quarta-feira, 10 de abril de 2013

Lindsay a David Letterman: 'A gente cresce, amadurece'

Gente


Em entrevista a programa de TV, atriz afirmou, ainda, que enxerga tempo em clínica de recuperação como uma benção. 'Não faça piada com isso!'

Lindsay Lohan chega em coquetel da John John em São Paulo
Lindsay Lohan chega em coquetel da John John em São Paulo (Caio Duran e Thiago Duran/AgNews)
Como parte da campanha para divulgar sua participação na série Anger Management, a atriz Lindsay Lohan, que acaba de visitar o Brasil, participou, na noite desta terça-feira, de uma entrevista ao programa de TV americano Late Show, exibido pela CBS e comandado por David Letterman.
Em sua primeira entrevista ao programa, Lindsay tinha apenas sete anos de idade - a última havia sido em 2007. Letterman apreciou a coragem da atriz de retornar, já que ela é constante alvo de piadas no programa. Durante a conversa, ele perguntou a ela sobre as expectativas em relação à "rehab" e por que a garota vive se metendo em encrencas.
“Eu sou um alvo fácil, sempre fui. Sei que me envolvi em problemas no passado, e assumo toda a responsabilidade por isso. Eu era imatura e estava passando por uma fase difícil”, tentou se redimir a atriz. “A gente cresce, amadurece... Já disse isso um milhão de vezes. O que mais eu preciso fazer?”


Rehab - Após um o acordo com a justiça, Lindsay se prepara para se internar em uma clínica de reabilitação - o prazo dado pela promotoria vence no dia 2 de maio. Sobre o assunto, a atriz negou que não tenha interesse em cumprir o combinado. Para ela, será um momento importante em sua vida. “Esta é uma oportunidade para que eu foque em mim. Não acho isso ruim. Acredito que seja uma benção e não uma maldição”, explicou ao apresentador.
No restante do programa, Lindsay foi evasiva, fugindo de questões como beber demais ou pegar dinheiro emprestado do ator Charlie Sheen. “Você deveria perguntar isso a ele”, disse.
“Eu passei por muitas coisas na minha vida e estou realmente olhando para o futuro. Vou tirar um tempo para mim e você não deve fazer piada com isso!” A atriz finalizou brincando com Letterman: avisou que, quando voltar da clínica, pretende trabalhar e até roubar a vaga de apresentador do programa.

São Paulo

Universitário é morto em assalto em frente de casa

Victor Deppman voltava da faculdade quando foi abordado pelo assaltante, que atirou na cabeça da vítima por não ter conseguido levar mochila

O estudante de rádio e tv Victor Deppman foi morto em frente a sua casa na Zona Leste de São Paulo
Uma câmera de segurança gravou as imagens da morte de Victor Deppman e vai ajudar nas investigações (Reprodução)
O universitário Victor Hugo Deppman, de 19 anos, foi morto na noite desta terça-feira com um tiro na cabeça durante assalto em frente do prédio onde morava no Belém, Zona Leste de São Paulo. Uma câmera de segurança registrou o crime e as imagens serão utilizadas na investigação pela Polícia Civil.
O jovem, que cursava Rádio e TV na Faculdade Cásper Líbero e estagiava em uma emissora de televisão, estava voltando para casa a pé quando foi abordado pelo assaltante na entrada do prédio na Rua Herval, esquina com a Rua Fernandes Vieira, por volta das 21h. Ele entregou o celular e o assaltante, que não teria conseguido levar a mochila do estudante, atirou e fugiu.
O 31º Distrito Policial (Vila Carrão), onde o caso foi registrado, recolheu as imagens da câmera de segurança e ouviu três testemunhas. O suspeito tem cerca de 1,75m, é pardo e tem cabelo preto e curto, segundo informação da polícia.
As imagens do momento do crime não serão divulgadas a pedido da família. A investigação terá prosseguimento no 81º Distrito Policial (Belém).

