quarta-feira, 27 de março de 2013

Justin Bieber é acusado de agressão por vizinho, diz site

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Justin Bieber é acusado de agressão por vizinho, diz site

O cantor ameaçou um homem quando confrontado por dirigir em alta velocidade nas ruas de seu bairro e colocar crianças e cachorros em risco

Show de Justin Bieber em Nottingham, Inglaterra
Show de Justin Bieber em Nottingham, Inglaterra (Neil H Kitson/Getty Images)
Em baixa, Justin Bieber parece ir de mal a pior. Não bastasse ter de superar o fim do namoro com Selena Gomez e ter sido vaiado pelos próprios fãs por atrasar um show em Londres, agora o cantor é acusado de agressão por um vizinho. Segundo o site TMZ, Bieber dirigia em alta velocidade nas ruas próximas de sua residência, em Calabassas, na Califórnia, e ao ser confrontado por um morador, discutiu e o ameaçou. Nesta terça-feira, o vizinho registrou um boletim de ocorrência contra Bieber por agressão.
De acordo com policiais ouvidos pelo site, o homem afirmou que o cantor dirigia sua Ferrari de forma imprudente antes das 9h. O vizinho, que disse ser conhecedor de corridas de carro, teria estimado que Bieber estava a mais de 160 quilômetros por hora, o que colocou em risco crianças e cachorros que estavam na rua – inclusive sua mulher, que levava o animal de estimação do casal para passear.
Festas - Membros da equipe de segurança do cantor alegaram que, na verdade, o vizinho estava com raiva por causa das inúmeras festas que amigos do cantor promoveram na casa durante a turnê de Bieber pela Europa, da qual ele voltou na terça-feira. O homem teria dito que não se importara com isso, mas sim com o barulho do carro e a ameaça à segurança do bairro. Ele afirma que, quando foi reclamar com o cantor, ele fez contato físico e o ameaçou.
Os seguranças do cantor afirmaram ao site The Huffington Post que eles conversaram com o homem e que não houve contato físico com Bieber, apesar de a polícia ter sido chamada ao local.

Litoral de SP ainda tem ameaça de queda de barreiras

Chuvas

Litoral de SP ainda tem ameaça de queda de barreiras

Local onde uma casa desabou no bairro Beira Rio, na Praia de Boiçucanga, em São Sebastião, no litoral norte de São Paulo, na manhã desta segunda-feira (18), após as fortes chuvas que atingiram a região nos últimos dias

Às vésperas do feriadão, estradas do litoral norte que estiveram interditadas na semana passada devido às chuvas continuam com risco de deslizamento


As estradas do litoral norte que chegaram a ser interditadas na semana passada por causa das chuvas continuam com risco de deslizamento e são locais em que os motoristas devem estar atentos durante o feriado prolongado da Semana Santa. A Rodovia Rio-Santos ainda apresenta pontos com riscos mesmo sem previsão de temporais. Os morros que circundam a rodovia ainda estão encharcados e algumas encostas podem ceder com pouca chuva.
Funcionários do DER trabalham na limpeza da pista da rodovia Rio-Santos, altura do quilometro 160, em Boiçucanga, município de São Sebastião, no litoral norte paulistaO Departamento de Estradas de Rodagem (DER) informa que mantém técnicos de prontidão, já que há previsão de chuvas para os próximos dias. Motoristas também devem ficar atentos a deslizamentos nas Rodovias Mogi-Bertioga e Oswaldo Cruz. Na Rodovia Tamoios, a chuva e as obras de duplicação criam mais um obstáculo: a terra transportada pelos caminhões pode se transformar em lama e causar acidentes. A sinalização de pista é precária ou simplesmente não existe em alguns pontos.
Pessoas atravessam área alagada na praia de Camburi, cidade de São Sebastião, após fortes chuvas nos últimos diasLeia também: SP: já são 1.000 afetados pela chuva em São Sebastião
Interior – Cerca de 1,3 milhão de veículos devem usar as rodovias que cortam a região de Campinas em direção ao interior de São Paulo, sul de Minas Gerais e Vale do Paraíba durante o feriado. As concessionárias aconselham que os motoristas evitem as estradas na noite de quinta-feira e manhã de sexta-feira, quando deve haver pico de movimento.
Na Rodovia Dr. Adhemar Pereira de Barros (SP-340), a concessionária Renovias montou um cenário de velório com manequins no canteiro central, perto do pedágio de Jaguariúna. Com a mensagem "Imprudência mata", a exibição faz parte de uma campanha de conscientização sobre acidentes.
Rodovia Rio-Santos segue interditada na manhã desta segunda-feira (18) entre Maresias e Boiçucanga, em São Sebastião, no litoral norte de São Paulo, após a forte chuva que atingiu a cidade durante o fim de semana
A Via Dutra, principal rota para Aparecida, cujo santuário deve receber milhares de católicos nesta Semana Santa, tem dois pontos em obras com restrição de tráfego. No km 64,3, em Guaratinguetá, o alargamento da ponte sobre o Rio São Gonçalo faz o tráfego fluir pela faixa da direita. No km 125, em Caçapava, o tráfego segue pela faixa da esquerda e acostamento por causa de obras na ponte sobre o Ribeirão dos Mudos. Quem decidir ir para Campos do Jordão vai enfrentar a Rodovia Floriano Rodrigues Pinheiro (SP-123) com obras de manutenção e requer atenção dobrada do motorista, principalmente nos trechos de serra.
A Climatempo prevê sol para todos os dias de feriado no interior, exceto no domingo, que tem possibilidade de chuva à tarde. Na capital, Grande São Paulo, Vale do Paraíba e litoral a temperatura vai ser amena e o afastamento de uma frente fria para o mar na sexta-feira vai causar nebulosidade, mas sem chuva forte.
(Com Estadão Conteúdo)

