quarta-feira, 27 de março de 2013

Embraer inaugura hangar para montagem de avião nos EUA

Setor aéreo

Embraer inaugura hangar para montagem de avião nos EUA

As aeronaves serão usadas para fornecer apoio aéreo, reconhecimento e capacidade de treinamento aos militares do Afeganistão

Avião Super Tucano
entrega da primeira aeronave A-29 Super Tucano está programada para meados de 2014 (Divulgação/Embraer)
A Embraer inaugurou nesta terça-feira as instalações de Jacksonville, na Flórida, onde a companhia montará os aviões do Programa LAS (Light Air Support), ou Apoio Aéreo Leve, para a Força Aérea dos Estados Unidos (USAF, na sigla em inglês). De acordo com a empresa, as atividades já estão em andamento na preparação para as operações industriais. A entrega da primeira aeronave A-29 Super Tucano está programada para meados de 2014.
Em 27 de fevereiro, a USAF concedeu o contrato do programa LAS à Sierra Nevada Corporation (SNC) e à Embraer para o fornecimento de 20 aeronaves A-29 Super Tucano e dispositivos de treinamento em solo, treinamento de pilotos e de manutenção e apoio logístico, num negócio avaliado em 427,5 milhões de dólares. As aeronaves serão usadas para fornecer apoio aéreo leve, reconhecimento e capacidade de treinamento aos militares do Afeganistão.
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As duas empresas já haviam vencido o mesmo contrato em 2011, mas a única concorrente na disputa, a norte-americana Beechcraft contestou a decisão e o governo norte-americano decidiu fazer nova licitação, vencida novamente pelas duas companhias. Após a USAF reiterar a escolha pelo Super Tucano, a concorrente apresentou um novo protesto contestando o resultado da licitação.
A Beechcraft, que acaba de sair de uma concordata, diz que com a opção pela Embraer, cerca 1,4 mil postos de trabalho no Kansas e em outros Estados norte-americanos estão em perigo, alegando que, com a decisão, a Força Aérea estaria transferindo a geração de empregos para o Brasil.
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Em nota à imprensa, a Embraer destacou nesta terça que, por meio do programa LAS, a empresa e a Sierra Nevada darão suporte a mais de 1.400 empregos em mais de 100 empresas em todo o território americano. Salienta também que a sede americana da Embraer, localizada em Ft. Lauderdale, na Flórida, atualmente emprega mais de 1,2 mil pessoas nos EUA. Diz ainda que a empresa dará emprego ainda a mais 200 engenheiros, quando ficar pronto o novo Centro de Tecnologia e Engenharia, que está sendo construído em Melbourne, também na Flórida.
Nas instalações da Embraer de Jacksonville, num hangar de 3,716 mil metros quadrados no aeroporto da cidade, serão realizadas as etapas de pré-equipagem, montagens mecânica e estrutural, instalação e teste de sistemas e testes em voo para as aeronaves A-29.
(com Estadão Conteúdo)

Argentina apenas empata com a Bolívia em La Paz

Eliminatórias

Argentina apenas empata com a Bolívia em La Paz

Messi continua sem marcar gol contra a seleção de seu "fã" Evo Morales

Ronald Raldes, da Bolívia em disputa de bola com o argentino Lionel Messi durante partida das eliminatórias sulamericanas para a Copa do Mundo 2014, em La Paz
Ronald Raldes, da Bolívia em disputa de bola com o argentino Lionel Messi durante partida das eliminatórias sulamericanas para a Copa do Mundo 2014, em La Paz (Juan Mabromata/AFP)
A Argentina completou nesta terça-feira quatro partidas consecutivas sem vencer a Bolívia, ao empatar por 1 a 1 em partida disputada no estádio Hernan Siles, em La Paz, pela décima segunda rodada das Eliminatórias Sul-Americanas da Copa de 2014. O último triunfo argentino foi em 2007, por 3 a 0, em Buenos Aires - depois disso, derrota por 6 a 1 em La Paz, em 2009, e empates por 1 a 1 pela Copa América de 2011, em La Plata, e no mesmo ano, no turno das Eliminatórias, em Buenos Aires. Messi, que esteve presente nessas cinco partidas, ainda não conseguiu marcar gols contra os bolivianos. Nesta terça-feira, o time da casa saiu na frente, com Chumacero, aos 25 minutos do primeiro tempo, mas Banega empatou aos 43, após cruzamento de Clemente Rodríguez.
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No segundo tempo, a Argentina saiu mais para o jogo e Messi teve pelo menos duas boas chances, mas não conseguiu bater o goleiro Galanza. O empate não foi de todo ruim para a seleção de Messi, que se mantém líder, com 24 pontos, e deve selar sua classificação para a Copa nas próximas duas rodadas, em junho, quando recebe a Colômbia, em Rosário, e depois visita o Equador, em Quito. Com 9 pontos, a Bolívia ainda tem chances pequenas de brigar por um lugar no Mundial do Brasil.

