segunda-feira, 1 de abril de 2013

Estados Unidos renovam sanções de 15 anos contra Sudão

Diplomacia

Estados Unidos renovam sanções de 15 anos contra Sudão

Obama reconhece que Cartum resolveu suas diferenças com o Sudão do Sul, mas alerta que permanência de conflitos internos é obstáculo à normalização

Soldados do Movimento de Libertação do Povo do Sudão em treinamento no Cordofão do Sul em abril de 2012
(Adriane Ohanesian/AFP)
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, renovou as sanções aplicadas há 15 anos ao Sudão nesta sexta-feira. Ele reconhece que Cartum resolveu suas diferenças com o Sudão do Sul, mas alerta que Darfur e outros conflitos no país permanecem sérios obstáculos à normalização dos laços, segundo o Departamento de Estado em comunicado.


De acordo com a nota, o conflito em curso no sul do Kordofan, no Nilo Azul e em Darfour continuam a ameaçar a estabilidade regional, e os direitos humanos e as crises humanitárias são muito graves. Centenas de milhares de pessoas fugiram de suas casas desde o início dos confrontos entre forças do governo e rebeldes do Movimento de Libertação Popular do Sudão-Norte se iniciou há mais de um ano.
Obama assinou a ordem executiva nesta sexta-feira, mantendo vários conjuntos de sanções que são impostas desde 1997 e que restringem comércio com os Estados Unidos e investimentos no país africano, além de bloquear bens do governo e de alguns funcionários do Sudão.

Filme O monstro


Presidente sudanês anuncia libertação dos presos políticos

África VEJA

Presidente sudanês anuncia libertação dos presos políticos

Sudão e Sudão do Sul assinaram acordos de cooperação e segurança. Porém, região permanece instável, e diálogo concreto com a oposição pode demorar

Omar al-Bashir foi o primeiro presidente a ser condenado pelo TPI
Omar al Bashir foi indiciado em 2008 por genocídio pelo TPI, mas nunca foi preso (Ashraf Shazly / AFP)
O mandatário sudanês Omar al Bashir anunciou nesta segunda-feira a libertação de todos os presos políticos do país, depois da diminuição das tensões com o Sudão do Sul, resultado de uma série de acordos recentes de cooperação. "Hoje renovamos nosso compromisso de diálogo com todos os atores políticos", afirmou Al Bashir em um discurso no Parlamento. Ele pretende conversar inclusive com "aqueles que estão armados".


O anúncio foi feito depois de um convite a um diálogo para elaborar uma nova Constituição, feito na semana passada pelo vice-presidente, Ali Othman Taha, aos partidos de oposição, assim como aos rebeldes das forças sul-sudanesas no Kordofan do Sul e no Nilo Azul. No entanto, a aliança dos partidos de oposição e os rebeldes do SPLM-N, o braço Norte do Movimento Popular de Libertação do Sudão, haviam rejeitado o convite.


(Com agência France-Presse)

