quinta-feira, 4 de abril de 2013

Testemunha ajuda a frustrar roubo de carga

São Paulo


Ela seguiu o veículo alvo do roubo e passou informações por telefone para a Polícia Militar, que ainda conseguiu libertar vítima de cativeiro

Congestionamento na marginal Tietê na região do Anhembi
Caminhão foi roubado na Marginal Tietê na noite desta quarta-feira (Paduardo/Futura Press)
O telefonema de uma testemunha ajudou a polícia a recuperar um caminhão de carga que havia sido roubado e também a libertar o motorista, levado para um cativeiro pelos ladrões. O caso ocorreu na noite de quarta-feira na Marginal do  Tietê. Os ladrões renderam o motorista do caminhão Joel Máximo, de 41 anos, e levaram o veículo, que transportava carga com valor estimado em 340 000 reais.
Ao presenciar a ação dos bandidos, a testemunha não apenas ligou para a polícia, mas seguiu o caminhão passando informações sobre seu trajeto. Esse monitoramento permitiu aos policiais do 1º Batalhão de Policiamento de Choque recuperar o caminhão na Marginal do Pinheiros, próximo ao Jockey Club de São Paulo. Os bandidos, no entanto, fugiram do local levando Joel Máximo.
A libertação da vítima que estava com os ladrões foi possível graças a outra ligação, só que agora dos próprios criminosos. Os policiais já estavam dentro do caminhão roubado quando o celular de Francisco de Oliveira, de 33 anos, detido dirigindo o veículo roubado, tocou. Foi então que a polícia negociou a libertação da vítima, deixada pelos criminosos na cidade de Mogi das Cruzes, na Região Metropolitana de São Paulo.

O assaltante que dirigia o caminhão foi preso em flagrante e levado ao Departamento de Investigações sobre Crime Organizado (Deic), que investigará o caso. A quadrilha tinha ao menos mais três pessoas, mas nenhum dos outros integrantes foi preso até agora.
Em 2012, foram registrados 7.342 roubos a carga no estado de São Paulo. Só na capital foram 4.353 crimes deste tipo, segundo balanço da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo. "A solução só ocorreu porque uma pessoa colaborou com a Polícia Militar. Se não fosse a ligação, ainda teríamos em cativeiro um cidadão de bem e as peças não seriam recuperadas", disse o tenente Bruno de Oliveira à Rádio CBN.
Zona Sul – Um policial militar à paisana baleou três homens que assaltavam uma mulher parada em um semáforo, no Capão Redondo, Zona Sul de São Paulo, na noite desta quarta-feira. Um dos suspeitos morreu na hora e os dois comparsas foram levados ao Pronto-Socorro do Campo Limpo.
Os suspeitos abordaram uma mulher que estava em um Ford Fox, no semáforo entre a Avenida Comendador Sant'Anna e a Avenida Ellis Maas, por volta das 21h. O policial estava dentro do carro anterior e tentou prendê-los.
Segundo a PM, um dos assaltantes puxou o gatilho de um revólver calibre 38, mas os disparos falharam. Os três participantes do assalto foram atingidos. A vítima e o PM não se feriram. O revólver foi o único objeto apreendido. A polícia não informou o nome dos suspeitos e ainda não há informações sobre o estado de saúde dos dois baleados. O caso foi registrado no 47º DP (Capão Redondo).

(VEJA Com Estadão Conteúdo)

Filme O chamado


Dilma Rousseff prepara sua quinta estatal, a 'Hidrobrás'

Máquina pública

Dilma Rousseff prepara sua quinta estatal, a 'Hidrobrás'

Se levada adiante, presidente vai igualar, em três anos, número de empresas públicas criadas por seu antecessor, Luiz Inácio Lula da Silva, em oito anos

Presidente Dilma Roussef discursa durante encontro com o primeiro ministro espanho Mariano Rajoy no palácio Moncloa em Madri
A presidente Dilma Rousseff (Emilio Naranjo/EFE)
O governo Dilma Rousseff prepara a criação de mais uma estatal, com a missão de cuidar dos portos fluviais, hidrovias e eclusas do país. A notícia, publicada no jornal O Estado de S.Paulo desta quinta-feira, vem à tona na mesma semana em que a presidente publicou a lei que cria seu 39º ministério. Se levada adiante, a nova empresa pública será a quinta de Dilma em menos de três anos de governo - seu antecessor, Luiz Inácio Lula da Silva, também criou cinco, mas em oito anos.


