sábado, 30 de março de 2013

Minas Gerais vive epidemia de dengue: 31 mortes

Minas Gerais vive epidemia de dengue: 31 mortes

Mineiros registraram 37.821 casos. Litoral paulista também tem situação de crise

O mosquito <i>Aedes aegypti </i>, que se desenvolve em água parada, é o responsável por transmitir a dengue
O mosquito Aedes aegypti , que se desenvolve em água parada, é o responsável por transmitir a dengue (AFP)
Minas Gerais vive uma epidemia de dengue. A doença causou 31 mortes e atingiu 37.821 pessoas nos três primeiros meses de 2013. A situação deve se agravar nos próximos dias porque boa parte das 148.351 notificações de suspeita da doença recebidas este ano pela Secretaria de Estado da Saúde (SES) ainda está sob investigação.
Os números de casos confirmados e mortes causadas pela dengue em Minas Gerais superam os registrados em 2011 e 2012. O problema, segundo a SES, é agravado pela incidência do tipo 4 do vírus, que não circulava no estado há mais de 20 anos, o que faz com que pessoas mais jovens não tenham imunidade contra a doença.
Para receber pacientes com suspeita de dengue, a prefeitura de Belo Horizonte determinou que os catorze postos de saúde da capital funcionem durante todo o feriado da Semana Santa. Em balanço divulgado na última quarta-feira, a Secretaria Municipal de Saúde informou que a cidade tem 5.760 casos confirmados da doença, sendo que duas pessoas morreram.
A secretaria informou também que foi descartada a suspeita de uma gestante de 26 anos ter sido vítima de dengue hemorrágica. A mulher, que estava grávida de oito meses, morreu na última terça-feira. A suspeita é que ela tivesse sido mais uma vítima da dengue. De acordo com a secretaria, a investigação epidemiológica confirmou que ela era portadora de corioaminionite (infecção que ocorre no período entre a expulsão da placenta à volta às condições anteriores à gravidez) e foi vítima de um choque séptico. O feto também não resistiu.
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Baixada santista — Depois de Santos e de Praia Grande, Cubatão acaba de decretar epidemia de dengue no município. Na última segunda-feira, a cidade atingiu o número de 262 casos da doença. Unidades básicas de saúde e prontos-socorros do litoral paulista vêm apresentando aumento considerável de atendimento de pacientes, todos com suspeita de dengue. Na semana passada, Santos confirmou o quadro epidêmico, com a ocorrência de 2.359 casos. Em apenas uma semana, houve um aumento de 97% de casos, somente em Santos, fato que preocupa as autoridades sanitárias.
Em Praia Grande, foram confirmados 859 doentes. No total, houve o registro de 4.168 casos da doença, em toda a região, que deve apresentar um crescimento da dengue nos próximos dias, tendo em vista o elevado número de pessoas que aguardam o resultado dos exames de sangue para confirmação do diagnóstico. No ranking da doença, São Vicente aparece em quarto lugar, com 277 casos, seguido por Guarujá, com 264. Até cidades menores, como Bertioga e Peruíbe, vêm se preocupando com o avanço da doença, após o registro de 86 e 35 casos, respectivamente.
Segundo informou a Prefeitura de Cubatão, o alerta foi feito na segunda-feira porque, de acordo com protocolo do Ministério da Saúde, a epidemia só pode ser considerada a partir da ocorrência de 300 casos para cada 100.000 habitantes. Bastariam 241 confirmações para que a cidade decretasse a epidemia.
A situação, entretanto, é mais crítica em Santos, que decretou alerta máximo contra o Aedes aegypti, mosquito transmissor da doença. Mutirões semanais estão sendo desencadeados em diversos bairros, enquanto os agentes fazem operação pente-fino para eliminar os focos do inseto nos imóveis abandonados. Até força policial foi solicitada pela coordenadoria do programa de combate ao Aedes, na semana passada, a fim de entrar em um imóvel abandonado no bairro do Boqueirão, considerado área nobre da cidade. No local, abandonado há mais de dois anos, inúmeros focos do mosquito foram localizados. Dezenas de moradores dos prédios vizinhos contraíram a doença e vinham denunciando o possível foco na vizinhança, quando a Secretaria da Saúde solicitou apoio policial e contratou um chaveiro para entrar no imóvel.
Antes de chegar a esta situação, a prefeitura já havia encaminhado inúmeras intimações ao proprietário, que não respondeu à demanda. No ano passado, foram feitas 124 intimações, sendo aplicadas 21 multas. Só neste ano, em menos de três meses, já foram encaminhadas 69 intimações e aplicadas sete multas contra os responsáveis pela proliferação dos focos do mosquito.

