segunda-feira, 8 de abril de 2013

Um Marcos Valério no Paraná?

Contas públicas


Movimentação atípica de recursos leva o Tribunal de Contas da União a investigar uma pequena agência de publicidade paranaense

Marcos Valério
Marcos Valério (Reprodução)
O Tribunal de Contas da União (TCU) vai investigar um fenômeno de atração de verbas publicitárias federais para uma minúscula agência paranaense. O volume de verbas e contas federais que essa agência está concentrando lembra em tudo o buraco negro cavado em torno do publicitário mineiro Marcos Valério. Deu no que deu. O TCU trabalha para evitar um novo desastre anunciado, com risco de repetição, no Paraná, do escândalo descoberto em Minas Gerais.
Os paranaenses de alto coturno em Brasília, os ministros Paulo Bernardo (Comunicações) e Gleise Hoffmann (Casa Civil), nada têm a ver com o fenômeno do Valério de Curitiba. O santo do milagre é do Paraná, mas ocupa cargo de menor importância. É deputado federal.

Marco Feliciano para presidente?


A visibilidade que o PSC ganhou com o caso do deputado Marco Feliciano (SP) na presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara fez o partido começar a sonhar com outra presidência: a da República.  Tradicional coadjuvante nas alianças capitaneadas pelo PMDB, seu maior aliado, o PSC já fala em lançar candidato próprio à sucessão da presidente Dilma Rousseff em 2014. A candidatura faz parte da estratégia do partido de ampliar as bancadas federais e eleger, pelo menos, um governador. Internamente, Feliciano e o vice-presidente e homem forte do PSC, pastor Everaldo Pereira, disputam a vaga de candidato.
“A decisão é que teremos candidatura própria à presidência da República”, afirma Everaldo. “Ser inteligente é fazer o que outros inteligentes fizeram. E o PT foi inteligente em fazer o Lula ser candidato à Presidência três vezes, antes de ganhar a eleição”, completa. Cauteloso, ele desconversa ao ser questionado sobre a própria candidatura: “Sou soldado do PSC, que é um partido democrático. Todos os que quiserem podem disputar”.
Embora o nome de Everaldo seja referendado pelas principais lideranças, Marco Feliciano também colocou seu nome à disposição do partido. Em uma reunião de presidentes de diretórios em Salvador no ano passado, ele declarou que conhece bem o Brasil, já que percorre todo o país em suas pregações a milhares de pessoas, o que lhe daria condições de impulsionar a candidatura. Recentemente, seus apoiadores passaram a estimular a ideia nas redes sociais. Mesmo assim, aliados e companheiros de partido defendem que o deputado aproveite o destaque e volte à Câmara com uma votação estrondosa. “Do jeito que conheço o meio evangélico, o Feliciano se elege com mais de um milhão de votos no ano que vem e traz com ele uns três deputados”, diz o líder do PMDB na Câmara, Eduardo Cunha (RJ).

Filme Panico no Deserto 2


Morre Margaret Thatcher, ícone de ferro do liberalismo

Memória veja

Morre Margaret Thatcher, ícone de ferro do liberalismo

Primeira-ministra da Grã-Bretanha por quase 12 anos, ela encolheu o governo e recuperou a prosperidade do país com uma receita admirada em todo o mundo

