domingo, 31 de março de 2013

Bolt mira novo recorde: 'Quero explorar meus limites'

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Bolt mira novo recorde: 'Quero explorar meus limites'

Velocista jamaicano quer correr os 200 metros rasos em menos de dezoito segundos

Ainda distante do início da próxima temporada, Usain Bolt já faz planos para as futuras competições. O jamaicano quer estabelecer uma nova marca nos 200 metros, sua prova favorita. Dono do atual recorde mundial e olímpico, ele sonha em se tornar o primeiro homem a completar a distância em menos de dezenove segundos.
"Sei que estou ficando mais velho e que minhas oportunidades começam a ficar reduzidas. Então, tenho que explorar meus limites. Não quero apenas ganhar mais um campeonato, seria muito fácil", afirmou o jamaicano, em entrevista ao jornal francês L'Équipe, que o elegeu atleta masculino do ano.
Sem estabelecer metas de troféus para 2013, Bolt quer melhorar seu recorde mundial nos 200 metros. Sua marca atual é de 19s19, registrado no Mundial de Berlim, em 2009. "Não é brincadeira, mas vai exigir muito trabalho. Vou ter que levar o meu corpo ao limite. Mas eu não me importo com a dor".
O jamaicano foi eleito o atleta do ano ao superar o nadador norte-americano Michael Phelps e o atacante argentino Lionel Messi, os outros finalistas na disputa. Bolt, bicampeão olímpico nos 100 e 200 metros e no revezamento 4x100 metros nos Jogos de Londres, neste ano, já havia levado o prêmio em 2008 e 2009.

Antes de desafio, Usain Bolt joga futevôlei no Rio de Janeiro

Atletismo

Antes de desafio, Usain Bolt joga futevôlei no Rio de Janeiro

Atleta jamaicano é fã de futebol e torcedor do Manchester United, da Inglaterra

O velocista Usain Bolt está no Rio de Janeiro se preparando para o Desafio Mano a Mano, uma corrida de 150 metros em pista montada na Praia de Copacabana. Mas engana-se quem acha que o jamaicano não está aproveitando o clima da cidade. Neste sábado, o bicampeão olímpico dos 100 e 200 metros e revezamento 4x100 metros jogou futevôlei.


Fã de futebol e torcedor do Manchester United, da Inglaterra, Bolt se divertiu nas areias cariocas, dando seus passes com cabeça, pé e demonstrando habilidade com a bola. “Outro tesouro do esporte no Brasil. Testando minhas habilidades no futevôlei”, disse em sua conta no Instagram. O velocista aproveitou para tirar uma foto com Gabriel Barbosa de Almeida, o Gabigol, revelação do Santos, e elogiou o jovem jogador: “Gênio do futebol aos 16 anos de idade”.
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Usain Bolt chegou à Praia de Copacabana pela manhã, para assistir à disputa qualificatória entre brasileiros para decidir quem seria um de seus adversários da corrida de domingo. O ganhador foi o alagoano Bruno Lins. Também participam da prova o equatoriano Alex Quiñónez e Daniel Bailey, de Antigua e Barbuda. A corrida será às 11h45 deste domingo.
 
 
(Com agência Gazeta Press)

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Usain Bolt vence, mas não quebra recorde nos 150 metros

Usain Bolt durante desafio de 150 metros em Copacabana, Rio de Janeiro
Usain Bolt durante desafio de 150 metros em Copacabana, Rio de Janeiro - Sergio Moraes/Reuters
Usain Bolt não deu chances aos seus três rivais, e garantiu neste domingo, na praia de Copacabana, no Riol, vitória nos 150 metros com o tempo de 14s42. Apesar disso, o jamaicano não superou os 14s35 conquistados por ele mesmo em prova realizada em Manchester, em 2009. Vindo do qualificatório, o brasileiro Bruno Lins marcou 14s91, e ficou em segundo, superando o equatoriano Alex Quiñonez e Daniel Bailey, de Antígua e Barbuda.


