terça-feira, 26 de março de 2013

Mostra faz de prédio da Avenida Paulista tela gigante de game

São Paulo     VEJA

Mostra faz de prédio da Avenida Paulista tela gigante de game

Visitantes poderão disputar partidas de jogos inspirados em clássicos como 'Pac Man'


Mostra PLAY! transforma prédio da SESI/FIESP, na Avenida Paulista, em tela para transeuntes jogarem videogame
Mostra PLAY! transforma prédio da SESI/FIESP, na Avenida Paulista, em tela para transeuntes jogarem videogame - Divulgação
A Avenida Paulista, atração turística e um dos centros financeiros de São Paulo, recebe a partir desta segunda-feira a mostra Play!, que transforma o edifício do Sesi/Fiesp em uma gigante tela de videogame. Quem passar pelo local até o dia 7 poderá, entre 20h e 22h, jogar títulos inspirados em clássicos como Pac Man e Space Invaders e conferir seu desempenho no supertelão: 100.000 lâmpadas de led instaladas na fachada do prédio, construído em 1979, permitem a reprodução das partidas; iPads são usados como joystick. A exposição é gratuita.
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Além das partidas, também serão reproduzidos vídeos artísticos baseados em games. Segundo Marília Pasculli, curadora da exposição, a "game arte" (fusão dos conceitos dos jogos eletrônicos e arte digital) é uma tendência ainda pouco difundida no Brasil. "Decidimos focar em tema específico, os games, e explorar a interação."
Para organizar a mostra, Marília contou com a ajuda da dinarmaquesa Tanya Toft, radicada em Nova York e especialista em novas mídias e arte digital. "Trabalhamos juntas em alguns projetos em Berlim: Tanya me apresentou artistas com propostas similares à do Play!", diz a curadora. Foi através da parceria que nomes como Lummo, da Espanha, e Mark Essen, dos Estados Unidos, entraram na programação da exposição.Mostra PLAY! transforma prédio da SESI/FIESP, na Avenida Paulista, em tela para transeuntes jogarem videogame
O evento reúne três trabalhos interativos: Paulista Invaders, de Suzete Venturelli; LummoBlocks, do Lummo; e Labirintos Invisíveis, de Andrei Thomaz. Nesses casos, o público vai fazer o que mais gosta: jogar. Há também três obras digitais visuais: Supercut, do Mark Essen; Pixels Deslocados, de Alberto Zanella; e The Game Is Over, do duo italiano Les Liens Invisibles.
A Play! é a primeira mostra do gênero a céu aberto realizada no Brasil. O objetivo é mostrar que os jogos estão cada vez mais inseridos no cotidiano. "Nosso foco são games que fizeram sucesso no final dos anos 70 e viraram referência na década seguinte. Os trabalhos trazem muitos elementos da cultura pop. O alcance do público é grande graças ao reconhecimento desses títulos", completa a curadora.

Oposição pede ajuda para combater poder aéreo de Assad

Diplomacia     VEJA

Oposição pede ajuda para combater poder aéreo de Assad

O líder da coalizão opositora assumiu o lugar da Síria na cúpula da Liga Árabe

Moaz Alkhatib renuncia ao comando da coalizão síria
Moaz Alkhatib renuncia ao comando da coalizão síria (Ozan Kose/ AFP)
Um líder da oposição síria - que nesta terça-feira assumiu o lugar da Síria na cúpula da Liga Árabe pela primeira vez - disse que os Estados Unidos deveriam usar mísseis Patriot para proteger áreas controladas por rebeldes do poder aéreo das forças do ditador Bashar Assad. Moaz Alkhatib afirmou ter pedido ao secretário de Estado dos EUA, John Kerry, que as forças americanas ajudem a defender regiões do norte do país, já que os insurgentes têm poucas armas para combater os helicópteros e aviões de guerra do governo.