Luz no fim do túnel


VEJA

Luz no fim do túnel

Itaquerão: agora vai?
A agonia do financiamento do Itaquerão (leia mais em O risco do Itaquerão) pode acabar nos próximos dias.
Fernando Haddad deve emitir os primeiros 135 milhões de reais em títulos municipais, os chamados CIDs (Certificados de Incentivo ao Desenvolvimento) até a semana que vem, no máximo, de acordo com informação que já chegou ao alto comando do Corinthians – para alívio do clube e da Odebrecht.
Mais: até junho, a prefeitura paulistana libera mais 350 milhões em CIDs.
Por Lauro Jardim

PSC mantém pastor na Comissão de Direitos Humanos

Congresso         VEJA

PSC mantém pastor na Comissão de Direitos Humanos

Executiva Nacional e bancada do PSC reafirmaram que o deputado-pastor seguirá no comando da comissão; presidente da Câmara quer a renúncia

Marcela Mattos, de Brasília
Marco Feliciano durante reunião da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados
Marco Feliciano durante reunião da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados ( Alan Marques/Folhapress)
Pressionado pelo presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), o PSC reafirmou nesta terça-feira que manterá o deputado-pastor Marco Feliciano (SP) à frente da Comissão de Direitos Humanos da Casa. Em anúncio feito pelo vice-presidente da legenda, Everaldo Pereira, a bancada e a Executiva Nacional do PSC defenderam a permanência de Feliciano no cargo.
Na semana passada, dirigentes do PSC combinaram com o presidente da Casa que buscariam uma solução para o impasse. O prazo estipulado por Alves, que classificou a manutenção de Feliciano no posto como “insustentável”, terminava nesta terça-feira. No entanto, Feliciano se mantém irredutível.

Após a reunião desta terça, que durou pouco mais de uma hora, a bancada justificou a permanência de Feliciano com base em um histórico da aliança com o PT, que agora pressiona pela saída do pastor do cargo. Os dirigentes do PSC argumentaram que já apoiaram o PT em diversas eleições, incluindo a presidente Dilma Rousseff, em 2010.
Com base no memorial, o vice-presidente argumentou que a legenda “não segrega, não exclui e não discrimina ninguém”. Everaldo Pereira também saiu em defesa de Feliciano, criticado por grupos ligados ao movimento LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transexuais) e por parlamentares do PT e do PSOL. “Qualquer um pode deslizar nas palavras, pode errar. Informamos que o PSC não abre mão da indicação.”
Feliciano acompanhou a reunião e não quis dar entrevistas. Questionado se permanecerá no comando da comissão, limitou-se a dizer: “É só olhar o meu rosto”.
Informado da decisão do PSC de manter Feliciano no cargo, Henrique Alves ficou surpreso. “Não era essa a indicação da semana passada.” Declaradamente favorável à renúncia de Feliciano, o presidente da Câmara esperava outro posicionamento da executiva do partido. “A indicação era buscar uma solução que harmonizasse a Casa e a sua Comissão de Direitos Humanos.”
No fim da noite, em uma reunião de líderes dos partidos convocada pelo presidente da Câmara, ficou decidido que será feito um convite a Feliciano para uma reunião na terça-feira, às 11 horas. Se comparecer, será a primeira vez que Feliciano se reúne com os líderes desde que começou o impasse.