STJ nega pedido de habeas corpus para ex-juiz Nicolau

Justiça       VEJA

STJ nega pedido de habeas corpus para ex-juiz Nicolau

Defesa queria que ex-juiz condenado por desvios de dinheiro público voltasse para prisão domiciliar, benefício cassado na segunda-feira

Nicolau dos Santos Neto, ex-presidente do TRT-SP, no congresso, julho de 2000
Exames médicos concluíram que Nicolau apresenta condições de saúde estáveis (Ed Ferreira/AE)
O ministro do Supremo Tribunal de Justiça (STJ) Og Fernandes negou, na manhã desta quarta-feira, o pedido de habeas corpus feito pela defesa do ex-juiz Nicolau dos Santos Neto, o Lalau, de 84 anos. Os advogados queriam revogar a decisão que mandou o ex-magistrado de volta para a prisão em regime fechado. A resolução tem caráter liminar e o mérito do habeas corpus será analisado pela sexta turma do STJ. Ainda não há data marcada para este julgamento.
Lalau foi conduzido nesta segunda à carceragem da Superintendência da Polícia Federal em São Paulo, após o Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3) ter cassado a decisão que mantinha o ex-juiz em prisão domiciliar desde 2007.
Segundo nota divulgada pelo STJ, o ministro entendeu que o TRF3 "agiu dentro das possibilidades legalmente admitidas, diante do que considerou comportamento desviante do paciente – que se transmudou em fiscal do fiscal, no cumprimento da prisão domiciliar – possível de comprometer a eficácia da atividade processual". De acordo com a Polícia Federal, Nicolau inverteu os papéis: de condenado sob vigilância, ele teria espionado sua escolta por meio de uma câmera de circuito fechado que mandou instalar clandestinamente no cômodo da casa onde ficam alojados os federais.
Ex-presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região, na capital paulista, Nicolau dos Santos Neto foi condenado a 26 anos de prisão em maio de 2006 pelos crimes de peculato, estelionato e corrupção passiva. Foi acusado também de ser o principal responsável pelo desvio de 169,5 milhões de reais durante a construção do Fórum Trabalhista em São Paulo.
Seu advogado, Francisco de Assis Pereira, argumentou que não há condenação definitiva contra o ex-juiz e afirma que o benefício da prisão domiciliar é um direito de presos provisórios com mais de oitenta anos. "É a prisão preventiva mais longa do Brasil, nunca ninguém ficou treze anos nessa situação", sustentou, acrescentando que Lalau está com a saúde abalada, com entupimento de artérias e dificuldade de locomoção.

