domingo, 7 de abril de 2013

SP: vazamento de óleo atinge praias de São Sebastião

Meio ambiente

SP: vazamento de óleo atinge praias de São Sebastião 

Prefeitura recomendou a moradores que evitem nove praias da região central e Costa Norte

Equipes tentam limpar o local que faz divisa entre as praias Porto Grande e Deserta, em São Sebastião, litoral norte de São Paulo, neste sábado (06), após vazamento de óleo do Terminal Marítimo Almirante Barroso, pertencente a Transpetro/Petrobrás
Equipes tentam limpar o local que faz divisa entre as praias Porto Grande e Deserta, em São Sebastião, litoral norte de São Paulo, neste sábado (06), após vazamento de óleo do Terminal Marítimo Almirante Barroso, pertencente a Transpetro/Petrobrás (Reginaldo Pupo/Estadão Conteúdo)
Um vazamento registrado em uma das redes do píer do Terminal Aquaviário Almirante Barroso da Petrobras atingiu praias das cidades de São Sebastião, no litoral de São Paulo. A prefeitura fez um alerta à população para que não frequente as praias da região central e Costa Norte, até uma análise dos impactos na região.
As praias que devem ser evitadas são: Porto Grande, Deserta, Ponta da Cruz, Arrastão, Portal da Olaria, São Francisco, Figueira, Cigarras e Enseada. Em toda a região afetada há relatos de forte cheiro de produto químico nas águas, informou a prefeitura.
O incidente ocorreu na sexta-feira, e a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo enviou uma equipe para avaliar os possíveis danos e tentar verificar as responsabilidades. Passam pelo píer do terminal cerca de 55% do petróleo consumido em todo o país.
“O vazamento foi de grandes proporções, tanto que atingiu várias praias. Não podemos descartar que esse produto se espalhe ainda para as cidades vizinhas”, disse Eduardo Hipólito do Rego, secretário de Meio Ambiente de São Sebastião.
Em nota, a Petrobras Transporte (Transpetro) confirmou o vazamento de combustível marítimo e informou que equipes de contingência foram acionadas.

Filmes Guerra Urbana


Documentos exclusivos detalham execuções na UTI do PR

Crime


Acusada de matar pacientes na UTI que comandava, Virgínia de Souza se gabava de seu poder de vida e morte

Leslie Leitão, de Curitiba
HORROR EXPOSTO - Virgínia, a Doutora Morte: nos depoimentos de testemunhas, os detalhes do esquema montado para "girar leitos" tirando a vida dos doentes
HORROR EXPOSTO - Virgínia, a Doutora Morte: nos depoimentos de testemunhas, os detalhes do esquema montado para "girar leitos" tirando a vida dos doentes (Rodrigo Felix Leal/AFP)
Numa manhã, em meados de 2010, Virgínia Soares de Souza, médica responsável pela unidade de terapia intensiva para casos de clínica geral do Hospital Evangélico, o segundo maior de Curitiba, avisou seu pessoal que um grave acidente de trânsito acabara de fazer várias vítimas e que eles se preparassem para recebê-las. Uma das enfermeiras presentes alertou para um problema: todos os catorze leitos estavam ocupados. Ouviu como resposta que fosse ao pronto-socorro apressar os procedimentos de internação, porque as vagas seriam criadas. "Desci para o pronto-socorro com a UTI lotada. Quando voltei, em menos de meia hora, seis pacientes tinham morrido. Fiquei apavorada", conta a VEJA a enfermeira, que não quer ser identificada por temer represálias. Ela ainda perguntou ao colega Claudinei Machado Nunes o que havia acontecido. Ele disparou: "Você é ingênua ou burra?". A moça narrou sua história de terror à Polícia Civil do Paraná - um dos oito depoimentos estarrecedores sobre a repugnante máquina de execuções instalada na UTI do Hospital Evangélico aos quais VEJA teve acesso. Um conjunto também ainda inédito de 21 prontuários é contundente quanto ao modus operandi da doutora Virgínia: todos os pacientes cujos casos estão sendo investigados receberam um mesmo coquetel de medicamentos, a que a polícia se refere como "kit morte".

