Site para contratação de eletricistas e manicure recebe aporte de 6 milhões de reais
Investimento será usado na contratação de novos funcionários e em ações de marketing, garante fundador do serviço
Renata Honorato
(Thinkstock)
A plataforma brasileira GetNinjas, que permite aos usuários contratar
serviços de manicure, eletricista, encanador, entre outros, recebeu um
aporte de 6 milhões de reais. O investimento foi feito pelos fundos
Monashees Capital, Kaszek Ventures e pela Companhia Financeira Otto.
Esse é o segundo aporte da startup fundada por Eduardo L’Hotellier, em
2011. "O primeiro investimento foi usado para colocar o serviço no ar e
testar o mercado. Agora vamos contratar novos funcionários e investir em
marketing", explica o empreendedor ao site de VEJA.
O serviço oferecido pelo GetNinjas, por ora, é gratuito para ambas as
partes - prestador e cliente. Quando a plataforma sair da fase beta,
cuja data ainda não foi estabelecida, o prestador pagará uma taxa
variável a cada orçamento solicitado.
"Os percentuais variam de categoria. A taxa paga por uma manicure,
serviço que custa em média 20 reais, não será a mesma paga por um
professor de idiomas, que conta com um módulo de aulas com valores
superiores a 3.000 reais", esclarece o empresário.
Atualmente, a plataforma possui mais de 30.000 prestadores de serviço
cadastrados em 3.000 cidades brasileiras. A média registrada pela
startup é de 1.000 orçamentos por dia.
Alta ocorre após 'melhoria sustentada e gradual em seu estado geral de saúde'
Foto de arquivo do dia 14 de julho de 2005 do ex-presidente sul-africano Nelson Mandela
(EFE/Jon Hrusa)
O ex-presidente sul-africano e prêmio Nobel da Paz Nelson Mandela, de 94 anos, recebeu alta do hospital depois de passar nove dias internado para tratar de uma pneumonia,
informou neste sábado a Presidência do país. "(Ele) teve alta do
hospital neste sábado, 6 de abril, depois de uma melhoria sustentada e
gradual em seu estado geral de saúde", afirmou o gabinete de Jacob Zuma.
Na sexta-feira, sua mulher, Graça Machel, disse que Mandela estava bem
e se mostrava cada vez melhor da pneumonia que levou à sua internação
em 27 de março. "Madiba - como ele é conhecido na África do Sul - está
bem, cada vez melhor. Está no hospital simplesmente porque os médicos
querem assegurar-se de que está suficientemente forte para voltar para
casa e que não terá uma recaída", explicou. Saúde - A infecção pulmonar que o ex-presidente
enfrenta é reincidente e manifestou-se pela primeira vez em 2001. Em 8
de dezembro do ano passado, após passar por uma cirurgia para remoção de
cálculos biliares, Mandela passou três semanas no hospital para tratar
da infecção nos pulmões e recebeu alta em 26 de dezembro - foi o período
mais longo passado pelo líder em um hospital em mais de 20 anos.
Ao sair do hospital, seus parentes preferiram instalá-lo em sua casa de
Johannesburgo, a 60 quilômetros de Pretoria e perto dos centros médicos
mais modernos do país. Em fevereiro, ele voltou a ser internado num
hospital devido a dores abdominais, mas foi liberado no dia seguinte.
Essa é a terceira internação de Mandela nos últimos quatro meses.
Biografia - Primeiro presidente negro da África do
Sul, Nelson Mandela lutou durante 67 anos contra o regime de segregação
racial do apartheid, imposto pela minoria branca sul-africana até sua
eleição em 1994, dedicação que lhe valeu, em 1993, o Prêmio Nobel da
Paz. Após o fim do mandato, concentrou suas energias em ações junto a
organizações sociais e de direitos humanos, promovendo campanhas como a
de combate à aids.
Em 2003, aos 85 anos, anunciou sua aposentadoria da vida pública,
alegando problemas de saúde. Sua última aparição pública aconteceu na
cerimônia de encerramento da Copa do Mundo de futebol, de 2010, na
África da Sul. No dia 10 de fevereiro deste ano, recebeu a visita do
presidente Zuma, que disse tê-lo visto "em bom estado e relaxado", vendo
televisão. Mas alguns dias depois, seu amigo George Bizos, um advogado
conhecido no país, o visitou e mostrou-se menos entusiasmado. (Com agência Reuters)
Tema constante do
noticiário das últimas semanas, as ameaças feitas pela Coreia do Norte
aos EUA não devem se materializar no mundo real. Na ficção, porém, os
americanos não pensam em outra coisa
O ator Rick Yune (que é americano, mas descendente de coreanos) em cena de Invasão à Casa Branca - Divulgação
Nesta semana, as ameaças feitas pela Coreia do Norte aos Estados Unidos
dominaram o noticiário. Curiosamente, elas são também tema de Invasão à Casa Branca, novo trabalho de Antoine Fuqua (diretor de Dia de Treinamento),
que estreou no Brasil na sexta-feira. No longa, um terrorista do país
asiático toma de assalto a residência oficial do presidente americano e
ameaça explodir os EUA com uma bomba nuclear. O caso não é único –
trata-se de mais um de vários produtos americanos recentes cujo foco é a
rixa entre os dois países.
