quarta-feira, 27 de março de 2013

Chipre planeja impor limite semanal a saques bancários

Atualizado: 26/03/2013 15:32 | Por BBC, BBC Brasil

Chipre planeja impor limite semanal a saques bancários




Chipre planeja impor limite semanal a saques bancários
"Chipre / Getty"
Em meio ao agravamento da crise, o governo do Chipre planeja impor um limite semanal nos saques bancários como parte das medidas anticrise anunciadas nesta terça-feira.
Bancos do país permanecem fechados há uma semana enquanto um polêmico pacote de emergência para salvar as finanças nacionais está sendo negociado.
De acordo com informações exclusivas obtidas por Paul Mason, editor de economia do programa Newsnight, da BBC, os dois maiores bancos cipriotas só voltariam a operar na próxima quinta-feira, 28, e os limites para saques devem ser mantidos até que a situação econômica do país se estabilize.
A reabertura dos bancos cipriotas estava prevista para acontecer nesta terça-feira, mas dependia da viabilização de um acordo entre o Chipre, o Fundo Monetário Internacional (FMI) e a União Europeia que prevê a concessão de um empréstimo de 10 bilhões de euros (R$ 26 bilhões) ao arquipélago - ainda não concretizado.
Um dos pré-requisitos para tal acordo era de que o Chipre levantasse sozinho pelo menos 5,8 bilhões de euros (R$ 15 bilhões) desse total, soma que viria majoritariamente das poupanças de mais de 100 mil euros (R$ 259 mil) atreladas aos dois principais bancos do país, o Banco do Chipre e o Laiki ou Banco Popular.
Segundo afirmou o ministro das Finanças do Chipre, Michalis Sarris, esses mesmos poupadores também poderiam ter 40% de seus fundos convertidos em ações dos bancos como parte do pacote de emergência.
Ele também alertou que provavelmente os depósitos a prazo fixo não poderão ser retirados antes de atingirem a maturidade, outra medida do plano.
Por outro lado, as pessoas com menos de 100 mil euros em suas contas não devem ser alvo do pacote.
Sobre um eventual abandono do Chipre na União Europeia, Sarris foi categórico. 'A saída do Chipre da zona do euro, o que poderia significar a saída da União Europeia, seria desastrosa, politicamente e economicamente. Não queremos nem contemplar isso', disse.
As medidas foram anunciadas no mesmo dia em que o diretor do Banco do Chipre, Andreas Artemis, entregou sua carta de demissão, que seria avaliada pelos altos executivos da instituição ainda nesta terça-feira.
Um ponto crucial que ainda não foi definido e que pode afetar diretamente as perdas dos investidores é como o governo deve lidar com a previdência.
Sarris, no entanto, manteve-se otimista em relação à recuperação do país da crise. Segundo ele, o arquipélago poderia beneficiar-se de um 'boom energético', em alusão à exploração de campos de gás na costa sul do país.
'Sim, há um problema, mas nós o superaremos em um período de tempo relativamente curto', disse. Ele acrescentou que seu governo renegociou prazos mais flexíveis para o pagamento de empréstimos com a Rússia, um de seus maiores credores.
Caso único
Manifestantes cipriotas / AP
"Manifestantes cipriotas / AP"
Membros do alto escalão do Banco Central Europeu (BCE) reiteraram que o Chipre é um caso isolado dentro da zona do euro, e que o plano de resgate proposto não será aplicado em outros países do bloco econômico afetados pela crise.
Em uma entrevista em Praga, Ewald Nowotny, membro do conselho de governança do BCE, afirmou: 'O Chipre é um caso isolado. Não se trata de um modelo para outras instâncias'.
Na última segunda-feira, Jeroen Dijsselbloem, representante dos ministros das finanças da zona do euro, provocou uma agitação nos mercados globais quando sugeriu que o pacote de emergência para salvar o Chipre poderia servir de modelo para outros países em crise. Posteriormente, Dijsselbloem desculpou-se pelos comentários.
Analistas vêm manifestando preocupação de que a crise no Chipre possa se espalhar para outros países da zona do euro, caso o arquipelágo decida abandonar a moeda comum.
Há temores de que uma eventual saída do país do bloco provocaria uma perda de confiança e uma fuga dos investidores especialmente das economias mais prejudicadas pela crise, como a Grécia.
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PSC decide manter Feliciano à frente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara

Atualizado: 26/03/2013 19:28 | Por Reuters, Reuters

PSC decide manter Feliciano à frente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara




