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| VEJA COPLETOO |
segunda-feira, 8 de abril de 2013
A cada 9 horas, Sedex sofre um roubo na Grande SP
Criminalidade
Cartões bancários e eletrônicos são principais alvos dos bandidos, e só no ano passado foram 911 casos; parte das entregas passou a ter escolta
Empresa diz que está investindo em rastreamento e segurança
(Raulo Spinassé/Agência A Tarde/Folhapress)
Segundo os carteiros, a escolta é feita por dois homens em um carro que acompanha a van do Sedex. Porém, só a menor parte das linhas conta com esse tipo de proteção, o que deixa grande parte dos funcionários vulnerável aos roubos. "Já fui assaltado duas vezes neste ano e, por isso, acabei afastado das ruas", disse o carteiro Celso dos Santos, de 43 anos, há vinte nos Correios – dez deles como motorista do Sedex.
Cartões e eletrônicos – Guilherme de Castro Almeida, titular da Delegacia de Repressão a Crimes contra o Patrimônio da PF, responsável por apurar os casos, afirma que uma parte dos assaltos é praticada por ladrões que buscam cartões bancários e que já contam com alguém capaz de desbloqueá-los. Ele afirma que as Zonas Sul e Leste da capital paulista são os locais com mais roubos e atribui esse tipo de crime ao crescimento da classe C, que agora tem condição de comprar produtos eletroeletrônicos pela internet, alvo da cobiça dos bandidos. No ano passado, 71 pessoas foram presas em flagrante pela participação em 44 assaltos.
Almeida conta que há uma unidade de repressão a crimes postais em um dos centros de distribuição dos Correios e que, até a metade do ano, haverá um software capaz de cruzar informações para detectar as características dos bandidos em determinada área, auxiliando nas investigações. Os Correios afirmam que desenvolvem ações em conjunto com órgãos de segurança pública e com o Programa de Combate ao Roubo de Carga do Estado de São Paulo (Procarga). A empresa diz também que investe em rastreamento.
Prejuízo – Além de não receberem as encomendas roubadas, clientes que compram pela internet têm encontrado dificuldade para conseguir o reembolso. O administrador de empresas Marcus Vinicius Espudaro, de 35 anos, teve duas minilentes fotográficas para iPhone, compradas de um site chinês, roubadas durante a entrega. Ele acionou os Correios, que o orientaram a procurar o site, dizendo que o objeto pertence ao remetente antes de chegar ao destinatário. "Eu entendo que a responsabilidade é dos Correios, cujo carteiro foi assaltado."
Os Correios afirmam que a União Postal Universal (UPU) estabelece que qualquer pagamento de indenização só pode ser feito ao remetente da encomenda. Mas o advogado especialista em relações de consumo e professor do Mackenzie Bruno Boris diz que o consumidor que não recebeu a encomenda pode, sim, pleitear a indenização à empresa brasileira.
(Com Estadão Conteúdo)
Dilma escapa de Brasília para festa de Marisa em SP
Dilma escapa de Brasília para festa de Marisa em SP
A presidente Dilma Rousseff saiu discreta e sigilosamente de Brasília na noite de sábado para comemorar os 63 anos de Marisa Letícia em São Paulo. O Planalto apenas informara que a presidente teria uma “agenda privada”. Dilma e cinco ministros do governo participaram da festa surpresa que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva armou para sua mulher no restaurante Rodeio, nos Jardins, bairro nobre da capital. A presidente chegou por volta das 21h30, permanecendo na festa por cerca de duas horas. Dilma estava num um Ômega prata, carro não oficial. O trajeto de Brasília a São Paulo foi feito no avião da Presidência.
Dilma foi aplaudida ao entrar no salão e fez questão de cumprimentar todos antes de se sentar entre Lula e Marisa. Entrou e foi embora pela porta dos fundos, que dava acesso direto à área reservada à festa. A assessoria de Dilma disse que ela embarcaria direto para Brasília. Em uma semana, a festa foi o segundo evento secreto de Dilma. Na quinta-feira passada, ela também deixou a capital federal e reuniu-se com Lula, o ministro Aloizio Mercadante (Educação), o ex-ministro Antonio Palocci e o prefeito de São Bernardo do Campo, Luiz Marinho, por sete horas no Hotel Unique, em São Paulo. O Planalto não informou nenhum tipo de detalhe do encontro por se tratar de “agenda privada” da presidente.