Tibete: tragédia deixa dezenas de mortos e desaparecidos

Ásia  VEJA

Tibete: tragédia deixa dezenas de mortos e desaparecidos

Grande avalanche sepultou 83 mineiros - o resgate luta contra neve e altitude

Equipe de resgate busca por sobreviventes em mina no Tibete
Equipe de resgate busca por sobreviventes em mina no Tibete (Reuters)
As equipes de resgate encontraram 36 corpos em três dias de trabalho após uma grande avalanche no Tibete que sepultou 83 mineiros, informou a imprensa oficial nesta segunda-feira. Os outros 47 trabalhadores continuam na lista de desaparecidos da tragédia, que ocorreu ao leste de Lhasa. No total, 3.500 funcionários do serviço de resgate lutavam contra a neve e a altitude para procurar as vítimas.
Alguns voluntários cavavam com as mãos para evitar atingir os cadáveres ou pela falta de equipamentos adequados, já que a catástrofe bloqueou as vias que permitiriam a passagem na região, situada a 4.600 metros de altitude no condado de Maizhokunggar, ao leste de Lhasa, a capital regional do Tibete. Nesta segunda-feira, os trabalhos foram interrompidos pelos riscos de novos deslizamentos.
A maioria dos mineiros eram imigrantes procedentes das províncias de Yunnan, Guizhou e Sichuan, segundo a agência oficial Xinhua. A mina, de onde se extrai cobre e outros metais, é operada por uma filial do Grupo Corporativo China National Gold. Ao saber do desastre, o presidente da China, Xi Jinping, e o primeiro-ministro, Li Keqiang, ordenaram maximizar os esforços para resgatar os trabalhadores.
As regiões montanhosas do Tibete, considerado pela China uma "região autônoma" controlada por Pequim, são zonas onde os deslizamentos de terra são agravados pelas atividades de mineração. Nos últimos anos, a China encontrou importantes recursos de mineração no Tibete, incluindo dezenas de milhões de toneladas de cobre, zinco, chumbo e minério de ferro, segundo a imprensa gover

Em novo álbum de Carla Bruni, sobrou para Hollande

Música VEJA

Em novo álbum de Carla Bruni, sobrou para Hollande

Ex-primeira dama retoma carreira de cantora e lança álbum em que alfineta atual presidente francês. Em outra faixa, defende marido da acusação de abuso

Carla Bruni-Sarkozy durante visita ao Garches hospital, França
A cantora Carla Bruni-Sarkozy (Reuters)
Chega às lojas nesta segunda-feira Little French Songs, novo álbum da cantora e ex-primeira-dama da França Carla Bruni. O CD é o quarto da carreira e o primeiro desde 2008, quando ela fez uma pausa para se dedicar ao marido, Nicolas Sarkozy, presidente da França entre 2008 e 2012. No período, ela também engravidou da filha Giulia (atualmente com um ano e meio).
Após o hiato, Carla retoma a carreira com um trabalho que já causa controvérsias. Em diferentes canções, ela alfineta o atual presidente da França, Francois Hollande, fala de seu antigo relacionamento com o vocalista da banda Rolling Stones, Mick Jagger, e ainda defende seu atual marido das acusações de explorar uma bilionária considerada incapaz durante a campanha política.
Músicas - Na canção At Keith and Anita’s Place, a cantora expõe detalhes da vida boêmia que levou ao lado de Mick Jagger no início dos anos 1990. Na letra, Carla é explícita e revela o uso de maconha durante as reuniões que ela frequentava na casa do guitarrista Keith Richards e sua então namorada Anita Pallenberg.
Na faixa The Penguin, a ex-primeira dama usa um apelido comum entre os franceses para designar alguém que se veste bem e parece luxuoso, mas não tem bons modos. Não demorou para que a canção fosse relacionada ao atual presidente francês, François Hollande. “Ele tem ar de rei, mas eu sei que pinguins não têm modos de um cavalheiro”, diz parte da canção. “Se um dia você cruzar meu caminho, eu te ensinarei a beijar minha mão”, diz outro refrão da música. Coincidência ou não, Hollande não cumpriu a tradição de parar e tirar fotos com Carla e Sarkozy quando eles saíram do Elysee Palace para dar lugar ao novo presidente.
Além de provocar o concorrente do marido, a cantora também fez uma canção especial para Sarkozy, intitulada Mon Raymond. Carla declara seu amor e defende a boa índole do ex-presidente. Atualmente, Sarkozy enfrenta um processo por abusar da fragilidade psicológica de Liliane Bettencourt, herdeira da mundial dos cosméticos L’Oréal. Ela sofre do mal de Alzheimer e demência, e teria sido convencida pelo ex-presidente a financiar sua campanha política - que resultou em sua eleição, em 2007.