(Com Estadão Conteúdo)

Filme Super carros antigos


FISICA QUANTICA


Mecânica quântica

A mecânica quântica é a teoria física que obtém sucesso no estudo dos sistemas físicos cujas dimensões são próximas ou abaixo da escala atômica, tais como moléculas, átomos, elétrons, prótons e de outras partículas subatômicas, muito embora também possa descrever fenômenos macroscópicos em diversos casos. A Mecânica Quântica é um ramo fundamental da física com vasta aplicação. A teoria quântica fornece descrições precisas para muitos fenômenos previamente inexplicados tais como a radiação de corpo negro e as órbitas estáveis do elétron. Apesar de na maioria dos casos a Mecânica Quântica ser relevante para descrever sistemas microscópicos, os seus efeitos específicos não são somente perceptíveis em tal escala. Por exemplo, a explicação de fenômenos macroscópicos como a super fluidez e a supercondutividade só é possível se considerarmos que o comportamento microscópico da matéria é quântico. A quantidade característica da teoria, que determina quando ela é necessária para a descrição de um fenômeno, é a chamada constante de Planck, que tem dimensão de momento angular ou, equivalentemente, de ação.
A mecânica quântica recebe esse nome por prever um fenômeno bastante conhecido dos físicos: a quantização. No caso dos estados ligados (por exemplo, um elétron orbitando em torno de um núcleo positivo) a Mecânica Quântica prevê que a energia (do elétron) deve ser quantizada. Este fenômeno é completamente alheio ao que prevê a teoria clássica.

 MATERIAS

EXERCÍCIOS



Pergunta 1
  • 3.1 Quais das seguintes substâncias, Ta(4,2), W (4,5), Ba (2,5), Li (2,3) (função trabalho, em eV, entre parênteses), podem ser usadas para confeccionar uma fotocélula para ser usada com luz visível? Os valores aproximados dos comprimentos de onda (em nm) no visível são apresentados na tabela abaixo
    Violeta Azul Verde Amarelo Laranja Vermelho
    425 475 525 575 625 675
    Solução: Apenas Ba e Li

Pergunta 2
  • 3.2 Determine a energia cinética máxima dos fotoelétrons se a função trabalho do material é de 2,3 eV e a freqüência da radiação é de 3,0x1015 Hz. Resposta: 10,12 eV

Pergunta 3
  • 3.3 A função trabalho do tungstênio é 4,5 eV. Calcule a velocidade do mais rápido fotoelétron emitido para fótons incidentes de 5,8 eV. Resposta: 6,76x105 m/s

Pergunta 4
  • 3.4 Na tabela abaixo são apresentados os resultados obtidos por Millikan para o efeito fotoelétrico no lítio.
    Comprimento de onda, l (nm) 433,9 404,7 365,0 312,5 253,5
    Potencial de corte, V (volt) 0,55 0,73 1,09 1,67 2,57
    Use a equação de Einstein (eV=hf-f) para estimar: (a) o valor da constante de Planck, h; (b) a função trabalho do lítio.
    Resposta: A solução correta seria plotar V versus f e através de uma regressão linear determinar o coeficiente angular da reta e o ponto onde a reta intercepta o eixo dos V's. No entanto, uma solução aproximada, e bem mais simples para se estimar a constante de Planck, pode ser feita supondo que o material tem uma função trabalho constante. A escreva a eq. de Einstein para cada par de V e f (mostre que se l é dado em angstron, então f=(3x1018)/l Hz).
    Mostre que o valor médio de h é 4,07x10-15 eV/s
    O valor médio da função trabalho será 2,26 eV

Pergunta 5

O Prêmio Nobel de Einstein


O ano de 1905 é considerado o "annus mirabili" da vida científica de Albert Einstein. Ao longo daquele ano ele publicou cinco artigos, três dos quais revolucionaram a física. Entre estes encontra-se sua abordagem ao problema do efeito fotoelétrico.
Einstein tem contribuições importantes em quase todas as áreas da física, mas, sem qualquer dúvida, suas contribuições mais impactantes foram aquelas relacionadas com a teoria da relatividade restrita e com a teoria da relatividade geral. No entanto, ao escolher o Prêmio Nobel de 1921, o Comitê Nobel para Física da Academia Real de Ciências da Suécia deu mais importância ao trabalho sobre o efeito fotoelétrico. Literalmente, o prêmio foi concedido a Albert Einstein com a seguinte justificativa: "for his services to Theoretical Physics, and especially for his discovery of the law of the photoelectric effect". Isto é, pelas suas contribuições à Física Teórica, mas especialmente pela sua descoberta da lei do efeito fotoelétrico.
No seu discurso de apresentação, o Coordenador do Comitê, Svante Arrhenius, fez apenas uma pequena referência à teoria da relatividade, enfatizando que a principal discussão em torno do assunto restringia-se à área epistemológica e filosófica. Mencionou também que implicações astrofísicas estavam sob rigorosos exames. É importante chamar a atenção que já em 1919, o eclipse solar observado em Sobral (Ce) e em outras partes do mundo, comprovava os principais resultados da teoria da relatividade geral. O restante do discurso foi obviamente quase que dedicado ao efeito fotoelétrico.
Einstein não pôde comparecer à cerimônia porque estava no Japão. Portanto, a tradicional Conferência Nobel não foi ministrada na ocasião da entrega do Prêmio. Em 1923 ele apresentou uma conferência na "Assembléia Nórdica de Naturalistas", em Gotemburgo, intitulada "Idéias fundamentais e problemas da teoria da relatividade". É esta conferência que consta nos arquivos da Academia. No entanto, há uma nota de rodapé esclarecendo que a conferência não foi apresentada na ocasião da entrega do Prêmio Nobel, e portanto, não se referia à descoberta do efeito fotoelétrico.