Escolas internacionais: por que Fuvest e Enem não são os alvos

Ensino médio


Centros de excelência do ensino básico, as instituições estão mais voltadas à preparação de alunos para experiências no exterior. O currículo internacional e o perfil de seus estudantes ajudam a explicar a orientação

Nathalia Goulart
Estudantes na formatura
(Digital Vision)
As escolas internacionais estabelecidas no Brasil são reconhecidas há tempos como centros de excelência na educação básica. Concetradas em capitais como São Paulo, Rio, Brasília e Belo Horizonte, essas instituições privadas oferecem ensino bilíngue e diploma reconhecido em outros países. Quanto à qualidade do ensino oferecido, portanto, não restam dúvidas. Mas uma questão se impõe aos pais que pensam em matricular ou manter os filhos no ciclo médio dessas escolas, americanas e britânicas em maioria: atuando no cruzamento entre a educação brasileira e a internacional, as instituições preparam de fato seus alunos para o vestibular brasileiro? E para o ingresso nas universidades de ponta dos Estados Unidos e Grã-Bretanha, por exemplo?


Ao contrário do que acontece nas escolas brasileiras tradicionais, vestibular e Enem não são o foco primordial das escolas internacionais — e isso não é, de forma alguma, um descuido pedagógico. Alguns fatores ajudam a explicar a orientação diversa, como o currículo adotado e o próprio interesse de seus frequentadores. A espinha dorsal do ensino médio nas escolas internacionais é o chamado international baccalaureate (IB), programa difundido internacionalmente que permite o trânsito do aluno por instituições acadêmicas de diferentes partes do mundo. Pelo IB, o estudante cursa apenas seis disciplinas, menos da metade das treze que em média recheiam o currículo brasileiro. Para atender às exigências do Ministério da Educação (MEC), as escolas internacionais oferecem uma formação complementar, que abrange disciplinas não contempladas pelo IB. "Apesar de todos os nossos alunos serem estimulados a frequentar as aulas do programa brasileiro, para assim receber a certificação nacional, o cerne de nosso ensino ainda é o programa internacional", diz Carlos Lima, diretor de uma das unidades da Escola Britânica do Rio de Janeiro.
Isso não significa que os estudantes que desejam seguir os estudos no Brasil fiquem desamparados. Todas as escolas internacionais ouvidas pela reportagem mantêm cursos extras para aqueles que vão enfrentar os vestibulares mais concorridos do país. "Somos um escola voltada para o público brasileiro. Não podemos ignorar as provas das grandes universidades locais", diz Shirley Hazell, diretora do colégio britânico St. Francis, em São Paulo. Ali, por exemplo, são oferecidas aulas de reforço em disciplinas como física, química e biologia. Nesse caso, todo o conteúdo é apresentado em língua portuguesa, ao contrário do que ocorre nas aulas regulares. O objetivo é apresentar ao aluno o vocabulário específico em português, facilitando a jornada de preparação para o vestibular. As escolas costumam oferecer, também como atividade complementar, aulas de redação em português e oficinas de leitura e análise das obras literárias cobradas pelos grandes concursos. É o caso da americana Chapel School, mais antiga instituição internacional no Brasil.

Marina Travesso, ex-aluna do colégio internacional St. Francis "Eu me dediquei um pouco mais do que alunos de escolas tradicionais, mas me sentia preparada para seleção."

Marina Travesso, 20 anos, ex-aluna do St. Francis que cursa administração no Insper