Entrevista - Nesta segunda-feira, Carla Bruni abandonou uma entrevista enquanto divulgava seu novo CD após ser questionada sobre a investigação que seu marido enfrenta. A jornalista do site Francetvinfo deixou esse assunto para o final e foi interrompida por Bruni logo após começar sua pergunta. "Vou parar. Meu marido disse tudo o que tinha a dizer sobre esse assunto. Se você quer perguntar algo para ele, faça isso. Eu já disse o que tinha a dizer. Muito obrigada", disse Carla Bruni, levantando do sofá.
Antes de chegar a esse ponto, Bruni havia se mostrado bem-humorada durante a entrevista. Em certo momento, chegou a brincar sobre o fato de ter trabalhado sua voz para ter mais segurança e técnica. "Quando comecei a cantar, imaginava se as pessoas iam subir o volume, perguntando-se onde estava a minha a voz".

PMs são presos suspeitos de envolvimento em execução

São Paulo  VEJA

PMs são presos suspeitos de envolvimento em execução

Vídeo mostrou que policiais estava a 50 metros de local do crime e nada fizeram

A Polícia Militar (PM) informou nesta segunda-feira que oito policiais, suspeitos de envolvimento na execução de dois jovens no Brás, na Zona Leste de São Paulo, foram presos administrativamente pela Corregedoria da corporação. Eles permanecerão detidos até que o órgão conclua a apuração do caso. O crime teria ocorrido na madrugada do dia 16 de março.
Reprodução
Oito policiais foram presos acusados de envolvimento com a execução de dois jovens ocorrida no dia 16 de março, no bairro do Brás, em São Paulo
Execução aconteceu a 50 metros de uma viatura da PM
Um vídeo gravado por câmeras de segurança na Rua Belisário de Sousa, e exibido neste domingo no programa Fantástico, da Rede Globo, mostra o momento em que três jovens são abordados por dois homens em uma motocicleta. Sem retirar os capacetes, eles efetuam disparos que atingem dois dos jovens, sendo que o terceiro conseguiu fugir.
A reportagem também exibiu imagens de outra câmera de segurança, que revela um carro da Polícia Militar estava parado numa esquina a cerca de 50 metros do local onde estavam os jovens no momento da execução. O caso, segundo a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, está sendo investigado pelo Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) da Polícia Civil.
No boletim de ocorrência, registrado por volta das 2 horas da manhã, os policiais militares afirmam que encontraram os corpos das duas vítimas perto da 1 hora da manhã. Ambos tinham, segundo o BO, ferimentos de arma de fogo nas costas e no rosto.
A PM afirma, em nota divulgada à imprensa, que "assim que tomou conhecimento dos fatos neste sábado, adotou providências imediatas para apurar as circunstâncias da ocorrência"


(Com Estadão Conteúdo)

Prévia da inflação desacelera em fevereiro para 0,68%

Preços VEJA

Prévia da inflação desacelera em fevereiro para 0,68%

IPCA-15 ficou abaixo do registrado em janeiro, mas acima da previsão de especialistas. Em 12 meses, indicador acumula alta de 6,18%, informa IBGE

Consumidores observam preços em Supermercado
Aumento de preços está preocupando equipe econômica do governo Dilma Rousseff (AFP)
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), considerado prévia do indicador oficial de inflação, registrou alta de 0,68% em fevereiro, de acordo com dados divulgados nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado representa uma desaceleração dos preços em relação a janeiro, quando o indicador ficou em 0,88%. O índice, contudo, está bem acima do registrado no mesmo período do ano passado: 0,53%.
O IPCA-15 ficou acima da média das projeções de 33 analistas consultados pela agência Reuters, que apontava expansão de 0,61% para o indicador. Somando os indicadores de janeiro e fevereiro, o IPCA-15 já marca alta de 1,57% neste ano. No acumulado dos últimos 12 meses, a alta de preços medida pelo índice é significativa, de 6,18%, acima dos 12 meses imediatamente anteriores, quando ficou em 6,02%.
Nesta segunda-feira o mercado reduziu levemente a projeção para o IPCA cheio de 2013 pela primeira vez no ano, passando-a para 5,7%, ante 5,71% projetados na pesquisa anterior, informou a pesquisa semanal Focus do Banco Central (BC). Para o ano que vem, o mercado espera IPCA em 5,5% - mesma previsão da semana anterior. Os analistas mantiveram também a perspectiva de manutenção da Selic, taxa básica de juros, em 7,25% ao ano.