A Equação de Einstein


A partir dos resultados discutidos na primeira seção, principalmente daqueles obtidos por Lenard, Einstein desenvolveu, em 1905, uma teoria muito simples e revolucionária para explicar o efeito fotoelétrico. Simplesmente, ao invés de considerar a luz como uma onda, ele propôs que ela seja composta de corpúsculos, denominados fótons. Cada fóton, ou quantum de luz, transporta uma energia dada por hn, onde h é a constante de Planck, e n é a freqüência da luz. A proposta de Einstein recupera uma idéia que foi defendida por Newton, e abandonada depois do experimento de Young (este experimento será tratado no cap. 5).
De acordo com esta proposta, um quantum de luz transfere toda a sua energia (hf) a um único elétron, independentemente da existência de outros quanta de luz. Tendo em conta que um elétron ejetado do interior do corpo perde energia até atingir a superfície, Einstein propôs a seguinte equação, que relaciona a energia do elétron ejetado (E) na superfície, à freqüência da luz incidente (n) e à função trabalho do metal (f), que é a energia necessária para escapar do material. Isto é,
E = hn - f
A equação acima vale para todos os elétrons ejetados. Como elétrons são ejetados de diferentes profundidades do material, tem-se uma distribuição de energia. Einstein sugeriu que se usa-se apenas os elétrons mais energéticos, isto é, aqueles que saíssem da parte mais superficial. Assim, a equação de Einstein transforma-se em
Emax = hn - f
Conhecendo-se Emax e a frequência da luz incidente, é possível determinar h e f. Para entender como se determina a energia cinética máxima dos elétrons, veja a ilustração do arranjo experimental, extraída de http://www.phys.virginia.edu/.

Se o potencial negativo da placa coletora for nulo, todos os elétrons que saem da placa emissora chegam na coletora. Este é o caso em que temos a maior distribuição de fóton-elétrons. Se aumentarmos este potencial retardador, a corrente diminui. Quando a corrente for zero, tem-se um potencial (também conhecido como potencial de corte) capaz de repelir os elétrons mais energéticos. Então eV é uma estimativa de Emax.
Agora podemos escrever a equação de Einstein na forma adequada para a verificação experimental:
eV = hn - f
A equação acima pode ser escrita de uma forma ainda mais apropriada:
V = hn - f
Neste caso, V é dado em volts, h em ev.s, n em Hz e f em eV.
A partir da sua equação, Einstein fez a seguinte proposta para ser verificada experimentalmente: variando-se a freqüência, n, da luz incidente e plotando-se V versus n, obtêm-se uma reta, cujo coeficiente angular deve ser h/e. Este foi o primeiro experimento que demonstrou a universalidade da constante de Planck. Isto é, h é uma constante independente do material irradiado. Vejamos uma simulação dessa experiência proposta por Albert Einstein.
Nesta "experiência", uma lâmpada de mercúrio é usada para produzir a luz incidente. Esta lâmpada é vista na parte superior esquerda da figura. Cinco linhas espectrais são filtradas, para produzir feixes monocromáticos: amarelo, verde, violeta e dois feixes de ultravioleta. Cada linha é caracterizada pela sua freqüência.
O catodo (placa emissora) é indicado pela letra "C", enquanto o anodo (placa coletora) é indicado pela letra "A". A corrente fotoelétrica é medida no amperímetro (equipamento com tarja vermelha), enquanto o potencial retardador é indicado no voltímetro (tarja azul).
O painel à direita permite que se escolha o material do catodo (césio, potássio ou sódio) e a luz incidente. Além disso, é possível variar o potencial retardador. O resultado da "medida" é plotado no gráfico do potencial versus freqüência, à esquerda do circuito.
Para cada catodo, há um conjunto de pontos no gráfico Vxf. Estes pontos são ajustados por uma reta, cujo coeficiente angular fornece o valor da constante de Planck, e a interseção da reta com o eixo vertical fornece o valor da função trabalho.
O primeiro pesquisador experimental a apresentar resultados realmente importantes para comprovar a equação de Einstein foi Arthur Llewellyn Hughes, que demonstrou, em 1912, que a inclinação da função E (n) variava entre 4,9x10-27 e 5,7x10-27 erg.s, dependendo da natureza do material irradiado.
Em 1916, Millikan publicou um extenso trabalho sobre seus resultados obtidos na Universidade de Chicago. Ele comprovou que a equação de Einstein se ajusta muito bem aos experimentos, sendo h = 6,57x10-27 erg.s. Em 1949, Millikan confessou ter dedicado mais de dez anos de trabalho testando a equação de Einstein, com absoluto ceticismo em relação à sua validade. Todavia, contrariando todas as suas expectativas os resultados experimentais confirmaram a teoria de Einstein sem qualquer ambiguidade. Este comentário reflete muito bem a postura da comunidade científica da época diante da proposta de Einstein. Entre 1905 e 1923, poucos foram os que levaram a sério sua teoria, entre os quais podemos destacar Planck.

