "DEFCON" utilizado pelas Forças Armadas dos Estados Unidos para determinar o estado de prontidão das tropas diante de ameaças de segurança.
Segundo imagens obtidas por satélite nos últimos dias, acredita-se que a ditadura comandada por Kim Jong-un transferiu mísseis balísticos Musudan, de alcance médio, a seu litoral leste, e os montou em plataformas de lançamento. Estes projéteis, que aparentemente nunca foram testados pelo regime, têm um suposto alcance de 3.000 ou 4.000 quilômetros, o que em teoria permitiria atingir alvos no Japão ou nas bases americanas da ilha de Guam, no oceano Pacífico.


Representantes do governo sul-coreano e especialistas acreditam que o regime comunista pode realizar um ou vários lançamentos de teste nesta semana ou na próxima. Uma data especialmente considerada é 15 de abril, aniversário do fundador do país, Kim Il-sung, avô do atual ditador Kim Jong-un.
As imagens obtidas por satélite também revelaram a preparação na faixa leste do litoral norte-coreano de mais plataformas móveis de lançamento, aparentemente para mísseis Scud com alcances menores que o Musudan, o que segundo a inteligência sul-coreana indica que Pyongyang poderia realizar vários lançamentos simultâneos – o que aparentaria um ataque.
Diante de tais indícios, a Coreia do Sul preparou dois navios com sistemas para interceptar mísseis em suas costas do Mar Amarelo (Mar Ocidental) e do Mar do Leste (Mar do Japão). Seul também pôs em funcionamento o sistema de radar defensivo terra-ar Green Pine e o sistema de alarme antecipado Peace Eye, que consta de quatro aviões de vigilância Boeing 737 AEW&C.
Tensão – Para evitar que um eventual míssil atinja seu território, o governo japonês instalou nesta terça-feira baterias de mísseis Patriot Advanced Capability-3 (PAC-3) em Tóquio e seus arredores e enviou destróieres com sistemas Aegis ao Mar do Japão.


Já a Coreia do Norte elevou ainda mais a tensão regional ao recomendar oficialmente que os estrangeiros saiam da Coreia do Sul para não serem "afetados em caso de guerra". O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, disse nesta terça-feira que as tensões na península coreana podem escapar do controle, depois que a Coreia do Norte advertiu estrangeiros a deixarem a região para evitar serem pegos em uma "guerra de retaliação".
 
"O atual nível de tensão é muito perigoso. Um pequeno incidente causado por erro de cálculo ou erro de julgamento pode criar uma situação incontrolável", afirmou a jornalistas em Roma, onde se encontrou com o presidente italiano, Giorgio Napolitano, e com o papa Francisco. Ban disse que pediu às autoridades norte-coreanas que se abstenham da "retórica provocativa" e aos países vizinhos para tentarem exercer sua influência sobre Pyongyang.

Inflação acima da meta comprova descaso do governo

Consumo


O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,47% em março, acumulando alta de 6,59% em 12 meses e ultrapassando o teto da meta do BC