Entenda o caso


  1. • Durante a onda da Primavera Árabe, que teve início na Tunísia, sírios saíram às ruas em 15 de março de 2011 para protestar contra o governo do ditador Bashar Assad.
  2. • Desde então, os rebeldes enfrentam forte repressão pelas forças de segurança. O conflito já deixou dezenas de milhares de mortos no país, de acordo com levantamentos feitos pela ONU.
  3. • Em junho de 2012, o chefe das forças de paz das Nações Unidas, Herve Ladsous, afirmou pela primeira vez que o conflito na Síria já configurava uma guerra civil.
  4. • Dois meses depois, Kofi Annan, mediador internacional para a Síria, renunciou à missão por não ter obtido sucesso no cargo. Ele foi sucedido por Lakhdar Brahimi, que também não tem conseguido avanços.
 
Para Alkhatib, os EUA deveriam desempenhar um papel maior para ajudar a acabar com o conflito de dois anos na Síria, culpando o governo de Assad pelo que chamou de "recusa em resolver a crise". "Pedi a Kerry para estender a proteção dos mísseis Patriot para cobrir o norte da Síria, e ele prometeu estudar o assunto", afirmou Alkhatib, referindo-se às baterias de mísseis Patriot da Otan, enviados para a Turquia no ano passado para proteger o espaço aéreo turco. "Estamos ainda à espera de uma decisão da Otan para proteger a vida das pessoas. Não para lutar, mas para proteger vidas", disse.
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O clérigo muçulmano sunita assumiu a cadeira vaga da Síria na cúpula da Liga Árabe, em Doha, apesar de ter anunciado no domingo que deixaria o comando da Coalizão Nacional Síria. O emir do Catar, um forte apoiador da luta para derrubar Assad, pediu a seus companheiros líderes árabes para convidarem a delegação da coalizão para representar formalmente a Síria na cúpula, apesar das divisões internas que assolam a oposição.
A Liga Árabe suspendeu a Síria em novembro de 2011, em protesto contra o uso de violência contra civis para sufocar a dissidência. A ONU diz que cerca de 70.000 pessoas foram mortas em um conflito que começou como protestos pacíficos contra Assad e se transformou em uma insurreição cada vez mais sectária e armada.
(Com agência Reuters)

justiça         VEJA

Amanda Knox e ex-namorado vão enfrentar novo júri

Justiça italiana anulou absolvição do casal por morte de estudante britânica, em 2007. Os dois ficaram quatro anos presos, mas foram libertados em 2011

A americana Amanda Knox
A americana Amanda Knox (Tiziana Fabi/AFP)
A americana Amanda Knox e seu ex-namorado Raffaelle Sollecito, inocentados em 2011 do assassinato da estudante britânica Meredith Kercher, ocorrido em 2007 na Itália, vão enfrentar um novo julgamento. A decisão foi proferida nesta terça-feira pela Corte de Cassação italiana, última instância de apelação no país, segundo a BBC.

Entenda o caso


  1. • Meredith Kercher foi encontrada morta no quarto do apartamento que dividia com Amanda Knox, em 2007.
  2. • Ela estava seminua e tinha ferimentos pelo corpo, o que alimentou a versão da promotoria de que teria sido vítima de um jogo sexual regado a drogas.
  3. • Inicialmente, Amanda e o namorado italiano, que sempre negaram o crime, foram condenados - ela a 26 anos de prisão, ele, a 25. Eles apelaram, enquanto a promotoria pedia prisão perpétua.
  4. • Em outubro de 2012, a Justiça italiana inocentou os dois, mas em março de 2013 atendeu ao pedido de promotores de anular a absolvição. Agora, Amanda e o namorado vão enfrentar um novo julgamento.

