segunda-feira, 1 de abril de 2013

Assistir 24 Horas 1 Temporada

Assistir 24 Horas 1 Temporada Dublado e Legendado Online

Assistir 24 Horas 1 Temporada Dublado e Legendado

Descrição:

Assistir 24 Horas 1 Temporada Dublado,Legendado, Online, A primeira temporada ((2001-2002)), também conhecida entre os fãs como Dia 1, se passa no dia de uma fictícia eleição primária da Califórnia. A temporada começa à meia-noite, e gira em torno dos cinco personagens principais: Jack Bauer, Teri Bauer, Kim Bauer, Nina Myers e David Palmer Terroristas planejam assassinar o candidato à presidência, Senador David Palmer, no dia das primárias eleitorais da Califórnia. Jack Bauer, um ex-soldado da Delta Force e atual chefe da fictícia Unidade Contra-Terrorismo (UCT) de Los Angeles, é convocado para impedir o atentado. Bauer acaba se envolvendo no caso de forma pessoal quando sua esposa Teri e filha Kim são sequestradas por pessoas envolvidas no atentado.

Assistir Episódios:

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Episódio 01 - 12:00 A.M.-1:00 A.M. MixVideo
Episódio 02 - 1:00 A.M.-2:00 A.M. MixVideo
Episódio 03 - 2:00 A.M.-3:00 A.M. MixVideo
Episódio 04 - 3:00 A.M.-4:00 A.M. MixVideo
Episódio 05 - 4:00 A.M.-5:00 A.M. MixVideo
Episódio 06 - 5:00 A.M.-6:00 A.M. MixVideo
Episódio 07 - 6:00 A.M.-7:00 A.M. MixVideo
Episódio 08 - 7:00 A.M.-8:00 A.M. MixVideo
Episódio 09 - 8:00 A.M.-9:00 A.M. MixVideo
Episódio 10 - 9:00 A.M.-10:00 A.M. MixVideo
Episódio 11 - 10:00 A.M.-11:00 A.M. MixVideo
Episódio 12 - 11:00 A.M.-12:00 P.M. MixVideo
Episódio 13 - 12:00 P.M.-1:00 P.M. MixVideo
Episódio 14 - 1:00 P.M.-2:00 P.M. MixVideo
Episódio 15 - 2:00 P.M.-3:00 P.M. MixVideo
Episódio 16 - 3:00 P.M.-4:00 P.M. MixVideo
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Episódio 18 - 5:00 P.M.-6:00 P.M. MixVideo
Episódio 19 - 6:00 P.M.-7:00 P.M. MixVideo
Episódio 20 - 7:00 P.M.-8:00 P.M. MixVideo
Episódio 21 - 8:00 P.M.-9:00 P.M. MixVideo
Episódio 22 - 9:00 P.M.-10:00 P.M. MixVideo
Episódio 23 - 10:00 P.M.-11:00 P.M. MixVideo
Episódio 24 - 11:00 P.M.-12:00 A.M. MixVideo

BC poderá tomar novas medidas para conter inflação, diz Tombini

Política monetária

BC poderá tomar novas medidas para conter inflação, diz Tombini

Presidente do BC reafirmou que nível inflacionário é preocupante e que seu crescimento pode causar distorções na economia