Páscoa sem culpa: por que o chocolate faz bem à saúde

Alimentação

Páscoa sem culpa: por que o chocolate faz bem à saúde

Em excesso, engorda e faz mal à saúde. Na quantia adequada, o chocolate faz bem para o coração e o cérebro e até ajuda a emagrecer

Vivian Carrer Elias
Ovo de Páscoa
Páscoa: Exagerar no chocolate faz mal à saúde e não deve ser um hábito, mas consumi-lo em quantidades moderadas pode até fazer bem à saúde (Pedro Rubens)
Apesar de ser calórico e conter gordura e açúcar, os vilões de qualquer dieta, o que faz do chocolate uma ameaça à saúde não é o doce em si, mas a sua ingestão em excesso. Por isso, mesmo durante a Páscoa é preciso maneirar para aproveitar os vários efeitos benéficos do alimento. Em quantidades pequenas, ele não faz mal, não engorda e, melhor ainda, pode até ser bom à saúde. A confirmação disso está nos resultados de muitas pesquisas científicas que concluíram que o chocolate, especialmente o amargo, pode evitar doenças cardíacas, beneficiar a cognição e até ajudar a emagrecer.
Os grandes responsáveis por fazer com que o chocolate seja saudável são os flavonoides, compostos com propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias encontrados no cacau. Por esse motivo, quanto mais amargo é o chocolate – ou quanto maior for o teor de cacau dele – melhor para a saúde. "Os antioxidantes protegem as células dos radicais livres produzidos em excesso. Essa proteção reduz o risco de problemas cardiovasculares e desacelera o envelhecimento", afirma Celso Cukier, nutrólogo do Hospital Albert Einstein. "Nenhum estudo mostrou efeitos benéficos à saúde com o consumo de chocolate branco, apenas com os tipos mais amargos."
Segundo o médico, consumir 13 gramas de chocolate amargo por dia — mais ou menos dois quadradinhos de uma barra de chocolate — já é suficiente para obter os benefícios antioxidantes dos flavonoides. "Comer muito menos do que isso não adianta, mas é preciso tomar cuidado com o excesso para não engordar, uma vez que, em média, o chocolate possui seis calorias por grama", afirma. "A dica é comer chocolate com moderação e, em momentos como a Páscoa, se divertir e consumir um pouco mais, mas não tornar o exagero parte da sua rotina."

Três motivos pelos quais você deve comer chocolate

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Protege o coração

Entre as pesquisas que apontam para efeitos positivos do consumo do chocolate, as mais numerosas são, de longe, aquelas que associam o alimento a benefícios ao coração. Segundo um estudo publicado no ano passado no British Medical Journal (BMJ), por exemplo, é possível diminuir o risco de eventos cardiovasculares comendo chocolate amargo (com pelo menos 60% de cacau) todos os dias. Outro trabalho, feito na Universidade de Cambridge e divulgado em 2011, mediu o quão benéfico o chocolate pode ser ao coração: segundo o estudo, o consumo sem excessos do alimento diminui em 37% o risco de doenças cardíacas e em 29% as chances de acidente vascular cerebral (AVC).
Parte da redução das chances de doenças cardíacas proporcionada pelo chocolate pode ser explicada pelo fato de ele, antes disso, evitar o surgimento de fatores de risco ao coração, como hipertensão ou colesterol alto. De acordo com pesquisa australiana publicada em 2010 no periódico BMC Medicine, por exemplo, o chocolate amargo ajuda a diminuir a pressão arterial de pessoas que sofrem de hipertensão.
 