Lula tirou Marisa do apartamento em São Bernardo com a desculpa de que iriam à casa de um dos filhos. Os noventa convidados insistiam em dizer que conversas políticas não entraram em pauta. Entre os presentes estavam os ministros Edison Lobão (Minas e Energia), Marta Suplicy (Cultura), Alexandre Padilha (Saúde), Mercadante e Guido Mantega (Fazenda), além do cabeleireiro Wanderley Nunes e do médico do casal, Roberto Kalil. O prefeito Fernando Haddad e a família também foram à festa. Na saída, questionado por repórteres sobre o pedido de investigação da denúncia de Marcos Valério sobre seu envolvimento com o mensalão, Lula fugiu da pergunta. “Foi surpresa”, disse, referindo-se à festa.
Seul, agora, minimiza chance de teste nuclear de Pyongyang
Ásia
Seul, agora, minimiza chance de teste nuclear de Pyongyang
Ministro revela no Parlamento maior atividade no local de testes anteriores, tem discurso desautorizado e diz depois que não falou o que câmeras gravaram
Imagem de
satélite mostra Centro de Pesquisas Nucleares de Yongbyon, que produziu
material para os testes atômicos da Coreia do Norte - Getty Images
Mais tarde, no entanto, o discurso do ministro da Unificação foi desautorizado por seu colega da Defesa, cujo porta-voz, Kim Min-seok, declarou não haver nada de "incomum" no movimento de carros e pessoas na região dos testes nucleares da Coreia do Norte, e que nenhuma nova explosão atômica é iminente. Após a nova versão, o ministro Ryoo Kihl-jae comunicou à imprensa não se recordar de ter falado em "indicativos" de um novo teste nuclear de Pyongyang – sua declaração, porém, foi gravada por câmeras de TV.
Embora o ministro não tenha dado detalhes sobre o assunto, uma fonte do governo sul-coreano citada pelo jornal Joongang informou que recentes imagens de satélite monitoradas em Seul indicam que o país vizinho está realizando preparativos para seu quarto teste atômico. "Detectamos uma maior atividade de operários e veículos no túnel sul do local de testes de Punggye-ri, onde o regime trabalhou na manutenção das instalações desde seu terceiro teste nuclear em fevereiro. As atividades parecem ser similares às de antes do terceiro teste, portanto estamos vigiando de perto o lugar. Só Pyongyang sabe se vai ser realizado o teste e quando", afirmou a fonte.
O governo da Coreia do Sul já advertiu neste domingo sobre a possibilidade de um próximo teste de mísseis da Coreia do Norte, após detectar a aparente mudança de projéteis de médio alcance do regime comunista. Seul acredita que isso possa ocorrer ainda esta semana, por volta de 10 de abril. Uma data citada por especialistas é 15 de abril, dia do nascimento de Kim Il-sung, fundador do país e avô do atual ditador, Kim Jong-un. Nenhuma previsão, contudo, foi feita sobre o novo teste nuclear.
A possibilidade do lançamento do míssil ainda esta semana foi confirmada pelo principal assessor de segurança nacional da presidente sul-coreana Park Geun-Hye. Apesar da nova provocação, ele descartou a iminência de uma guerra. "Não há sinais de uma guerra em grande escala agora, mas o Norte terá que preparar-se para executar represálias no caso de uma guerra local", disse Kim.
China – Neste domingo, a China lamentou a tensão na península coreana. Aliado de Pyongyang, o governo chinês tem mostrado crescente irritação com as ameaças de guerra nuclear da Coreia do Norte. O presidente chinês, Xi Jinping, discursando num evento na ilha de Hainan, não citou a Coreia do Norte, mas disse que nenhum país "deve ter permissão para jogar uma região e mesmo o mundo inteiro no caos para ganho próprio". A estabilidade na Ásia, disse ele, "enfrenta novos desafios, temas importantes continuam emergindo, e existem ameaças tradicionais e não tradicionais à segurança".
O ministro do Exterior da China, Wang Yi, num comunicado divulgado no sábado sobre uma conversa telefônica com o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, expressou frustração similiar. Neste domingo, o ministro manifestou "séria preocupação" com a tensão na península e disse que a China pediu a Pyongyang para que "assegure a segurança dos diplomatas chineses de acordo com as normas internacionais".
A Alemanha rebateu, neste domingo, a decisão da Coreia do Norte de não proteger os diplomatas em caso de conflito depois do dia 10 de abril. “A Coreia do Norte deve garantir a segurança das embaixadas em seu território sem impor uma data limite, o que seria inaceitável", afirmou o ministro alemão das Relações Exteriores, Guido Westerwelle em um comunicado, depois conversar por telefone por com o enviado de Berlim em Pyongyang. Na sexta-feira, o país propôs às embaixadas a evacuação por "não poder garantir a segurança em caso de conflito bélico" .