A justiça italiana atendeu ao pedido de anulação da absolvição, feito por promotores de Perugia, onde ocorreu o crime. Advogados da família de Meredith também alegavam que o veredicto que inocentou o casal tinha falhas e deixou aspectos centrais do caso inexplicados.
Amanda, que voltou para casa, na região de Seattle, após ser libertada - ela e o italiano Sollecito cumpriram quatro anos na prisão -, lançaria, em abril, seu livro de memórias. Segundo a BBC, o novo julgamento deve ser realizado em Florença.
O crime - O corpo seminu de Meredith, com mais de 40 ferimentos e um corte fundo na garganta, foi encontrado no apartamento que ela dividia com Amanda em Perugia, em 2007. Para a promotoria, Amanda e Sollecito mataram Meredith em um ataque sexual instigado por álcool e drogas.
Inicialmente, eles foram considerados culpados e sentenciados a 26 e 25 anos de prisão, respectivamente, depois de um julgamento que saiu nos jornais do mundo todo. Em 2011, suas condenações foram derrubadas e eles foram libertados.
Um terceiro acusado, Rudy Guédé, da Costa do Marfim, continua negando participação na morte de Meredith, mas permanece detido depois de ter sido julgado em um processo separado, no qual admitiu parcialmente algumas acusações.
Surpresa - "Amanda está comovida, surpresa, porque pensávamos que este tema estava encerrado", afirmou o advogado da americana, Carlo Dalla Vedova, ao canal CNN na Itália. "Mas, ao mesmo tempo, ela está disposta a batalhar como tem feito nos últimos cinco anos", completou.
O advogado deu a entender que Knox não retornará à Itália para o novo processo "por muitas razões". "Não sabemos exatamente quais são os motivos da decisão da Corte de Cassação, mas estamos prontos para a batalha", disse.
Família - "Nós todos ainda sentimos terrivelmente a falta de Meredith", disse Stephanie, irmã da estudante assassinada, em comunicado nesta segunda-feira. "Uma linda jovem, minha irmãzinha, nos foi tirada cedo demais de maneira tão brutal, com tantos fatores inexplicados". Nesta terça-feira, à BBC, Stephanie disse estar feliz com a decisão da justiça italiana.
Francesco Maresca, advogado que representa a família de Meredith, disse que o julgamento que inocentou o casal, há dois anos, foi cercado de muita pressão externa. "O juiz mostrou vontade, desde o início, de absolver", disse Maresca.
(Com agências Reuters e AFP)

USP segue entre universidades com melhor reputação do mundo

Ensino superior     VEJA

USP segue entre universidades com melhor reputação do mundo

Universidade brasileira é a única da América Latina a figurar na listagem elaborada pela revista britânica 'Times Higher Education'

Campus da Universidade Harvard, nos Estados Unidos
Universidade Harvard, nos Estados Unidos - 1º lugar no ranking de reputação da revista THE - Thinkstock
Pelo segundo ano consecutivo, a Universidade de São Paulo (USP) figura entre as cem instituições de ensino superior de todo o mundo com melhor reputação, segundo a listagem elaborada pela revista britânica especializada Times Higher Education (THE). A USP manteve a posição de 2012, entre a 61ª e a 71ª colocadas — após o 50º lugar, as universidades são apresentadas em grupos de dez. Nenhuma outra escola brasileira aparece no ranking divulgado nesta segunda-feira.
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No topo da lista, aparece mais uma vez a Universidade Harvard, dos Estados Unidos. Na sequência estão o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e as universidades britânicas Cambridge e Oxford. Na quinta posição, está a Universidade da Califórnia, em Berkeley. Entre as dez primeiras colocadas, sete são americanas, duas são britânicas e uma é japonesa.