A descoberta do Efeito Fotoelétrico

Efeito Fotoelétrico

A descoberta do Efeito Fotoelétrico

Como toda descoberta, esta também se deu por acaso quando Heinrich Hertz, em 1887, investigava a natureza eletromagnética da luz. Estudando a produção de descargas elétricas entre duas superfícies de metal em potenciais diferentes, ele observou que uma faísca proveniente de uma superfície gerava uma faísca secundária na outra. Como esta era difícil de ser visualizada, Hertz construiu uma proteção sobre o sistema para evitar a dispersão da luz. No entanto, isto causou uma diminuição da faísca secundária. Na seqüência dos seus experimentos ele constatou que o fenômeno não era de natureza eletrostática, pois não havia diferença se a proteção era feita de material condutor ou isolante. Após uma série de experimentos, Hertz, confirmou o seu palpite de que a luz poderia gerar faíscas. Também chegou à conclusão que o fenômeno deveria ser devido apenas à luz ultravioleta.
Em 1888, estimulado pelo trabalho de Hertz, Wilhelm Hallwachs mostrou que corpos metálicos irradiados com luz ultravioleta adquiriam carga positiva. Para explicar o fenômeno, Lenard e Wolf publicaram um artigo na Annalen der Physik, sugerindo que a luz ultravioleta faria com que partículas do metal deixassem a superfície do mesmo.
Dois anos após a descoberta de Hertz, Thomson postulou que o efeito fotoelétrico consistia na emissão de elétrons. Para prová-lo, demonstrou experimentalmente que o valor de e/m das partículas emitidas no efeito fotoelétrico era o mesmo que para os elétrons associados aos raios catódicos. Também concluiu que esta carga é da mesma ordem que a carga adquirida pelo átomo de hidrogênio na eletrólise de soluções. O valor de e encontrado por ele (6,8 x 10-10 esu) encontra-se muito perto do aceito atualmente ( 4,77 x 10-10 esu ou 1,60x10-19 C). Uma ilustração do arranjo experimental é apresentada na figura abaixo.
photoelectric effect, http://www.phys.virginia.edu/
O feixe de luz arranca elétrons da placa metálica. Estes elétrons formam uma corrente, que pode ser detectada por um amperímetro. A corrente diminui se colocarmos uma baterial com o terminal negativo ligado na placa coletora. Mais adiante veremos como Einstein usou este fato para escrever uma equação e ganhar o Prêmio Nobel!
Em 1903, Lenard provou que a energia dos elétrons emitidos não apresentava a menor dependência da intensidade da luz. Em 1904, Schweidler mostrou que a energia do elétron era proporcional à freqüência da luz.