Leia também: Na Rede de Escândalos, entenda o caso do desvio de verbas do TRT-SP
A defesa de Nicolau dos Santos Neto sustentou no agravo de execução penal – pedido pelo Ministério Público Federal – que o ex-juiz, tendo mais de oitenta anos de idade e com problemas de saúde, deveria continuar em sua casa, onde pudesse ser atendido caso houvesse necessidade de intervenção médica.
O acórdão fundamentou que o preso já havia sido submetido a exames médicos que concluíram por condições estáveis de saúde e, assim, a situação da prisão domiciliar não mais se justificava. O ministro do STJ observou que a decisão do TRF3 teve o cuidado de determinar que Nicolau fosse recolhido em condições "adequadas a sua peculiar situação pessoal (pessoa com mais de oitenta anos)", ou transferido para "hospital penitenciário que possibilite adequado tratamento de saúde, caso necessário”.
(Com Estadão Conteúdo)

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Engenheiros ainda não sabem como consertar o Engenhão

Futebol

Engenheiros ainda não sabem como consertar o Engenhão

Laudo de empresa alemã alerta para risco de queda da cobertura com ventos a partir de 63 km/h. Inspeção para descobrir a solução pode levar até 60 dias

Pâmela Oliveira, do Rio de Janeiro
Estádio do Engenhão é interditado por problemas estruturais Estádio do Engenhão é interditado por problemas estruturais - Ricardo Moraes/Reuters
 Estádio do Engenhão é interditado por problemas estruturais Os engenheiros sabem que a cobertura do estádio João Havelange, o Engenhão, pode ruir. E só. O que causa o problema, e até que ponto o teto resiste, é um mistério que só será solucionado num prazo que pode chegar a 60 dias. Em entrevista coletiva nesta quarta-feira, na Prefeitura do Rio, Armando Queiroga, presidente da RioUrbe, unidade da Secretaria de Obras do Rio de Janeiro, e Marcos Vidigal, representante do Consórcio Engenhão, admitiram não saber as causas que levam ao risco de desabamento.

"Acabamos de receber um relatório que não vem atrelado a soluções. É um problema sério. Não consigo prever tempo. Primeiro vamos nos debruçar. Posso falar em 30, 45, 60 dias para identificar o problema e começar a executar uma solução", disse Queiroga. Segundo ele, os trechos com oxidação aparente, exibidos pela TV Globo, não têm relação com o problema identificado agora. A deficiência da cobertura está no movimento além do previsto, ressaltou.
A montagem da cobertura do Engenhão, em 2007
Prefeitura interdita Engenhão por problemas estruturais

A interdição segue a lógica de que, se não se conhece a fundo o problema, não se conhece também o risco. A única informação disponível – ou pelo menos a única divulgada até o momento – é a de que um laudo emitido pela empresa alemã SBP indica que a estrutura da cobertura pode ruir com ventos de velocidade superior a 63 km/h.

De acordo com a análise alemã, o projeto original previa que o arco da estrutura metálica que sustenta as quatro coberturas sofresse um deslocamento natural após a retirada das escorar utilizadas durante a obra. Em 2007, uma medição indicou que o deslocamento era maior do que o esperado. Agora, a empresa alemã afirmou que o deslocamento de duas das quatro estruturas é 50% maior do que a previsão inicial.
Estádio do Engenhão é interditado por problemas estruturais
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“Não podemos dizer se houve problemas de projeto ou de execução. Também não sabemos o que será preciso fazer com a estrutura. Nem quanto tempo a obra vai levar. No primeiro momento, queremos identificar o problema, descobrir as responsabilidade. Depois, ver quem vai pagar a conta”, afirmou Queiroga, acrescentando que nesta quarta-feira técnicos começaram a avaliar a estrutura do estádio.

Representante do consórcio, Vidigal argumentou que o “ineditismo” do projeto é uma dificuldade para se chegar à causa. Segundo ele, na época da construção do estádio, o Engenhão era “o maior arco aberto construído sobre uma estrutura de concreto no mundo”.

Originalmente orçado em 60 milhões de reais, o Estádio Olímpico João Havelange é projeto dos arquitetos Carlos Porto, Gilson Santos, Geraldo Lopes e José Raymundo Ferreira Gomes. A RioUrbe, da Secretaria de Obras do Município do Rio de Janeiro, foi a responsável pela fiscalização da construção, que teve consórcio vencido pela Odebrecht e OAS. Uma das sedes dos Jogos Olímpicos de 2016, o Engenhão não será excluído. A competição, que será realizada entre 5 e 21 de agosto, terá o estádio como sede das disputas de atletismo. Faltando mais de três anos para o evento, Eduardo Paes negou a chance de demolir a construção.