 

Bósnia: 'monstro de Grbavica' é condenado à pena máxima

Justiça       VEJA

Bósnia: 'monstro de Grbavica' é condenado à pena máxima

Ele é o 1º acusado de crimes de guerra condenado a 45 anos de prisão no país

Veselin Vlahovic, o "monstro de Grbavica"
Veselin Vlahovic, o "monstro de Grbavica" (Reuters)
Um tribunal bósnio condenou nesta sexta-feira a 45 anos de prisão Veselin Vlahovic, o "monstro de Grbavica", um ex-membro das forças paralimitares sérvias na Bósnia durante a guerra de 1992-95. Vhahovic, vestido com uma camisa azul, ouviu impassível o veredito - tornando-se o primeiro acusado de crimes de guerra condenado à pena máxima na Bósnia.
"No âmbito de uma repressão sistemática contra a população não sérvia, o acusado participou da expulsão de suas vítimas, cometeu crimes, torturou, estuprou e prendeu suas vítimas. Ele foi considerado culpado por crimes contra a humanidade, e este tribunal o condena a 45 anos de prisão", disse o juiz Zoran Bozic. O réu se declarava inocente.


Vlahovic, de 43 anos, foi condenado por crimes cometidos entre maio e julho de 1992, durante os primeiros meses da guerra, em três bairros de Sarajevo (Grbavica, Vraca e Kovacici), controlados na época pelas forças servo-bósnias. "Ele matou 31 pessoas, outras 14 continuam desaparecidas, e estuprou 13 mulheres", declarou o promotor Behaija Krnjic durante o julgamento.
A promotoria pediu 45 anos de prisão para Vlahovic, embora considere que essa pena é "insuficiente para mitigar o sofrimento das famílias das vítimas e dos sobreviventes". No julgamento, insultou uma jornalista que durante a guerra escreveu artigos sobre seus crimes e que testemunhou contra ele durante o julgamento.


Segundo a promotoria, ele também enviou uma carta à família de uma das vítimas para tentar intimidá-la. Os promotores convocaram um total de 112 testemunhas durante o julgamento, entre elas várias mulheres que afirmaram, a portas fechadas, que haviam sido estupradas por Vlahovic. Uma das mulheres teria sido estuprada "em estado avançado de gestação".
Apelidado de "o monstro de Grbavica", Vlahovic foi detido em março de 2010 na Espanha no âmbito de uma investigação policial sobre uma rede que se dedicava a roubar em residências e foi extraditado à Bósnia em agosto do mesmo ano. A guerra da Bósnia deixou cerca de 100.000 mortos e dois milhões de refugiados e deslocados em um país que conta atualmente com 3,8 milhões de habitantes.
(Com agência France-Presse)

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Facebook faz mistério sobre lançamento com Android

Mercado

Facebook faz mistério sobre lançamento com Android

Rede social pode lançar versão personalizada de sistema operacional do Google, mas boatos sobre smartphone próprio voltam a ganhar força

Facebook envia convite a jornalistas
Facebook prepara novidade com sistema operacional Android, do Google. Seria um smartphone? (Divulgação)
O Facebook iniciou a distribuição de convites a jornalistas anunciando um evento na próxima quinta-feira, em seu QG na Califórnia, nos Estados Unidos. O que vai ser revelado lá é mantido sob sigilo absoluto. A única informação conhecida é a apresentação de algum recurso relativo ao Android, sistema operacional do Google. "Venha ver nossa nova casa no Android", diz o convite.
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De acordo com informações do site especializado em tecnologia Techcrunch, a companhia de Mark Zuckerberg planeja lançar uma versão modificada do software do Google, aplicando a ele funcionalidades nativas da rede social na tela inicial, como o Messenger — aplicativo que, na última semana, ganhou o recurso de realizar chamadas telefônicas gratuitas via Wi-Fi ou 3G (pacote de dados). A plataforma deve ser apresentada em um smartphone fabricado pela empresa taiwanesa HTC.
A fabricante, aliás, foi escolhida pelo Facebook em 2011 para desenvolver um projeto secreto de hardware, o que aumentou rumores sobre a criação de um smartphone próprio, com a marca Facebook. Vale lembrar que, em setembro passado, Mark Zuckerberg, foi enfático ao negar boatos de que a empresa trabalhasse nesse sentido. "Não faz o menor sentido", disse Zuckerberg. "Nosso objetivo é tornar o ambiente acessível ao maior número possível de dispositivos de diferentes marcas. Com um smartphone próprio, chegaríamos no máximo a 10 milhões ou 15 milhões de pessoas, o que é muito pouco diante do nosso potencial."