Naiara Infante Bertão
Alexandre Tombini, presidente do Banco Central
Tombini e a inflação: "é plausível afirmar que outras (ações) poderão ser necessárias" (Ueslei Marcelino/Reuters)
O presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, reiterou, na tarde desta sexta-feira, preocupação com a expansão inflacionária e disse que outras medidas poderão ser necessárias para garantir a estabilidade de preços. "Ações foram tomadas, mas é plausível afirmar que outras poderão ser necessárias. Para decidir sobre isso, o Banco Central acompanhará a evolução do cenário macroeconômico", afirmou, sem dar detalhes de quais poderiam ser as novas medidas.
Tombini, que esteve presente em evento da Câmara de Comércio França-Brasil, voltou a constatar o óbvio. Disse que o crescimento da inflação pode causar distorções na economia, tais como redução do potencial de crescimento e aumento do prêmio de risco do país. Afirmou ainda que, apesar de acreditar que as medidas tomadas pelo governo para conter a escalada de preços surtirão efeito em breve, o BC não descarta novas mudanças nos ciclos monetários. Sua fala abre, mais uma vez, espaço para economistas apostarem em mudança na taxa básica de juros, a Selic, na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), em abril.
Na ata da última reunião do comitê, a menção a taxas de juros baixas “por um período de tempo suficientemente prologado” foi tirada. “Não resta dúvida de que a comunicação é parte importante do processo de condução da política monetária. O ajuste na mensagem do Banco Central, por si só, já determinou mudança relevante nas condições financeiras de modo geral", disse Tombini.
Ainda no documento, o BC piorou suas projeções para os preços ao consumidor tanto para este ano quanto para 2014. "Para 2014, a projeção de inflação aumentou em relação ao valor considerado na reunião do Copom de janeiro e se encontra acima da central da meta, em ambos os cenários", informou o comitê, no documento.
Assim, a taxa atual, que é a mínima histórica de 7,25%, não deve ficar assim por muito tempo. Os analistas ouvidos pelo BC para o relatório Focus desta semana já trabalham com uma Selic em 8,25% no fim do ano. Nesta sexta-feira, a primeira medição do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-15), considerado prévia da inflação oficial, mostrou que os preços continuam em franca aceleração. O índice subiu 2,06% no acumulado de janeiro a março, bem acima dos 1,44% registrados no primeiro trimestre do ano passado.
Indagado sobre o câmbio, o presidente do Banco Central disse que não há uma taxa ideal, mas que o BC tem o papel de intervir nos mercados quando achar que algo está errado. Especificamente no mercado de câmbio, ele poderá intervir “para evitar volatilidade excessiva”. Ele disse ainda no evento que o Brasil está passando por uma recuperação gradual da economia e que o Produto Interno Bruto (PIB) deve crescer em torno de 4% este ano.

Inflação do aluguel desacelera em março para 0,21%

Preços  VEJA

Inflação do aluguel desacelera em março para 0,21%

IGP-M veio abaixo das expectativas. Contudo, a taxa acumulada em 12 meses até março é de 8,06%

Placa de aluguel no bairro Vila Mariana, São Paulo
IGP-M, inflação do aluguel, acumulada alta de 8,06% em 12 meses até março (Danilo Verpa/Folhapress)
O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M), usado em reajustes de contratos de alguéis, subiu 0,21% em março, ante elevação de 0,29% em fevereiro, informou nesta quarta-feira a Fundação Getulio Vargas. A desaceleração do índice se deu por causa da redução dos preços do atacado e da construção, que acabaram por compensar a alta no varejo. Também houve desaceleração em relação à segunda prévia de março (0,24%) e o resultado ficou abaixo da expectativa de analistas, que apontavam alta de 0,31%. A variação acumulada do IGP-M em 2013 é de 0,43%, mas a taxa acumulada em 12 meses até março sobe para 8,06%.
A inflação tem sido motivo de preocupação tanto do governo quanto do mercado, principalmente depois de o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), prévia da inflação oficial, ter se aproximado no acumulado em 12 meses em março do teto da meta do governo, ao subir 6,43% em 12 meses.
Analistas acreditam que o início do ciclo do aperto monetário será logo. Os economistas ouvidos pelo Banco Central para o relatório Focus desta semana aumentaram de 8,25% para 8,5% sua projeção para a Selic, taxa básica de juros, neste ano. Este seria, na visão deles, o próximo instrumento que o governo vai usar para tentar frear a escalada de preços. Agora, a atenção se volta para a divulgação, na quinta-feira, do Relatório Trimestral de Inflação do BC, com projeções sobre inflação e atividade econômica.

Segmentos - O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que mede a variação dos preços no atacado e responde por 60% do índice geral, ficou praticamente estável, a 0,22% em março, ante avanço de 0,21% em fevereiro. Os produtos industriais desaceraram para alta de 0,30% depois de subir para 0,82% em fevereiro. Já os agropecuários registraram queda de 0,70% em março, ante recuo de 1,31% no mês anterior.

