segunda-feira, 1 de abril de 2013

Morre em Londres ator que interpretou tio de Harry Potter

Atualizado: 29/03/2013 07:37 | Por BBC, BBC Brasil

Morre em Londres ator que interpretou tio de Harry Potter




Morre em Londres ator que interpretou tio de Harry Potter

"Richard Griffiths, em foto de 2011 (Getty)"
O ator Richard Griffiths, que interpretou o tio de Harry Potter no cinema, morreu aos 65 anos em decorrência de complicações de saúde após uma cirurgia no coração.
Griffiths teve uma longa carreira como ator com sucessos no cinema, na TV e no teatro.
O ator nasceu na cidade de Thornaby-on-Tees, em North Yorkshire, e abandonou os estudos aos 15 anos. Posteriormente, no entanto, decidiu cursar teatro antes de entrar para a respeitada Royal Shakespeare Company.
Ele ganhou reconhecimento global ao interpretar Vernon Dursley nos filmes de Harry Potter. Antes disso, conquistara fãs com seu papel de tio Monty no filme de 1987 Os Desajustados, um dos maiores clássicos 'cult' do cinema britânico.
No cinema, também atuou em Carruagens de Fogo, Superman II e Gandhi.
'Exército de amigos'
Seu colega Daniel Radcliffe, com quem atuou na série Harry Potter e, no teatro, na peça Equus, foi um dos primeiros a comentar a morte de Griffths.
'Richard esteve ao meu lado em dois dos momentos mais importantes da minha carreira', disse o jovem, que protagonizou a série. 'Tenho orgulho de tê-lo conhecido.'
Nicholas Hytner, diretor do National Theatre, disse que a inesperada morte do ator deixou um sentimento de profunda tristeza em 'seu exército de amigos'.
'Richard Griffiths não foi apenas um dos mais amados e reconhecidos atores britânicos, era também um dos melhores', afirmou Hytner. 'Sua atuação (na peça) The History Boys foi impressionante: uma obra-prima de sagacidade, delicadeza, travessura e desolação, muitas vezes simultaneamente.'
O agente do ator, Simon Beresfold, disse à agência de notícias Associated Press que Griffiths era um 'homem extraordinário' e revelou que ele morreu na última quinta-feira, em um hospital londrino.
'No palco, ele nos permitiu (pensar em) nossa própria humanidade e constantemente questionar nossas diferenças. Ele fará muita falta.'
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Menino soterrado tenta contato com o pai após desabamento na Tanzânia

Atualizado: 29/03/2013 08:04 | Por BBC, BBC Brasil

Menino soterrado tenta contato com o pai após desabamento na Tanzânia




Menino soterrado tenta contato com o pai após desabamento na Tanzânia
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Ao menos três pessoas morreram e dezenas continuam soterradas após o desabamento de um edifício em Dar es Salaam, a principal cidade da Tanzânia (leste da África), nesta sexta-feira.
Muitas das vítimas desaparecidas são crianças de uma escola religiosa.
Um policial informou à agência Reuters que o número de mortos pode passar de 15.
'Há muitas pessoas presas no edifício', disse Hamisi Mgosi, um comerciante local, à agência. 'Um menino ligou para o seu pai no celular de dentro dos escombros e disse que não conseguia respirar.'
Treze pessoas foram tiradas com vida do local, e uma equipe de resgate tenta encontrar mais sobreviventes.
O desabamento de edifícios tem se tornado mais frequente em países do leste da África, informa a Associated Press. No vizinho Quênia, para dar conta da demanda por habitações em Nairóbi, algumas construtoras muitas vezes passam por cima de normas regulatórias.
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Filme