Contudo, esta semana economistas começam a revisar suas projeções para a taxa básica de juros, após declarações do presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, de que "os ciclos monetários não foram abolidos". Tanto Tombini quanto o ministro da Fazenda, Guido Mantega, já deixaram claro que o governo está desconfortável com o nível atual dos índices de preços e que os juros continuam a ser o principal instrumento de combate à inflação, ou seja, aumentos da Selic podem estar próximos.

Filme totalmentes inocentes


Governo estuda reduzir PIS/Cofins sobre etanol para aliviar inflação

Imposto

Governo estuda reduzir PIS/Cofins sobre etanol para aliviar inflação

Imposto total cairia de R$ 0,12 por litro para entre R$ 0,02 e R$ 0,025 na produção, segundo a proposta estudada. Decisão final deve ser anunciada até abril

Etanol
Diminuição do preço do etanol ajudaria a alivia a inflação, na opinião do governo (Divulgação)
O governo federal estuda a redução de até 83% no PIS/Cofins incidente sobre o etanol hidratado, como forma de baixar o preço do combustível ao consumidor e, consequentemente, diminuir seu impacto na inflação. A proposta, negociada com o setor produtivo, prevê o fim do recolhimento da contribuição nas distribuidoras, de 72 reais por metro cúbico (mil litros), e a redução do valor pago em PIS/Cofins pelo produtor, de 48 reais para entre 20 reais e 25 reais por metro cúbico.
Se esses valores forem confirmados no anúncio previsto para ser feito até abril - a previsão inicial era 28 de fevereiro -, o PIS/Cofins total cairia de 0,12 centavos de real por litro para entre 0,02 e 0,025 centavos de real na produção. Na proposta ainda em avaliação no governo, o valor do PIS/Cofins só não deve ser zerado porque empresas exportadoras do setor utilizam os créditos de contribuição obtidos com as vendas externas para outras operações fiscais.


"O problema está resolvido. Só falta a data do anúncio e a definição do valor total", disse Luiz Custódio Cotta Martins, coordenador do Fórum Nacional Sucroenergético e porta-voz dos produtores nas negociações. No entanto, o executivo não se mostrou tão animado com a medida. "Essa desoneração do PIS/Cofins melhora, mas não resolverá o problema do setor. O governo tem consciência de que o etanol terá melhor competitividade se a gasolina acompanhar os preços internacionais e se a Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico) voltar a ser cobrada", disse Martins. "Mas isso dificilmente acontecerá no curto prazo, justamente por causa da inflação", ponderou.
Além do PIS/Cofins sobre o etanol, o setor sucroalcooleiro será beneficiado também pela desoneração do açúcar, que integra a cesta básica. A desoneração da cesta básica deve ser anunciada no dia 1º de maio, Dia do Trabalho. "Outra medida esperada é a desoneração da folha de pagamento para o setor", disse o coordenador do Fórum Nacional Sucroenergético.
Para o consultor do setor de etanol e açúcar e presidente da Associação Brasileira do Agronegócio, Luiz Carlos Corrêa Carvalho, a desoneração do etanol é uma medida macroeconômica e visa claramente combater a inflação. "Essa medida faz parte da política pública do governo de trabalhar a desoneração geral, o que é positivo", avaliou Carvalho.
No entanto, a desoneração do PIS/Cofins para o etanol hidratado não deve incentivar o anúncio de novas usinas. Desde 2008, com a crise financeira mundial, os novos projetos foram engavetados e todo o crescimento da produção ocorreu graças aos investimentos no aumento da capacidade produtiva das unidades existentes - e ainda à viabilização de plantas industriais anunciadas até 2007.