USP anuncia abertura de escritórios fora do Brasil

Ensino superior     VEJA

USP anuncia abertura de escritórios fora do Brasil

Universidade terá representações em Londres, Cingapura e Boston. Objetivo é atrair estudantes, professores e pesquisadores estrangeiros

Campus USP
Campus da USP, em São Paulo: a maior universidade brasileira quer atrair mais estrangeiros (Divulgação)
A Universidade de São Paulo (USP) oficializou nesta terça-feira a criação do programa USP Internacional, novo passo da instituição rumo à internacionalização. De acordo com resolução publicada no Diário Oficial do Estado, serão criados três escritórios da universidade fora do Brasil: o objetivo é atrair estudantes estrangeiros ao país e também facilitar a ida de alunos e professores da instituição ao exterior.
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As cidades eleitas para abrigar comitivas da USP são Londres, Cingapura e Boston — que abriga duas das universidades de maior prestígio do mundo, Harvard e o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT). Além disso, um escritório em São Paulo deverá funcionar exclusivamente para facilitar a integração da instituição com países das Américas do Sul e Central, além do continente africano. A resolução não determina, porém, quando eles devem entrar em funcionamento.
"O estágio avançado de internacionalização da USP exige que se galgue um novo patamar nos relacionamentos internacionais da universidade", diz o texto desta terça-feira, assinado pelo reitor João Grandino Rodas, mentor do projeto. Segundo a resolução, o programa USP Internacional, que entra em vigor imediatamente, expira em janeiro de 2014, quando deverá ser anunciado novo plano de ação.
Além da abertura de novos escritórios no exterior, está previsto o aumento do número de professores estrangeiros na USP, assim como o número de estudantes e docentes brasileiros no exterior. Aumentar o diálogo da universidade com instituições de fora por meio de convênios e eventos acadêmicos, como simpósios e congressos, também é um dos objetivos.
A iniciativa deve trazer bons frutos para a USP, que recentemente atingiu posições de destaque em rankings internacionais de excelência, como o inglês Times Higher Education (THE), que colocou a universidade paulista entre as 200 melhores do mundo e as 100 de maior reputação entre os acadêmicos. Já no ranking espanhol Webometrics, que mede a quantidade e a relevância da produção on-line das instituições, a USP aparece entre as 20 primeiras colocadas.

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Discussão sobre o casamento gay chega à Suprema Corte dos EUA

Discussão sobre o casamento gay chega à Suprema Corte dos EUA

Nesta terça e quarta, serão realizadas audiências nas quais nove juízes escutarão argumentos contra e a favor à união homoafetiva e decidirão se ela se tornará um direito constitucional

O prédio da Suprema Corte, em Washington
O prédio da Suprema Corte, em Washington (Chip Somodevilla/AFP)
A Suprema Corte dos Estados Unidos realizará nesta semana audiências sobre o futuro do casamento entre homossexuais no país. Nesta terça e quarta, os nove juízes do Supremo Tribunal escutarão os argumentos contra e a favor para decidir se a união homoafetiva se tornará um direito constitucional, o que obrigaria todos os estados americanos a aceitá-la. Nos Estados Unidos, cada estado tem autonomia legislativa para aprovar leis, desde que elas respeitem a constituição do país. A decisão está prevista para junho.

Atualmente, nove estados e o distrito de Columbia, sede da capital dos Estados Unidos, aprovam o casamento homossexual, mas em todos os outros a união é proibida. Apesar disso, indivíduos e grupos proeminentes, como o presidente americano Barack Obama e a Academia Americana de Pediatria, já se mostraram favoráveis à aprovação da união e a maior parte dos americanos também é a favor, segundo pesquisa da agência Reuters, que indicou que 63% dos cidadãos apoia a união homossexual. Nesta segunda-feira, Obama reiterou seu apoio à causa, em post no Twitter. "Cada americano deveria poder se casar com a pessoa que ama”, escreveu, utilizando a hashtag Love is Love (Amor é amor, em português).