Nas melhores escolas tradicionais, por outro lado, a preparação para o vestibular é não apenas um objetivo a ser perseguido durante o ensino médio. É uma obsessão. No Vértice, de São Paulo, colégio que ocopou o topo do ranking do Enem, os alunos fazem simulados desde o primeiro ano do ciclo. No último, chegam a fazer mais de duas dúzias de provas preparatórias. No Bandeirantes, que tem um índice de aprovação de 60% nos principais vestibulares, são nove simulados ao longo do terceiro ano. Ao fim de cada prova, o estudante recebe um mapa que detalha pontos fortes e fracos de seu desempenho. Quem não consegue aprovação, pode frequentar a instituição para assistir a aulas e realizar simulados. "O foco do nosso aluno é a Fuvest. Por isso, esse também é o foco da nossa preparação", diz Osmar Ferraz, coordenador de vestibulares do Bandeirantes.
O foco em outro objetivo, que não a Fuvest ou o Enem, é o segundo fator que ajuda a explicar a orientação diversa das escolas internacionais — ao lado do currículo apoiado no international baccalaureate. "Cerca de 80% das famílias nos procuram já com a intenção de enviar seus filhos para as universidades no exterior", afirma Eloisa Galesso, diretora do ensino médio da Escola Americana de São Paulo, a Graded School. Entre os que desejam permanecer no Brasil, os destinos preferidos são instituições renomadas de ensino superior privado — caso, em São Paulo, da Fundação Getúlio Vargas, do Insper e da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) e, no Rio, IBMEC e Pontíficia Universidade Católica. "Em geral, eles têm predileção por carreiras ligadas à área de negócios, e universidades particulares costumam ter tradição nesse setor", diz Eloisa.
Marina Travesso, de 20 anos, é um retrato desse perfil. Filha de brasileiros, é ex-aluna do St. Francis, onde se formou em 2011. Fuvest e Enem não faziam parte dos planos dela, que preferiu o curso de administração do Insper. "Frequentei as aulas preparatórias oferecidas pela escola e complementei os estudos com apostilas de cursinhos. Eu me dediquei um pouco mais do que os alunos das escolas tradicionais, mas me sentia bastante preparada para a seleção", diz Marina. No ano em que se formou no St. Francis, sua classe contava com apenas dez alunos. Desses, apenas quatro permaneceram no Brasil: nenhum ingressou em universidade pública. Marina não vê problemas. "A educação internacional me proporcionou subsídios valiosos para mim e apreciados pelo mercado de trabalho."
O fluxo de estudantes de escolas internacionais para universidades privadas pode se apoiar ainda em outros fatores. Em primeiro lugar, o custo da mensalidade não é empecilho para esse público, que chega a pagar mais de 5.000 reais por mês durante o ciclo médio. Em segundo lugar, está o fato de os processos seletivos de escolas como FGV e Insper se aproximarem cada vez mais dos realizados por instituições americanas e britânicas. Na admissão para o curso de direito da FGV, por exemplo, o candidato enfrenta uma avaliação oral, onde precisa mostrar que sabe algo além da decoreba do vestibular. Já o Insper adota a Teoria de Resposta ao Item (TRI), mesmo modelo matemático usado na correção do SAT, exame exigido por todas as universidades americanas.
Estudar no exterior — Quem pretende fazer universidade fora do Brasil encontra vantagens na escola internacional. "A maior delas é que, desde cedo, a instituição mostra que fazer um curso superior no exterior é uma possibilidade concreta. Em geral, os estudantes de escolas tradicionais só se dão conta dessa opção tardiamente, o que reduz suas chances", diz Marta Bidoli, conselheira do EducationUSA, órgão do departamento de estado dos Estados Unidos que aproxima estudantes estrangeiros e universidades americanas.

Camila Cury, ex-aluna do St. Francis "Assim como ingressar na USP demanda trabalho, conseguir vaga nas universidades mais disputadas do mundo requer dedicação."

Camila Cury, de 18 anos, ex-aluna do St. Francis e estudante da Universidade de Nova York

Camila Cury, de 18 anos, confirma a tese. Ex-aluna do britânico St. Francis, ela acaba de ser aceita pela prestigiada Universidade de Nova York, 41ª melhor do mundo segundo a publicação Times Higher Education. "Sempre estive rodeada de amigos estrangeiros. Isso despertou meu interesse em estudar fora. Então, comecei a preparação cedo", conta Camila. No St. Francis, ela contou com orientação pedagógica e pode frequentar aulas dedicadas à preparação para o SAT. "Assim como ingressar nos cursos mais concorridos da USP demanda trabalho, conseguir uma vaga nas universidades mais disputadas do mundo requer muita dedicação."
Uma das principais dificuldades dos brasileiros é compreender como se dá admissão dessas instituições. Além de exigente, o processo, classificado como holístico, avalia não apenas o desempenho acadêmico do estudante. Os candidatos são estimulados a apresentar redações em que expõem visão do mundo e projeto para atuar nele. Jovens com forte atuação social também são bem vistos. Recomendação de ex-professores contam pontos. Tudo isso é algo inusitado para os estudantes brasileiros, acostumados a responder questões de vestibular. "Todo o nosso currículo é desenhado de forma a desenvolver habilidades de comunicação e pensamento crítico, qualidades indispensáveis para quem deseja estudar lá fora", diz Eloisa Galesso, da Graded School.
Algumas escolas tradicionais estão atentas para isso também. O Colégio Bandeirantes, por exemplo, mantém um escritório de aconselhamento desde a década 1980. "Antes, os alunos estavam mais interessados em intercâmbios de curta duração. Há menos de uma década, eles passaram a ver que fazer a graduação fora é possível", diz José Olavo Amorim, diretor do serviço. Segundo ele, o índice de aprovação é de quase 70%. Nas lista de 55 universidades que já aceitaram alunos do Bandeirantes estão Stanford, Princeton e Yale. Um histórico para escola americana nenhuma botar defeito.
Com reportagem de Lecticia Maggi

