terça-feira, 2 de abril de 2013
EUA aprovam financiamento e garantem salários de funcionários
Cenário
EUA aprovam financiamento e garantem salários de funcionários
Pagamento de funcionários federais estão garantidos até 30 de setembro - mas cortes automáticos em órgãos públicos permanecem
Obama consegue aprovar financiamento, mas não evita cortes automáticos
(Paul J. Richards/AFP)
O projeto de financiamento para o restante do ano fiscal, que o Senado liderado pelos democratas aprovou na quarta-feira, mantém 85 bilhões de dólares em cortes automáticos de gastos, conhecidos como "sequestro". A aprovação desses valores dá ao Congresso um alívio por alguns meses para discutir qual partido tem uma visão orçamentária mais viável antes de enfrentar nova discussão sobre a elevação do limite da dívida federal, mas não suprime os cortes automáticos que começaram a limitar os orçamentos das agências governamentais em 1º de março (e chegam a 5% no setor civil e 8% para o Pentágono e as operações militares).
Na prática, centenas de milhares de funcionários dos setores atingidos pelos cortes automáticos deverão ter folgas forçadas e não remuneradas durante vários dias por mês, dependendo do serviço que prestarem.
Mas, conscientes do caráter arbitrário desses cortes, os congressistas destinaram créditos aos serviços mais importantes, entre eles a Defesa e a Segurança Doméstica, com o objetivo de manter missões consideradas cruciais. Recentemente, votaram uma quantia de 55 milhões de dólares para o serviço de inspeção alimentar para a carne. Na ausência desses créditos, as fábricas de alimentos teriam de fechar.
No final de 1995, o estado americano fechou durante 21 dias em plena época de festas, ante a incapacidade do presidente democrata Bill Clinton e da Câmara dos Representantes, controlada pelos republicanos, de alcançar um acordo sobre o nível de gastos. Nesta quinta, a Câmara aprovou sua versão do orçamento para o exercício 2014, que se inicia em lº de outubro. Esse orçamento favorecido pelos conservadores se baseia em fortes cortes nos programas sociais.
(VEJA Com Agência France-Presse e Reuters)
Senado dos EUA supera impasse e aprova Orçamento
Crise da dívida dos EUA
Senado dos EUA supera impasse e aprova Orçamento
Peça orçamentária de 3,7 trilhões de dólares é a primeira a ser aprovada nos últimos quatro anos
Cerimônia acontece nos degraus do capitólio, sede do Congresso americano, em Washington
(Jason Reed/Reuters)
O plano orçamentário foi aprovado por 50 a 49 votos no Senado, controlado pelos democratas. Quatro senadores democratas que enfrentarão difíceis campanhas pela reeleição em 2014 se juntaram aos republicanos contra a medida, que procura aumentar em quase 1 trilhão de dólares a receita ao estancar algumas isenções tributárias para os ricos.
O Orçamento inclui investimentos de 100 bilhões de dólares em infraestrutura e mudanças regulatórias que podem fazer com que o governo arrecade 975 bilhões de dólares a mais nos próximos dez anos. Ainda assim, o plano orçamentário deve deixar o governo com um déficit anual de 566 bilhões de dólares na próxima década.
O Orçamento do Senado, que reflete algumas prioridades dos Democratas, como aumentar o emprego no curto prazo e preservar os programas de seguridade social, vai se chocar nos próximos meses com o Orçamento com foco republicano aprovado na Câmara dos Deputados, que tem maioria republicana.
Nenhum dos projetos tem chance de aprovação na Casa oposta, o que deixa o Congresso dos Estados Unidos longe de resolver grandes diferenças sobre como enxugar os déficits e fazer a economia crescer. Mas eles deixam uma plataforma a partir da qual se pode negociar.
O plano democrata, da presidente do Comitê de Orçamento, Patty Murray, quer reduzir os déficits em 1,85 trilhão nos próximos dez anos, por meio de uma mistura igualitária de aumentos de impostos e cortes de gastos.
Já a proposta republicana, do presidente do Comitê de Orçamento da Câmara, Paul Ryan, pede uma economia de 4,6 trilhões de dólares no mesmo período, sem aumento de impostos. O objetivo é obter um pequeno superávit em 2023, por meio de grandes cortes nos programas de saúde e seguridade social que beneficiam os mais pobres. Murray afirmou após a votação que tentará trabalhar com Ryan em um consenso.
"Enquanto está claro que as políticas, valores e prioridades do orçamento do Senado são muito diferentes daquelas articuladas no orçamento da Câmara, sei que o povo norte-americano espera que trabalhemos juntos para encerrar o impasse e achar um denominador comum, e planejo continuar fazendo exatamente isso."
(VEJA Com Reuters)
Economia americana cresce 2,2% em 2012
Estados Unidos
Economia americana cresce 2,2% em 2012
Número revisado é superior ao medido anteriormente. PIB do país cresce há 14 trimestres consecutivos
O desemprego e as possíveis restrições aos altos gastos públicos para controle fiscal ainda comprometem o país
(Kevin Lamarque/Reuters)
O dado final do PIB no quarto trimestre ficou um pouco abaixo da expectativa de analistas consultados pela agência Dow Jones, que previam um avanço de 0,5%. Apesar de a economia americana agora crescer há 14 trimestres consecutivos, a última leitura do PIB foi a segunda mais fraca no período de recuperação, iniciado no segundo semestre de 2009.