Barra do Piraí de luto pelo menino João Felipe

Crime

Barra do Piraí de luto pelo menino João Felipe

Crime brutal chocou a cidade. Menino de 6 anos foi encontrado morto em uma mala. Segundo a polícia, assassina é uma manicure, amiga da mãe da vítima

Pâmela Oliveira, do Rio de Janeiro
Enterro do menino João Felipe, em Barra do Piraí
Enterro do menino João Felipe, em Barra do Piraí (João Marcos Coelho/Diário do Vale/Ag. O Dia)
Este é o segundo episódio bárbaro na vida da família. Há 18 anos, Vanuza Bichara Braga, tia de João Felipe, foi assassinada a tiros pelo marido. Na época, Vanuza tinha 23 anos e deixou um filho de 1 ano, que foi criado pelo avô materno
A cidade de Barra do Piraí, no Sul Fluminense, terá três dias de luto. O prefeito Maércio de Almeida tomou a decisão em razão da grande comoção causada pelo assassinato do menino João Felipe Eiras Santana Bichara, de 6 anos, encontrado em uma mala na tarde de segunda-feira. A assassina, segundo a Polícia Civil, seria a manicure Suzana do Carmo de Oliveira Figueiredo, de 22 anos, amiga da mãe do menino. De acordo com o delegado Mário Omena, da 88ª Delegacia de Polícia (Barra do Piraí), o crime foi premeditado. Suzana, diz Omena, ligou para a escola do menino se passando por uma tia do garoto, dizendo que ia busca-lo. A manicure levou a criança para o Hotel São Luiz, no Centro da cidade, e o asfixiou até a morte com uma toalha.
João Marcos Coelho/Diário do Vale/Ag. O Dia
A manicure Suzana do Carmo de Oliveira Figueiredo, acusada de matar o menino João Felipe, em Barra do Piraí
A manicure Suzana do Carmo de Oliveira Figueiredo, acusada de matar o menino João Felipe, em Barra do Piraí
O enterro de João Felipe foi realizado na tarde desta terça-feira, sob forte emoção. Este é o segundo episódio bárbaro na vida da família. Há 18 anos, Vanuza Bichara Braga, tia de João Felipe, foi assassinada a tiros pelo marido. Na época, Vanuza tinha 23 anos e deixou um filho de 1 ano, que foi criado pelo avô materno.
Avô de João Felipe, Heraldo Bichara, 71 anos, expressou a dor da família. “Está sendo muito difícil. Era um menino que tinha a vida toda pela frente, tinha tudo para ter uma vida feliz. Foi como se tivesse caído uma bomba atômica na nossa cabeça”, disse Heraldo, pouco antes do sepultamento.
A polícia suspeita que o crime tenha sido motivado por vingança. O crime chocou a população da pacata Barra do Piraí, de cerca de 95.000 habitantes. A segurança da delegacia precisou ser reforçada para evitar que a suspeita fosse linchada. João Felipe sumiu por volta das 14h30 de segunda-feira, após ser buscado na escola onde estudava, o Instituto de Educação Franciscana Nossa Senhora Medianeira, escola religiosa de classe média alta da região.
Segundo o delegado Mário Omena, da 88.ª Delegacia de Polícia (Barra do Piraí), Suzana teria ligado para o colégio se passando por uma tia do garoto, dizendo que ia buscá-lo porque ele tinha uma consulta médica. Ela foi à escola de táxi. "Quando estava perto do colégio, ela simulou que estava falando ao celular e pediu ao taxista para pegar o garoto. Em seguida, o taxista os levou ao Hotel São Luiz, no centro da cidade, onde Suzana asfixiou o menino até a morte com uma toalha no rosto", contou o delegado.
Segundo Omena, cerca de 20 minutos depois de dar entrada, Suzana saiu do hotel carregando o menino nos braços, como se ele estivesse dormindo. Ela pegou outro táxi e voltou para sua casa, na Rua Cristiano Otoni, também no centro. Lá, a manicure despiu o menino e o colocou dentro de uma mala. Depois, saiu para confortar Aline, mãe de João Felipe.
(Com Estadão Conteúdo)