Dilma  já incorporou à administração federal a Infraero Serviços, a Amazônia Azul Tecnologias de Defesa e a Agência Brasileira Gestora de Fundos Garantidores e Garantias, além da Empresa Brasileira de Planejamento e Logística (EPL), esta última para planejar e articular ações na área de Transportes. As companhias se somam a dois ministérios - a Secretaria de Aviação Civil e a Secretaria da Micro e Pequena Empresa -, adicionados por Dilma às 37 pastas herdadas de Lula.
Projeto dos ministérios do Planejamento e dos Transportes prevê a formação da nova estatal, que assumirá as funções, nessa área, do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). De acordo com o jornal, caberá a ela projetar, construir, operar, manter e restaurar a estrutura de navegação em rios, hoje muito abaixo de suas possibilidades e do potencial do país.
'Hidrobrás' - Ainda em gestação, a "Hidrobrás" teria dupla vinculação, reportando-se tanto ao Ministério dos Transportes quanto à Secretaria de Portos da Presidência (SEP), responsável hoje pelos terminais marítimos. A principal justificativa para a criação é que, sob o guarda-chuva do Dnit, os portos fluviais e hidrovias ficam em segundo plano, pois a autarquia concentra suas atividades na gestão da imensa malha rodoviária.

"Países com as dimensões do Brasil não têm órgãos multimodais (para gestão de mais de um tipo de transporte), como o Dnit", disse autoridade do governo envolvida no projeto, ouvida pelo Estado de S.Paulo, acrescentando que o Brasil não usa um terço de sua capacidade hidroviária. "Para você potencializar isso, precisa de alguma especialização", afirmou.
O ex-ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, que ontem transferiu o cargo ao ex-senador César Borges (PR-BA), diz que o objetivo do governo é tirar a estatal do papel este ano. "Estamos trabalhando com uma reestruturação onde se considera uma empresa para cuidar de portos fluviais e a manutenção das vias navegáveis", afirmou, sem dar mais detalhes.

Segundo Passos, a continuidade dependerá do novo titular da pasta. A criação da estatal deve ser discutida nesta quinta-feira em reunião de Borges com a cúpula do Dnit. Por ora, o ex-senador não está a par da estrutura que terá de administrar. Só na quarta-feira, após sua posse no Planalto, soube o número de diretorias do Dnit. "Quantas são? Três?", perguntou ao diretor-geral do Dnit, general Jorge Ernesto Pinto Fraxe, sendo informado de que elas são sete.

subordinação e coordenação

Período composto por subordinação e coordenação 

 

 

Video 

 

 

 

 

VIDEO 3 - Orações subordinadas substantivas


Video 2 Período composto por subordinação e coordenação


Período Composto por Subordinação


Período composto por subordinação, como o próprio nome indica, constitui-se de orações sintaticamente dependentes entre si, subdivididas em substantivas, adjetivas e adverbiais.

Período composto por subordinação é caracterizado por orações dependentes entre si
Período composto por subordinação é caracterizado por orações dependentes entre si
Período composto por subordinação... Ao falarmos sobre esse assunto, a primeira noção que necessariamente deve nos ocorrer é a de que se se trata de um período composto é porque há mais de uma oração e, consequentemente, se está relacionado à subordinação é porque existe uma relação de dependência entre as orações que o compõem.
Tal dependência é manifestada pela função sintática que um determinado termo de uma oração exerce sobre a outra. Assim, ao analisarmos o enunciado que segue, teremos condições de compreender na prática o que a afirmativa nos revela. Assim, vejamos:
 
Quis que as encomendas fossem entregues pessoalmente.
Constata-se que a segunda oração carrega em si um termo sintático referente à outra (que no caso é a primeira), ou seja, o termo em destaque representa o objeto direto do verbo querer, haja vista que “quem quer, quer algo”. Dessa forma, por demarcar essa dependência com a primeira oração, ela é denominada de subordinada.
Tendo em vista a função que exercem, as orações subordinadas se classificam em subordinadas substantivas, adjetivas e adverbiais. Vejamo-las, de modo particular:
Orações subordinadas substantivas
Exercem as funções próprias de um substantivo. Perceba:
Esperamos a sua volta. Temos que “volta”, nesse caso, representa o núcleo do objeto direto referente ao verbo “esperar”. Este pode ser substituído por uma oração com função sintática equivalente, ora manifestada por:
 