Naiara Infante Bertão
Supermercado
Estouro da meta: inflação subiu 6,59% em 12 meses até março (Luciano Amarante)
A maior relevância do anúncio sobre o estouro da meta de inflação em março (em taxa anualizada) encerra, de uma vez por todas, a discussão sobre a leniência do governo em relação ao avanço dos preços. Os números - e apenas eles - confirmam tal descaso. O que disse a presidente Dilma Rousseff sobre a orientação do governo em relação à inflação, há algumas semanas, em Durban, na África do Sul, comprovou-se - ainda que ela tenha desmentido rapidamente o fato, para tentar conter o stress do mercado. Dilma havia afirmado que não era preciso sacrificar o crescimento econômico para combater a inflação. Diante da concretude de um IPCA acumulado em 6,59% em 12 meses, seria bom que o governo parasse com movimentos hipócritas e jogo de palavras. O fato é que, ao longo dos dois anos de governo Dilma, a retórica econômica ditada pela própria presidente serviu para combater os inimigos errados - e deixou sair ilesa a inflação.
O mandato da presidente Dilma Rousseff começou, em 2011, com a inflação aquecida – resultado, em parte, dos gastos exacerbados no fim do governo Lula e do ritmo acelerado de crescimento puxado pelo consumo do mercado interno. O IPCA de janeiro de 2011 ficou em 0,83%, maior taxa mensal desde abril de 2005 (0,87%). No acumulado em 12 meses, o índice estava em 5,99% e acima do verificado nos 12 meses terminados no mês anterior (5,91%).
Começo equivocado - Contudo, a equipe econômica era taxativa ao afirmar que o avanço inflacionário era causado pelo choque de preços no mercado internacional e que o Brasil estava "importando" esse movimento - ou seja, que não se tratava de um descontrole local. Diante de tal certeza, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, pilotou uma série de medidas para conter problemas que, em sua avaliação, eram mais graves que a inflação - como a chamada "guerra cambial".
Para sanar tal incômodo, o ministro lançou mão de sucessivos aumentos no Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para frear a entrada de dólares no Brasil e, com isso, tentar desvalorizar o real - em julho de 2011, o dólar chegou a ser cotado a 1,57 real. Na avaliação do governo, a moeda brasileira estava muito apreciada e tal situação - que era reflexo dos fundamentos do país na época - prejudicaria as exportações de manufaturados e estimularia a entrada de importados no mercado brasileiro - algo visto como ruim para o PT, já que os importados concorrem e ganham da indústria local e podem comprometer a criação de empregos.
No final daquele mesmo ano, após sucessivos aumentos do IOF para coibir entrada de dólares por meio de investimentos de curto prazo no mercado financeiro, a moeda americana, enfim, atendeu aos anseios do Planalto e começou a se valorizar, chegando perto de 1,90 em outubro - movimento que impactou o avanço da inflação porque encareceu as importações, sobretudo de insumos agrícolas.
Ainda em 2011, mesmo lançando mão do IOF para combater o real forte, o Banco Central era adepto de alguma ortodoxia e utilizava a taxa básica de juros (a Selic) como forma de tentar conter a inflação acelerada - os juros subiram até o final do primeiro semestre, quando chegaram a 12,5%. Porém, num movimento inesperado e muito criticado, o BC passou a reduzir a Selic a partir da reunião de julho de 2011, antevendo um agravamento da crise do euro. Ao final daquele ano, a inflação tocou o teto da meta de 6,5% diante de uma Selic em franca desaceleração e um Produto Interno Bruto (PIB) decepcionante: a economia havia crescido apenas 2,7% em 2011. À época, a desculpa da economia superaquecida já não era justificativa para a inflação alta, como ocorreu em 2010.
A tendência de queda da Selic perdura, à revelia do mercado. Desde julho de 2011 a taxa básica de juros é mantida estável ou em queda, seja qual for o desempenho do IPCA. Ao longo de 2012, a autoridade monetária se negou a reconhecer a necessidade de aumentar a Selic como forma de combater a alta dos preços. Apenas na reunião de março deste ano houve uma leve mudança no comunicado que acompanhou a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), evidenciando a possibilidade de uma possível subida dos juros. Contudo, segundo economistas, tal movimento já deveria ter começado há muito tempo. "Nossa visão é de que, para fortalecer sua credibilidade e frear a deterioração da inflação, o Banco Central precisa agir logo. Não há razão para não subir o juros, diante do atual cenário", aponta o economista do banco Goldman Sachs, Alberto Ramos, em comunicado enviado a investidores após a divugação do IPCA na manhã desta quarta.
Política industrial - Além de tentar conduzir, artificialmente, a cotação do dólar, nos últimos dois anos, o governo também valeu-se de uma política industrial com viés protecionista com o objetivo de melhorar a situação da indústria brasileira. Ele acreditava que, ao reduzir o custo Brasil, poderia estimular o crescimento de investimentos no país. Para isso, criou uma política industrial baseada em desonerações para setores castigados pela concorrência externa, compras governamentais que dão preferência a fornecedores nacionais e uma série de estímulos para que a indústria brasileira conseguisse avançar, apesar das adversidades. Contudo, o plano - chamado de Brasil Maior - é uma colcha de retalhos desconexa e complexa até mesmo para a própria indústria que é alvo das benesses. E, até o momento, ele falha em conseguir reduzir o custo Brasil, ao mesmo tempo em que promove uma queda colossal na arrecadação do governo.
Os estímulos artificiais do estado exercem peso sobre os preços, assim como o dólar valorizado. A demanda, por sua vez, não cede - e é garantida pela expansão do setor de serviços, cujo PIB cresceu 4,4% no acumulado de 2011 e 2012, e vem ajudando a garantir os empregos que a indústria não consegue manter. "Ao pretender responder a todas as demandas do empresariado, dos consumidores e de quem mais bater à porta do governo, ele acaba produzindo um conjunto de medidas bem intencionadas, mas dotadas de baixa eficácia para promover os objetivos preconizados: expansão do investimento e do crescimento”, diz Felipe Salto, da Tendências Consultoria.
Optar por subir a Selic neste momento é uma alternativa que trará ônus político para a presidente Dilma - sobretudo quando se constata que a corrida eleitoral está a todo vapor. Porém, ela não só é necessária, como urgente. “Essas medidas (as desonerações) mostram certo desespero por parte do governo, que tenta combater a inflação com mecanismos de natureza popular, usados como instrumento político e eleitoral - e que não são os mais adequados”, afirma o professor do Insper, Otto Nogami.

terça-feira, 9 de abril de 2013

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Abin vigiou sindicalistas contrários à MP dos Portos

Política


Documento obtido pelo jornal 'O Estado de S. Paulo' confirma que Abin vigia os passos dos portuários de Suape, em Pernambuco