  • Margaret nomeada membro da Ordem da Jarreteira, a mais alta da cavalaria britânica, 1995
  • Margaret com o presidente americano Ronald Reagan, em 1984
  • Margaret após explosão de bomba do IRA durante uma conferência do Partido Conservador, em Brighton, 1984
  • Margaret Thatcher eleita primeira-ministra pela primeira vez, 1979
  • Margaret com os filhos Mark e Carol, e o marido Denis Thatcher, em 1976
Nelson Mandela é recebido pela então primeira-ministra britânica, Margaret Thatcher, em julho de 1990
Nelson Mandela é recebido pela então primeira-ministra britânica, Margaret Thatcher, em julho de 1990 - Reuters
Os soviéticos a apelidaram de “Dama de Ferro”. O ex-presidente americano Ronald Reagan a chamou de “o melhor homem da Inglaterra”. O socialista francês François Mitterand a definiu por seus “olhos de Calígula e lábios de Marilyn Monroe”. Na ficha de seleção para um emprego, ela foi rejeitada por ser “teimosa, obstinada e perigosamente dona de opiniões próprias”. Margaret Thatcher, primeira-ministra da Grã-Bretanha que mais tempo permaneceu no cargo no século passado, morreu nesta segunda-feira, aos 87 anos, deixando um papel bem definido na história: o de líder da revolução liberal que, na década de 1980, desmontou programas sociais deficitários, cortou impostos e gastos públicos, privatizou estatais perdulárias e tirou da paralisia a economia britânica para, depois, se espalhar pelo mundo.
A causa da morte da ex-premiê, segundo seu porta-voz, lorde Bell, foi um derrame cerebral. Ela já havia deixado a vida pública em 2002 por causa de um pequeno derrame, e sofreu vários outros depois deste. “É com grande tristeza que Mark e Carol Thatcher anunciaram que sua mãe, baronesa Thatcher, morreu em paz após um derrame nesta manhã. Um comunicado será anunciado mais tarde”, afirmou Bell.
Os pequenos derrames dos últimos anos lhe deixaram sequelas, como confusões ocasionais e perdas de memória. Seu estado de saúde estava se deteriorando desde então, e ela chegou a sofrer de demência. Segundo sua filha, Carol, em suas crises, Thatcher tinha dificuldades em terminar suas frases e esquecia que seu marido, Denis Thatcher, morreu em 2003. A morte de seu mais próximo confidente e companheiro por 50 anos intensificou seu isolamento do mundo. A última vez em que ela foi internada foi em dezembro de 2012, quando passou por uma cirurgia na bexiga.


Primeira mulher a chefiar um governo parlamentar na história da Europa, Thatcher ficou onze anos e meio no poder, de 1979 a 1990, tempo mais do que suficiente para os princípios que defendia (menos governo, menos despesas e independência em relação à União Europeia) se fixarem profundamente no modo de vida britânico. Vinte anos depois do fim de seu governo, o “thatcherismo” continua tão atual na Grã-Bretanha quanto a monarquia, o peixe com batata frita e a cerveja quente dos pubs – mais do que uma convicção política, é uma instituição nacional.
Em três décadas de carreira política, ela lutou contra a intervenção do estado na economia e combateu a inflação. Eleita primeira-ministra em 1979, fez a taxa cair de um pico de 27% para 2,5% seis anos depois. Privatizou as indústrias estatais de petróleo e gás, aeroportos e companhias aéreas, telefone e energia elétrica, estimulando o crescimento econômico mesmo com o aumento do desemprego e criando um paradigma de competitividade até hoje seguido no planeta. Sua receita para recuperar a economia incluiu a crença de que sindicatos com muito poder político estrangulavam as empresas em nome de interesses eleitorais. Com isso em mente, Thatcher enfrentou líderes sindicais, retirou privilégios fiscais das organizações trabalhistas e enfrentou greves que duraram mais de um ano, até vencê-los.

Vencer, afinal, era sua especialidade. Na democracia mais antiga do planeta, ganhou três eleições consecutivas para a chefia do governo – algo até então inédito, repetido depois por Tony Blair. Seu primeiro triunfo nas urnas veio aos 33 anos, quando elegeu-se pela primeira vez para o Parlamento pelo Partido Conservador. Em 1970, quando o partido derrotou os trabalhistas e voltou ao poder com o premiê Edward Heath, foi nomeada ministra da Educação. Quatro anos depois tornou-se a primeira mulher a ganhar a liderança do partido, passo que a conduziu ao cargo de premiê após vencer as eleições gerais de 1979. A década seguinte trouxe seu primeiro desafio além das fronteiras da Grã-Bretanha: a invasão das Ilhas Malvinas pela Argentina do ditador Jorge Videla em 1982. Thatcher ouviu os chefes das Forças Armadas e não titubeou. No campo de batalha, os soldados britânicos arrasaram os argentinos e recuperaram a soberania sobre o arquipélago em dois meses e meio.