Esperamos que você volte. (a sua volta)
O termo em destaque caracteriza uma oração subordinativa substantiva. 
De acordo com a classificação, as substantivas se subdividem em: subjetivas, objetivas diretas, objetivas indiretas, completivas nominais, predicativas e apositivas, podendo também ser conectivas, justapostas ou reduzidas.
As conectivas são aquelas introduzidas pelas conjunções “que” e “se”:
 
Não sabemos se ele voltará em breve.
 

Falam que os preços serão novamente reajustados. 
Justapostas – Introduzidas pelos advérbios ou pronomes interrogativos (quando, quem, como, quando, entre outros):
 
Não vimos quem invadiu a pista contrária.
 

Não sei onde podemos encontrá-la novamente.
Reduzidas – Aquelas que não são introduzidas por conectivo, e o verbo sempre assume uma forma nominal (gerúndio, particípio e infinitivo):
 
Supomos ser ele o autor do atentado. (percebe-se que o verbo “ser” assume a sua forma original – infinitivo)
 

Orações subordinadas subjetivas
Atuam como sujeito do verbo da oração principal:
 
É essencial que você compareça à reunião.
                   Or. subord. substantiva subjetiva

 

Objetivas diretas
São aquelas que exercem a função de objeto direto em relação ao verbo da oração anterior (principal):
 
Queremos que você seja nosso parceiro.
                     Or. subord. substantiva objetiva direta

 

Objetivas indiretas
Atuam como objeto indireto, complementando o verbo da oração anterior:
 
Lembre-se de que precisamos voltar cedo.
                  Or. subord. substantiva objetiva indireta

 

Completivas nominais
Exercem a função de complemento nominal de um nome da oração anterior:
 
Tenho a impressão de estar sempre em dúvida em relação a algo.
                                Or. subord. Substantiva completiva nominal

 

Apositivas
Atuam como aposto de um termo da oração principal:
Só me resta uma alternativa: revelar todo o segredo.
                                               Or. subord. substantiva apositiva

Predicativas
Atuam como predicativo do sujeito da oração principal:
A verdade é que ele não se mostra mais interessado em continuar.
                     Or. subord. substantiva predicativa

 

Orações subordinadas adjetivas
As orações subordinadas adjetivas desempenham a função própria de um adjetivo (adjunto adnominal e aposto explicativo, em algumas circunstâncias). Pelo fato de acrescentarem ao substantivo, ou ao pronome de outra oração, uma ideia mais importante ou menos importante, classificam-se como restritivas e explicativas. Tais orações são sempre representadas por pronomes relativos, ora demarcados por “que, o qual, a qual, cujo, cujos, os quais, as quais”, etc.
 

Adjetivas restritivas
São aquelas que restringem o sentido do termo anterior, individualizando-o:
A garota que passava naquele momento socorreu-me.
Temos que o termo em destaque representa a oração subordinada adjetiva restritiva, por fazer referência àquela garota em especial – a que passava naquele momento.    
 

Adjetivas explicativas
Assim se caracterizam pelo fato de realçarem ou ampliarem dados referentes a um termo anterior – significativamente expresso:
Rio de Janeiro, que é considerada a cidade maravilhosa, oferece distintas atrações turísticas.
Contatamos que o termo demarcado entre vírgulas representa a oração subordinada adverbial explicativa.
Voltando à questão das orações subordinadas adjetivas, elas também aparecem na forma reduzida, bastando para isso eliminar o pronome relativo e empregar o verbo no particípio, gerúndio e, raras as vezes, no infinitivo. Vejamos alguns exemplos:
Visitei os primos que chegaram da Europa. Visitei os primos chegados da Europa.   (Or. subord. adjetiva reduzida de particípio)
Nesta classe há alunos que se esforçam bastante. Nesta classe há alunos se esforçando bastante.  (Or. subord. adjetiva reduzida de gerúndio)
 

Orações subordinadas adverbiais
São aquelas que exercem a função de adjunto adverbial do verbo da oração principal. Assim como ocorre com os adjuntos adverbiais, uma vez que sua classificação se dá por meio da circunstância que exprimem, ocorre também com as subordinadas adverbiais, que se classificam em nove grupos, estudados a seguir:
 