Corea do Norte entra em 'estado de guerra' contra Seul

Atualizado: 29/03/2013 20:48 | Por BBC, BBC Brasil

Corea do Norte entra em 'estado de guerra' contra Seul




Corea do Norte entra em 'estado de guerra' contra Seul
"Militares e estudantes em manifestação de apoio a Kim Jong-un (foto: AP)"
A Corea do Norte afirmou estar entrando em 'estado de guerra' contra a Corea do Sul. A declaração ocorre em meio a uma escalada de retórica contra o vizinho do sul e os Estados Unidos.
Em um comunicado divulgado pela agência estatal, Pyongyang prometeu 'severas ações físicas' contra 'qualquer ato de provocação'.
A Corea do Norte vem ameaçando seus adversários com ataques quase diariamente, mas analistas não descartam o risco de guerra.
O porta-voz da Casa Branca, Josh Earnest afirmou que a retórica apenas aprofunda o isolamento da Corea do Norte.
Os Estados Unidos condenaram a 'retórica belicosa' dos norte-coreanos. A Rússia advertiu que a troca de ameaças pode criar um 'círculo vicioso'.
As Coreas do Sul e do Norte estão tecnicamente em guerra desde 1953 - quando a guerra acabou sem a assinatura de um armistício.
A tensão na península coreana aumentou desde que Pyongyang realizou seu terceiro teste nuclear, em 12 de fevereiro - que resultou na imposição ao país de novas sanções internacionais.
Uma declaração divulgada pelo governo da Corea do Norte neste sábado (noite de sexta-feira no Brasil) afirmou: 'Daqui para frente, as relações norte-sul entrarão em um estado de guerra e todos os assuntos levantados entre o Norte e o Sul serão lidados conforme (essa situação)'.
'A duradoura situação da península da Corea de não estar nem em paz nem em guerra finalmente acabou '.
Entre as ameaças recentes de Pyongyang estava um 'ataque nuclear preventivo' contra os Estados Unidos.
Manobras americanas
Na quinta-feira, a mídia da Corea do Norte afirmou que o líder kim Jong-un 'decidiu que é hora de acertar as contas com os imperialistas dos Estados Unidos'.
Ele condenou o sobrevoou de aviões bombardeiros B-2 americanos - com capacidade de transportar armas nucleares - sobre a Corea do Sul. Disse que os EUA pretenderiam iniciar uma guerra nuclear na península.
Pyongyang nomeou bases americanas no Havaí, Guam e Corea do Sul como seus alvos potenciais.
A mídia da Corea do Norte exibiu imagens de milhares de militares e estudantes em uma manifestação de apoio às declarações de Jong-un.
Os EUA já haviam enviado aviões B-52 à Corea do Sul no início do mês como uma resposta às ameaças de Pyongyang.
Representantes da China e da Rússia fizeram um apelo pelo alívio das tensões na região.
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As ameças da Coreia do Norte são para valer?

Atualizado: 30/03/2013 05:43 | Por BBC, BBC Brasil

As ameças da Coreia do Norte são para valer?




As ameças da Coreia do Norte são para valer?
"Kim Jong-un"
Declarações de guerra e ameaças contra a Coreia do Sul e os Estados Unidos não são novidades.
Em 1994, o negociador da Coreia do Norte ameaçou transformar Seul em um 'mar de fogo', levando muitos moradores da capital sul-coreana a se preparem para o pior e estocarem comida.
Após o ex-presidente George W. Bush incluir o país no chamado 'eixo do mal', em 2002, Pyongyang disse que 'varreria sem piedade os agressores'.
Em junho do ano passado, o Exército da Coreia do Norte disse que a artilharia estava apontada para sete conglomerados de comunicação da Coreia do Sul, falando em uma 'guerra sagrada sem piedade'.
Enquanto muitos analistas desdenham das retóricas classificando-as como blefe, muitos mencionam a 'tirania da baixa expectativa', lembrando que os norte-coreanos estiveram envolvidos em vários confrontos nos últimos anos.
'Se você seguir a imprensa norte-coreana, constantemente vai ver linguagem belicosa contra os Estados Unidos e a Coreia do Sul, ocasionalmente contra o Japão. É difícil saber o que levar a sério', diz o professor John Delury, da Universidade Yonsei, da Coreia do Sul.
'Mas quando você olha alguns ocasiões em que algo realmente aconteceu, como o ataque as ilhas da Coreia do Sul em 2010, há um alerta real', disse.
Além do blefe
Manobras navais dos EUA e da Coreia do Sul na península coreana
"Manobras navais dos EUA e da Coreia do Sul na península coreana"
As atuais ameças ocorrem após os exercícios militares conjuntos entre Estados Unidos e Coreia do Sul.
'Quando um país ameaça com uma guerra preventiva nuclear, é para se preocupar', diz Andrea Berger, do Royal United Services Institute de Londres.
Outros analistas acham que as ameças são,na verdade, um meio da Coreia do Norte negociar um tratado de paz com os Estados Unidos.
'Parece que eles (Coreia do Norte) acredita que não serão levados a sério até que negociem (a paz) com considerável força militar. Isso é coerente com as políticas militares de Pyongyang', diz Berger.
John Delury tem opinião semelhante.
'A mensagem de Pyongyang é: 'vocês não podem acabar com conosco, nós não vamos sair daqui, vocês têm de negociar'', argumenta.
As últimas ameaças têm sido vistas como blefe proque um eventual ataque nuclear é visto como uma ação suicida do regime norte-coreano.
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As últimas mulheres que cobram para chorar em Taiwan