Arquivos do Dops sobre a ditadura serão liberados na internet na segunda-feira

Atualizado: 29/03/2013 06:00 | Por Edison Veiga, estadao.com.br

Arquivos do Dops sobre a ditadura serão liberados na internet na segunda-feira

Órgão era uma das principais centrais da repressão militar e foi palco de torturas e mortes



Arquivos do Dops sobre a ditadura serão liberados na internet na segunda-feira
"Antigo prédio do Dops em São Paulo"
SÃO PAULO - O Arquivo Público do Estado de São Paulo deixará disponível online, a partir da semana que vem, 274.105 fichas e 12.874 prontuários produzidos pelo Departamento de Ordem Política e Social, o Dops-SP (1923- 1983). O material, que equivale a cerca de 10% de todo o acervo, poderá ser acessado no site www.arquivoestado.sp.gov.br.
O Dops paulista foi uma das principais centrais da repressão da ditadura militar (1964-1985), de onde o governo controlava e reprimia movimentos políticos contrários ao regime. O local foi palco de torturas e mortes.
"É apenas o começo. Continuamos o trabalho de digitalização e, nos próximos anos, iremos disponibilizar todo o material", afirma o coordenador Carlos Bacellar. A divulgação oficial acontecerá em evento na segunda-feira no Arquivo Público do Estado de São Paulo, com a presença do governador Geraldo Alckmin (PSDB), palestra e mesa-redonda com especialistas.
O material publicado online facilita o acesso do cidadão à documentação do Estado – das fichas publicadas, boa parte é nominal, ou seja, fichas pessoais –, e ao mesmo tempo abre uma fonte de pesquisa a estudiosos, jornalistas e público em geral. Até agora, era preciso ir pessoalmente ao Arquivo do Estado, no centro paulistano, para consultar esses documentos. Entre os milhares de fichados, há muitas personalidades.
Acesse os livros com os registros de entrada e saída do departamento.
Volume 2 - 1º de fevereiro a 21 de março de 1972- http://migre.me/dTDiv
Volume 3 - 26 de outubro de 1973 a 22 de fevereiro de 1974 - http://migre.me/dTDj9
Volume 4 - 28 de fevereiro a 19 de junho de 1974 - http://migre.me/dTDjQ
Volume 5 - 25 de abril a 14 de junho de 1976 - http://migre.me/dTDkh
A digitalização e publicação do acervo do Dops foi uma decisão administrativa do Arquivo do Estado dentro do espírito da Lei Federal nº 12.527 – a Lei de Acesso à Informação –, e do Decreto Estadual nº 58.052, que a regulamenta. Guardiã do acervo do Dops – acessível fisicamente desde 1994 –, a instituição acredita que a internet é uma ferramenta para democratizar as informações. "O pesquisador não precisa se preocupar com horários de funcionamento ou mesmo se deslocar", comenta o coordenador. "Facilita muito o processo."
A Lei de Acesso à Informação removeu alguns dos principais obstáculos à consulta livre do Fundo Deops pela Internet. Logo no início do seu capítulo IV, que trata das restrições do acesso, ela estabelece que "as informações ou documentos que versem sobre condutas que impliquem violação dos direitos humanos praticada por agentes públicos ou a mando de autoridades públicas não poderão ser objeto de restrição de acesso".
Sem obstáculos legais, a digitalização e publicação deste material foi possível graças a verbas provenientes de editais da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo), do Projeto Marcas da Memória da Comissão de Anistia do Ministério da Justiça, e da Casa Civil da Presidência da República (projeto Memórias

Lindbergh vê 'sinal claro' de Lula em apoiar sua candidatura ao governo do Rio

Atualizado: 27/03/2013 16:29 | Por Wilson Tosta, estadao.com.br

Lindbergh vê 'sinal claro' de Lula em apoiar sua candidatura ao governo do Rio

Segundo ele, ex-presidente disse que 'todo mundo tem direito a se candidatar'