Causais
Exprimem a causa, o motivo do fato expresso na oração principal. Geralmente são introduzidas pelas conjunções: como, já que, porque, visto que, uma vez que, entre outras:
Como estava chovendo bastante, desistimos do passeio.
Or. subord. adverbial causal

 
Comparativas
Estabelecem uma comparação, seja esta de igualdade, inferioridade ou superioridade, em relação ao termo expresso na oração principal. São introduzidas pelas seguintes conjunções: assim como, tal qual, tão ou tanto como, mais que ou do que, como, etc.:
Tal qual um anjo, dormia tranquilamente.
Or. subord. adverbial comparativa

 
Concessivas
São caracterizadas pela quebra de expectativa, pela ideia de contraste, obstáculo, em relação ao termo expresso na oração principal. Tais orações geralmente são introduzidas pelas conjunções: ainda que, mesmo que, por mais que, se bem que, embora, entre outras:
Embora tivesse se esforçado bastante, não obteve bom resultado.
Or. subord. adverbial concessiva

 
Conformativas
Indicam a circunstância de conformidade, isto é, revelam o caminho a ser adotado para a execução do que se declara na oração anterior. As conjunções que as introduzem são demarcadas por: como, conforme, segundo, consoante:
Conforme o professor solicitou, fizemos a pesquisa.
Or. subord. adverbial conformativa

 
Consecutivas
Revelam a consequência do fato expresso na oração principal, ora introduzida pelas conjunções: de forma que, de modo que, sem que, tão, tanto, tamanho, de sorte que, etc.:
O temporal foi tamanho, que toda a cidade ficou destruída.
                                        Or. subord. adverbial consecutiva

Condicionais
Expressam uma condição para a realização do fato expresso na oração principal, introduzidas pelas conjunções: se, caso, desde que, salvo se, contanto que, a menos que, entre outras:
Poderá até não comparecer à reunião, desde que apresente justificativas.
                                                        Or. subord. adverbial condicional

Finais
Exprimem a intenção, a finalidade do que se declara na oração principal. Tais orações são integradas pelas conjunções: para que, a fim de que, por que e que:
A fim de que pudessem chegar a um consenso, resolveram conversar.
Or. subord. adverbial final

 

Temporais
Expressam a ideia de tempo, fazendo referência a fatos simultâneos, anteriores ou posteriores, expressos na oração principal. São introduzidas pelas conjunções: assim que, sempre que, cada vez que, agora que, quando, enquanto, logo que, depois que, etc.:
Assim que você saiu, eles chegaram do passeio.
Or. subord. adverbial temporal

Tais quais as substantivas e as adjetivas, as subordinadas adverbiais também podem aparecer sob a forma reduzida, ou seja, desprovidas do conectivo (conjunção), apresentando o verbo numa das formas nominais: gerúndio, infinitivo ou particípio:
Praticando bons atos, será respeitado por todos.
Or. subord. adverbial condicional reduzida de gerúndio (desde que pratique bons atos...) 

Aplaudida por todos, constatou a grandeza de seu trabalho.
Or. subord. adverbial causal reduzida de particípio (Constatou a grandeza de seu trabalho, uma vez que foi aplaudida por todos)
Ao receber a visita de alguns amigos, viu o quanto era querida por todos.
Or. subord. adverbial temporal reduzida de infinitivo (Quando recebeu a visita de alguns amigos, viu o quanto era querida por todos)
 

Orações intercaladas ou interferentes
Assim se caracterizam por se mostrarem independentes da estrutura sintática do período. Utilizadas na intenção de inserir uma observação, ressalva, opinião ou advertência do emissor, são sempre isoladas por vírgulas, travessão ou parênteses:
Vamos comemorar, disse um dos colegas, esta data muito importante para todos.
O termo ora expresso entre vírgulas (como também poderia estar entre parênteses ou travessão) representa a modalidade em questão.


Por Vânia Duarte
Graduada em Letras
Equipe Brasil Escola

Período Composto por Coordenação


O período composto por coordenação é formado por orações que não estabelecem nenhuma dependência sintática entre si.