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Prorrogado afastamento de Demóstenes do MP-GO

Política

Prorrogado afastamento de Demóstenes do MP-GO

Conselho Nacional do MP prorrogou o prazo, que terminaria neste domingo, por mais sessenta dias

Demóstenes Torres (sem partido-GO) acompanha votação do processo que pode levar à cassação de seu mandato no Senado
Ex-senador ficará pelo menos mais 60 dias afastado do MP-GO (Fábio Rodrigues Pozzebom/ABr)
O ex-senador Demóstenes Torres permanecerá afastado do cargo de procurador no Ministério Público de Goiás (MP-GO) por pelo menos mais sessenta dias. A conselheira Cláudia Chagas, do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), prorrogou o prazo de afastamento, que terminaria neste domingo.
Em sua decisão, ela considerou que a presença de Demóstenes no MP "é inconveniente ao serviço" e poderia colocar em dúvida a "credibilidade da instituição perante a sociedade". "A gravidade dos fatos investigados e sua ampla divulgação nacional acarretaram prejuízo e descrédito à imagem do Ministério Público do Estado de Goiás. Há grande constrangimento e desconforto na instituição, comprometendo inclusive o exercício normal das atribuições ministeriais", afirmou a conselheira em sua decisão.
Demóstenes Torres teve o mandato cassado por envolvimento com o bicheiro Carlinhos Cachoeira, condenado por peculato, corrupção, formação de quadrilha e violação de sigilo. Sem o mandato de senador, ele voltou ao MP para reassumir o cargo de procurador. No entanto, o CNMP abriu processo contra Demóstenes e decidiu afastá-lo das funções.

Senado aprova em segundo turno a PEC das Domésticas

Congresso         VEJA

Senado aprova em segundo turno a PEC das Domésticas 

Proposta que prevê pagamento de FGTS e de horas extras para empregadas deverá ser promulgada no dia 3 de abril

Gabriel Castro, de Brasília
OIT: número de empregados domésticos no mundo é de 52,6 milhões
Senado: PEC das Domésticas deve ser promulgada em 3 de abril (Thinkstock)
O Senado aprovou na noite desta terça-feira, em segundo turno, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que dá novos direitos às empregadas domésticas. Foram 66 votos a favor e nenhum contra. Segundo o presidente do Senado, Renan Calheiros, a proposta deve ser promulgada no dia 3 de abril e, em seguida, publicada em Diário Oficial da União.
Na semana passada, o Senado havia aprovado o texto em primeira votação por 70 votos a 0. Como a medida altera a Constituição, era necessária uma votação em segundo turno. "O Brasil, que já teve a sua história manchada pela escravidão, não pode manter essa norma discriminatória", afirmou Calheiros, pouco antes da oficialização do resultado. O senador Magno Malta (PR-ES) disse que a medida extingue "o último resquício da escravidão no Brasil".
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Parlamentares de oposição também aprovaram a proposta, que já havia sido aprovada pela Câmara e é de autoria da deputada Benedita da Silva (PT-RJ): "Faltava um avanço que permitisse às trabalhadoras domésticas ter os mesmos direitos dos trabalhadores envolvidos em outras atividades", afirmou Aécio Neves (PSDB-MG).
A proposta equipara os direitos das empregadas domésticas aos dos trabalhadores de outras categorias e estabelece 17 novas regras, como jornada de trabalho diário de 8 horas e 44 horas semanais, e de pagamento de hora extra com adicional de 50%. Os direitos se somarão àqueles existentes, como 13.º salário, descanso semanal, férias anuais e licença-gestante. Contudo, os sete pontos mais complexos do texto, como as horas extras, deverão passar por regulamentação antes de se tornarem lei.

terça-feira, 26 de março de 2013

Reuni: atraso em obras ameaça excelência da Unifesp

Ensino superior    VEJA

Reuni: atraso em obras ameaça excelência da Unifesp

Número de vagas cresceu 520%, mas falta quase tudo nos campi: laboratório, refeitório e sala de aula. Prédio previsto para 2011 só deve ficar de pé em 2015