Operário na construção da Petroquímica Suape, no Porto de Suape em Ipojuca, Pernambuco
Operário na construção da Petroquímica Suape, no Porto de Suape em Ipojuca, Pernambuco (Marcelo Sayão/EFE)
Documento sigiloso confirma que o Gabinete de Segurança Institucional da Presidência (GSI) mobilizou a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para monitorar portuários e sindicatos contrários à Medida Provisória 595, conhecida como MP dos Portos. O ofício desmente o general José Elito, ministro-chefe do GSI, que na semana passada chamou de "mentirosa" reportagem do jornal O Estado de S.Paulo que revelava a ação da Abin no porto de Suape (PE).
Identificado como "Ordem de Missão 022/82105", de 13 de março de 2013, o ofício encaminhado a superintendências da Abin em 15 estados litorâneos traz em destaque o alvo dos agentes: "Mobilização de Portuários". O GSI confirma a autenticidade do documento.
A "missão" da Abin, informa o documento, é identificar ações grevistas como reação à medida provisória que altera o funcionamento dos portos. O alvo central são sindicalistas ligados à Força Sindical. A central sindical se uniu às críticas feitas pelo governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), contra a MP dos Portos. Campos é possível candidato à Presidência em 2014.
A reportagem mostrou na quinta-feira que a Abin vigia os passos dos portuários de Suape, em Pernambuco. Na ocasião, o general Elito, após reunião com a presidente Dilma Rousseff, divulgou nota dizendo ser "mentirosa a afirmação de que o GSI/ABIN tenha montado qualquer operação para monitorar o movimento sindical no Porto de Suape ou em qualquer outra instituição do país".
A ordem contida no ofício 022/82105, porém, é clara sobre o monitoramento de sindicatos que atuam em portos. "Dirigentes sindicais ligados à Força Sindical pretendem promover paralisação nacional de 24 horas no dia 19 mar. 2013", alerta o documento sigiloso. Em outro trecho, cita a Federação Nacional dos Portuários e a Central Única dos Trabalhadores (CUT): "Portuários filiados a essas entidades devem começar a se reunir em assembleias a partir de 15 mar. 2013 para definir os rumos da mobilização - ações paredistas não podem ser descartadas".
Pouco antes de deflagrada a Ordem de Missão, em 13 de março, uma equipe formada por agentes de Brasília percorreu os estados alvo para uma ação de vigilância prévia que incluiu, pela primeira vez, a utilização de um equipamento de filmagem israelense que permite a transmissão, em tempo real e em alta resolução, de imagens captadas nos portos.
(VEJA Com Estadão Conteúdo)

Funeral de Margaret Thatcher será em 17 de abril

Memória


Palácio de Buckingham confirmou que a rainha Elizabeth irá à cerimônia

Margaret Thatcher durante coletiva na sede da ONU, em 1984
Margaret Thatcher durante coletiva na sede da ONU, em 1984 - AP
O funeral da ex-primeira-ministra britânica Margaret Thatcher será realizado em Londres, no dia 17 de abril, uma quarta-feira, informou o gabinete do atual premiê, David Cameron, nesta terça-feira. A cerimônia será realizada da Catedral de St. Paul.


O Palácio de Buckingham disse em comunicado que a rainha Elizabeth e seu marido, o duque de Edimburgo, vão comparecer ao funeral.


Derrames - Primeira-ministra da Grã-Bretanha por quase 12 anos, Thatcher morreu nesta segunda-feira, aos 87 anos. A causa da morte da ex-premiê, segundo seu porta-voz, lorde Bell, foi um derrame cerebral. Ela já havia deixado a vida pública em 2002 por causa de um pequeno derrame, e sofreu vários outros depois deste.
Os pequenos derrames dos últimos anos lhe deixaram sequelas, como confusões ocasionais e perdas de memória. Seu estado de saúde estava se deteriorando desde então, e ela chegou a sofrer de demência. Segundo sua filha, Carol, em suas crises, Thatcher tinha dificuldades em terminar suas frases e esquecia que seu marido, Denis Thatcher, morreu em 2003. A morte de seu mais próximo confidente e companheiro por 50 anos intensificou seu isolamento do mundo. A última vez em que ela foi internada foi em dezembro de 2012, quando passou por uma cirurgia na bexiga.
Repercussão - A morte da ex-premiê provocou a reação de políticos e líderes em várias partes do mundo. A baronesa é conhecida porte ter transformado a Grã-Bretanha com seu "thatcherismo" – menos governo, menos despesas e independência em relação à União Europeia (UE). No plano global, é reconhecida por ter ajudado a derrubar a União Soviética com uma estreita cooperação com o então presidente dos EUA, Ronald Reagan.
“Como nossa primeira mulher premiê, Margaret Thatcher triunfou sobre todos os obstáculos. E a verdade sobre Margaret Thatcher é que ela não apenas liderou nosso país, como também o salvou. E eu acredito que ela será lembrada como a primeira-ministra britânica da paz”, disse o primeiro-ministro britânico, David Cameron.
Já para a chanceler alemã, Angela Merkel, Thatcher foi uma das maiores líderes da política mundial de seu tempo. "Ela reconheceu muito cedo o poder dos movimentos em defesa da liberdade e sempre os apoiou. Foi um exemplo para muitos. Meus pensamentos e sentimentos estão com seus filhos", disse. Em comunicado, o presidente americano, Barack Obama, afirmou que o mundo perdeu uma importante defensora da liberdade e que a América perdeu uma verdadeira amiga.


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