O período composto por coordenação se constitui de orações independentes entre si
O período composto por coordenação se constitui de orações independentes entre si
Período composto por coordenação... Antes de enfatizarmos suas características, analisemos primeiramente o exemplo:
“Deram o braço e desceram a rua”.  (Machado de Assis)
Analisando-o, constatamos que existem dois verbos: dar (deram) e descer (desceram). Logo, trata-se de um período, dada a presença de mais de um verbo. Prosseguindo com nosso raciocínio, ocupemo-nos agora em desmembrar as orações que integram esse período:
Deram o braço / Desceram a rua.   
Outro aspecto que também se faz presente é que ambas as orações são independentes, ou seja, uma não depende da outra, em se tratando de termos sintáticos, para serem dotadas de sentido. Eis aí a razão principal de serem conceituadas como orações coordenadas. Elas, por sua vez, podem aparecer sem a presença de um conectivo (conjunção), como podem também ser ligadas por ele, assim como nos mostra o exemplo original, ou seja: “Deram o braço e desceram a rua”. 
Quando se evidenciam sem a presença do conectivo, são denominadas assindéticas (o prefixo “-a” denota ausência de algo). E quando apresentam conectivo, denominam-se sindéticas. Sendo assim, de acordo com o sentido (significado) demarcado por esse elemento que as liga (conectivo), recebem classificações distintas, como veremos

Orações coordenadas aditivas
As orações coordenadas aditivas, como bem nos retrata o conceito, estão relacionadas à ideia de soma, adição. Assim sendo, são representadas pelas conjunções “e”, “nem”, “mas também”:
Ela nem estuda nem trabalha.
O garoto é educado e inteligente.
Não só é inteligente, mas também educado.
 

Coordenadas adversativas
Elas, por sua vez, revelam fatos ou conceitos que se antepõem ao que se declara na coordenada anterior, estabelecendo, assim, uma ideia de oposição, contraste. Geralmente são introduzidas pelas conjunções “mas”, “porém”, “todavia”, “entretanto”, “contudo”, “no entanto”:
Ele se esforçou bastante, contudo não obteve bom resultado.
Ela se mostra uma pessoa gentil, todavia não demonstra ser confiável.
Tratava-se de um local muito aconchegante, no entanto não fomos bem recebidos. 
 

Coordenadas alternativas
O termo “alternativas” se relaciona à ideia de alternância. Portanto, afirmamos que as coordenadas alternativas exprimem fatos ou conceitos que se alternam ou que se excluem mutuamente. As conjunções que as representam são demarcadas por “ou... ou”, “ora... ora”, “já... já”... “quer... quer”:
Ou você trabalha, ou procure outro lugar para se hospedar.
Quer você queira, quer não, iremos visitá-lo.
Ora se mostrava calmo, ora agitado.
 

Coordenadas explicativas
As orações coordenadas explicativas conferem à justificativa a explicação referente a uma ordem, sugestão ou suposição. Geralmente são introduzidas pelas conjunções “que”, “porque”, “porquanto”, “pois”:
Respeite-o, pois se trata de uma pessoa mais velha.
Não pude comparecer à reunião porque tinha um compromisso inadiável.
“Não fujas, que eu te sigo...” (Menotti Del Picchia)
 


Coordenadas conclusivas
De forma literal, as conclusivas estão relacionadas à ideia de conclusão. Dessa forma, afirmamos que elas exprimem uma conclusão lógica obtida em relação aos fatos expressos na coordenada anterior. São introduzidas pelas conjunções “logo”, “portanto”, “por conseguinte”, “por isso”, “pois”:
Obteve bom desempenho no teste, logo demonstrou ser capacitado.
Hoje está bastante quente, portanto iremos ao clube.
Não valorizava a companhia de sua amada, por isso hoje está sozinho.

Por Vânia Duarte
Graduada em Letras

O destino dos doze corintianos presos na Bolívia

Futebol

O destino dos doze corintianos presos na Bolívia

Prisão preventiva pode se estender por até três anos pelas leis bolivianas; outros 88 brasileiros estão em situação similar no país vizinho