RIO - Pré-candidato do PT ao governo fluminense, o senador Lindbergh Farias (PT-RJ) comemorou nesta quarta-feira, 27 o que interpretou como sinal "claro" de apoio do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva à sua candidatura ao Palácio Guanabara, mesmo paralela à do vice-governador Luiz Fernando Pezão (PMDB). A aliança com Pezão tem sido exigida pelo grupo do governador Sérgio Cabral Filho (PMDB), que ameaça não apoiar a reeleição da presidente Dilma Rousseff se não tiver apoio do PT local.
Em entrevista publicada nesta quarta no jornal "Valor Econômico", Lula afirmou que "o projeto principal é garantir a reeleição de Dilma", mas o petista não interpretou essa declaração como um possível obstáculo à sua postulação.
"Lula foi muito claro", afirmou. "Vai haver (no Rio) três ou quatro candidaturas, a minha forte, a de Pezão também. O que eu acho muito bom." Para Lindbergh, Lula "foi muito elegante", ao reconhecer que "todo mundo tem direito a se candidatar". Na entrevista, o ex-presidente disse que Lindbergh pode ser candidato a governador do Rio de Janeiro "sem causar problema".
O senador reconheceu que a relação com o bloco de Cabral "está ruim", depois da divulgação, pela revista "Época", de reportagem sobre investigação por suposto desvio de dinheiro da prefeitura de Nova Iguaçu que corre no Supremo Tribunal Federal (STF) contra Lindbergh. Segundo a publicação, a fonte das informações foi o PMDB. "Mas quero dizer que Lula deixou claro a minha candidatura", reforçou. Ele lembrou que, no primeiro turno de 2002, Lula concorreu à Presidência com dois candidatos a governador do Rio: Vladimir Palmeira (PT) e Marcelo Crivella (PRB). Lindbergh avalia em vários Estados a presidente Dilma terá mais de um palanque em 2014.
"Aqui no Rio, talvez sejam três palanques, se o PR apoiar a presidente Dilma e lançar (Anthony) Garotinho", destacou.
Para Lindbergh, o PMDB do Rio, sob comando de Cabral, tem um projeto de poder até 2026, elegendo Pezão para governar quatro anos e o hoje prefeito Eduardo Paes como governador mais oito - o PT, assim, ficaria à margem, sendo apenas um coadjuvante. "Não dá para pedir isso à gente", afirmou o senador.
Conflito. O ambiente de confronto entre PT e PMDB continua, apesar das negativas de Cabral e do presidente do PMDB fluminense, Jorge Picciani, de vinculação com a divulgação do dossiê. Petistas ligados a Lindbergh, porém, avaliam ter identificado o Palácio Guanabara como fonte dos documentos. Os dois lados assumiram postura mais cautelosa nos últimos dias, evitando declarações mais duras.

Juros, energia e comida serão tripé do projeto reeleitoral de Dilma em 2014

Atualizado: 29/03/2013 22:00 | Por Vera Rosa, de O Estado de S. Paulo, estadao.com.br

Juros, energia e comida serão tripé do projeto reeleitoral de Dilma em 2014

Medidas de impacto anunciadas pelo governo vão embalar programa partidário do PT, a ser exibido em rede nacional de TV, no dia 9 de maio