Atualizado: 30/03/2013 09:51 | Por BBC, BBC Brasil

As últimas mulheres que cobram para chorar em Taiwan




As últimas mulheres que cobram para chorar em Taiwan
"Carpideira em Taiwan"
Chorar por vontade própria não é tarefa fácil. Mas é o que faz todos dias Liu Jun-Lin. Ela é a carpideira mais famosa de Taiwan e todos os dias se põe aos prantos em velórios de gente que nunca viu.
Já são poucas as mulheres que choram para ganhar a vida no país, embora cada sessão de choro renda a Liu cerca de R$ 1.200.
A profissão também é polêmica, já que muitos a consideram a comercialização do luto.
Liu lembra que se trata de uma profissão antiga. Segundo a tradição taiwanesa, os mortos precisam de uma despedida ruidosa para passar à outra vida.
'Quando um ente querido morre, tudo é tão dolorido que na hora do funeral já não restam lágrimas', diz Liu.
'Como é que se muda o estado de ânimo para demostrar toda essa tristeza?', questiona Liu.
Ela mesmo responde dizendo que sua profissão ajuda a família a dar o tom adequado à despedida.
A tradição teria começado quando as mulheres da família muitas vezes estavam distantes na hora dos funerais, por viverem em outras cidades.
Para substituir o choro das mulheres, as famílias passaram a contratar carpideiras.
Os tradicionais funerais taiwaneses são elaborados e combinam um luto sombrio com outro de tom mais alegre.
Além de chorar, Liu e sua equipe de carpideiras se vestem com roupas coloridas e fazem alguns passes de danças quase acrobáticos. Seu irmão, A Ji, toca instrumentos de corda tradicionais.
Liu depois se veste de branco e se acerca ao caixão. Ali realiza seu choro mais conhecido, enquanto o irmão toca órgão.
Os grunhidos são prolongados e abafados, uma mescla de choro e canto.
Perguntada sobre como faz brotar as lágrimas em seu rosto, ela insiste em dizer que é um choro real.
'Em cada funeral eu sinto que a família é minha família, e coloco meus próprios sentimentos alí', diz.
'Quando vejo as pessoas aflitas, fico ainda mais triste'.
Negócio familiar
Com suas grandes sobrancelhas e voz de soprano, Liu, de 30 anos, parece mais jovem do que é.
E a boa aparência ajuda na profissão segundo Lin Zhenzhang, diretor de uma funerária na qual Liu trabalhou por anos.
'Geralmente pensamos que este é um trabalho para mulheres de outra geração. Mas Liu é jovem e bonita, e desperta a curiosidade das pessoas', diz.
A avó e a mãe de Liu eram carpideiras profissionais. Ele casa ela imitava a mãe durante os ensaios.
Os pais de Liu morreram quando ela era ainda uma criança, deixando-as aos cuidados da avó.
Para ajudar na renda familiar, Liu passou a chorar aos 11 anos.
Ela conta que se levanta antes do amanhecer para ensaiar e muitas vezes trocava a sala de aula por velórios.
No colégio, os colegas também faziam piadas de sua profissão, conta.
E mesmo durante o trabalho, a função nem sempre é fácil.
'As vezes, antes de começar, as famílias dos falecidos não nos tratam bem. Mas depois da atuação, eles choram e nos agradecem', diz.
É nesta ocasião que Liu se dá conta do verdadeiro propósito de seu trabalho, conta.
Profissão em extinção
Carpideira em Taiwan
"Carpideira em Taiwan"
Liu conta que seu trabalho 'ajuda as pessoas a se soltarem e dizer em voz alta o que não se atrevem', explica.
'Também ajudou quem não se atreve a chorar, porque ao fim todos choramos juntos', diz.
Graças ao choro de Liu, os negócios prosperam. Hoje cada um de seus irmãos tem uma casa e todos são partes da equipe funerária.
Mas Liu sabe que esta é uma profissão em extinção, por causa da preferência por funerais mais simples.
Ela já está mudando o perfil dos negócios. Hoje os 20 funcionários de sua empresa trabalham sobretudo no embalsamento de corpos e na organização de funerais.
Mas ela diz que nunca vai deixar de ser carpideira.
'É algo que me levou muito tempo para construir, desde o zero, com minha avó. Devo ensinar a outras pessoas o que ela me ensinou e seguir com a tradição', diz.
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TVE Brasil