Na comemoração Bolt caminhou por toda a extensão da pista saudando a torcida. Após fazer o tradicional raio com as mãos, o dono de seis medalhas de ouro olímpicas jogou uma de suas sapatilhas para uma torcedora. "Agradeço o apoio de todos. Espero encontrá-los em 2016. Apesar de não conquistar o recorde, estou satisfeito. Ainda é início de temporada e estou começando a competir." Bolt disse ainda que pode voltar em breve. "É só me convidar. Eu realmente curti a minha estadia e espero voltar antes dos Jogos Olímpicos de 2016."
Bolt segue dominando todas as provas de velocidade do atletismo mundial. Bicampeão olímpico nos 100m, 200m e revezamento 4x100m, o jamaicano também detém o recorde mundial destas provas. O tempo nos 150m, no entanto, não é reconhecido pela Federação Internacional do Atletismo (Iaaf) por que a distância não faz parte do programa olímpico.
Duelo - Alan Fonteles abriu o dia de disputas vencendo o americano Jerome Singleton em duelo paralímpico. O brasileiro, que corre com duas próteses nas pernas, ficou em desvantagem após a largada, mas depois deu um sprint para ganhar com boa vantagem sobre Singleton, que usa uma prótese em uma das pernas. Ele terminou a disputa com o tempo de 15s68 nos 150 metros. Campeão dos 200 metros da categoria T44 nos Jogos Paralímpicos de Londres e recordista mundial, Fonteles comemorou o seu desempenho e já projetou uma boa participação em 2016 no Rio. "Deu para sentir o calor do público, tenho certeza de que em 2016 todos vão nos apoiar em peso e que o Brasil vai fazer bonito."
(Com agência Gazeta Press e Estadão Conteúdo)

Prejuízos de empresas no 4º trimestre triplicaram ante 2011

Balanço

Prejuízos de empresas no 4º trimestre triplicaram ante 2011

Ao todo, as 76 empresas que tiveram prejuízo no período perderam R$ 25 bilhões. O recorde negativo ficou por conta da Eletrobras, cujas perdas somaram R$ 10,499 bilhões

Eletrobras poderá ser majoritária nos projetos no exterior
O recorde negativo ficou por conta da Eletrobras, que teve prejuízo de R$ 10,499 bilhões no quarto trimestre de 2012 (Adriano Machado/Bloomberg)
O quarto trimestre de 2012 não foi dos mais generosos para as empresas brasileiras. Os prejuízos acumulados pelas companhias de capital aberto foram muito superiores às perdas registradas no mesmo período do ano anterior, segundo um estudo da consultoria Economática.
De acordo com o estudo, juntas, as 76 companhias de capital aberto que reportaram prejuízos no período tiveram resultado negativo de 25 bilhões de reais de outubro a dezembro do ano passado, montante 3,1 vezes maior que o total de prejuízos no mesmo período de 2011, quando 112 companhias divulgaram prejuízo, num total acumulado de 7,960 bilhões de reais.
O recorde negativo ficou por conta da Eletrobras, que reportou prejuízo de 10,499 bilhões de reais entre outubro e dezembro de 2012. É o maior da história das empresas de capital aberto brasileiras para um trimestre (considerando todos os trimestres), segundo o levantamento feito pela Economática.
Outros números negativos do ano passado que chamaram a atenção foram os da Vale, com prejuízo de 5,628 bilhões de reais no quarto trimestre de 2012, e da incorporadora PDG Realty, que teve perda de 1,786 bilhão de reais só no quarto trimestre e de 2,177 bilhões de reais em todo o ano passado. A companhia aérea Gol registrou resultado negativo de 447,1 milhões de reais no quarto trimestre de 2013 e, no ano, o prejuízo somou 1,512 bilhão de reais.
A petroleira OGX, por sua vez, teve prejuízo de 285,7 milhões de reais no quarto trimestre, mas acumulou, no ano, prejuízo líquido de 1,172 bilhão de reais, 130% superior ao registrado em 2011.