Por sua vez, no varejo, o Índice de Preços ao Consumidor, com peso de 30% no índice geral, acelerou a alta para 0,72%, contra 0,30% visto anteriormente. A principal contribuição partiu do grupo Habitação, com avanço de 0,48% em março, após ter registrado queda de 1,75% no mês anterior. Nesta classe de despesa, destacou-se o comportamento do item tarifa de eletricidade residencial, cuja taxa passou de -16,14% para -1,62%.

Já o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), que responde por 10% do IGP-M, registrou elevação de 0,28% no terceiro mês do ano, desacelerando ante alta de 0,80% em março. O indicador foi puxada pela mão de obra, com alta de 0,14% após avanço de 1%.

Além de medir a evolução do nível de preços, o IGP-M é utilizado como referência para a correção de valores de contratos, como os de energia elétrica e aluguel. Ele é calculado com base nos preços coletados entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.

(com agência Reuters)

Mercado aposta em crescimento de 3,01% e juros a 8,5%

Banco Central  VEJA

Mercado aposta em crescimento de 3,01% e juros a 8,5%

Economistas mantiveram também sua expectativa para a inflação em 5,71%

Mercado de pescados no CEAGESP
Aumento de preços ao consumidor esperado pelo mercado está em linha com o do BC (Reinaldo Canato)
Analistas do mercado financeiro elevaram levemente a projeção para o crescimento da economia em 2013, segundo pesquisa Focus divulgada nesta segunda-feira. A previsão de alta do Produto Interno Bruto (PIB) passou de 3% para 3,01%, de acordo com o Banco Central. Contudo, a projeção ainda está abaixo da esperada há quatro semanas, de 3,09%. Para 2014, a expectativa se manteve em 3,5%.
Já a previsão para os juros manteve-se inalterada, após três semanas de alta consecutivas. Os especialistas apostam em uma Selic a 8,5% no final deste ano. A projeção de inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para 2013 foi mantida em 5,71%
 Há quatro semanas, a estimativa estava em 5,70%. Para 2014, a projeção subiu pela terceira semana consecutiva, passando de 5,60% para 5,68%. Há quatro semanas, estava em 5,50%. A projeção de alta da inflação para os próximos 12 meses subiu de 5,42% para 5,43%, conforme a projeção suavizada para o IPCA. Há quatro semanas, estava em 5,62%.
Nas estimativas do grupo dos analistas consultados que mais acertam as projeções, o chamado Top 5 da pesquisa Focus, a previsão para o IPCA em 2013 no cenário de médio prazo subiu de 5,72% para 5,79%. Para 2014, a previsão dos cinco analistas segue em 6,05%. Há um mês, o grupo apostava em altas de 5,57% e de 6,20% para cada ano, respectivamente. Entre todos os analistas ouvidos pelo BC, a mediana das estimativas para o IPCA em março de 2013 segue em 0,50%, acima do 0,43% previsto há quatro semanas. Para abril de 2013, segue em 0,40%. Há quatro semanas, estava em 0,51%.
Para a produção industrial e o dólar, as estimativas dos analistas estão em 3,12% (ante 3% na semana anterior) e 2 reais. No ano que vem, a expectativa é que finalizem o ano em 3,95% e 2,05 reais.

Preços ao consumidor - Apesar de a estimativa para o IPCA ter sido mantida nesta semana, os preços ao consumidor ainda preocupam o governo, ainda mais depois de o relatório trimestral de inflação mostrar que o índice vai estourar o teto da meta de 6,5% e finalizar o ano distante do centro da meta (4,5%), a 5,7% - condizente com a projeção do mercado).

Na quinta-feira passada, um discurso mal interpretado da presidente Dilma Rousseff causou um alvoroço no mercado. Dilma declarou, ainda na África do Sul, quando participava da reunião dos Briscs, que não tomaria quaisquer medidas de combate à inflação que possam desacelerar o crescimento da economia brasileira. Ao explicar, horas depois, que havia sido um mal entendido, a presidente chamou a imprensa de manipuladora. Nem mesmo a declaração posterior do presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, de que a instituição está acompanhando de perto a evolução da inflação acalmou os mercados e os títulos atrelados à inflação de longo prazo subiram.