Laryssa Borges, de Brasília
Tiago dos Santos Ferreira e Raphael Castilho de Araújo no Centro Penitenciário São Pedro, em Oruro
Tiago dos Santos Ferreira e Raphael Castilho de Araújo no Centro Penitenciário São Pedro, em Oruro - Reprodução
O ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, vai nesta quinta-feira ao Senado apresentar explicações sobre um tema que tem tirado o sono da diplomacia brasileira: a permanência de doze torcedores do Corinthians presos há 42 dias na cidade boliviana de Oruro, a 230 km de La Paz, acusados de participação na morte do garoto Kevin Espada, de 14 anos, atingido por um sinalizador em um jogo da Copa Libertadores da América. O Itamaraty enfrenta forte pressão tanto de parlamentares quanto fora do Congresso para negociar a libertação do grupo, submetido às leis rígidas sobre prisão preventiva no país vizinho.
Nesta quinta, mais do que falar das queixas de maus tratos na carceragem de Oruro, Patriota terá a oportunidade de esclarecer que os corintianos estão enredados pelo arcaico sistema judicial da Bolívia, um país tão bem tratado pelo governo brasileiro nos últimos anos. O longo tempo de prisão preventiva não é uma novidade em território boliviano: outros 88 brasileiros estão presos na cidade de Santa Cruz de La Sierra em situação similar.
A legislação do país vizinho estabelece a marca de impressionantes três anos como prazo máximo para prisões preventivas, limite que nem sempre é respeitado: pelo menos dez brasileiros estão encarcerados na Bolívia há mais tempo do que isso. Em novembro do ano passado, a Comissão Interamericana de Direitos Humanos recebeu o alarmante diagnóstico de que o sistema prisional boliviano é um dos mais retrógrados da América Latina. O uso indiscriminado da prisão preventiva pelo Judiciário da Bolívia chegou a tal ponto que atualmente 84% da população carcerária do país é formada por detentos nesta condição.
Depois de constatar altos índices de insegurança dos cidadãos bolivianos entre os anos de 2005 e 2010, o governo decidiu promover reformas judiciais, endurecendo as penas e limitando os casos em que acusados poderiam responder aos processos em liberdade. A consequência imediata foi o crescimento exponencial dos índices de prisões cautelares. Em dezembro de 2011, depois de apenas um ano de vigência das regras mais rígidas de liberação de presos, a população carcerária na Bolívia aumentou 22% em relação a 2010.


Um estudo elaborado por entidades como a Due Process of Law Foundation e o Instituto de Estudos Legais e Sociais do Uruguai e enviado a Comissão Interamericana de Direitos Humanos, afirma que o cenário boliviano provoca “violações de direitos humanos às pessoas privadas de liberdade” e agrava as “desumanas condições de detenção e os índices de violência carcerária”.
O código penal da Bolívia é claro na determinação da prisão preventiva a estrangeiros. Sem trabalho, família ou residência fixa em território boliviano e a partir de um documentado histórico de fugas pela fronteira com o Brasil, a regra é que todos os suspeitos, de traficantes de drogas a acusados de homicídios, sejam levados imediatamente para a cadeia. De acordo com diplomatas que acompanham o caso dos torcedores corintianos, a Justiça boliviana é implacável com suspeitos que não tenham familiares ou vínculos de trabalho no país.
“Será que três anos é um tempo razoável para que a pessoa tenha de esperar uma possível condenação? A partir do momento em que passa três anos em uma prisão, a pessoa está condenada antes mesmo da sua defesa”, avalia a professora de Direito Internacional da Universidade de Brasília (UnB), Inez Lopes. “Se a prisão preventiva chega a dois, três anos, na verdade já está se cumprindo pena antes da condenação”, diz.

“É extremamente exagerado esse período de até três anos para uma prisão preventiva, principalmente se compararmos com a nossa lei”, completa o advogado Octávio Aronis, especialista em Direito Penal e Direito Internacional. No Brasil, a regra costurada a partir da jurisprudência é a de que o prazo de prisão processual durante a instrução não pode ultrapassar 81 dias, embora a realidade carcerária nacional seja repleta de exemplos de desrespeito às normas.