Na avaliação de Nataniel Cezimbra, chefe da equipe de pesquisa do BB Investimentos, muitos balanços do ano passado refletiram a economia em ritmo mais lento, tanto a doméstica quanto a de outros países, tendo como pano de fundo a crise europeia. "O cenário para muitas empresas foi de níveis de investimentos muito elevados, combinados com desaceleração de receita", afirma.
Para Walter Mendes, sócio da Cultinvest Asset Management, a desaceleração do Produto Interno Bruto (PIB) e a inflação em alta contribuíram para o desempenho ruim de diversos setores, apesar da queda dos juros. "No caso das construtoras, por exemplo, muitas cresceram mais do que podiam." Segundo Mendes, esse cenário é consequência do boom das aberturas de capital (IPOs) entre 2004 e 2007. "Essas companhias levantaram capital e, desde então, mantiveram um patamar de crescimento mais alto."
As blue chips Petrobras e Vale, assim como as siderúrgicas, também penaram no ano passado. Sobre a petroleira, pesaram nos últimos três meses de 2012 a queda de produção, o aumento do endividamento e o fraco fluxo de caixa, impactado pela importação de combustíveis a preços maiores do que os praticados no mercado interno. O lucro líquido da Petrobras de 2012 , de 21,2 bilhões de reais,  no ano passado foi 36% menor do que os 33,3 bilhões de reais de 2011. Apenas no quarto trimestre houve lucro líquido de 7,747 bilhões de reais (53,44% superior ao mesmo período de 2011).
Já a Vale encerrou o quarto trimestre de 2012 com o segundo maior resultado negativo entre as companhias de capital aberto do período e o primeiro registrado pela mineradora desde o terceiro trimestre de 2002. O prejuízo líquido de  5,628 bilhões de reais no quarto trimestre foi impactado, entre outros fatores, pelo baixo preço do minério, além de baixas contábeis. Com isso, o lucro líquido de 2012 foi de 9,734 bilhões de reais, queda de 74,3% em relação a 2011 e o pior resultado anual desde 2004.
Mendes ressalta que muitos balanços de último trimestre são afetados por baixas contábeis, como os feitos pela Vale. "As empresas preferem jogar esses prejuízos para o quarto trimestre para iniciarem o ano seguinte mais ajustadas", afirma. O mesmo fez a MMX, que reconheceu perdas de 224 milhões de reais com a desistência do projeto da companhia no Chile.
(com Estadão Conteúdo)

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Governadores empregam 105.000 servidores sem concurso público

Política

Governadores empregam 105.000 servidores sem concurso público

Número faz parte de estudo inédito realizado pelo IBGE

Curso preparatório para concurso público: antes de começar os estudos, é preciso definir um foco
Curso preparatório para concurso público: antes de começar os estudos, é preciso definir um foco (Elza Fiuza/ABr)
A primeira pesquisa completa sobre a estrutura burocrática dos estados, realizada pelo IBGE, revela que os 27 governadores empregavam em 2012, em conjunto, um contingente cerca de 105.000 funcionários que não fizeram concurso para entrar na administração pública. Apenas na chamada administração direta, da qual estão excluídas as vagas comissionadas das empresas estatais, o número de funcionários subordinados aos gabinetes dos governadores ou às secretarias de estado sem concurso público chega a 74.740.