Conheça o roteiro e as exigências de Tom Cruise no Rio

Conheça o roteiro e as exigências de Tom Cruise no Rio

Visita começa hoje
Tom Cruise desembarca no Rio de Janeiro hoje com uma lista de exigências – típica das celebridades que vem ao Brasil.
O ator, que vem ao país para divulgar o seu novo filme, pediu uma academia particular em uma suíte presidencial do Copacabana Palace. Às 19h30, Tom Cruise estará no tapete vermelho do Cine Odeon, na Cinelândia. Mais de 200 fãs se cadastraram para recebê-lo.
Na quinta-feira, Tom Cruise visitará o Maracanã e dará entrevista para Glenda Kozlowski. Na sexta e no sábado, a agenda ainda não está definida.
Por Lauro Jardim

Países Brics voltam a criticar política monetária dos EUA e da Europa

Durban

Países Brics voltam a criticar política monetária dos EUA e da Europa

Em comunicado oficial, países entoam coro da presidente Dilma e criticam desequilíbrios causados pelos planos de estímulo do Fed e do Banco Central Europeu

Os países emergentes do grupo BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul)
Os países emergentes do grupo BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) (Sabelo Mngoma/AP)
O grupo dos países dos Brics, formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, voltou a criticar os movimentos dos bancos centrais dos Estados Unidos, Europa e Japão para estimular a atividade econômica no mundo desenvolvido. Em comunicado divulgado ao final do encontro dos países em Durban, na África do Sul, os líderes entoaram o mantra há anos proferido pela presidente Dilma, de que a injeção de divisas para estimular o crescimento dos países em crise tem "efeitos negativos" nos chamados emergentes. Os governantes também apelaram para que essas economias façam mais para impulsionar o crescimento global - sem usar política monetária expansionista.
Os bancos centrais de países desenvolvidos injetaram trilhões de dólares na economia global nos últimos dois anos com o objetivo de estimular o crescimento econômico por meio do aumento do crédito. A grande crítica dos emergentes, sobretudo do governo petista, é de que essas divisas acabaram sendo direcionadas para investimentos especulativos em países emergentes, criando desequilíbrios nos fluxos de capitais e descompasso cambial. Os países desenvolvidos vêm rebatendo tais argumentos ao longo dos últimos anos, avisando que não há muito que possam fazer além de, literalmente, colocar dinheiro na economia para fazê-la acordar.
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Diz o comunicado: "os bancos centrais nas economias avançadas responderam com ações não convencionais de política monetária que aumentaram a liquidez global. Grandes bancos centrais deveriam evitar as consequências não intencionais dessas ações na forma de volatilidade crescente dos fluxos de capitais, moedas e preços de commodities, que podem ter efeitos negativos sobre o crescimento em outras economias, em particular os países em desenvolvimento".
Sob a gestão petista, o Brasil foi o grande idealizador de políticas protecionistas, além de criar entraves para os poucos acordos comerciais que o país detém. E é justamente o Brasil o maior defensor, em Durban, para que o próximo dirigente da Organização Mundial do Comércio (OMC) venha de um país em desenvolvimento - em especial o próprio candidato brasileiro, Roberto Azevêdo. O país não chegou a sugerir oficialmente seu candidato como sendo a opção oficial do grupo, mas conversas foram levadas adiante neste sentido.
Os cinco países dos Brics fracassaram em apoiar um candidato único para liderar o Fundo Monetário Internacional (FMI) ou o Banco Mundial quando os cargos de direção dessas instituições ficaram vagos no ano passado.
Eles também expressaram "preocupação profunda com a deterioração da situação humanitária e de segurança na Síria" e defenderam uma solução para as disputas sobre o programa nuclear do Irã por meio de negociações e não pela força. "Estamos preocupados com ameaças de ação militar, bem como sanções unilaterais", diz o comunicado do grupo.
(Com Estadão Conteúdo)

Dilma descarta medidas contra inflação com impacto no PIB

Economia

Dilma descarta medidas contra inflação com impacto no PIB

Em cúpula dos Brics, presidente afirma que não acredita em ações para conter preços que reduzam o crescimento do país. E afirma: inflação está controlada