De acordo com a imprensa americana, os nomes do juiz Anthony M. Kennedy e do chefe de justiça John G. Roberts Jr terão bastante peso durante as audiências. Por um lado, Kennedy se coloca a favor dos direitos gays. Por outro, Roberts Jr é conservador e deve pesar contra a aprovação nacional do casamento gay. No entanto, por ser chefe de justiça, ele também se mostra preocupado com a influência a longo prazo de uma decisão da corte em um assunto que tem peso na opinião pública. Por isso, ele pode evitar uma decisão contra o casamento gay mesmo que não a defenda.
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Nesta terça-feira, os juízes escutarão os argumentos no caso Hollingsworth contra Perry, que impugnou a Proposta 8 da Califórnia, adotada em 2008, contra os casamentos entre pessoas do mesmo sexo. Os que apoiam essa proposta pedem que a corte leve em consideração os interesses da sociedade em procriar e de dar educação aos filhos por um homem e por uma mulher. Os que se opõem à decisão dizem que os relacionamentos de todos os casais, sejam eles hetero ou homossexuais, merecem igual respeito da lei.
Já na quarta-feira, os juízes estudarão o caso Estados Unidos contra Windsor, contra a Lei de Defesa do Casamento (DOMA, na sigla em inglês), promulgada em 1996 pelo então presidente Bill Clinton. A lei definiu o casamento como a união entre um homem e uma mulher e negou mais de mil benefícios federais a casais homossexuais. Em fevereiro, o governo de Obama pediu ao Supremo a revogação da DOMA por considerar a lei inconstitucional por violar a garantia fundamental da igualdade nas proteções.
O papel da corte – Além dos embates públicos de opinião, a realização das audiências destaca a discussão sobre o papel da Suprema Corte de Justiça nos Estados Unidos, questionando se ela deve não intervir nos dilemas sociais que, tradicionalmente, são de competência dos legisladores de cada estado americano.
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A chegada da questão do casamento homossexual até a última instância da justiça americana reavivou uma das mais célebres decisões judiciais no país, há mais de 40 anos, quando foi aprovado o direito constitucional do aborto, em 1973. A decisão do caso, que ficou conhecido como Roe contra Wade, causou repercussões sociais e políticas que perduram até hoje.
Os oponentes do casamento gay dizem que o impacto social do caso da década de 1970 é um alerta à justiça contra o fato de ela estar indo muito longe muito rápido. Eles dizem que, se a justiça forçar todos os 50 estados a aceitar o casamento gay, acontecerá o mesmo que aconteceu com a aprovação do aborto, ou seja, o prolongamento os conflitos contra os direitos dos homossexuais.
Alguns defensores dos direitos gays também se mostraram preocupados com a participação da corte na decisão. O juiz Anthony M. Kennedy disse que não acha ideal que a corte esteja no meio de tantas questões sociais e de direito civil importantes. “Uma democracia não deve ser dependente, em suas mais importantes decisões, do que nove pessoas não eleitas têm a dizer, a partir de um fundo estritamente jurídico”, disse.
Outros partidários da união entre pessoas do mesmo sexo, no entanto, dizem que a comparação com o caso Roe contra Wade é imprópria, ressaltando o papel histórico do órgão em proteger as minorias contra os preconceitos. “Em 1973, a corte estava completamente alheia às reações contra o caso Roe versus Wade. Eu acho que a corte está ciente de onde está se metendo”, disse, à agência Reuters, o professor de direito constitucional da Universidade de Harvard Richard Fallon.

Coreia do Norte posiciona mísseis contra alvos americanos

Ásia

Coreia do Norte posiciona mísseis contra alvos americanos

Regime comunista voltou a ameaçar as bases militares dos Estados Unidos na Ásia – e dessa vez estendeu a advertência para o território continental do país

Ditador Kim Jong-un comanda treinamento militar na Coreia do Norte
Ditador Kim Jong-un comanda treinamento militar na Coreia do Norte (KCNA / AFP)
A Coreia do Norte ordenou que seus mísseis e peças de artilharia sejam colocados em “posição de combate” para atacar a qualquer momento alvos americanos no Havaí, em Guam e até na área continental dos Estados Unidos. A nova ameaça do regime comunista aparece em um comunicado divulgado nesta terça-feira pela agência estatal KCNA e também inclui bases da Coreia do Sul como possíveis alvos dos bombardeios norte-coreanos.