BRASÍLIA, 26 Mar (Reuters) - A bancada do PSC, partido do deputado Marco Feliciano (SP), decidiu mantê-lo no cargo de presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, informou nesta terça-feira o vice-presidente nacional do partido, Everaldo Pereira, apesar dos protestos devido a declarações consideradas racistas e homofóbicas.
A permanência de Feliciano na presidência da comissão é cercada de polêmica, por conta de declarações do deputado consideradas racistas e homofóbicas, que provocaram reações entidades que atuam na defesa dos Direitos Humanos.
"O PSC não abre mão da indicação feita", disse o vice-presidente a jornalistas. "Ele (Feliciano) foi eleito democraticamente", acrescentou.
Feliciano, que é pastor, afirmou em sua conta no Twitter que africanos são descendentes de amaldiçoados por Noé e, numa outra ocasião, disse que a Aids é o "câncer gay".
As declarações alcançaram grande repercussão que incluíram manifestações no Congresso Nacional. O presidente da Casa, deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), chegou a afirmar que o caso teria uma solução até esta terça-feira.
"Pode ter havido declarações inconvenientes", reconheceu Pereira, afirmando que o deputado "não é racista nem homofóbico".
O vice-presidente da sigla disse ainda que a comissão se concentrará em matérias que "preservem os direitos da população" e que as decisões serão definidas por voto, como em qualquer outra comissão.
Em 12 de março, um grupo de parlamentares protocolou um mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal pedindo a anulação da sessão em que Feliciano foi eleito para presidir a comissão. O mandado teve como argumento central que regras regimentais não foram respeitadas durante a votação, por ter sido em sessão secreta.
Líderes partidários reuniram-se na noite desta terça-feira e definiram junto ao presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), que devem se encontrar na próxima semana com o deputado Feliciano para buscar uma solução para a retomada dos trabalhos na comissão.
Para Henrique Alves, é dever do deputado Feliciano cuidar para que a comissão volte a se reunir e deliberar.
O presidente da Câmara explicou ainda que a reunião desta terça-feira foi para garantir o funcionamento da comissão. "Não há nada contra o PSC nem os evangélicos, são circunstâncias que dizem respeito a um deputado que está à frente da comissão."
(Reportagem de Maria Carolina Marcello)

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Bolsa de Hong Kong: Hang Seng abre em alta de 0,33%

Bolsa de Hong Kong: Hang Seng abre em alta de 0,33%


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Pequim, 27 mar (EFE).- O índice Hang Seng da Bolsa de Valores de Hong Kong abriu nesta quarta-feira (data local) em alta de 0,33%, aos 22.385,47 pontos. EFE
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Chile vence fácil e complica o Uruguai nas Eliminatórias

Atualizado: 26/03/2013 20:12 | Por EFE Brasil, EFE Multimedia

Chile vence fácil e complica o Uruguai nas Eliminatórias




Chile vence fácil e complica o Uruguai nas Eliminatórias
Chile vence fácil e complica o Uruguai nas Eliminatórias
Santiago do Chile, 26 mar (EFE).- Com um gol do atacante gremista Vargas, o Chile bateu o Uruguai nesta terça-feira por 2 a 0, em Santiago, em jogo válido pela 12ª rodada das Eliminatórias sul-americanas para a Copa do Mundo de 2014, e pôs fim a um longo período sem vitórias que havia começado no início de junho de 2012.
Com a vitória de hoje, a seleção chilena chegou aos 15 pontos e à quarta posição, a última que garante vaga direta para o Mundial. Já o Uruguai, que não vence desde junho do ano passado, tem 13 e está na quinta colocação, que leva para a repescagem contra um representante da Ásia.
O Chile abriu o placar logo aos dez minutos do primeiro tempo contando com a ajuda da defesa uruguaia. Aguirregaray dominou errado na entrada da área e entregou a bola para Paredes, que tocou para Beausejour cruzar. Na sequência, mais um erro defensivo: Alvaro Pereira cortou errado e Paredes voltou a aproveitar a falha para mandar para o fundo da rede.
No segundo tempo, o Uruguai voltou melhor e quase empatou com um belo chute de Alejandro Silva, que acabou parando no travessão. Os visitantes ainda chegaram a reclamar de um pênalti não marcado pelo árbitro pelo Nestor Pittana depois que Jara cortou a bola com a mão na área.
No entanto, apesar das queixas e da pressão, quem balançou a rede outra vez foi o Chile. Aos 32 da segunda etapa, Matias Fernandez deu bom passe para Isla, que driblou um zagueiro e chutou para a defesa de Muslera. Esperto na jogada, o gremista Vargas aproveitou o rebote e fechou o placar.
Correndo sério risco de não ir à Copa no Brasil, a Celeste Olímpica folga na próxima rodada enquanto o time do técnico Jorge Sampaoli encara o Paraguai, fora de casa, no dia 7 de junho.
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Obama nomeia mulher como diretora do Serviço Secreto