Coreia do Norte: a nova vilã também em Hollywood

Cinema

Coreia do Norte: a nova vilã também em Hollywood

Tema constante do noticiário das últimas semanas, as ameaças feitas pela Coreia do Norte aos EUA não devem se materializar no mundo real. Na ficção, porém, os americanos não pensam em outra coisa


O ator Rick Yune (que é americano, mas descendente de coreanos) em cena de Invasão à Casa Branca
O ator Rick Yune (que é americano, mas descendente de coreanos) em cena de Invasão à Casa Branca - Divulgação
Nesta semana, as ameaças feitas pela Coreia do Norte aos Estados Unidos dominaram o noticiário. Curiosamente, elas são também tema de Invasão à Casa Branca, novo trabalho de Antoine Fuqua (diretor de Dia de Treinamento), que estreou no Brasil na sexta-feira. No longa, um terrorista do país asiático toma de assalto a residência oficial do presidente americano e ameaça explodir os EUA com uma bomba nuclear. O caso não é único – trata-se de mais um de vários produtos americanos recentes cujo foco é a rixa entre os dois países.
Entre eles, está o filme G.I. Joe: Retaliação, que estreou na semana passada e mostra o presidente americano (Jonathan Pryce) apresentando uma arma nuclear capaz de “destruir cada país catorze vezes, ou quinze no caso da Coreia do Norte”, deixando claro que este é o atual arqui-inimigo do país. Tem roteiro semelhante o filme Amanhecer Violento, remake do longa de 1984, que estreou em 1º de março, no qual soldados norte-coreanos invadem o país – mesmo tema do game Homefront, lançado em 2012 pela empresa THQ.
A Coreia do Norte não foi escolhida por acaso. “Há poucas opções: a União Soviética acabou, e ofender muçulmanos se tornou politicamente incorreto e perigoso”, diz Charles K. Armstrong, diretor do centro de pesquisas coreanas da Universidade de Columbia, em Nova York. As ameaças e as imagens bizarras, quase cômicas, que vem do país, só colaboram. “A única coisa que os americanos veem de lá são soldados marchando, mísseis, e (o ditador) Kim Jong-Un parecendo o Dr. Evil dos filmes Austin Powers. É o vilão óbvio”, diz Armstrong.
Outro fator que pesa para os estúdios é que países que foram inimigos em filmes de ação do passado, como China e Rússia, hoje rendem fortunas em bilheteria. Em 2012, o cinema chinês teve receita de 2,7 bilhões de dólares, tornando-se o segundo mercado mais importante do mundo depois dos EUA, que registrou 10,7 bilhões de dólares. E não é só bilheteria. “Através do cinema, vende-se tudo”, lembra Paulo Sérgio Almeida, diretor do Filme B, sobre os produtos que surgem com os filmes.
“Há muito dinheiro da China nos EUA agora. E a Coreia do Norte, além de render boas manchetes nos jornais, não representa uma ameaça a Hollywood, já que os filmes americanos não são lançados oficialmente por lá”, diz o crítico alemão Johannes Schonherr, autor do livro North Korean Cinema: A History, lançado em 2012. Os produtores de Amanhecer Violento sabem bem disso. A princípio, o inimigo do filme original, a União Soviética, seria substituído pela China, mas os investidores não gostaram da ideia de perder o mercado asiático e o filme teve de ser redublado às pressas para fingir que os vilões eram norte-coreanos.
Velhos inimigos – Ter a Coreia do Norte como inimiga não é exclusividade de filmes novos. Antes, outros já colocaram o país nesse papel. É o caso de Salt (2010), no qual a protagonista de Angelina Jolie é torturada no país sob suspeita de ser uma espiã americana, e 007 – Um Novo Dia Para Morrer, de 2002, no qual o agente secreto britânico James Bond (Pierce Brosnan) é preso por soldados norte-coreanos. Na época do lançamento deste, aliás, o ditador Kim Jong-Il (1941-2011), cinéfilo convicto que, inclusive, escreveu um manual (A Arte do Cinema) com regras para as produções do país e dicas de atuação e direção, disse que o filme insultava os norte-coreanos.
Não que na Coreia do Norte seja diferente. Segundo o crítico alemão Johannes Schonherr, longas em que os EUA são retratados como o inimigo são extremamente comuns no país. “Nos filmes de guerra norte-coreanos, os vilões estão sempre em carros ou aviões marcados com o símbolo do exército americano, embora sejam interpretados por coreanos ou, em alguns casos, russos”, afirma. “A Coreia do Norte se ofereceu de bandeja para Hollywood.”
(Com reportagem de Meire Kusumoto)