Entre os componentes do PIB, a revisão mais significativa foi a dos investimentos fixos das empresas, que subiram 13,2% no quatro trimestre, impulsionados principalmente por gastos maiores no setor de construção. O comércio também teve uma influência maior no PIB. Contudo, o desemprego e as possíveis restrições aos altos gastos públicos para controle fiscal ainda comprometem o país.
Segundo o Departamento do Comércio, a revisão do PIB também reflete uma estimativa maior para vendas militares no exterior e contratos de defesa. Por outro lado, as compras de consumidores foram revisadas para baixo. Os números dos cortes de gastos federais também sofreram uma pequena revisão, mas continuam indicando forte pressão sobre o resultado do PIB. Os gastos do governo caíram 14,8% no período. Apenas as despesas de defesa recuaram 22,1%, a maior queda desde 1972. Os gastos estaduais e locais também registraram declínio.
(VEJA com Estadão Conteúdo e agência EFE)
Indústria dos EUA tem melhor desempenho trimestral em 2 anos
Conjuntura
Indústria dos EUA tem melhor desempenho trimestral em 2 anos
PMI da indústria americana subiu para 54,6 no mês passado, ante 54,3 em fevereiro
Indústria americana mostra sinais de recuperação
(Gail Hanusa/Boeing/Exame)
A empresa de dados financeiros Markit informou que seu PMI da indústria para os Estados Unidos subiu para 54,6 no mês passado, ante 54,3 em fevereiro. Uma leitura acima de 50 indica expansão. A produção aumentou, embora a taxa de crescimento tenha caído para 56,6 ante 57,3 em fevereiro.
O índice teve média de 54,9 entre janeiro e março, acima da média de 52,6 registrada no quarto trimestre de 2012, e o melhor resultado trimestral em dois anos, informou o Markit. "O setor forneceu um impulso firme para a economia no primeiro trimestre, com a atividade possivelmente crescendo até 2%, comparado ao trimestre final do ano passado", afirmou Chris Williamson, economista-chefe do Markit.
A demanda doméstica cresceu de forma estável pela mesma taxa do mês anterior, enquanto os novas encomendas de exportação aumentaram após terem contraído levemente em fevereiro. O ritmo de contratação, entretanto, subiu, com o subíndice de emprego atingindo 54,6 comparado com 53,5 no mês anterior. O ritmo de março foi mais rápido do que a média em todo o ano de 2012.
(VEJA Com Reuters)
Governo publica novas regras para a formação dos preços de energia
Energia
Governo publica novas regras para a formação dos preços de energia
Medida estabelece novas metodologias para evitar desabastecimento energético e garantir a segurança do sistema
Subestação de energia elétrica na região de Três Lagoas, divisa de São Paulo com Mato Grosso do Sul
(Reinaldo Canato)
A resolução também estabelece que, extraordinariamente, com objetivo de garantir o suprimento energético, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) poderá despachar recursos energéticos ou mudar o sentido do intercâmbio de energia entre as regiões, além do que for indicado pelos programas eletrônicos.
A medida foi publicada na mesma edição do DOU que trouxe decreto que autoriza o uso de recursos da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) para cobrir os custos adicionais das distribuidoras de eletricidade com a compra de energia das usinas termelétricas.
O custo do despacho adicional de usina, acionada por decisão do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), será rateado entre todos os agentes de mercado, proporcionalmente à energia comercializada nos últimos 12 meses, inclusive o mês corrente, e será cobrado mediante Encargo de Serviços do Sistema (ESS), por motivo de segurança energética.
O custo variável unitário (CVU) da usina termelétrica que for acionada nessas condições - custo referente à geração de energia da usina - não será utilizado para determinar o Preço de Liquidação de Diferenças (PLD), que serve como base para a formação de preços de energia no mercado de curto prazo.
Até que se aplique a metodologia para internalização dos mecanismos de aversão ao risco nos programas computacionais e a partir da primeira semana operativa de abril de 2013, "poderá resultar em aumento no valor do PLD".
A Comissão Permanente para Análise de Metodologias e Programas Computacionais do Setor Elétrico (CPAMP) será responsável por desenvolver e implementar a metodologia para considerar mecanismos de aversão ao risco nos programas computacionais.
A metodologia deverá ser implementada pelo Centro de Pesquisas de Energia Elétrica (Cepel) nos programas computacionais até 31 de maio, enquanto o CPAMP fará os testes de validação das metodologias até 31 de julho.
(VEJA Com agência Reuters)
Sistema elétrico tem 2,2 mil falhas por ano
Setor elétrico
Sistema elétrico tem 2,2 mil falhas por ano
Segundo estatísticas do Operador Nacional do Sistema Elétrico, principal causa dos problemas são cortes de carga
Torres transmissoras de energia elétrica na divisa de São
Paulo com Mato Grosso do Sul: principal causa das falhas é a condição
climática adversa, diz relatório
(Reinaldo Canato)
Do total de falhas, em média 11,8% envolveram corte de carga. Nos casos envolvendo linhas de transmissão de energia, a principal causa das falhas é condição climática adversa, seguida de queimada, de acordo com informação na ata da 126ª reunião do CMSE, publicada no site do Ministério de Minas e Energia.
Para os transformadores e barramentos do sistema, a principal causa de problemas está em equipamentos e acessórios. Em seguida, aparecem as falhas humanas, conforme o ONS.
O ONS concluiu ainda que "embora eventos de falhas em elementos do sistema de transmissão ocorram, em geral elas são minimizadas".
( VEJA Com agência Reuters)
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