Do total de 105.000 servidores sem concurso nos estados, quase 10% estão em Goiás. O governador Marconi Perillo (PSDB) abriga em sua burocracia 10.175 funcionários nessa situação, o que o torna líder no ranking desse tipo de nomeações em números absolutos. A Bahia, governada pelo petista Jaques Wagner, vem logo atrás, com 9.240 não concursados.
Ao se ponderar os resultados pelo tamanho da população, os governadores que saltam para a liderança do ranking são os de Rondônia, Confúcio Moura (PMDB), e do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), com 937 e 263 cargos por 100.000 habitantes, respectivamente. Os oito governadores do PSDB controlam, em conjunto, 37.600 cargos ocupados por servidores não concursados. Os quatro governadores do PT, por sua vez, têm em mãos 23.000 vagas. Logo atrás estão os quatro do PMDB, com 21.600.
O peso dos partidos muda quando se pondera a quantidade de cargos controlados por 100.000 habitantes. Nesse caso, o PT passa para o primeiro lugar (75), e o PSDB cai para o quinto (41).
Em teoria, os cargos de livre nomeação servem para que administradores públicos possam se cercar de pessoas com quem têm afinidades políticas e projetos em comum. Na prática, no entanto, é corrente o uso dessas vagas como moeda de troca.
Além de abrigar seus próprios eleitores ou correligionários, os chefes do Executivo distribuem as vagas sem concurso para partidos aliados em troca de apoio no Legislativo ou em campanhas eleitorais. "Os critérios e métodos de composição de governo que servem para a esfera federal se reproduzem nos estados", observa o cientista político Carlos Melo. "A grande reforma política que poderíamos fazer seria reduzir ao mínimo esses cargos, tanto no âmbito da União quanto no dos estados e municípios. Faremos? Creio que não. Não interessa ao sistema político."
(Com Estadão Conteúdo)

Acusados de estuprar turista estrangeira no Rio são reconhecidos por outra vítima

Violência

Acusados de estuprar turista estrangeira no Rio são reconhecidos por outra vítima

Dois suspeitos pegaram mulheres em Copacabana e foram presos na madrugada do sábado

Copacabana - coluna de Tony Belloto
Vista aérea de Copacabana, no Rio (Reprodução)
Os dois homens presos na noite de sábado em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, sub acusação de terem estuprado uma estrangeira dentro de uma van foram reconhecidos por outra vítima. Segundo a Polícia Civil, trata-se de uma brasileira, que alega ter sofrido abuso sexual por parte da dupla há uma semana.
Os dois suspeitos foram detidos poucas horas depois de a estrangeira fazer a denúncia. Eles foram reconhecidos na Delegacia Especial de Apoio ao Turista (Deat). Os acusados foram identificados como Wallace Aparecido Souza Silva, de 22 anos, e Jonathan Foudakis de Souza, de 20, que seria o motorista da van.
Segundo a denúncia da estrangeira, cujo nome e nacionalidade não foram revelados pela Polícia, o crime aconteceu na madrugada do sábado. A turista e seu namorado entraram no veículo em Copacabana, na Zona Sul, com destino à Lapa, na região central do Rio.
Os dois homens, de acordo com a Polícia, obrigaram os demais passageiros a deixar a van em Botafogo e seguiram com o casal, mantido como refém durante seis horas, rumo a Niterói. O namorado da vítima foi golpeado e algemado enquanto um dos agressores estuprava a mulher no próprio veículo.
Os dois acusados, que não tinham antecedentes criminais, também roubaram cartões bancários do casal, exigiram a revelação das senhas e fizeram vários saques em caixas ao longo do percurso, além de realizar compras de bebidas e de abastecer o veículo. O casal foi abandonado no município de Itaboraí, onde chamou a Polícia.
As informações fornecidas pelas vítimas sobre a van permitiram aos policiais localizar rapidamente seu proprietário e a pessoa que a alugara para o transporte público de passageiros. Um dos homens detidos estava com o celular de uma das vítimas, segundo a Polícia.
Neste domingo, uma mulher brasileira se apresentou à mesma delegacia onde a estrangeira fez a denúncia para prestar queixa. Ela acusou os mesmos homens. Ela também teria sido violentada após tomar a van em Copacabana, sendo abandonada depois em São Gonçalo.
(Com agência EFE)

Verba para modernizar sistema penitenciário está parada

Governo

Verba para modernizar sistema penitenciário está parada

Ministro Cardozo critica situação das prisões, mas levantamento do Contas Abertas revela: governo não investe dinheiro do Fundo Penitenciário Nacional