Até onde a Coreia do Norte pode ir?

Extremo Oriente


Saiba quais são as armas que a ditadura asiática possui e os sistemas de defesa que podem ser usados para contê-la

Soldados da Coreia do Norte (e) e do Sul vigiam a zona desmilitarizada, que separa os dois países
Soldados da Coreia do Norte (e) e do Sul vigiam a zona desmilitarizada, que separa os dois países - Yonhap/AFP
A Coreia do Norte já disse que poderia atacar alvos americanos no Havaí, na ilha de Guam, no Pacífico, e até na área continental dos Estados Unidos. Na última semana, fontes do governo sul-coreano indicaram que Pyongyang havia deslocado um míssil para o litoral. Estimar até que ponto as ameaças podem se traduzir em perigo real tem sido a tarefa de especialistas em Coreia nas últimas semanas, diante da persistente tentativa da ditadura asiática de intimidar os Estados Unidos e seus aliados na região.


A opinião dominante é que a Coreia do Norte não teria nem capacidade nem interesse em atacar os EUA. “O risco de um conflito existe, não podemos descartar essa possibilidade, mas é algo que não interessa a nenhuma das partes”, disse ao site de VEJA Alexandre Ratsuo Uehara, doutor em ciências políticas e diretor acadêmico das Faculdades Integradas Rio Branco.
“O conflito hoje levaria uma reação da Coreia do Sul com apoio dos EUA que não daria qualquer possibilidade de vitória à Coreia do Norte neste conflito. Os norte-coreanos têm consciência de que esse conflito levaria a uma derrota e essa liderança não conseguiria se manter no poder”, acrescentou.




Ao longo dos anos, surgiram informações sobre diferentes projéteis desenvolvidos pela Coreia do Norte, mas não há provas de que o país tenha construído uma ogiva que funcione em mísseis de longo alcance – cuja existência também não é comprovada.
O alcance das versões do Scud-B e C (Hwasong) é bastante limitado, assim como do Nodong. “Nenhum desses sistemas pode atingir a ilha de Guam. Nem o Havaí ou as Ilhas Aleutas”, disse à agência Reuters Greg Theilmann, que trabalhou no Departamento de Estado americano.
A vizinha do sul, obviamente, é a que deve estar mais atenta às movimentações do Norte. As lembranças do bombardeio à ilha de Yeongpyeong em 2010 ainda estão presentes - dois militares e dois civis foram mortos. No caso de um conflito na península coreana, os Estados Unidos, que mantêm 28.000 soldados em território sul-coreano, serão aliados cruciais.


Diante das ameaças da Coreia do Norte, os EUA estão reforçando suas defesas. Para a ilha de Guam, no Pacífico, o governo americano decidiu deslocar um avançado sistema de defesas antimísseis conhecido como Thaad. Com isso, demonstra que não pretende dar espaço para surpresas, como indicou o chefe do Pentágono, Chuck Hagel. “É necessário apenas estar errado uma vez e eu não quero ser o secretário de Defesa que estava errado”.

The Walkindead 3º Temporada completa

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