Carceragem – Os 12 torcedores corintianos, ligados às torcidas Pavilhão Nove e Gaviões da Fiel, estão presos desde o dia 20 de fevereiro. Na carceragem, dois calabouços são destino certo para os mais rebeldes. As condições locais reproduzem as mazelas da superlotação: 1.500 homens e mulheres, condenados ou não, disputam cada palmo do presídio construído para abrigar apenas 200 deles. Em celas comuns, até para dormir os recém-chegados têm de pagar uma taxa: 200 bolivianos, ou pouco mais de 55 reais, são repassados aos “chefes da cela”.
Pelo Código de Procedimento Penal da Bolívia, as pessoas detidas preventivamente devem ser levadas a estabelecimentos especiais diferentes dos utilizados por presos já condenados ou devem, pelo menos, ser mantidas em celas diferentes dos detentos já julgados. A lei é ignorada cotidianamente pelo Judiciário boliviano. Com o caso dos torcedores corintianos não será diferente.
Corrupção – Os torcedores brasileiros já foram indiciados por homicídio, mas as audiências de instrução do processo tramitam morosamente na promotoria local. Eles ainda não deram sua versão oficial sobre o episódio que levou à morte de Kevin e, quando tiverem de comparecer ao Palácio da Justiça para depoimentos, vão se deparar com a absurda situação de ter de pagar propina a cada etapa do processo judicial. O peculiar método de trabalho do Judiciário boliviano, revelado por diplomatas e parlamentares brasileiros ao site de VEJA, prevê que os corintianos possam ter de arcar, por exemplo, com uma taxa de 800 a 1 000 dólares em propina para a contratação de um advogado que tente obter uma sentença mais ágil.
Os preços são negociáveis, mas a tabela do mercado paralelo de favores judiciais também fixa pagamento de 60 a 100 dólares para movimentos e notificações nos processos, taxas para escolta policial, propina para utilizar o carro da polícia para comparecer a um depoimento e até o desembolso de cerca de 100 dólares para que o acusado possa ir à audiência de seu próprio processo. Se, por qualquer razão, as audiências forem canceladas, a propina obviamente não é reembolsada. Sem comprovantes oficiais da despesa, os corintianos tampouco podem pedir ressarcimento ao serviço consular.


A diplomacia brasileira já bateu de frente com a corrupção institucionalizada no Judiciário boliviano, mas as autoridades locais se eximem de responsabilidade. “O caso dos torcedores corintianos é extremamente complicado. O sistema prisional é o caos e a justiça não garante mecanismos de defesa”, diz o deputado Walter Feldman (PSDB-SP), que visitou os corintianos em uma rodada de negociações na Bolívia. “Os presos estão em condição degradante. Se depender da justiça de Oruro, o caso fica mais complicado”, afirma o senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES), que foi à Bolívia para acompanhar o caso.
Além do possível risco de prisão preventiva abusiva e de extorsão generalizada em cada movimentação processual, a promotora Abigail Saba, responsável pela investigação em Oruro, também tem papel de protagonista no destino dos doze torcedores brasileiros. Até agora, o governo boliviano sequer requisitou formalmente o depoimento em que um corintiano menor de idade confessa ter disparado o sinalizador que matou Kevin Espada. Saba ignorou um protocolo diplomático no pedido que encaminhou para ter acesso ao conteúdo do depoimento do menor e fez um pedido fora dos padrões internacionais. O Ministério de Relações Exteriores brasileiro teme que, nos moldes da solicitação da promotora, a prova possa ser declarada nula pelo juiz do caso.
Abigail Saba, que suspeita que o menor assumiu a culpa para livrar um adulto de punição, até agora também não providenciou uma perícia nos vídeos que registram o momento exato em que o sinalizador é disparado no jogo entre Corinthians e San José. Desde o dia 12 de março ela tem em suas mãos dois DVDs com o depoimento do menor, análises do perito Nelson Massini, professor de medicina legal da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), feitas em imagens do dia do acidente e outros vídeos informais de um jornalista que cobria o jogo. Mas até o momento nada foi feito com a documentação.
O motivo do novo entrave burocrático é prosaico: a empresa responsável pelas perícias locais rescindiu o contrato em 31 de dezembro por falta de pagamento. Com vídeos e documentos por ora sem serventia, a defesa dos torcedores brasileiros acredita que a promotora possa alegar que a ausência de perícia desqualifica a prova mais evidente de uma possível inocência dos corintianos.
Indenização – Depois de encontros com autoridades diplomáticas e representantes do governo boliviano, interlocutores que acompanham o caso dos corintianos, diante das sucessivas provas de morosidade e burocracia, chegaram à conclusão de que apenas uma negociação de caráter mais político poderia agilizar pelo menos a concessão de liberdade provisória aos torcedores. Nas negociações pela libertação dos brasileiros, surgiu a proposta de que o pagamento de uma pesada indenização à família de Kevin, independentemente da conclusão do processo judicial, poderia sinalizar boa vontade da torcida do Corinthians e ajudar na flexibilização da prisão preventiva.
A hipótese de indenização antecipada esbarra, porém, na velha engrenagem de corrupção. Os advogados que defendem os corintianos acreditam que, diante do cenário consolidado de cobrança de propina para cada movimentação processual, o pagamento à família do menino morto acabaria inflacionado e não ajudaria na libertação dos torcedores. Nos corredores da promotoria de Oruro, autoridades chegaram a estimar ser necessária uma indenização de 5 milhões de reais, mais do que o dobro da provável bilheteria do jogo entre Brasil e Bolívia, que foi agendado para 6 de abril e terá parte da renda revertida para a família do menino.
Questão política – Entre 21 de fevereiro, um dia após a prisão dos doze corintianos, e o dia 26 de março, foram enviados vinte diplomatas e agentes consulares brasileiros a Oruro para acompanhar o caso. No último dia 24, o próprio embaixador Marcel Biato foi à cidade onde os torcedores estão presos. O ministro de Relações Exteriores, Antonio Patriota, chegou a conversar com o presidente boliviano, Evo Morales, sobre o futuro dos corintianos, e nos últimos dias o embaixador da Bolívia no Brasil, Jerjes Justiano Talavera, foi convocado ao Itamaraty para explicar a situação dos brasileiros.
Sem soluções a curto prazo, autoridades que acompanham o impasse atribuem a demora na libertação dos torcedores a um episódio muito mais complicado: o asilo concedido pela embaixada brasileira em La Paz ao senador oposicionista Roger Pinto Molina. Molina está na embaixada do Brasil desde maio de 2012 após alegar ser perseguido pelo governo. Parte da família do parlamentar conseguiu fugir para o estado do Acre. Oficialmente, o governo de Evo Morales afirma a autoridades brasileiras não poder interferir no Poder Judiciário em favor dos corintianos, mas o fantasma do mal resolvido asilo a Molina paira sobre as negociações envolvendo os torcedores.

