segunda-feira, 25 de março de 2013
Technos compra Dumont Saab por R$ 182 milhões
Negócios VEJA
Technos compra Dumont Saab por R$ 182 milhões
Acordo, que ainda precisa passar pela aprovação dos acionistas da Technos, prevê a compra de 100% do capital votante e 95,84% do capital social da Dumont
Technos anunciou compra por R$ 182,1 milhões do grupo Dumont Saab (foto)
(Divulgação)
Sediada em Manaus (AM), a Dumont Saab foi fundada em 1970 e é uma das líderes do mercado relojoeiro no Brasil. A aquisição ainda será votada em Assembleia de Acionistas da Technos.
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O Grupo Technos detém as marcas Technos, Mariner, Touch, Euro e Allora e é representante exclusiva dos relógios da Mormaii, Seiko e Timex no Brasil. Segundo o fato relevante, por meio da aquisição da Dumont, a companhia aumenta seu portfólio para 19 marcas, sete próprias e 12 licenciadas. "Com isso, passa a ser líder em cada uma das categorias mais relevantes do setor no Brasil - Clássico, Esporte e Moda", afirma a Technos, no fato relevante.
De acordo com o comunicado, além da integração das marcas próprias Dumont e Condor, o Grupo Technos ganha uma representatividade maior no segmento moda por meio da parceria com o Grupo Fossil, mantida pela Dumont. "Com essa aliança estratégica, a Technos passa a distribuir no Brasil algumas das mais desejadas marcas internacionais de relógios, incluindo a Fossil, Michael Kors, Empório Armani, Armani Exchange, Diesel e Marc Jacobs", diz a companhia.
(com agência Reuters e Estadão Conteúdo)
Terremotos deram origem a mais de 80% dos depósitos de ouro do planeta
Geologia VEJA
Terremotos deram origem a mais de 80% dos depósitos de ouro do planeta
Rápida despressurização em falhas geológicas provoca o acúmulo do metal
Ouro: de acordo com pesquisadores, falhas geológicas
ativas podem produzir 100 toneladas do metal em menos de 100.000 anos
(Thinkstock)
Conheça a pesquisa
TÍTULO ORIGINAL: Flash vaporization during earthquakes evidenced by gold depositsONDE FOI DIVULGADA: revista Nature Geoscience
QUEM FEZ: Dion K. Weatherley e Richard W. Henley
INSTITUIÇÃO: Universidade de Queensland, Austrália
RESULTADO: A ampla despressurização causada por terremotos faz com que fluidos ricos em minerais 'presos' nas cavidades de falhas geológicas, no interior da crosta terrestre, vaporizem-se instantaneamente, formando um vapor de baixa densidade. Dessa forma, eles deixam as partículas minerais para trás, que se acumulam ao longo dos anos e dos diversos abalos sísmicos.
Queda de pressão – De acordo com os pesquisadores, a pressão pode cair de 3.000 vezes a pressão atmosférica para uma pressão quase idêntica à da superfície da Terra, o que faz com que o fluido passe por um processo de "vaporização instantânea”. A despressurização faz com que os fluidos sofram uma expansão de até 130.000 vezes seu tamanho, formando um vapor de baixa densidade.
Quando isso ocorre, os resíduos sólidos presentes no fluido, como o ouro, ficam para trás, acumulando-se ao longo do tempo. Mais tarde, a entrada de novos fluidos nas cavidades pode dissolver alguns dos minerais deixados para trás, mas aqueles menos solúveis, como o ouro, vão se acumulando cada vez mais à medida que novos terremotos ocorrem.
Os autores do estudo estimam que falhas geológicas ativas podem produzir 100 toneladas de ouro em menos de 100.000 anos.
A ideia com que depósitos de ouro se formam a partir de fluidos ricos em minerais em falhas nas rochas abaixo do solo já era conhecida dos geólogos, mas a maneira como o ouro se acumula não estava clara, pois não se supunha que as mudanças de pressão desencadeadas por terremotos fossem tão grandes quanto as estimadas no estudo.
Biblioteca com mais de 50 mil livros sobre o Brasil abre ao público
Cultura VEJA
Biblioteca com mais de 50 mil livros sobre o Brasil abre ao público
Prevista para ser inaugurada no sábado (23), a Biblioteca Brasiliana
abriga a fantástica coleção particular do empresário José Mindlin
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Parte interna do novo edifício: construção de 6 500 metros quadrados na Cidade Universitária (Foto: Mario Rodrigues)
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14.mar.2013
por Carolina Giovanelli
Em seus últimos tempos de vida, o empresário paulistano José Mindlin,
falecido em 2010, aos 95 anos de idade, foi aos poucos perdendo a visão.
A enfermidade acabou por privá-lo de desfrutar seu maior prazer: ler
livros. Para quem devorava até 1.500 páginas por mês, frequentemente
sentado em sua poltrona marrom, com um pedaço de marzipã ou chocolate ao
lado, a situação parecia desesperadora. Ele deu um jeito, entretanto,
de contornar o problema. Chamou amigos e parentes para que lhe contassem
as histórias em voz alta. A paixão por livros, principalmente os raros,
veio da juventude: aos 13 anos, Mindlin adquiriu, por pura curiosidade,
seu primeiro exemplar antigo, Discurso sobre a História Universal, de
Jacob Benigno Bossuet, editado em 1740. Na jornada das letras que
iniciava ali e seria alimentada pelas oito décadas seguintes, o fã
ardoroso de Machado de Assis e Marcel Proust garimpou em sebos do mundo
inteiro, trombando pelo caminho com pérolas únicas, em línguas como
russo, latim e alemão, que ele, entre outras, dominava. Em sua tranquila
residência na Rua Princesa Isabel, no Brooklin, os volumes foram
tomando a sala e os quartos, até se estender para dois anexos próximos. O
empresário formou, assim, a mais importante biblioteca particular do
país. “Quem não lê não sabe o que está perdendo”, dizia.