Entre eles, está o filme G.I. Joe: Retaliação, que estreou na
semana passada e mostra o presidente americano (Jonathan Pryce)
apresentando uma arma nuclear capaz de “destruir cada país catorze
vezes, ou quinze no caso da Coreia do Norte”, deixando claro que este é o
atual arqui-inimigo do país. Tem roteiro semelhante o filme Amanhecer Violento, remake do longa de 1984, que estreou em 1º de março, no qual soldados norte-coreanos invadem o país – mesmo tema do game Homefront, lançado em 2012 pela empresa THQ.
A Coreia do Norte não foi escolhida por acaso. “Há poucas opções: a
União Soviética acabou, e ofender muçulmanos se tornou politicamente
incorreto e perigoso”, diz Charles K. Armstrong, diretor do centro de
pesquisas coreanas da Universidade de Columbia, em Nova York. As ameaças
e as imagens bizarras, quase cômicas, que vem do país, só colaboram. “A
única coisa que os americanos veem de lá são soldados marchando,
mísseis, e (o ditador) Kim Jong-Un parecendo o Dr. Evil dos filmes Austin Powers. É o vilão óbvio”, diz Armstrong.
Outro fator que pesa para os estúdios é que países que foram inimigos
em filmes de ação do passado, como China e Rússia, hoje rendem fortunas
em bilheteria. Em 2012, o cinema chinês teve receita de 2,7 bilhões de
dólares, tornando-se o segundo mercado mais importante do mundo depois
dos EUA, que registrou 10,7 bilhões de dólares. E não é só bilheteria.
“Através do cinema, vende-se tudo”, lembra Paulo Sérgio Almeida, diretor
do Filme B, sobre os produtos que surgem com os filmes.
“Há muito dinheiro da China nos EUA agora. E a Coreia do Norte, além de
render boas manchetes nos jornais, não representa uma ameaça a
Hollywood, já que os filmes americanos não são lançados oficialmente por
lá”, diz o crítico alemão Johannes Schonherr, autor do livro North Korean Cinema: A History, lançado em 2012. Os produtores de Amanhecer Violento sabem
bem disso. A princípio, o inimigo do filme original, a União Soviética,
seria substituído pela China, mas os investidores não gostaram da ideia
de perder o mercado asiático e o filme teve de ser redublado às pressas
para fingir que os vilões eram norte-coreanos.
Velhos inimigos – Ter a Coreia do Norte como inimiga
não é exclusividade de filmes novos. Antes, outros já colocaram o país
nesse papel. É o caso de Salt (2010), no qual a protagonista de Angelina Jolie é torturada no país sob suspeita de ser uma espiã americana, e 007 – Um Novo Dia Para Morrer,
de 2002, no qual o agente secreto britânico James Bond (Pierce Brosnan)
é preso por soldados norte-coreanos. Na época do lançamento deste,
aliás, o ditador Kim Jong-Il (1941-2011), cinéfilo convicto que,
inclusive, escreveu um manual (A Arte do Cinema) com regras para as produções do país e dicas de atuação e direção, disse que o filme insultava os norte-coreanos.
Não que na Coreia do Norte seja diferente. Segundo o crítico alemão
Johannes Schonherr, longas em que os EUA são retratados como o inimigo
são extremamente comuns no país. “Nos filmes de guerra norte-coreanos,
os vilões estão sempre em carros ou aviões marcados com o símbolo do
exército americano, embora sejam interpretados por coreanos ou, em
alguns casos, russos”, afirma. “A Coreia do Norte se ofereceu de bandeja
para Hollywood.” (Com reportagem de Meire Kusumoto)
Aécio: discurso para diminuir a popularidade de Dilma no Nordeste
Aécio Neves vai direcionar a artilharia para o atual
calcanhar de aquiles de Dilma Rousseff: a seca nordestina, a cada dia
mais devastadora.
O PSDB paraibano cederá uma das inserções partidárias a que tem
direito na TV local para seu presidenciável desancar as políticas de
combate à estiagem – ou a falta delas – na região.
Criador de gado e especialista no tema, Cássio Cunha Lima vem orientando Aécio sobre o conteúdo do discurso a ser veiculado.
Eduardo Campos: montando a candidatura presidencial
Depois do giro pela nata do PIB brasileiro nos últimos meses, Eduardo Campos
vai abrir espaço na agenda para encontros com evangélicos. O pastor
Silas Malafaia, que apoiou José Serra em 2010, foi o primeiro a ser
chamado para uma conversa.
Os quinze minutos de fama do notório Marco Feliciano fazem o PSC
discutir uma candidatura à presidência da República no ano que vem. O
problema é que o partido não conseguirá unir os evangélicos em torno de
um nome.
Malafaia, R.R.Soares e Valdemiro Santiago não apoiam a ideia. E a Universal de Edir Macedo vai de Dilma Rousseff.