Presidente do Brasil, Dilma Rousseff, durante reunião do bloco Brics (Brasil, Índia, China e África do Sul) em Durban, na África do Sul
Presidente do Brasil, Dilma Rousseff, durante reunião dos Brics (Brasil, Índia, China e África do Sul) em Durban, na África do Sul (Alexander Joe/AFP)
A presidente Dilma Rousseff falou à imprensa nesta quarta-feira durante a 5ª cúpula dos Brics, na África do Sul e afirmou que não tomará quaisquer medidas de combate à inflação que possam desacelerar o crescimento da economia brasileira. Segundo ela, essa é uma questão "datada". "Esse receituário que quer matar o doente, em vez de curar a doença, é complicado. Vou acabar com o crescimento no país? Isso está datado. Isso eu acho que é uma política superada", afirmou a presidente após encontro de chefes de estado dos países dos Brics, que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Sobre o crescimento da economia, Dilma afirmou que o ano de 2013 será "um pouco mais promissor do que 2012".
Como de praxe, Dilma aproveitou para criticar os analistas que pensam de maneira diferente da dela: "São sempre as mesmas vozes, você não ouviu isso do governo (que seria preciso reduzir o crescimento para combater a inflação). Não achamos que há essa relação". Ainda sobre o aumento de preços, afirmou: "Isso não significa que o governo não esteja atento. Não só estamos atentos como acompanhamos diuturnamente a questão da inflação. Não achamos que a inflação esteja fora de controle. Pelo contrário, ela está controlada. O que há são alterações e flutuações conjunturais. Mas nós estaremos sempre atentos".
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Dilma também atribuiu ao setor externo parte da culpa pela inflação registrada no ano passado: de 5,84%. Próximo ao teto da meta do governo, o indicador deixou a luz amarela acesa em 2013 para elevadas pressões sobre os preços. Há três anos, a inflação oficial do país tem ficado próxima ao topo da meta de tolerância. Em 2011, o IPCA fechou exatamente no teto de 6,5%, enquanto que em 2010, em 5,91%. "Eu não concordo com políticas de combate à inflação que olhem a redução do crescimento econômico. Até porque temos a contraprova dada pela realidade: tivemos um baixo crescimento no ano passado e houve um aumento de inflação porque teve um choque de oferta devido à crise, e um dos fatores é externo. Não tem nada que possamos fazer a não ser expandir a nossa produção para conter o aumento dos preços das commodities derivado da quebra de safra nos Estados Unidos", afirmou a presidente.

Com relação à eventual necessidade de se aumentar a taxa de desemprego para reduzir a inflação, ela disse que o problema do pleno emprego será resolvido com aumento da capacitação. "Você vai resolver, não é reduzindo o crescimento. Nós temos uma demanda grande por emprego mais especializado, de maior qualidade, e temos uma sobra de emprego menos especializado. Estamos fazendo junto com o setor privado um grande programa de especialização."

Crescimento - A presidente também afirmou que a economia brasileira vem se recuperando das desacelerações de 2011 e 2012. E creditou o cenário à "vontade política" do governo. Ela salientou que a recuperação do crescimento econômico brasileiro não foi espontânea, mas fruto de iniciativas federais, como estímulos financeiros, tributários e monetários.

Dilma também ressaltou a contribuição da queda do desemprego para o fortalecimento do mercado interno e enfatizou a importância de investimento em infraestrutura. Segundo ela, as oportunidades de investimentos devem ser ampliadas e, se há escassez de financiamentos, "vamos criar financiamentos de longo prazo".
FMI - A presidente também repetiu sua defesa por reformas nos organismos internacionais para refletir a maior representatividade econômica atual dos países emergentes. Brasil e China há muito afirmam que o sistema atual de votação do Fundo Monetário Internacional (FMI) concede injustamente benefícios à Europa e aos Estados Unidos, que dominam o Fundo desde sua fundação na década de 1940. Um acordo fechado em 2010 para implementar mudanças, inclusive elevando a China ao posto de terceiro país-membro com mais poder de voto na instituição financeira, deveria ter sido aprovada por todos os países-membros do FMI em outubro do ano passado, mas ainda não passou pelo Congresso dos EUA. "Seguimos unidos na defesa de reformas das estruturas de governança global. É necessário urgentemente atualizar e torná-las mais legítimas e representativas do mundo de hoje", afirmou.
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Catar entrega embaixada da Síria no país à principal coalizão opositora