Juros, energia e comida serão tripé do projeto reeleitoral de Dilma em 2014
"AE"
A campanha da presidente Dilma Rousseff à reeleição, no ano que vem, será ancorada por um tripé de apelo popular, "traduzido" pelo Palácio do Planalto como "energia/comida/juros". A um ano e meio da disputa, o marketing eleitoral dita a agenda da presidente e vai embalar o programa do PT, a ser exibido em rede nacional de TV no dia 9 de maio.
Cortes de impostos, queda dos juros e redução da conta de luz terão destaque no cardápio petista para o segundo mandato de Dilma, se tudo correr como o script previsto pelo Planalto. A estratégia é mostrar que a desoneração dos produtos da cesta básica, a tesourada nos juros, hoje em 7,25% ao ano, e a diminuição do preço da energia elétrica fazem parte de um pacote para promover a distribuição de renda e transformar o Brasil em um país de classe média.
Dilma avalia que já tem marcas próprias de governo para exibir na propaganda eleitoral, além dos projetos herdados do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ela tem conversado com o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, sobre a evolução do modelo que, a seu ver, criou um mercado de massas a partir de um "ciclo virtuoso", com aumento dos investimentos, do emprego e do crédito.
"Esse tripé dará as condições para a consolidação da imagem de Dilma e a manutenção da vantagem dela na eleição de 2014", afirmou o deputado Paulo Teixeira (SP), secretário-geral do PT.
A última pesquisa Ibope, feita em parceria com o Estado, confirmou o resultado de sondagens encomendadas pelo marqueteiro João Santana, consultor de Dilma, e reforçou a estratégia presidencial. Realizado entre os dias 14 e 18 deste mês, o levantamento indicou que as aparições de Dilma na TV, anunciando cortes de impostos e tarifas, renderam a ela nove pontos a mais desde novembro.
Se as eleições fossem hoje, a presidente venceria no primeiro turno. Na pesquisa Ibope, ela tem 76% de potencial de voto, o que representa um eleitorado três vezes maior do que a soma de todos os seus adversários.
"O governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), não conseguiu dividir a base aliada e está piscando para a oposição", ironizou o secretário-geral do PT, numa referência ao possível rival de Dilma, em 2014. "Eu não vou entrar nesse rame-rame eleitoral agora", garantiu Campos. "Cada um tem o seu relógio."
Em conversas reservadas, o governador tem dito não confiar que o PT apoie uma candidatura sua em 2018, caso ele desista da empreitada presidencial do ano que vem. Para Campos, apesar da alta popularidade de Dilma, o que pode atrapalhar a reeleição é justamente a economia.
Transportes. Com previsão de cenário mais otimista no segundo semestre, a equipe econômica prepara novo pacote de desonerações para conter a inflação, desta vez com foco no transporte público. As medidas incluem o corte do PIS e da Cofins sobre o óleo diesel e, apesar de terem impacto municipal, estão na lista das "bondades" que o Planalto quer faturar na campanha.
A expectativa é que a diminuição desses tributos evite a alta das tarifas de ônibus em capitais como São Paulo e Rio. "Técnicos da Fazenda já avaliam que o reajuste da passagem de ônibus incide mais sobre a inflação do que o aumento da gasolina. Logo, o que se discute é a ideia de aumentar a gasolina e mandar o dinheiro para o transporte público, como forma de subsídio cruzado", disse o secretário dos Transportes de São Paulo, Jilmar Tatto.
O governo corre para que o anúncio da desoneração do PIS e da Cofins seja feito no Dia do Trabalho, quando Dilma usará o tradicional pronunciamento de 1.º de Maio para comemorar a aprovação da proposta de emenda à Constituição que amplia direitos das empregadas domésticas.
No quesito transporte, o PT também aposta na modernização da infraestrutura, com obras em rodovias, ferrovias e aeroportos, para "vender" a imagem de Dilma como boa gestora, apesar das dificuldades para os projetos saírem do papel.
O programa nacional do PT, em 9 de maio, e as inserções comerciais na TV, alguns dias antes, vão representar, na prática, a largada da corrida pela reeleição no horário político.
Não foi à toa que Santana produziu o slogan "O fim da miséria é só um começo", usado pela presidente em fevereiro, quando ela anunciou que 22 milhões de brasileiros saíram da extrema pobreza. A ideia é mostrar, na campanha, que as principais ações de Dilma agem como alavanca para o crescimento e para o ingresso do Brasil no seleto mundo dos países desenvolvidos. "Com a economia andando bem, tchau para o gaiteiro", resumiu o senador Delcídio Amaral (MS), pré-candidato do PT ao governo do Mato Grosso do Sul.
Traição. A preocupação política do Planalto, agora, reside na montagem dos palanques para Dilma. Por enquanto, a meta do PMDB é lançar candidatos próprios em pelo menos 20 dos 26 Estados, além do Distrito Federal. Em muitos deles, como o Rio, o PT e o PMDB estão em pé de guerra e há outras praças onde as desavenças prosperam - caso do Rio Grande do Sul, Paraná e Mato Grosso do Sul.
"Seria muita traição, depois de tudo o que Lula e Dilma fizeram por Sérgio Cabral e Eduardo Paes (governador e prefeito do Rio, respectivamente), o PMDB do Rio condicionar o apoio à presidente à retirada da minha candidatura", reagiu o senador Lindbergh Farias (PT-RJ).
Pré-candidato do PT ao governo fluminense, Lindbergh foi acusado, em reportagem da revista Época, de envolvimento em corrupção quando era prefeito de Nova Iguaçu. O material foi obtido com o PMDB. Cabral tenta emplacar a candidatura do vice-governador Luiz Fernando Pezão (PMDB) e quer a desistência de Lindbergh, que nega com veemência a veracidade das denúncias. "O PMDB me jogou na oposição. Por que Geddel (Vieira Lima) pode ser candidato do PMDB na Bahia e eu não posso concorrer pelo PT no Rio?"
Para o senador Valdir Raupp (RO), presidente do PMDB, a pergunta deve ser feita no sentido inverso. "Por que o PMDB tem de apoiar o governo em todos os Estados e o PT não pode abrir mão de nada?", devolveu Raupp. No Planalto, o comentário é que, resolvidas essas pendências do PT com os aliados, "o resto vem por gravidade".