Superlotação na delegacia do município de Serra, no Espírito Santo, transformada em cadeia
Superlotação na delegacia do município de Serra, no Espírito Santo, transformada em cadeia (CLAUDIO GATTI )
Em encontro com empresários na última terça-feira, em São Paulo, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, qualificou como "medieval" o sistema prisional brasileiro – e chegou a dizer que preferia morrer a ficar preso no país por um longo período. De fato, a situação nas cadeias brasileiras é precária. E o déficit de vagas no Sistema Penitenciário chega a 200.000. Apesar do quadro – e do ministro ter tentado justificar a escalada da criminalidade pela situação nas prisões -, o governo federal não investe a verba disponível para o Fundo Penitenciário Nacional. É o que mostra levantamento da ONG Contas Abertas divulgado nesta quinta-feira.
Nesta quarta, Cardozo, insistiu que o sistema penitenciário nacional é "indigno". Disse, ainda, que a situação "resulta de anos de descaso" e reconheceu que tanto a União quanto os governos estaduais têm responsabilidade na questão. "O primeiro passo para solução de um problema é jamais escondê-lo debaixo do tapete", defendeu. "São tão péssimas as condições dos presídios que cumprir pena em muitos deles é mais pesado do que a própria a morte", comparou.
Apesar de o ministro reconhecer que o problema também cabe à União, levantamento revela que só 35,8% dos recursos previstos para o Fundo Penitenciário Nacional (Funpen) em 2012 foram reservados para futuros pagamentos - o que representa a primeira fase da execução orçamentária. Os valores efetivamente pagos representam somente 20%, ou 86,5 milhões de reais, do total. Ao todo, 435,3 milhões de reais estão orçados para o Funpen em 2012.
Fábio Rodrigues Pozzebom/Abr
José Eduardo Cardozo: reclama, mas não investe
José Eduardo Cardozo: reclama, mas não investe
A tese de Cardozo ecoou até mesmo no Supremo Tribunal Federal. Após fazer carreira como advogado do PT, o ministro Dias Toffoli provocou reação da corte ao defender abertamente e de forma exaltada que os mensaleiros condenados não sejam presos. Para levantar sua tese que ignora o Código Penal brasileiro, Toffoli evocou a declaração do ministro da Justiça. A manifestação de Toffoli ocorreu na primeira sessão da corte após a fixação de das penas aos réus petistas do núcleo político do mensalão: José Dirceu, para quem o ministro já advogou, José Genoino e Delúbio Soares. Também coincidiu com a sessão na qual a corte definiu a pena para o banqueiro José Roberto Salgado, defendido pelo mais ilustre dos advogados que atuam no mensalão, o ex-ministro Márcio Thomaz Bastos.
Legislação - O Fundo foi instituído pela Lei Complementar nº 79, de 7 de janeiro de 1994, com a finalidade de proporcionar recursos e meios para financiar e apoiar as atividades e programas de modernização e aprimoramento do Sistema Penitenciário Brasileiro. Os recursos, segundo a legislação, deveriam ser aplicados na construção, reforma, ampliação e aprimoramento de estabelecimentos penais, na manutenção dos serviços penitenciários e na formação, aperfeiçoamento e especialização do serviço penitenciário.