(com agências Reuters e Estadão Conteúdo)

Após anunciar economia, União gasta R$1 bi com diárias

Contas Públicas VEJA

Após anunciar economia, União gasta R$1 bi com diárias

Valor pago em 2012 é 24% maior que o do ano anterior; Executivo concentra 915,5 milhões de reais gastos nesse tipo de despesa

Vista noturna do Palácio do Planalto, em Brasília
Executivo concentrou mais de 900 milhões em despesas com diárias em 2012 (João Ramid)
Em 2012, ano que a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, anunciou um controle mais rígido do sistema de pagamento de viagens dos ministérios, a União gastou 1 bilhão de reais com diárias para servidores dos Três Poderes – valor 24% superior ao do ano anterior (826,9 milhões).
Segu

ndo levantamento da ONG Contas Abertas, na época, o contingenciamento de mais de 55 bilhões no Orçamento pretendia reduzir também os gastos com esse tipo de despesa, o que não aconteceu. Justamente o Executivo lidera as despesas com diárias, tendo gasto 915,5 milhões de reais em 2012, aumento de 22% ante 2011.

Mesmo sendo o Poder que menos utiliza as diárias, o Legislativo também aumentou esse tipo de despesa. Os desembolsos no ano passado foram de 9,3 milhões de reais – valor R$ 1,6 milhão maior que o pago em 2011.

O Judiciário registrou um aumento de 43% no gasto com o pagamento de diárias em 2012. No total, foram 100 milhões de reais com diárias, montante 43% maior do que o desembolsado em 2011 – 69,7 milhões – e que não envolve outras despesas de viagens, como passagens e outros meios de locomoção.

Augusto Nunes: Escalas de Dilma no exterior custaram R$ 433 mil aos cofres públicos

Das 66 unidades orçamentárias integrantes do Judiciário, 39 aumentaram os pagamentos com diárias. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) foi o órgão que mais teve este tipo de despesa: passou de 4 milhões em 2011 para 30,3 milhões de reais em 2012. Os gastos cresceram, principalmente, em razão das eleições municipais de 2012.

Outro tribunal que teve um aumento significativo foi o Tribunal Superior do Trabalho (TST), quase dobrou os gastos com diárias em 2012. Comparado com o ano anterior, as despesas aumentaram em 2,3 milhões de reais, passando de 2,5 milhões para 4,9 milhões.
Econômicos – Na contramão do crescimento dos gastos, 27 unidades orçamentárias do Judiciário diminuíram esse tipo de despesa em 2012. O Conselho Nacional de Justiça (CNJ), por exemplo, desembolsou 2,4 milhões a menos – 2,6 milhões em 2012 contra 5 milhões em 2011.
O Supremo Tribunal Federal (STF) foi outro que resolveu economizar com diárias. O órgão gastou 674 500 reais em 2012 contra mais de 1 milhão de reais em 2011 – uma economia de 365 800 reais.

PEC das Domésticas: saiba como ficar dentro da lei

Trabalho

PEC das Domésticas: saiba como ficar dentro da lei

Contrato de trabalho e folha de ponto ajudam empregador e empregado a evitar problemas com a Justiça. Conheça o que é preciso fazer para ficar em dia com a legislação

Cecília Ritto, do Rio de Janeiro
Babá segurando uma criança
Babá segurando uma criança (Thinkstock)
Desde a última terça-feira, empregados domésticos têm, no Brasil, direitos equiparados aos de funcionários da indústria e do comércio, por exemplo. O país passa a incluir um contingente de cerca de 6,6 milhões de pessoas nas garantias legais que preveem o estabelecimento de uma jornada de trabalho, o pagamento de horas extras e o recolhimento do FGTS pelo patrão. O desafio, agora, será o de organizar o trabalho para que as horas extras não representem um estouro no orçamento. Em São Paulo, o empregador que conta com os serviços de uma doméstica que recebe 755 reais passará a ter um custo 36% maior se ela trabalhar 8 horas por dia e fizer duas horas extras.