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"A partir de agora, as Forças Armadas colocarão em posição de combate número um todas as unidades de artilharia de longo alcance e mísseis estratégicos em preparação para possíveis ataques contra alvos na área continental dos Estados Unidos, Havaí e Guam, além de outras bases militares americanas e sul-coreanas no Pacífico", relata a nota. As tensões na península coreana vêm crescendo desde a realização do terceiro teste nuclear de Pyongyang, em fevereiro, e atingiram o nível máximo com a ampliação das sanções na ONU contra o regime comunista e o início dos exercícios militares anuais entre Washington e Seul no início do mês.

Na semana passada, o regime de Kim Jong-un já havia ameaçado atacar alvos dos EUA na Ásia em resposta ao voo de bombardeiros americanos B-52 na península coreana durante as manobras militares entre Washington e Seul. Horas antes da nova ameaça de Pyongyang, a imprensa oficial do regime comunista noticiou a realização de simulações de defesa no litoral leste do país, supervisionadas pessoalmente pelo jovem ditador Kim Jong-un.

Embora especialistas duvidem que a Coreia do Norte tenha capacidade para atingir a área continental dos Estados Unidos, as bases no Japão e na ilha americana de Guam estão no alcance das armas convencionais de Pyongyang e são, portanto, um alvo realista. Diante do discurso norte-coreano, os EUA afirmaram recentemente que tem totais condições de proteger o seu território e o de seus aliados na Ásia.

Coreia do Sul - Do outro lado, a vizinha Coreia do Sul disse que não detectou nenhuma movimentação incomum no país rival. Apesar disso, o ministro de Defesa Kim Kwan-jin pediu que suas tropas estejam preparadas para revidar qualquer agressão do norte. O mais recente capítulo da escalada bélica na península coreana acontece justamente no dia em que a Coreia do Sul lembra os três anos do naufrágio do navio de guerra Cheonan, que matou 46 marinheiros em 2010. Seul acusa Pyogynang de ter afundado a embarcação com um torpedo, mas o regime comunista nega envolvimento no caso.

Cronologia do programa nuclear da Coreia do Norte

Década de 1970

Réplica de mísseis norte-coreanos Scud-B Com a assistência técnica da China, a Coreia do Norte começa a trabalhar no desenvolvimento de mísseis balísticos de curto alcance, baseados na tecnologia do míssil soviético Scud, que, por sua vez, é derivado de um foguete alemão V2, usado na Segunda Guerra Mundial.

STF nega pedido de Dirceu para ampliar prazo de recursos

Mensalão

STF nega pedido de Dirceu para ampliar prazo de recursos

Defesa do ex-ministro pediu que os votos dos ministros fossem divulgados antes da publicação do acórdão para tentar ganhar mais tempo para recorrer

Laryssa Borges, de Brasília
Joaquim Barbosa, como presidente do STF e relator do Mensalão, em 05/12/2012
Joaquim Barbosa, presidente do STF e relator do mensalão (Carlos Humberto/SCO/STF )
“Os votos proferidos quando do julgamento foram amplamente divulgados e, inclusive, transmitidos pela TV Justiça", Joaquim Barbosa
Às vésperas da publicação do acórdão do mensalão, fase em que a defesa dos condenados poderá entrar com recursos contra a sentença, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Joaquim Barbosa, negou pedido do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu e do publicitário Ramon Hollerbach para ampliar o prazo de apresentação dos embargos de declaração. Esses embargos são usados para esclarecer eventuais pontos considerados obscuros nas condenações, mas não alteram o teor das penas impostas.
Em uma petição, a defesa de Dirceu pedia que os votos escritos dos ministros fossem divulgados imediatamente, o que garantiria mais tempo para análise dos argumentos de cada magistrado antes do encaminhamento dos recursos. O prazo para a publicação do acórdão do mensalão termina na próxima segunda-feira, dia 1º de abril, mas os ministros Celso de Mello, José Antonio Dias Toffoli e Rosa Weber ainda não liberaram a íntegra dos seus votos. Dirceu foi condenado a 10 anos e 10 meses de prisão por chefiar o esquema de corrupção.