Na terça-feira a Petrobras anunciou o reajuste em 5% no preço do diesel pela segunda vez no ano, o que pode pressionar um pouco a inflação. O aumento foi o segundo para o combustível do ano, após a estatal ter elevado em 30 de janeiro os preços da gasolina e do diesel, em 6,6% e em 5,4%, respectivamente.
(com Estadão Conteúdo)

IBGE: inflação desacelera, mas cresce 6,3% em 12 meses

Consumo VEJA

IBGE: inflação desacelera, mas cresce 6,3% em 12 meses

Entre janeiro e fevereiro, IPCA passou de 0,86% para 0,60%. Desconto na conta de luz ajudou a controlar o índice em fevereiro

Conta de energia
A conta de luz abaixou 15,17%, ajudando na desaceleração do índice (Fotoarena)
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), medidor oficial de inflação do país, desacelerou entre janeiro e fevereiro, passando de 0,86% para 0,60% no segundo mês do ano, informou nesta sexta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Contudo, o índice acumula em 12 meses até fevereiro alta de 6,31%, superior aos 6,15% relativos aos 12 meses até janeiro. A taxa também ficou acima do registrado em fevereiro do ano passado, de 0,45%.
O resultado aumenta a preocupação do governo porque o índice de 12 meses se distancia cada vez mais do centro da meta estabelecida pelo Banco Central (BC), de 4,5%, com banda variando 2 pontos porcentuais (p.p.) para cima ou para baixo (2,5% a 6,5%).
Analistas acreditam que o governo possa mexer na taxa básica de juros, a Selic, para tentar controlar o avanço dos preços. Na quarta-feira, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC decidiu manter a taxa Selic em seu recorde de baixa, 7,25% ao ano. Contudo, as atenções se voltam com mais força para a próxima reunião do Copom, que acontece em abril. Os economistas ouvidos pelo BC para o relatório Focus desta semana subiram de 5,69% para 5,70% a expectativa para a inflação em 2013. Para 2014, eles estimam alta de 5,5% do IPCA.
Destaques - O desconto na conta de luz conduzido pelo governo ajudou a controlar o índice em fevereiro. Com peso de 3,18% do índice cheio, as contas de energia elétrica ficaram 15,17% mais baratas no segundo mês, depois de já terem caído 3,91% em janeiro. Assim, o aumento dos valores do aluguel (2,26%) e do condomínio (1,33%) foram compensados e o item Habitação do IPCA diminui 2,38% em fevereiro - a maior queda. Por outro lado, o grupo Educação apresentou a maior alta do indicador, com 5,40% de expansão, contribuindo com 0,24 ponto porcentual no índice.
O segundo maior impacto individual veio da gasolina. O preço do litro do combustível ficou 4,10% mais caro para o consumidor, após a aprovação de reajuste de 6,6% para a gasolina e de 5,4% para o diesel vendidos pela Petrobras em 29 de janeiro. Na última terça-feira, a Petrobras anunciou novo reajuste do diesel, de mais 5%, que deve refletir na inflação de março.
Segundo o IBGE, os preços do litro do etanol subiram 2,16% e do óleo diesel 3,72%.  Assim, os combustíveis (3,64%) aliados às tarifas dos ônibus urbanos (0,62%) e aos automóveis novos (0,59%) levaram o grupo Transportes a registrar uma inflação de 0,81% em fevereiro, ante 0,75% em janeiro.
Já o grupo Alimentação e bebidas, que vêm pesando sobre os indicadores de inflação, desacelerou, passando a 1,45% em fevereiro, ante 1,99% em janeiro, com impacto de 0,35 ponto percentual do IPCA do mês e respondendo por 58% do índice. O grupo Despesas Pessoais, ainda segundo o IBGE, registrou alta mensal de 0,57% em fevereiro, bem menor do que o 1,55% visto em janeiro.