Do montante total previsto para 2012, 84,9 milhões de reais (19,5%) estão embutidos no orçamento como “Reserva de Contingência”. Esses recursos inflam o orçamento do Funpen, mas não são utilizados, pois ficam esterilizados para auxiliar na formação do superávit primário. Além disso, existem diversas ações com execução orçamentária baixa. A construção da quinta Penitenciária Federal, que será localizada no Distrito Federal, tem dotação de 27,6 milhões de reais, mas só foram empenhados 21.000 reais. As outras quatro penitenciárias federais estão em Campo Grande (MT), Catanduvas (PR), Mossoró (RN) e Porto Velho (RO).
Considerado não apenas o que foi autorizado para o orçamento de 2012, mas também as atuais "disponibilidades" do Funpen, o saldo hoje contabilizado chega a quase 1,4 bilhão de reais. Do total, 1,3 bilhão de reais estão alocados no Departamento Penitenciário Nacional e 39 milhões de reais na Coordenação Geral de Programação Financeira do Ministério da Fazenda.
A maior parte das disponibilidades contábeis possui como origem 3% do montante arrecadado nos concursos de prognósticos, sorteios e loterias da Caixa Econômica Federal. Cerca de 938,6 milhões de reais do montante contabilizado no Fundo são provenientes dessas fontes. Os recursos do Funpen são oriundos ainda de convênios, contratos ou acordos firmados com entidades públicas ou privadas, multas decorrentes de sentenças penais condenatórias com trânsito em julgado e 50% das custas judiciais recolhidas em favor da União Federal.
Outro lado - O déficit de vagas em penitenciárias é um dos principais focos de críticas da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre desrespeito a direitos humanos no Brasil. Ao ser submetido no meio do ano à Revisão Periódica Universal, instrumento de fiscalização do Alto Comissariado de Direitos Humanos da ONU, o país recebeu a recomendação urgente de melhorar as condições das prisões e enfrentar o problema da superlotação. O Ministério da Justiça afirmou ao Contas Abertas que o governo federal pretende investir 1,1 bilhão de reais para construir 42.000 novas vagas até 2014. Em 2012, segundo a Pasta, foram entregues 3.300 vagas com recursos do Funpen.
Leia no blog de Reinaldo Azevedo:
Toffoli foi constrangedor, mas foi também patético. Sua invectiva contra a prisão — ecoando, diga-se, editorial recente da Folha; já chego lá — vem a público no momento em que o tribunal aplicou uma pena ao trio do ouro do petismo (José Dirceu, Delúbio Soares e José Genoino) que rende cadeia. Os dois primeiros, tudo o mais constante, terão de cumprir parte dela em regime fechado. E então os petistas se lembraram, liderados por José Eduardo Cardozo, que as prisões brasileiras são masmorras — talvez à altura, vai-se saber, dos adversários do petismo, mas pouco aptas para receber a nobreza companheira. É asqueroso!