Como se calcula a data da Páscoa?

Atualizado: 31/03/2013 04:45 | Por BBC, BBC Brasil

Como se calcula a data da Páscoa?




Como se calcula a data da Páscoa?
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Quando os ovos de chocolate vão finalmente chegar ao supermercado à espera da Páscoa?
Diferente do Natal e outras festas religiosas, a Páscoa muda a cada ano, entre 22 de março e 25 de abril. E a escolha dos dias foi definida após muita controvérsia.
A Páscoa cristã tem relação com Páscoa judaica (o Pesach).
Segundo a tradição cristã, a festa marca o dia da ressurreição de Cristo, em um domingo.
Para a tradição judaica, marca a fuga dos judeus do Egito, liderados por Moisés.
Mas por que elas não são celebradas do mesmo dia?
Raízes judaicas
Lutz Doering, professor da Universidade de Durham, na Grã-Bretanha, diz que há registros de que até o século 2 muitos cristãos celebravam a festa no dia 14 de Nisan do calendário judaico, mesma data do Pesach.
Doering explica que alguns grupos passaram a celebrar a Páscoa no domingo após o Pesach, 'porque viam a data como independente, uma nova celebração ligada exclusivamente à ressurreição de Jesus'.
Convencionou-se então que a Páscoa seria celebrada no domingo após a primeira lua cheia da primavera, guiando-se pela data do equinócio.
O debate sobre a mudança foi documento por Eusébio, historiador romando e bispo de Cesareia, que narra os encontros entre diferentes grupos que queiram fazer prevalecer sua posição.
Ao fim, cada um continuou a celebrar na data que considerava correta, até o Primeiro Concílio de Niceia, em 325 d.C..
O concílio convocado pelo imperador Constantino foi uma tentativa de unificar as normas e a tradição cristã, que havia sido feita religião oficial do Império Romano em 312 d.C..
O concílio decidiu que todos os cristãos deveriam celebrar a Páscoa na mesma data e que esta seria separada do Pesach.
Festa móvel
Um problema em separar a Páscoa do Pesach foi como calcular a data da festa com antecedência, já que a astronomia romana não era tão desenvolvida e a festa estava relacionada ao ciclo lunar.
O astrônomo Robert Cockcroft, da Universidade McMaster, no Canadá, explica que o problema foi resolvido ao se ficar 'datas eclesiásticas', diferentes das datas astronômicas.
Fixou-se a Páscoa no primeiro domingo após a primeira lua cheia 'eclesiástica' após o equinócio da primavera.
As datas 'eclesiásticas' tendem a seguir o tempo lunar, mas excepcionalmente o Pesach e a Páscoa acabam sendo celebrados com uma distância maior.
'Se a lua cheia ocorrer durante o equinócio, os cálculos eclesiásticos tente a forçar a próxima lua cheia para determinar a data da Páscoa', diz.
Julio e Gregório
A confusão para determinar a Páscoa ainda não ainda chegado ao fim.
Até 1582, usava-se na Europa o calendário juliano (em honra a Júlio César), baseado no ano solar.
'Contudo, o calendário juliano superestimava o ano solar em três dias, por quatro séculos', conta.
A contagem equivocada fez a Páscoa ser celebrada no verão europeu no século 16.
Em 1582, o papa Gregório 18 resolveu corrigir o erro e estabeleceu um novo calendário, o gregoriano, em uso até hoje.
Os dias do ano foram limitados a 365 (366 nos anos bissextos) e foram 'extintos' dez dias na contagem.
Quem dormiu na noite do dia 4 de outubro de 1582 acordou na manha do dia 15 de outubro, oficialmente.
O calendário, no entanto, não foi seguido por todos. Cristãos ortodoxos continuaram a usar o calendário juliano.
Com tanta mudança, a Páscoa é hoje celebrada em datas diferentes por judeus, católicos e cristãos ortodoxos.
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Equipes de resgate retiram 29 corpos de prédio que desabou na Tanzânia