Nas relações exteriores, Thatcher cultivou uma estreita relação política e pessoal com o então presidente dos EUA, Ronald Reagan. A defesa do livre mercado era o princípio em comum e a luta contra comunismo selou a aliança. Curiosamente, foram os inimigos soviéticos que criaram a imagem de “mulher forte” que Thatcher incorporou. Ainda em 1976, três anos antes de ela se tornar primeira-ministra, o jornal Estrela Vermelha, publicado pelo Exército soviético, chamou-a de “Dama de Ferro” ao comentar um discurso de Thatcher sobre a Otan, a aliança militar do Atlântico Norte. Com ironia, ela acabou usando a seu favor o que era para ser uma afronta sexista: “Estou aqui diante de vocês com meu vestido de gala de seda vermelha, meu rosto levemente maquiado e meu cabelo gentilmente escovado, a Dama de Ferro do mundo ocidental. Uma guerreira da Guerra Fria”, disse em outro discurso. “Sou esse tipo de coisa? Sim, se é assim que querem interpretar minha defesa dos valores e liberdades fundamentais do nosso modo de vida”.
Getty Images
Margaret Thatcher em 1980: aclamada em convenção do Partido Conservador
Margaret Thatcher em 1980: aclamada em convenção do Partido Conservador
Dona de casa – Transformar o que muitos podiam ver como ponto fraco em argumentos a seu favor foi algo que Thatcher dominou desde o início de sua vida pública. Numa época em que a maioria das mulheres era destinada apenas a casar, criar uma família e cuidar de uma casa, ela jamais se apresentou como feminista nem rejeitou a ideia de que as mulheres deviam ser donas de casa. Pelo contrário, em toda campanha eleitoral, fazia questão de aparecer fazendo compras no supermercado e gostava de ser fotografada fazendo tarefas domésticas. “Qualquer mulher que entende os problemas de administrar uma casa estará próxima de entender os problemas de administrar um país”, declarou. Para seu biógrafo, Charles Moore, nesse ponto nada podia ser mais equivocado do que a famosa frase de Ronald Reagan – “Ela é o melhor homem da Inglaterra” – porque Thatcher considerava o sexo feminino superior. Não à toa, uma de suas frases mais conhecidas é: “Em política, se você quiser que algo seja dito, peça a um homem. Se quiser algo feito, peça a uma mulher”.

Esse traço de sua personalidade foi plantado por seu pai, Alfred Roberts, dono de duas mercearias na pequena cidade de Grantham, no leste da Inglaterra, onde Margaret Hilda Roberts – nome de batismo – nasceu em 13 de outubro de 1925. “Nunca deixe os outros dizerem o que você deve fazer”, era um dos conselhos paternos resgatados em suas memórias. O pensamento independente está na raiz de suas escolhas profissionais: após terminar o colegial, Thatcher foi estudar na Universidade de Oxford aos 17 anos. Era a primeira da família a entrar para o ensino superior e se formou em química, algo então pouco usual para uma mulher – anos depois, estudaria direito e se tornaria advogada. Com o diploma de cientista, mudou-se para Colchester, a cerca de 80 quilômetros de Londres, e foi trabalhar em uma indústria de plásticos, época em que iniciou sua carreira política ao entrar para a Associação Conservadora da cidade. Após se aproximar de lideranças locais do Partido Conservador e conquistá-las com sua capacidade de debate, candidatou-se a uma vaga no Parlamento, mas foi derrotada em suas duas primeiras tentativas. Suas atividades políticas levaram-na a conhecer o rico empresário Denis Thatcher, de quem adotou o sobrenome após o casamento, em 1951. Dois anos depois da união, ela deu à luz um casal de gêmeos, Carol e Mark, seus únicos filhos. Por 52 anos, viveu com Denis, de quem ficou viúva em 2003.

Troca da guarda – O fim da era Thatcher está diretamente ligado à ascensão da União Europeia, que dividiu o Partido Conservador, e ao desgaste de sua imagem perante a opinião pública britânica após mais de uma década de governo. Ainda assim, ela não perdeu nenhuma eleição antes de deixar a liderança dos conservadores. Preferiu renunciar em 1990, após vencer a disputa pela chefia do partido por uma margem estreita, que obrigava a realização de um segundo turno. Antes mesmo de colocar à prova o favoritismo dos trabalhistas na eleição seguinte, seu discurso separatista da União Europeia a derrubou do governo e ela foi sucedida por John Major. Em seu discurso de renúncia, caiu atirando contra os trabalhistas: "Eles querem uma Europa de subsídios, uma Europa de restrições socialistas, uma Europa de protecionismo".