Feliciano causa debandada de servidores da Comissão de Direitos Humanos

Atualizado: 28/03/2013 19:05 | Por EDUARDO BRESCIANI E VANNILDO MENDES, estadao.com.br

Feliciano causa debandada de servidores da Comissão de Direitos Humanos

Dos 19 funcionários que trabalhavam no colegiado da Câmara, somente dois ficaram



Feliciano causa debandada de servidores da Comissão de Direitos Humanos
"Sete funcionários deixaram os cargos por diferenças ideológicas com Feliciano"
BRASÍLIA - A permanência do pastor Marco Feliciano (PSC-SP) na Comissão de Direitos Humanos e Minorias provocou uma debandada de servidores. Dos 19 funcionários que trabalhavam no colegiado, somente dois ficaram. Alguns foram dispensados, outros pediram para sair. As mudanças podem provocam um prejuízo de perda de "memória" do trabalho na comissão. Exercendo a presidência sob protestos, Feliciano será levado ao Conselho de Ética pelo PPS pela suspeita de uso de recursos da Casa em proveito próprio.
A assessoria do deputado do PSC afirmou que o processo de substituições é "natural". Diz que alguns dos servidores pediram desligamento ao longo do mês e outros foram dispensados para que o deputado pudesse formar sua própria equipe. Dos 17 funcionários que saíram, 12 são efetivos da Casa e estão sendo realocados em outras atividades. Os dois servidores que ficaram pediram ao parlamentar para continuar.
Servidores que atuaram na comissão contam que sete deles deixaram os cargos por diferenças ideológicas assim que Feliciano foi eleito. Outros continuaram na expectativa de uma renúncia do pastor, o que teria levado alguns aliados de Feliciano a tomá-los por "espiões".
Ex-presidente da comissão, o deputado Domingos Dutra (PT-MA) relata que uma consequência da debandada é a perda da "memória" do trabalho realizado. "Esse é mais um capítulo dessa tragédia que se abateu sobre a comissão. As pessoas que estavam ali eram pessoas que estavam há muito tempo e tinham todo o conhecimento do que já foi feito", disse. Para ele, o PSC, que não teria parlamentares ligados à causa, também não possui servidores com o perfil necessário para o trabalho. A assessoria de Feliciano sustenta que foi feita uma transição para se absorver o máximo possível de informações dos funcionários que deixaram os cargos.
Conselho de Ética. Na tentativa de retirar Feliciano do comando da comissão, uma vez que ele se recusa a renunciar, o PPS decidiu entrar na próxima terça-feira, 2, com processo por quebra de decoro parlamentar contra o pastor no Conselho de Ética da Casa. O colegiado tem a possibilidade de decidir por um afastamento de Feliciano da função.
"Precisamos acabar de vez com a situação vexatória vivida na a Câmara desde a eleição do pastor para presidir o colegiado", afirmou o deputado Arnaldo Jordy (PPS-PA).
Para o PPS, além das acusações de racismo e homofobia, o pastor precisa explicar denúncias de uso irregular de verbas de sua cota na Câmara. Jordy alega que Feliciano paga com dinheiro público escritórios de advocacia que lhe defendem em processos de interesse pessoal. O pastor nega irregularidade. O deputado do PPS defendeu ainda como outra alternativa uma renúncia coletiva dos integrantes da comissão de Direitos Humanos, mas a ideia deve ser descartada pelos líderes porque a maioria do colegiado é composta por apoiadores do pastor.
Feliciano respondeu republicando nas redes sociais um vídeo que veio a público no ano passado em que Jordy estaria pedindo a uma namorada para realizar um aborto. Na ocasião, o deputado do PPS diz que apenas estava demonstrando cuidado com a gravidez, fruto de um relacionamento fortuito.
Ignorando os protestos e as pressões por sua saída, Feliciano segue tentando promover uma agenda na comissão. Sua assessoria divulgou que o parlamentar, acompanhado de outros colegas, irá à Bolívia no dia 9 de abril para tratar da situação dos 12 torcedores corintianos presos devido à morte de um garoto durante um jogo da Copa Libertadores, em Oruro. O pastor pretende ainda manter a agenda de audiências públicas no colegiado.

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