Veja as sentenças impostas aos réus do mensalão
O publicitário Ramon Hollerbach, sócio do operador do mensalão, o publicitário Marcos Valério de Souza, recorreu ao Supremo para que o prazo de apresentação dos recursos fosse ampliado dos atuais cinco dias para 30 dias. Hollerbach recebeu a segunda maior pena entre os mensaleiros condenados: 29 anos, 7 meses e 20 dias de prisão.

Embora as defesas dos réus tenham argumentado que o processo do mensalão é complexo – 37 políticos, empresários e assessores foram julgados pelo STF em mais de quatro meses de julgamento –, o ministro Joaquim Barbosa disse não haver razão para ampliar o prazo de recursos nem liberar os votos dos ministros antes da publicação do acordão.

“Os votos proferidos quando do julgamento foram amplamente divulgados e, inclusive, transmitidos pela TV Justiça. Todos os interessados no conteúdo das sessões públicas de julgamento, em especial os réus e seus advogados, puderam assisti-las pessoalmente no plenário desta corte”, afirmou Barbosa ao rejeitar os pedidos.

Alckmin pede que Aécio assuma o comando do PSDB

Eleições 2014

Alckmin pede que Aécio assuma o comando do PSDB

Senador mineiro participou de encontro com a militância tucana em São Paulo. FHC defendeu a unidade do partido na montagem da candidatura presidencial

Jean-Philip Struck
O governador paulista Geraldo Alckmin e o senador Aécio Neves em encontro com a militãncia na noite desta segunda
O governador paulista Geraldo Alckmin e o senador Aécio Neves em encontro com a militãncia na noite desta segunda (PSDB/Divulgação)
Em um encontro com a militância do PSDB em São Paulo, na noite desta segunda-feira, o governador Geraldo Alckmin defendeu que o senador mineiro Aécio Neves assuma a presidência do partido em maio. A troca de afagos faz parte da estratégia de líderes tucanos, como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, para tentar quebrar a resistência da ala paulista da sigla à candidatura de Aécio à Presidência da República no próximo ano.
"Aécio é um grande homem público, pautado pela ética e modernidade, grande governador (...) Que você, Aécio, assuma a presidência do PSDB, percorra o Brasil, ouça o povo brasileiro, fale ao povo brasileiro e una o partido", disse Alckmin em discurso.
Na sequência, Aécio, o convidado ilustre do evento paulista, disse que o "PSDB começou em São Paulo" e que o governo Alckmin "é um exemplo para o Brasil".
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Em sua fala, Fernando Henrique fez um apelo pela unidade do partido, em especial ao diretório paulista, que nas últimas semanas deixou transparecer uma divisão entre entusiastas da candidatura de Aécio e uma ala que é contrária, composta majoritariamente por aliados do ex-governador José Serra.
“Estamos aqui para reaparelhar o PSDB. Montoro já dizia: ‘Não se faz nada sem unidade de partido’. Aqui a gente tem garra, tem coragem. Que esse partido se sinta um só. Não podemos perder ninguém”, disse o ex-presidente.
Aécio, no entanto, evitou falar diretamente de sua provável candidatura. "Não é hora ainda de antecipar o debate eleitoral. Quem fez isso foi o governo", disse o mineiro, que completou: "O PSDB não tem o direito de não apresentar uma candidatura ao país”.
O ex-governador José Serra não compareceu ao evento, que ocorreu na sede do diretório estadual de São Paulo. Em seu discurso, Fernando Henrique comentou a ausência. “O Serra foi para os Estados Unidos, para [a Universidade] de Princeton. Eu me sinto representado por ele lá e espero que ele se sinta representado por mim aqui”, disse o ex-presidente.