Atualizado: 31/03/2013 15:45 | Por Reuters, Reuters

Equipes de resgate retiram 29 corpos de prédio que desabou na Tanzânia




DAR ES SALAAM, 31 Mar (Reuters) - Equipes de resgate retiraram 29 corpos dos escombros de um edifício que desabou na capital comercial da Tanzânia, Dar es Salaam, informou uma autoridade local neste domingo.
O prédio de mais de 12 andares desabou na sexta-feira.
O presidente da Tanzânia, Jakaya Kikwete, que visitou o local na sexta-feira, deu ordens para que as autoridades tomassem providências e buscassem os responsáveis. A polícia disse que quatro pessoas foram presas após o incidente.
(Reportagem de Fumbuka Ng'wanakilala)

Papa pede que divergências na península de Coreia sejam superadas

Atualizado: 31/03/2013 09:34 | Por EFE Brasil, EFE Multimedia

Papa pede que divergências na península de Coreia sejam superadas




Papa reza Missa da Páscoa para 250 mil fiéis, segundo Vaticano
Papa reza Missa da Páscoa para 250 mil fiéis, segundo Vaticano
Cidade do Vaticano, 31 mar (EFE).- O papa Francisco fez neste domingo, em sua mensagem de Páscoa, um apelo para que as divergências entre as duas Coreias sejam solucionadas e surja 'um renovado espírito de reconciliação'.
O pontífice também pediu paz para a Síria, para sua população afetada pelo conflito e para os milhares de refugiados que estão esperando ajuda e consolo.
'Quanto sangue derramado! E quanta dor há de ser causada ainda (na Síria), antes que se consiga encontrar uma solução política para a crise?', perguntou.
O papa pronunciou sua mensagem da sacada da basílica de São Pedro do Vaticano para mais de 250 mil pessoas que lotaram a Praça de São Pedro e seus limites neste Domingo da Ressurreição.
O Bispo de Roma repassou a situação de mundo e pediu paz na Ásia, 'sobretudo na península coreana, para que sejam superadas as divergências e amadureça um renovado espírito de reconciliação'.
A Coreia do Norte se declarou em 'estado de guerra' contra a Coreia do Sul e ameaçou atacar também os Estados Unidos, anúncio que gerou a preocupação da comunidade internacional, que pediu a Pyongyang contenção e que 'evite erros de cálculo' que possam levar a uma escalada da violência.
Francisco também pediu que israelenses e palestinos retomem as negociações 'com determinação e disponibilidade, a fim de pôr fim a um conflito que já dura tempo demais'.
O pontífice lembrou ainda da África, especialmente o Mali, 'para que volte a encontrar unidade e estabilidade', e a Nigéria, 'onde infelizmente não cessam os atentados, que ameaçam gravemente a vida de tantos inocentes'.
Concluída a mensagem, o papa dividiu a bênção 'Urbi et Orbi', à cidade de Roma e a todo o mundo.
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