Por quase dois anos, a Dama de Ferro continuou na Câmara dos Comuns, até ser nomeada para a Câmara dos Lordes com o título de baronesa. Durante algum tempo, continuou criticando os adversários e dando discursos, palestras e entrevistas pelo mundo – numa delas, defendeu suas ideias nas páginas de VEJA. Até que uma série de pequenos derrames e falhas de memória a afastaram da vida pública em 2002, por recomendação médica. Seis anos depois, a filha Carol revelou que a mãe sofria de demência. A doença havia sido diagnosticada em 2000 e se agravou pouco a pouco.

Seu biógrafo Charles Moore relata um encontro revelador entre a líder aposentada e um menino de sete anos – filho de Moore. Sentado em um sofá diante de Thatcher, o garoto pergunta: “Você gostou de ser primeira-ministra?”. Sem se mostrar surpresa, ela responde: “Bem, tivemos a chance de tomar decisões importantes e melhorar a vida do país, então, sim, gostamos muito”. O entrevistador não se dá por satisfeito: “Você fez alguma lei boa?”. Thatcher resume o próprio legado: “Sim, fizemos! Fizemos a Grã-Bretanha mais forte na defesa, reduzimos o poder dos sindicatos e cortamos impostos, de modo que as pessoas pudessem ficar com mais do que ganham. E se as pessoas ficam com uma parcela maior do que ganham, elas ganham mais”.

domingo, 7 de abril de 2013

Filme O amuleto sagrado


Cientistas dizem que um cometa, não um asteroide, causou a extinção dos dinossauros

Extinção  VEJA


Dupla de pesquisadores afirma que o corpo celeste que atingiu o planeta era menor e mais rápido que um asteroide

Halley
Cometa Halley: pesquisadores propõem que um cometa pode ter causado a extinção dos dinossauros, não um asteróide (NASA)
Há cerca de 66 milhões de anos, a Terra passava pela sua quinta grande extinção, que pôs fim ao reinado dos dinossauros. A explicação mais aceita a respeito do que causou essa extinção em massa é o impacto de um asteroide. Mas pesquisadores da Faculdade de Dartmouth, nos Estados Unidos, atribuem esse evento a outro "visitante do espaço": um cometa.

Saiba mais

ASTEROIDES
São corpos celestes menores que planetas formados por rochas e metais, que vagam pelo Sistema Solar desde sua formação, há 4,6 bilhões de anos.
COMETAS
São corpos celestes formados por gelo, gases congelados e poeira.
PERÍODO CRETÁCEO
Última etapa da chamada "Era dos Dinossauros" compreendida entre 145 e 65,5 milhões de anos atrás. Foi marcada, em seu final, pela extinção de todos os dinossauros não avianos.
PERÍODO TERCIÁRIO
Antigo período da era Cenozoica, que congregava as épocas Paleoceno, Eoceno, Oligoceno, Mioceno e Plioceno. A partir de 1989, a Comissão Internacional de Estratigrafia deixou de reconhecer o período Terciário. Em seu lugar foi estabelecido o período Paleogeno (de 65 milhões a 23 milhões de anos atrás) – e, com isso, muitos geólogos passaram a adotar o termo extinção K-Pl (onde Pl representa o período Paleogeno) em substituição ao termo extinção K-T.
Asteroides são corpos celestes formados por rochas. Cometas são "bolas de neve" formadas por uma mistura de gelo, gases congelados e poeira. Quando se aproximam do Sol, os cometas se aquecem e se tornam brilhantes. A poeira e os gases formam uma cauda que pode ter milhões de quilômetros.
A teoria de que um asteroide causou a extinção dos dinossauros se originou com as descobertas do físico americano Luis Alvarez e seu filho, o geólogo Walter Alvarez, professor da Universidade da Califórnia, em Berkeley. Em 1980, eles identificaram concentrações elevadas do elemento químico irídio na fronteira K-T, que marca a transição do período Cretáceo para o período Terciário, quando ocorreu a extinção dos dinossauros.
O irídio é um elemento raro na crosta terrestre, mas é comum em rochas espaciais, como asteroides. Para os Alvarez, isso indicava que um asteroide havia colidido com a Terra nesse período, cerca de 66 milhões de anos atrás. Essa teoria continuou em debate até 2010, quando um grupo de 41 cientistas publicou um artigo em favor da hipótese dos Alvarez.