Efeito Fotoelétrico A teoria de Planck

Efeito Fotoelétrico

A teoria de Planck

Os resultados apresentados na seção anterior contradiziam a teoria clássica do eletromagnetismo, e desafiaram a inteligência humana durante 18 anos. Em 1905, Einstein usou uma proposta apresentada por Planck em 1900, e conseguiu explicar o efeito fotoelétrico. O trabalho de Planck referia-se à radiação de corpo negro, e sua proposta deu início ao que hoje conhecemos como teoria quântica. Não temos tempo para tratar este assunto detalhadamente, mas é interessante, pelo menos, discutirmos os fundamentos dessa proposta de Planck.
Um fato importante dessa história ocorreu por volta de 1800, quando o astrônomo inglês Sir William Herschel estava observando a decomposição da luz branca ao atravessar um prisma.
Herschel conseguiu medir a temperatura correspondente a cada cor do espectro, e descobriu que o efeito térmico aumentava à medida que o termômetro se aproximava da vermelho. Mais importante ainda, ele observou que a efeito continuava a aumentar mesmo depois do vermelho, na parte escura do espectro. Hoje sabemos que essa é a região do infravermelho, e que todos os corpos irradiam no infravermelho.
Esses estudos continuaram e desembocaram naquilo que na segunda metade do século XIX passou a ser conhecida como radiação de corpo negro. Essencialmente, é o seguinte: qualquer corpo em determinada temperatura, irradia energia, que depende dessa temperatura. E como Herschel já havia descoberto, cada temperatura está associada a uma freqüência, isto é, a uma determinada cor. Veja a figura abaixo, que representa a distribuição espectral da radiação de um corpo negro a uma temperatura da ordem de 9.000 K.
A parte colorida corresponde ao espectro visível. No final do século XIX, várias tentativas foram feitas para explicar essa curva. Todas essas tentativas baseavam-se nas teorias clássicas da termodinâmica. Stefan e Boltzmann mostraram que a emissão de energia cresce com a temperatura. Isto é,
I a T4.
Atualmente este resultado é conhecido como lei de Stefan-Boltzmann. Wien mostrou que o máximo da curva espectral desloca-se com a temperatura, conforme ilustra a figura abaixo.
Quando a temperatura cresce, o máximo desloca-se no sentido de números de onda maiores, isto é, no sentido de menores comprimentos de onda.
Rayleigh e Jeans partiram da idéia de que a energia irradiada vem da oscilação do campo eletromagnético, e mostraram que
I a Tl-4
A lei de Rayleigh-Jeans, ajustava a curva na faixa dos altos comprimentos de onda, mas divergia na faixa de baixos comprimentos. Ela passou a ser conhecida como a catástrofe do ultravioleta. A figura abaixo ilustra esta situação.
Em 1900, Max Planck fez uma proposta que ele considerou desesperadora, mas que revelou-se revolucionária. Ele mostrou que a lei de Rayleigh-Jeans não ajustava a curva espectral em toda a faixa de comprimentos de onda, porque Rayleigh e Jeans admitiam que os osciladores irradiavam qualquer quantidade de energia. Planck impôs uma restrição, isto é, os osciladores só podiam emitir energia em determinadas quantidades. Mais precisamente, em quantidades inteiras de hf, onde h passou a ser chamada de constante de Planck, e f é a freqüência da radiação emitida. Esta suposição é hoje conhecida como quantização da energia. Em notação moderna,
E=nhf.
A partir dessa idéia, ele obteve uma expressão que ajustou completamente a curva espectral da radiação de corpo negro.

Átomo de Rutherford


O físico neozelandês Ernest Rutherford (1871 - 1937) realizou em 1911 um conjunto de experiências e chegou à conclusão que o átomo é constituído por um núcleo positivo pequeno envolto por uma região mais extensa, na qual está dispersa a carga negativa.

A experiência mais relevante se baseou na radioatividade: consistia em lançar contra uma finíssima lâmina de ouro, um feixe de partículas de carga positiva emitidas por uma fonte radioativa. Certos elementos são radioativos e emitem radiação de alta energia em forma de partículas alfa, partículas beta e raios gama.

Rutherford lançou um fluxo de partículas alfa emitidas pelo elemento radioativo Polônio (Po) em finas lâminas de ouro, e observou que as partículas alfa atravessavam a lâmina em linha reta, mas algumas se desviavam e se espalhavam. Daí você pode se perguntar: Por que somente algumas partículas se desviam enquanto as outras atravessam a lâmina em linha reta?

Essas partículas têm massa quase dez mil vezes maior do que a dos elétrons, e sua velocidade é da ordem de um décimo da velocidade da luz. Quase todas as partículas alfa conseguem atravessar a lâmina, como se ela fosse transparente, sendo interceptadas mais a frente por uma placa fluorescente. A chegada de cada partícula alfa à placa provoca um pequeno lampejo de luz.

Através dessas observações, Rutherford criou seu próprio modelo atômico que acabou substituindo o modelo de Thompson.

Conceito do modelo atômico de Rutherford:

Um átomo é composto por um pequeno núcleo carregado positivamente e rodeado por uma grande eletrosfera, que é uma região envolta do núcleo que contém elétrons. No núcleo está concentrada a carga positiva e a maior parte da massa do átomo.


Por líria alves de souza