Atualizado: 27/03/2013 09:09 | Por EFE Brasil, EFE Multimedia

Catar entrega embaixada da Síria no país à principal coalizão opositora




Catar entrega embaixada da Síria no país à principal coalizão opositora
Catar entrega embaixada da Síria no país à principal coalizão opositora
Cairo, 27 mar (EFE).- O Catar entregou nesta quarta-feira o edifício da embaixada síria em Doha à opositora Coalizão Nacional Síria (CNFROS), que é reconhecida pelo país como representante do povo em substituição do regime do presidente sírio, Bashar Al Assad.
Em comunicado, a principal aliança opositora disse que realizou uma cerimônia oficial na capital do país por conta da entrega da embaixada da Síria, a primeira que passa para as maõs dos rebeldes.
A bandeira da revolução síria foi içada no imóvel depois que os opositores tomaram, ontem, o assento da Síria na cúpula de chefes de Estado e Governo da Liga Árabe, realizada nessa mesma cidade.
No ato desta quarta, estiveram presentes o presidente da CNFROS, Muaz al-Khatib, o primeiro-ministro do Governo interino opositor, Ghassan Hitto, o embaixador dos opositores sírios no Catar, Nizar al Haraki, e outros responsáveis da coalizão como Sohair al Atase e George Sabra.
Por sua vez, a delegação catariana foi liderada por Rachid Khalifa, assistente do ministro das Relações Exteriores, Hamad bin Jassim Al-Thani.
'Somos um povo unido', afirmou al-Khatib, que também lamentou a morte dos soldados sírios que combatem contra os grupos revolucionários sob as ordens de Assad.
Com a entrega oficial da sede diplomática, os opositores passarão a atender os sírios e oferecer outros 'serviços de enlace' com esse país do Golfo, explicou à Agência Efe o membro da CNFROS Khaled al Saleh.
O dirigente destacou que seu papel frente à embaixada será 'limitado', já que não poderá realizar certos trâmites como emitir passaportes para cidadãos sírios no Catar.
Em fevereiro, os opositores anunciaram que o Catar tinha aceitado Al Haraki como embaixador em Doha, um título que já ostentam outros representantes da CNFROS em países como a França, Inglaterra e Hungria.
Os países-membros do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG), entre eles Catar, decidiram retirar em fevereiro de 2012 os embaixadores da Síria devido ao aumento da violência e à rejeição de Damasco à iniciativa árabe para buscar uma solução ao conflito.
Copyright (c) Agencia EFE, S.A. 2010, todos os direitos reservados

Especialista do governo não espera aumento do desemprego entre domésticas | Agência Brasil

Atualizado: 27/03/2013 09:20 | Por Agência Brasil, Agência Brasil

Especialista do governo não espera aumento do desemprego entre domésticas | Agência Brasil




Yara Aquino
Repórter da Agência Brasil
Brasília - A proposta de emenda à Constituição (PEC) que aumenta os direitos trabalhistas dos empregados domésticos, conhecida como PEC das Domésticas, não deve gerar desemprego e aumentar a informalidade, mesmo ampliando os custos da contratação para os empregadores, avalia a secretária de Avaliação de Políticas e Autonomia Econômica das Mulheres, da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Tatau Godinho.
Aprovada ontem (26) em segundo turno pelo Senado, a PEC garante o direito, entre outras coisas, a ter recolhido o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), receber indenização em caso de demissão sem justa causa, salário-família e seguro-desemprego. Esses itens ainda dependem de regulamentação.
'Não acredito que haja uma ampliação da demissão, como as pessoas têm dito. Acho que isso é mais uma resistência grande, manifestada por uma camada da sociedade que toda vez que se fala em ampliação de direitos fala que vai ter demissão', disse Tatau Godinho.
A PEC também assegura que os empregados que trabalham em domicílios, caso de faxineiras, jardineiros, motoristas, cozinheiras e babás, por exemplo, passem a ter a jornada máxima de trabalho estabelecida em oito horas diárias e 44 horas semanais.
Para a secretária de Avaliação do Trabalho da Secretaria de Políticas para Mulheres, a aprovação da PEC é uma das garantias de direito mais importantes ocorridas no Brasil nas últimas décadas. Tatau Godinho ressalta que o índice de informalidade entre os trabalhadores domésticos é elevado, por isso acredita que a lei não vá ampliar ainda mais essa realidade.
'Atualmente, dois terços das trabalhadoras domésticas no Brasil não têm carteira assinada. O que esperamos é que a legislação nova faça ampliar na sociedade brasileira a consciência para assinar a carteira dessas trabalhadoras. Tem que formalizar a relação', disse.
Edição: Davi Oliveira
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