Enquanto se desenrolam as negociações sobre relaxamento de prisão ou sobre como lidar com os futuros pedidos de propina, Joselita Maria Neves, mãe de Fábio Neves Domingos, presidente da torcida organizada Pavilhão Nove e um dos doze presos na Bolívia, acompanha com apreensão o futuro incerto do filho. Fábio tem sofrido com as condições precárias de higiene na penitenciária, ainda não conseguiu se adaptar aos efeitos da altitude na Bolívia e tem tido crises frequentes de bronquite alérgica. “Falo todos os dias com o Fábio. Ele fala como um filho fala para mãe: 'está tudo bem'. Mas eu sei que não está tudo bem. O Fábio é quem sustenta a casa, aluguel, compras, tudo. Agora, sem ele, só Deus sabe. Não está fácil”, diz.
(Com reportagem de Marcela Mattos e Jean-Philip Struck)

Buscador chinês Baidu desenvolve rival do Google Glass

Mercado

Buscador chinês Baidu desenvolve rival do Google Glass

Concorrente do gigante de buscas trabalha em protótipo chamado Baidu Eye

Sergey Brin, CEO do Google, apresenta o novo Google Glasses
Sergey Brin, um dos fundadores do Google, testa novo Google Glass (Stephen Lam/Reuters)
O Baidu, serviço de buscas mais popular da China, está desenvolvendo um par de óculos conectado à internet similar ao Glass, projeto do Google, informou a imprensa chinesa nesta quarta-feira. O produto foi batizado Baidu Eye e não há previsão de lançamento do dispositivo no mercado.


O gadget possui tela de LCD, sistema de reconhecimento de imagem controlado por voz, além de um sensor que permite aos usuários acionar ferramentas do óculos por meio de fala. Todas as tecnologias usadas no protótipo já foram adotadas no Google Glass.
O Baidu Eye também oferece recursos de busca na web, ligações e reconhecimento de gestos para ações como tirar e enviar uma fotografia. Assim como o Glass, o par de óculos funcionará a partir de uma plataforma aberta a desenvolvedores.
De acordo com as especulações, o dispositivo rodará um processador fabricado pela Qualcomm e terá autonomia de 12 horas.