Leia mais: Pyongyang: apesar da tensão, países mantêm embaixadas
"Há regras claras no direito internacional e a Coreia do Norte também deve cumprir. A Coreia do Norte é irresponsável ao aumentar a tensão. Isso constitui uma ameaça real para a paz e a segurança na região", disse o ministro. Westerwelle reiterou que, no momento, a embaixada alemã em Pyongyang continua trabalhando normalmente.
Contexto – A Coreia do Norte persiste em suas ameaças nucleares, apesar do aumento da pressão internacional, um mês depois de o Conselho de Segurança das Nações Unidas aprovar novas sanções. As penalizações da ONU aprovadas no dia 7 de março com o apoio unânime de todos seus membros – incluindo a China, aliada história da Coreia do Norte – em represália ao terceiro teste atômico do regime provocaram não só maiores restrições de índole econômica sobre Pyongyang, mas a afundaram em sua prolongado isolamento.
Desde então, a Coreia do Norte não fez nada além de radicalizar seu discurso e ameaçar iniciar um conflito armado, o que levou a uma perigosa escalada militar na região. A condenação do regime do jovem e imprevisível líder Kim Jong-un à nova resolução sancionadora do Conselho da ONU e sua rejeição ante o início de manobras militares conjuntas de Estados Unidos e Coreia do Sul na região veio acompanhada do anúncio de aumentar sua capacidade nuclear e de iniciar uma "guerra sem quartel".
Vinte anos após massacre do Carandiru, 26 PMs vão a júri
Justiça
Vinte anos após massacre do Carandiru, 26 PMs vão a júri
Policiais respondem por homicídio qualificado de 15 detentos. Em 2 de outubro de 1992, ação da PM resultou na morte de 111 presos do complexo
Movimentação
policial em frente à Casa de Detenção do Carandiru, na zona norte de São
Paulo, durante rebelião de presos, em 02/10/1992 - AE
Os nomes dos policiais que serão julgados, bem como os cargos que ocupam atualmente são mantidos em sigilo pela Justiça. Todos respondem em liberdade até hoje. Inicialmente, 130 PMs foram denunciados à Justiça pelo massacre. O número, contudo, foi caindo ao longo dos anos. Isso porque prescreveram muitas das acusações, como o crime de lesão corporal. Hoje, apenas 79 PMs respondem pelo massacre.
Nesta primeira etapa do julgamento, serão julgados 26 PMs que respondem por homicídio qualificado pela morte de 15 detentos. As demais fases, em que serão apuradas as responsabilidades dos demais policiais, não têm data para começar.
Em 2001, o coronel Ubiratan Guimarães, que comandou a operação, foi condenado a 632 anos de prisão por comandar a ação no Carandiru, mas, em fevereiro de 2006, o Tribunal de Justiça de São Paulo reinterpretou a decisão do 2º Tribunal do Júri e decidiu absolver o coronel. Ubiratan foi morto em setembro de 2006 com um tiro na barriga, em seu apartamento nos Jardins, região nobre de São Paulo.
Relembre o caso - Em 2 de outubro de 1992, chamados para conter uma rebelião na Casa de Detenção de São Paulo, parte do complexo presidiário do Carandiru, cerca de 340 policiais invadiram o pavilhão nove sob a liderança do coronel Ubiratan. Tudo caminhava para que os mais de 2 000 detentos fossem dominados e tranquilizados, até que os batalhões de choque chegaram ao segundo andar do pavilhão, o foco da revolta. Então, passou-se meia hora de execuções à queima-roupa. Armados com revólveres, escopetas e metralhadoras, os policiais executaram sumariamente 111 presos. Do lado da polícia, nenhuma baixa.
A reação imediata do governador foi atrasar a contagem dos corpos e tentar ludibriar a imprensa por algumas horas para não atrapalhar o resultado das eleições que se realizariam no dia seguinte.
Em setembro de 2002, a Casa de Detenção, a maior da América Latina, foi finalmente desativada. No local foi construído um parque público com áreas de lazer e cultura. Cerca de 170.000 pessoas passaram pelo presídio em 46 anos. Em abril de 2000, a Comissão Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA) considerou oficialmente o episódio como um massacre, o que significa que o Brasil ainda poderia ser levado a julgamento em cortes internacionais em função do caso. O governador e o secretário de Segurança do Estado na época não foram responsabilizados pelo episódio.