Nova teoria — O local apontado como o ponto de colisão é a Cratera de Chicxulub, soterrada abaixo da Península do Iucatã, no México. Os pesquisadores da Faculdade de Dartmouth, Jason Moore e Mukul Sharma, apresentaram em março, na 44ª Conferência de Ciência Lunar e Planetária, realizada no Texas, um trabalho em que defendem que o corpo celeste que provocou o impacto e criou Chicxulub é, na verdade, um cometa.
A dupla de Dartmouth analisou os dados publicados sobre o irídio presente na fronteira K-T, comparando-o com o ósmio, outro elemento químico presente em rochas espaciais. Eles concluíram que a quantidade de irídio acumulada era na verdade menor do que os cientistas haviam estimado. Assim, o corpo celeste que atingiu a Terra também teria que ser menor.  Porém, um asteroide pequeno não seria capaz de gerar uma cratera de 180 quilômetros de largura, como a de Chicxulub.
A explicação que melhor se ajustou a um corpo celeste com energia o bastante para gerar tal cratera e que ao mesmo tempo possuísse material rochoso em menor quantidade foi a colisão com um cometa. "Nós propomos um cometa porque eles possuem uma porcentagem menor de irídio e ósmio em relação à sua massa do que asteroides. Um cometa em alta velocidade teria energia suficiente para criar uma cratera de 180 quilômetros de largura", afirma Moore.

arte ciencia cometa ison

Facebook revela 'Home', interface da rede para Android

Mobilidade


Recurso será integrado ao sistema operacional do Google, exibindo na tela inicial de smartphones funcionalidades da rede social

Mark Zuckerberg fala durante o lançamento do novo celular do Facebook com sistema Android
Mark Zuckerberg fala durante o lançamento do novo celular do Facebook com sistema Android - Justin Sullivan/AFP
Depois de muito suspense, o Facebook apresentou nesta quinta-feira o Facebook Home, uma interface que exibe na tela inicial de smartphones que rodam com sistema operacional Android, do Google, funcionalidades da rede social. A apresentação foi feita pelo criador e CEO da empresa, Mark Zuckerberg, na sede da companhia, na Califórnia.


O recurso vai ser liberado para o mercado americano na sexta-feira da próxima semana, na loja de aplicativos Google Play. Por enquanto, contudo, apenas usuários de cinco aparelhos conseguirão rodar o programa: HTC One, HTC One X, Samsung Galaxy S3, Galaxy S4 e Galaxy Note II. Não há previsão para o lançamento no Brasil, nem para a integração com aparelhos com iOS (Apple), Windows Phone 8 (Microsoft) e tablets.
Aparentando mais segurança e tranquilidade do que em eventos anteriores, Zuckerberg abriu a apresentação criticando estratégias de outras companhias no ambiente móvel, ao qual o Facebook decidiu dedicar todas as suas atenções. "Hoje, os aparelhos estão voltados aos aplicativos, e não às pessoas", disse. O CEO da rede foi enfático mais uma vez ao negar boatos de que estivesse trabalhando no desenvolvimento de um smartphone próprio. Só então Zuckerberg se dedicou ao Facebook Home propriamente. "A tela inicial é a alma do celular. Com o Home, você vê o mundo por meio das pessoas."
 
HTC First, primeiro celular com Facebook Home
Com o Home em seus aparelhos, os usuários poderão interagir com a rede social, compartilhando informações e curtindo postagens, por exemplo, sem necessidade de acessar o browser ou o aplicativo (ao lado). Tudo poderá ser feito a partir da tela inicial do aparelho, como o Cover Feed, que exibe as atualizações dos contatos na rede social.
Outra recurso é o ChatHeads, que facilita a comunicação entre usuários. Ao visualizar uma mensagem enviada por um contato, uma foto do perfil dessa pessoa é exibida na tela. Ao clicar na imagem, a conversa é iniciada.
No fim da apresentação, Peter Chou, CEO da empresa taiwanesa HTC, subiu ao palco para revelar aos consumidores o primeiro smartphone integrado ao Facebook Home, o HTC First. O aparelho será vendido pela operadora AT&T nos Estados Unidos por 100 dólares (equivalente a 200 reais) também a partir da sexta-feira da semana que vem. A pré-venda começa nesta quinta-feira e não há informação de comercialização do produto no Brasil.



FIlme Dragon Ball Z


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