Adequar-se à lei é simples, mas depende de uma conversa transparente com os empregados. É necessário, a partir de agora, deixar claros os compromissos e direitos de ambas as partes. Apesar de estar instituído o pagamento de 50% de adicional pelas horas trabalhadas além da jornada de 8 horas, não é permitido que um trabalhador cumpra além de duas horas extras diárias. Ou seja, não é possível simplesmente estender o turno de trabalho e pagar a mais por isso.
O problema, acredita-se, será maior para os casos de babás, acompanhantes e empregadas que dormem no emprego, ficando à disposição do patrão. Nessas casos, é provável que, para seguir a lei, seja necessário haver pelo menos dois empregados – de forma que um deles cumpra o turno da noite. Os custos, claro, vão ser elevados: além do gasto com o funcionário, o empregador terá de arcar com o adicional noturno, que depende de regulamentação e, pela CLT, é de 20%.

Patrão e empregado devem fazer um contrato?

O obrigatório é o registro em carteira. Diante das mudanças na legislação, no entanto, é interessante elaborar um contrato que registre como o serviço será prestado, os horários programados e se o empregado dorme na casa do empregador, seja por morar longe ou por trabalhar no turno da noite. Como é muito comum que a doméstica passe grande parte do dia sozinha, no caso de uma futura ação judicial seria difícil provar os horários trabalhados e os serviços executados. Um contrato assinado por ambas as partes, sem necessidade de registro em cartório, pode preservar os direitos de patrão e doméstica. A legislação da Espanha igualou os direitos dos domésticos aos de trabalhadores de outros setores em janeiro de 2012, com exigência de um contrato de trabalho. No caso brasileiro, o contrato é uma opção para manter transparência sobre o que foi acordado.

Super Carros Antigos 2º episodio


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BC aumenta para 5,7% projeção para inflação em 2013

Relatório Trimestral de Inflação   VEJA

BC aumenta para 5,7% projeção para inflação em 2013

Relatório Trimestral de Inflação, divulgado nesta quinta-feira, eleva projeções para o IPCA, índice oficial da inflação, em 0,9 p.p. e distancia ainda mais a projeção do centro da meta do BC, de 4,5%

Presidente do Brasil, Dilma Rousseff, durante reunião do bloco Brics (Brasil, Índia, China e África do Sul) em Durban, na África do Sul
Declaração de Dilma sobre inflação na reunião dos Brics causou rebuliço no mercado (Alexander Joe/AFP)
O Banco Central (BC) elevou sua projeção de inflação acumulada em 12 meses acima de 5% para 2013 e 2014. Segundo o cenário de referência do Relatório Trimestral de Inflação, divulgado nesta quinta-feira, a expectativa de inflação medida pelo IPCA (índice de preço ao consumidor amplo, apurado pelo IBGE) para 2013 passou de 4,8% para 5,7%. Para o ano seguinte, a elevação foi de 4,9% para algo entre 5,3% e 5,4%. Assim, a tendência antevista pelo banco é o indicador se distanciar ainda mais do centro da meta, de 4,5%.
Em 2011, o IPCA fechou no teto da meta, em 6,5%, e, no ano passado, ficou em 5,84%. Com isso, confirmado o cenário traçado pelo BC (dólar a 1,95 real e taxa Selic a 7,25%), o centro da meta não terá sido atingido ao longo de todo o mandato da presidente Dilma Rousseff.
De acordo com o relatório divulgado nesta quinta-feira, a projeção da inflação deve recuar a partir do terceiro trimestre de 2013. A projeção parte de 6,5% no primeiro trimestre de 2013, eleva-se para 6,7% no segundo trimestre, reduzindo-se para 6,0% e 5,7% no terceiro e quarto trimestre, respectivamente. Em 2014, o BC projeta uma tendência de desaceleração da inflação, atingindo 5,2% no segundo trimestre e, a partir de então, se posicionando entre 5,3% e 5,4% até o final do ano.
A mudança de postura da autoridade monetária do país vem um dia depois da desastrada declaração de Dilma, na cúpula dos Brics, na África do Sul. Ao dizer que "não acredita em políticas de combate à inflação que olhem a redução do crescimento econômico", Dilma sinalizou, na interpretação de agentes do mercado, que a alta da Selic, a taxa básica de juros, não está no horizonte. A fala causou alvoroço no mercado.
Além disso, Dilma citou o Ministério da Fazenda – e não o Banco Central – no que diz respeito a "questões específicas de inflação". Mais tarde, o presidente do BC, Alexandre Tombini, e a própria presidente da República voltaram a falar com a imprensa para tentar reverter os reflexos negativos das declarações no mercado. A presidente acabou culpando a imprensa de manipular sua declaração.
Na segunda-feira, o relatório Focus do BC mostrou que o mercado aposta em alta da taxa básica de juros em Selic para 8,5% em 2013. Atualmente, a taxa está na mínima histórica de 7,25%.
O índice IPCA-15, considerado uma prévia da inflação, subiu 0,49% em março ante fevereiro - uma desaceleração, em vista dos 0,68% de aumento mensal registrados em fevereiro ante janeiro. O índice, contudo, registrou 2,06% de alta acumulada no ano, bem acima dos 1,44% registrados no primeiro trimestre do ano passado. Assim, o IPCA-15 avançou 6,43% em 12 meses e encosta no teto da meta do BC, de 6,5%. O centro da meta estabelecida para inflação no país é de 4,5%. Em fevereiro, o IPCA do mês cheio já havia chegado próximo ao teto, ao acumular 6,31% em 12 meses.
(Com Estadão Conteúdo)