Local onde ficará o prédio principal do campus de Guarulhos da Unifesp. Obra que deveria ter sido entregue em 2010 está prevista para 2015.
Local onde ficará o prédio principal do campus de Guarulhos da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Obra que deveria ter sido entregue em 2010 está prevista apenas para 2015.  - Lecticia Maggi
Criada em 1994, a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) se originou da Escola Paulista de Medicina, fundada na década de 1930. Sinônimo de excelência, foi responsável pela formação de alguns dos mais renomados médicos do país. Em 2007, a instituição aderiu ao Reuni, programa do governo federal de expansão universitária, elevando deste então a oferta de vagas em 520% (de 1.512 para 9.400). Aos já existentes campi de São Paulo e da Baixada Santista, se juntaram os de Guarulhos, Diadema e São José dos Campos, em 2007, e de Osasco, em 2011. A universidade deixou de atuar exclusivamente na área da saúde e passou a oferecer graduação em ciências humanas e exatas. Esperava-se que a excelência conquistada pela antiga Escola Paulista, núcleo formador da Unifesp, fosse levada a todas as unidades. Essa marca, contudo, está em risco devido aos problemas de infraestrutura da instituição, que se expandem na velocidade do Reuni.
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CGU aponta ‘sistemática de atrasos’ em obras das federais

Diretores da Unifesp reconhecem problemas em campus
A unidade José de Alencar, do campus de Diadema, foi inaugurada há dois meses sem biblioteca nem refeitório para estudantes. Os alunos não podem ter aula à noite por falta de segurança. Outra unidade, chamada Antonio Doll, em vez de espaço próprio, ocupa o segundo andar de um edifício alugado, sem a estrutura necessária à atividade acadêmica: a sala de informática, por exemplo, conta com apenas três computadores.
No campus de Guarulhos, a situação é pior. Ali, são oferecidos cinco cursos a 2.808 estudantes. O prédio principal, que deveria ter sido inaugurado no segundo semestre de 2010, ainda nem saiu do chão, pois sua construção não foi licitada. Com 20.000 metros quadrados, ele abrigaria 44 salas de aula, 22 gabinetes de pesquisa, refeitório e biblioteca. O reitor da Unifesp, Walter Albertoni, culpa a burocracia pelos atrasos – é a mesma alegação do Ministério da Educação, contestada por especialistas em construção e administração pública. "Um projeto demora a ser executado: são três, quatro anos. Há a burocracia de todos os órgãos de controle", diz Albertoni.
A história do prédio parece novela. Segundo a Unifesp, em abril de 2009, foi contratada a Progetto Arquitetura, Engenharia e Construções Ltda, responsável pelo projeto. A empresa, contudo, não entregou o trabalho no prazo estipulado: cinco meses. Multada em 36.350 reais, teve o contrato rescindido. Dois anos depois, após realização de nova licitação, a encarregada da tarefa foi a NBC Arquitetura e Construções Ltda, que entregou os projetos preliminares. A construção, contudo, emperrou de novo, porque os orçamentos oferecidos por construtoras superavam o limite permitido pela instituição. Agora, aguarda-se a realização de nova licitação. Se tudo ocorrer conforme a nova previsão, alunos e professores podem utilizar o prédio principal no final de 2015, cinco anos depois do esperado – e, segundo estimativa, 5,4 milhões de reais mais caro. Segundo a universidade, o encarecimento da obra se deve ao atraso: os valores são reajustados de acordo com o Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil (Sinapi) (confira no quadro abaixo).
Arte Unifesp Guarulhos
Improviso – Sem o prédio principal, os alunos do campus de Guarulhos têm à disposição apenas 24 salas de aula. Como elas não são suficientes, ocupam 14 salas cedidas pela prefeitura da cidade no Centro Educacional Unificado (CEU), localizado ao lado, unidade dedicada ao ensino infantil. "É lamentável que uma universidade federal tenha de dividir espaço com crianças. Enquanto temos aula, elas brincam e gritam pelos corredores", diz Michael Melchiori, estudante do terceiro ano de filosofia.
Fulvio Oriola
Burnett, professor da Unifesp: 'Campus foi inaugurado e abandonado, como se sua mera existência fosse suficiente'
A falta de salas não é o único problema. O refeitório do campus funciona em um precário galpão: à época da visita da reportagem, há um mês, acumulava buracos e mofo nas paredes. O diretor do campus, Marcos Cezar de Freitas, admitiu que os "buracos na estrutura surgem eventualmente, mas são imediatamente reparados". Na biblioteca, cerca de 30.000 livros doados por professores de outras instituições estão encaixotados por falta de espaço.
"Eu estava muito animado para começar a estudar: afinal, a Unifesp é uma universidade renomada. Caí no conto do vigário", diz o estudante de ciências sociais Bruno Atanásio. A indignação não é exclusiva de alunos. O professor de filosofia Henry Burnett é enfático ao descrever o que define como "desprezo": "O campus foi inaugurado e abandonado, como se sua mera existência fosse o suficiente", diz o professor. "É difícil entender por que foram contratados duzentos ou mais docentes com doutorado se ainda não existe um prédio adequado a abrigar suas atividades básicas."
O reitor Albertoni afirma que os problemas de infraestrutura não são decorrentes da falta de verbas. De fato. Até este ano, o Reuni aprovou o repasse total de 130,3 milhões de reais à Unifesp, sendo 102 milhões só para obras, compra de equipamentos e mobiliário. "O governo forneceu as condições financeiras. Nos falta, contudo, velocidade na construção", diz. Ouvido pela reportagem de VEJA sobre o Reuni, o especialista em contas públicas Raul Veloso foi além: "A morosidade do sistema público não é novidade. A legislação é tão burocrática que só uma gestão muito eficiente pode dar conta de cumprir prazos e orçamentos. Infelizmente, não é o que vemos."
O reitor da Unifesp conta que chegou até a cogitar a suspensão temporária do vestibular para a seleção de alunos em Guarulhos. Isso limitaria o número de estudantes na instituição até que as obras fossem concluídas. Não aconteceu, e novos vestibulares foram realizados. "Fui vencido pelo conselho universitário. Agora, o pior já passou." Não é o que mostra o campus universitário.