Atualizado: 26/03/2013 20:43 | Por EFE Brasil, EFE Multimedia

Obama nomeia mulher como diretora do Serviço Secreto




Obama nomeia mulher como diretora do Serviço Secreto
Obama nomeia mulher como diretora do Serviço Secreto
Washington, 26 mar (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, nomeou Julia Pierson como nova diretora do Serviço Secreto, o que representa uma mudança para o órgão responsável pela segurança presidencial, que até agora só havia sido dirigido por homens.
Em comunicado divulgado pela Casa Branca, Obama anunciou a designação de Julia e ressaltou os '30 anos de experiência' dela no Serviço Secreto, onde até agora ocupava o cargo de chefe de gabinete.
Julia Pierson, cuja nomeação não precisa ser confirmada pelo Senado, 'sempre exemplificou o espírito e a dedicação que os homens e mulheres do Serviço Secreto demonstram a cada dia', elogiou Obama.
Além disso, o presidente americano ressaltou a 'carreira exemplar' de Julia, e garantiu que ela está 'eminentemente qualificada' para dirigir a agência que também é responsável pela luta contra a corrupção.
Julia, de 53 anos, será a primeira mulher a dirigir a agência, que em abril de 2012 enfrentou um escândalo de prostituição durante a Cúpula das Américas em Cartagena, na Colômbia.
As revelações que vieram à tona na época puseram em primeiro plano as críticas à cultura interna do Serviço Secreto, dominado por homens.
Pelo menos 12 agentes estavam envolvidos no escândalo por terem levado prostitutas a seus quartos do hotel em Cartagena antes da visita de Obama durante a Cúpula das Américas.
Mark Sullivan, que estava à frente do Serviço Secreto desde 2006 pediu perdão pelo ocorrido, e anunciou sua renúncia em fevereiro de 2012.
Julia, sua sucessora, entrou no Serviço Secreto em 1983, como agente especial em Miami (Flórida) e dirigiu vários departamentos dentro da agência antes de ocupar o cargo de chefe de gabinete que assumiu em 2008.
Em comunicado, Sullivan aprovou a nomeação de Julia e ressaltou os 30 anos de trabalho conjunto, assim como o seu 'julgamento, liderança, personalidade, caráter e compromisso com o país' da nova diretora.
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O suborno ornamental

O suborno ornamental
O verbo “ornar” está longe de ter caído em desuso, mas também não tem sido visto com muita frequência ornando o discurso dos brasileiros. Tem origem no latim ornare (“fornecer, equipar, armar, aparelhar, preparar, embelezar”), mas foi apenas na última dessas acepções, e portanto como sinônimo de “enfeitar”, que chegou ao português no século XIV. Seus parentes etimológicos adornar e ornamentar também carregam o mesmo sentido.
A curiosidade desta semana não está tanto no verbo ornar, mas em seu primo subornar – que, acredito, dispense definições. Mais precisamente, no fato mesmo de haver tal parentesco entre um vocábulo inocente, ligado ao aprimoramento estético, e um culpado até a medula, que designa o ato de dar propina, corromper, comprar os favores de alguém para obter uma vantagem ilícita. Entre uma ação executada para que todos vejam e outra que vive nas sombras. Que relação poderia haver entre ornar e subornar?
Subornar, palavra do século XVI, também veio do latim: subornare é apenas o verbo ornare adornado pelo prefixo sub, que no caso indica algo que se passa às escondidas, de forma oculta ou furtiva – o mesmo papel que desempenha no adjetivo sub-reptício e no verbo surrupiar (ou surripiar), em que o prefixo perde o b, mas está lá.
Conclui-se de tudo isso que subornar é, em sua raiz, simplesmente o ato de “fornecer, equipar, armar, aparelhar, preparar, embelezar” – mas por baixo do pano, às escondidas. Serve dinheiro vivo, claro.