Governo decide manter desconto de IPI para carros até o fim do ano

Setor Automobilístico

Governo decide manter desconto de IPI para carros até o fim do ano

Imposto permanecerá entre 2% e 8%. Renúncia fiscal é estimada em R$ 2,2 bi

Montadora Ford, em São Bernando do Campo
Montadora Ford, em São Bernando do Campo (Paulo Whitaker/Reuters)
O governo federal confirmou, por meio de nota divulgada neste sábado à noite, que vai prorrogar o desconto do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para automóveis, que venceria na segunda-

“Com essa medida, o governo não só estimula o setor automotivo, um dos principais motores da economia, como toda a cadeia automobilística, como as indústrias de autopeças, de estofamento e acessórios”, diz o comunicado do Ministério da Fazenda. O governo calcula que abrirá mão de uma receita de 2,2 bilhões de reais até o fim do ano.


O desconto de IPI tem sido prorrogado sucessivamente pela Fazenda. Na última vez, em dezembro de 2012, o governo decidiu-se pelo aumento gradual do tributo até seu valor original, que seria alcançado ainda em 2013. Mas o fraco desempenho das vendas no primeiro trimestre do ano e o receio do impacto que o aumento de IPI teria sobre a inflação fizeram o governo rever o cronograma. Esse foi o assunto da reunião entre o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e a Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) na quinta-feira.


Até 1000 cilindradas – Entre maio e dezembro de 2012, o governo reduziu o IPI dos veículos de até 1.000 cilindradas de 7% para zero. Em 1º de janeiro de 2013, a alíquota dessa categoria subiu para 2% e deveria subir para 3,5% a partir de segunda-feira, voltando aos 7% originais em 1º de julho, segundo cronograma de dezembro de 2012. Agora, o IPI será mantido em 2%.
De 1000 a 2000 cilindradas – Para os veículos flex de 1.000 a 2.000 cilindradas, a alíquota do IPI caiu de 11% para 5,5% até 31 de dezembro e subiu para 7% em 1º de janeiro. Deveria ir a 9% na segunda-feira, mas continuará em 7%. Para veículos a gasolina na mesma faixa de cilindradas, o IPI original saiu de 13% para 6,5% entre maio e dezembro do ano passado, foi para 8% em 1º de janeiro e a previsão era chegar a 10% a partir de abril. Ficará em 8% até 31 de dezembro.
Veículos comerciais leves e caminhões – Já para os veículos utilitários, a alíquota original de 8% foi reduzida para 1% até dezembro, subiu para 2% em janeiro e deveria subir 3% agora. Continuará em 2%. Para caminhões, o tributo foi zerado no ano passado, por tempo indeterminado, e continua zerado.