Segundo a Defensoria Pública do estado, dos 64 processos de indenização movidos por familiares das vítimas contra o estado, apenas 26 tiveram ordem de pagamento autorizada. A maioria foi paga só em 2011 – e boa parte das indenizações autorizadas segue na fila dos precatórios.
Conheça a Casa Daros, o novo espaço dedicado à arte latino-americana no Rio
Artes plásticas
Instalado em um casarão histórico do século XIX, centro cultural estreia com exposição de 75 obras de artistas colombianos
Rafael Lemos, do Rio de Janeiro
Casa Daros: primeiro espaço dedicado exclusivamente à arte latino-americana - Divulgação
Inicialmente prevista para 2008, a Casa Daros teve a inauguração adiada em virtude de uma complexa e minuciosa obra de restauração do imóvel, que estava em péssimas condições quando foi comprado por 16 milhões de reais, em 2006. De lá para cá, foram investidos mais 67 milhões de reais em melhorias. Construído em 1866, o edifício neoclássico foi projetado pelo arquiteto Francisco Joaquim Bethencourt da Silva (1831-1912), discípulo de Grandjean de Montigny, que deixou sua marca também nos prédios do Centro Cultural Banco do Brasil e do Real Gabinete Português de Leitura.
O espaço receberá anualmente pelo menos duas exposições montadas a partir do acervo da instituição Daros Latinamerica, sediada em Zurique, na Suíça. A coleção, de cerca de 1.200 obras de 117 artistas, começou a ser organizada em 2000 pelo curador Hans-Michael Herzog e a colecionadora suíça Ruth Schmidheiny, que financia todo o projeto.
Divulgação

Casa Daros: obra de Fernando Arias
Morte e narcotráfico – Os temas guerra e paz, morte e vida são recorrentes na maioria das obras selecionadas, embora o curador assegure que se trata de uma coincidência. Logo na entrada, o espectador é impactado pela visão de um caixão formado com peças de Lego, nas cores da bandeira da Colômbia, e uma linha branca no topo, simbolizando a cocaína. A obra, do artista Fernando Arias, é uma referência à infância na Colômbia (incluindo a dele mesmo) num contexto de mortes em meio à guerra contra o narcotráfico.
Divulgação

Casa Daros: obra de Oscar Muñoz
Outras atividades – Além da mostra principal, a Casa Daros oferece outras atrações aos visitantes, como a exposição paralela Para Saber Escutar, com curadoria de Eugenio Valdés Figueroa. É o resultado de atividades e programas desenvolvidos desde 2007 pela instituição. Uma das peças mais marcantes é a Nossa Senhora das Graças (2008), de Vik Muniz, fotografia de uma instalação feita com entulhos da reforma do casarão. Uma biblioteca com 5.000 títulos funcionará - inicialmente, apenas com hora marcada - de quarta a sábado, das 13h às 18h. Também estão previstas oficinas, programação audiovisual, conversas com artistas e até cursos.
No andar térreo, o café-restaurante Mira! (dos mesmos donos do Miam Miam e do Oui Oui), que custou 2 milhões de reais para ser construído, oferece um espaço diferenciado. E para aqueles que desejam levar uma lembrança do local, a loja da Casa Daros reunirá livros e produtos vindos de ateliês e empresas do Rio, São Paulo e Belo Horizonte, entre outras cidades brasileiras.
Arte para grandes eventos - A inauguração da Casa Daros coincide com um movimento que se intensificará nos próximos meses no Rio, com a abertura do Museu do Amanhã, do Museu da Moda e da nova sede do Museu da Imagem e do Som. É a arte em ebulição na cidade que vai receber milhões de turistas a partir deste ano, com a Jornada Mundial da Juventude, a Copa das Confederações, a Copa do Mundo 2014 e a Olimpíada de 2016.
Serviço
A exposição Cantos Cuentos Colombianos vai até 8 de setembro, de quarta-feira a domingo. A entrada será gratuita até o dia 14 de abril. Após essa data, o ingresso custará 12 reais, e 6 reais a meia-entrada. São 75 obras representativas de dez artistas da Colômbia: Doris Salcedo, Fernando Arias, José Alejandro Restrepo, Juan Manuel Echavarría, María Fernanda Cardoso, Miguel Ángel Rojas, Nadín Ospina, Oscar Muñoz, Oswaldo Macià, e Rosemberg Sandoval.
Casa Daros fica na Rua General Severiano, 159, em Botafogo, Zona Sul do Rio. Contato: (21) 2138-0850 ou rio@casadaros.net
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