O ministro, como não poderia deixar de ser, citou a fala do dia anterior de Cardozo, que disse que preferiria se matar a cumprir uma pena longa num presídio brasileiro — como se esse setor não estivesse sob sua responsabilidade. Vejam no post abaixo a distância que há entre o que prega aquele valente e o que ele efetivamente faz. Foi, na prática, desmoralizado por três companheiros de tribunal: Gilmar Mendes, Celso de Mello e Luiz Fux. Os dois primeiros lembraram as responsabilidades do governo federal pela situação dos presídios. O terceiro teve de trazer à memória de Toffoli que, no estado de direito, ministros do Supremo impõem penas segundo o que prescreve a lei. Coisinhas como peculato, corrupção ativa, corrupção ativa, gestão fraudulenta, evasão de divisas etc. rendem mesmo cadeia no Código Penal. Por mais criativo que seja o juiz, ele não pode impor uma pena que o legislador — deputados e senadores — não prescreveu no código legal.

Metade dos detentos federais mantém contato virtual com amigos e familiares

Justiça VEJA

Metade dos detentos federais mantém contato virtual com amigos e familiares

Objetivo da iniciativa é alimentar vínculos afetivos e facilitar ressocialização

Corredor do presídio que dá acesso à quadra de esportes, no bloco de celas
Corredor de presídio de São Paulo (Ivan Pacheco)
Metade dos presos das penitenciárias federais mantém contato virtual com parentes, cônjuges e amigos, revela levantamento do Departamento Penitenciário Nacional (Depen). Parceria entre o Depen e a Defensoria Pública da União (DPU), a iniciativa permite que os detidos nas quatro cadeias federais mantenham contato com mundo exterior, ainda que de forma virtual, com o objetivo de alimentar vínculos afetivos e facilitar a ressocialização. O projeto também serve para a realização de audiências judiciais por videoconferência, que já superam em número as audiências presenciais.
No ano passado, 232 presos de um total de 446 (52% do total, portanto) realizaram 870 contatos virtuais com 2.215 familiares. A maior parte dos contatos ocorre em Campo Grande e Porto Velho. Estão recolhidos em estabelecimentos federais de segurança máxima presos de alta periculosidade para a segurança pública.
Durante a visita virtual, o preso permanece com algemas nos tornozelos, acompanhado por um agente penitenciário — que não deve aparecer nas imagens. "O projeto da visita virtual humaniza o cumprimento da pena. O deslocamento dos presos federais para estados diversos dificulta o contato com a família", avalia o defensor público-geral federal Haman Córdova.


Parte dos cerca de 2.245 estrangeiros presos no estado de São Paulo pode começar a receber visitas virtuais dos parentes. A Secretaria da Administração Penitenciária está desenvolvendo estudos para que esses presos, a maioria recolhida na Penitenciária de Itaí, no interior do estado, possa utilizar o Skype para se comunicar com os familiares que residem em diversos países.
Segundo a secretaria, em um primeiro momento, os presos espanhóis devem experimentar o método, tendo em vista entendimentos que avançaram com o Consulado Espanhol em São Paulo. Atualmente, existem 106 espanhóis presos em São Paulo, conforme dados de junho.
Nas demais 155 unidades do sistema paulista, as visitas virtuais não foram implementadas. Segundo a assessoria da secretaria, o motivo é que em todos os fins de semana ocorrem visitas presenciais. As virtuais dos presídios federais se justificariam pela longa distância entre as unidades e o local de residência das famílias dos presos.

Motorista encontra estradas tranquilas no retorno a SP

Trânsito VEJA

Motorista encontra estradas tranquilas no retorno a SP

Previsão, contudo, é de lentidão nas vias no período da tarde

Trânsito congestionado na Rodovia Ayrton Senna sentido capital, na volta do feriado de carnaval, em São Paulo
Congestionamentos devem ocorrer no período da tarde (Nelson Antoine/Fotoarena)
O motorista que retorna a São Paulo encontra poucos pontos de lentidão nas principais rodovias paulistas no início da tarde deste domingo de Páscoa. A previsão, contudo, é que as vias apresentam tráfego carregado nas próximas horas.
No Sistema Anchieta-Imigrantes, a concessionária Ecovias informou que já implantou a Operação Subida (2x8). As rodovias têm tráfego normal, com exceção da pista Norte da Imigrantes, que tem lentidão entre os quilômetros 35 e 32. Quanto às rodovias restantes que compõem o sistema – a Padre Manoel da Nóbrega e a Cônego Domênico Rangoni –, a Ecovias informou que o tráfego está dentro da normalidade.
Nas rodovias Ayrton Senna e Carvalho Pinto o motorista não enfrenta problemas e faz boa viagem de retorno à capital paulista, de acordo com a Ecopistas. Apenas na altura de Guarulhos, o tráfego é lento do quilômetro 23 ao 22, no sentido São Paulo. O tráfego é normal nas rodovias Dom Pedro I e Tamoios.
Dutra – Também na rodovia Presidente Dutra, que liga São Paulo ao Rio, a concessionária Nova Dutra diz que o tráfego é normal nos dois sentidos. A exceção é nas proximidades de Nova Iguaçu, onde houve um acidente.
Nas Rodovias Castello Branco e Raposo Tavares, que ligam a capital ao oeste do estado, o tráfego também é normal nos dois sentidos na maioria dos trechos. A exceção fica com o trecho Itapevi-Itu, no sentido capital paulista, que já tem uma grande quantidade de veículos. Segundo a concessionária ViaOeste, as praças de pedágio atendem com capacidade plena nas cabines de arrecadação durante este feriado prolongado. O horário de pico deste domingo para a Castello Branco e Raposo Tavares está previsto para o período que vai das 16h às 22h.
(Com Estadão Conteúdo)