Avatar a lenda de Aang


Numa era perdida, a humanidade dividiu-se em quatro nações: os Nômades do Ar, as Tribos da Água, a Nação do Fogo e o Reino da Terra. Dentro de cada nação, há uma ordem de homens e mulheres notáveis, chamados de "Dominadores", que são capazes de manipular um dos quatro elementos nativos, fazendo uma "dobra", que combina artes marciais variadas. Para manter o equilíbrio entre estas nações, existe um único dobrador que é capaz de controlar os quatro elementos. Esse dobrador é o "Avatar", um escolhido que manifesta o espírito do mundo em uma forma humana. Quando o Avatar morre, o seu espírito reencarna noutra nação seguindo um ciclo milenar. Começando com o domínio de seu elemento nativo, o Avatar vai aprender como comandar todos os quatro elementos. Ao longo das eras, as incontáveis encarnações do Avatar serviram para manter as quatro nações em harmonia.
Porém, na época em que se passa a história, a Nação do Fogo iniciou uma guerra cujo objetivo é dominar as outras três nações. Somente o avatar poderia impedi-la, "mas quando o mundo mais precisa dele, ele desaparece." Seguindo o ciclo de reencarnação, o próximo Avatar deveria nascer entre os Nômades do Ar. Sabendo disso, a Nação do Fogo atacou os nômades do ar e eles foram dizimados. A partir daquele dia ninguém mais viu um dominador de ar, e acredita-se que todos eles morreram.
Entretanto, cem anos passaram e dois irmãos da Tribo da Água, chamados Katara e Sokka, encontram um garoto que estava preso dentro de um iceberg e logo descobrem que o garoto, que atende pelo nome de Aang, é um dominador de ar, além de ser o Avatar que sumiu há cem anos atrás. No desenvolvimento da série, Katara e Sokka ajudam o jovem Aang a encarar o seu destino e a salvar o mundo, pois o Avatar representa a maior ameaça às conquistas da Nação do Fogo e a maior esperança para que o mundo volte ao equilíbrio normal.