Guita e Mindlin, numa foto de 1989: acervo formado na casa do Brooklin
(Foto: Bia Parreiras)
+ Bibliotecas estrangeiras: o exemplo que vem de fora
+ Confira algumas dedicatórias encontradas em livros de José Mindlin
Parte do tesouro, que era antes restrito à consulta de pesquisadores que visitavam sua residência da Zona Sul, será agora disponibilizada ao público. No sábado (23) acontecerá a festa de abertura da Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin, instalada na Cidade Universitária. O espaço começa com suas atividades normais já no dia 25. “A inauguração é de enorme importância para a cidade e torna mais direta a consulta desse acervo tão bem selecionado”, diz Samuel Titan Jr., professor da USP e coordenador executivo do Instituto Moreira Salles. O projeto ganhou vida graças a um desejo antigo de Mindlin, que não viveu para ver seu sonho realizado. Como grande incentivador da leitura, o filho de judeus russos resolveu doar, em 1999, sua inestimável coleção brasiliana, com livros, mapas e manuscritos ligados à cultura nacional. Foi firme ao recusar propostas de renomadas instituições estrangeiras que pretendiam adquiri-la, a exemplo das americanas Stanford e Ucla, pois queria que o espólio permanecesse no país. Escolheu a Universidade de São Paulo, onde, na Faculdade de Direito do Largo São Francisco, se formara na década de 30 e conhecera a então caloura Guita Kauffmann, com quem foi casado por quase setenta anos e teve quatro filhos: a antropóloga Betty, a artista gráfica Diana, o administrador de empresas Sérgio e a cantora Sonia. Eles herdaram o restante dos volumes, que não pertencem à coleção brasiliana. Trata-se de uma estimativa de pelo menos 20.000 exemplares — entre eles, a primeira edição de Os Lusíadas, de 1572 —, que serão doados, vendidos ou divididos de acordo com o interesse dos familiares.
A curadora Cristina Antunes: anjo da guarda da coleção
(Foto: Lucas Lima)
Pedro Puntoni, coordenador-geral da biblioteca: 4 000 títulos digitalizados
(Foto: Mario Rodrigues)
É ela quem coordenará a consulta das cópias mais frágeis e raras. Nesses casos, haverá uma triagem, com a análise da razão pela qual o interessado precisa dessa obra especificamente para seu estudo. Após receber sinal verde, o pesquisador poderá apreciar o livro desejado na presença de uma bibliotecária em uma sala especial, onde há câmeras em cima de cada uma das mesas. Para folheá-lo, não se pode ter nenhuma bebida, comida, caneta ou mochila por perto. No que se refere a outros tomos, será possível acessá-los a partir de iPads que chegarão no segundo semestre. Já foram digitalizados 4.000 títulos. O objetivo é que todos estejam em breve disponíveis no tablet. “Queremos que esse espaço seja um centro de estudos, e não apenas um museu, um depósito para a conservação da coleção”, afirma Pedro Puntoni, coordenador-geral da biblioteca. “Mindlin sempre almejou a democratização do acesso. Se as pessoas não estiverem lendo, nada disso fará sentido.”
O conhecimento do empresário levou-o a ser secretário estadual de Cultura, nos anos 70, e membro da Academia Brasileira de Letras. Além do olhar atento do bibliófilo e de seu carinho pelas páginas, outro fator importante na conservação dos livros, alguns da época do Descobrimento, foi o trabalho de Guita, falecida em 2006. Também leitora voraz, ela se transformou em uma referência em restauro de papel, inspirada pela paixão do marido, e fundou a Associação Brasileira de Encadernação e Restauro.
Os netos Rodrigo e Lucia com Eduardo
de Almeida: eles foram os arquitetos responsáveis pelo projeto e ela
lançará um livro com dedicatórias das obras do avô
(Foto: Mário Rodrigues)
Nos anos 40, Mindlin fundou uma livraria de publicações raras no centro de São Paulo, batizada de Parthenon. Visitou a Europa por três meses e trouxe de navio 3 000 exemplares. Toda vez que negociava algum deles, no entanto, dizia o seguinte ao comprador: “Se pensar em revender este livro, não deixe de falar comigo”. Depois de cinco anos, quando saiu da sociedade da loja, conseguiu recuperar quase tudo. Muitos amigos, escritores e intelectuais, recheavam sua coleção com presentes. Entre eles estavam Carlos Drummond de Andrade, Guimarães Rosa e Rubens Borba de Moraes, que lhe deixou em testamento toda a sua biblioteca brasiliana particular, muito rica, cuja disposição espacial foi reproduzida fielmente na casa da família no Brooklin — e também na USP. A paixão pelos livros era tanta que Mindlin chegou a comemorar um aniversário de Trionfi, Sonetti e Canzoni, publicação de 1488 de Francesco Petrarca, um dos mais antigos do acervo. Houve bolo e parabéns.
Seu legado, construído durante a vida, ganha assim, finalmente, uma nova casa, à altura da importância da coleção e de seu formador. A neta Lucia Loeb mantém a memória do avô viva com o lançamento, previsto para o fim do mês, de um livro, batizado de Para a Tão Falada Biblioteca José e Guita Mindlin, recheado de 125 dedicatórias encontradas nas páginas do acervo. “Quis homenageá-lo”, diz. Seu irmão, Rodrigo, cuidou do projeto arquitetônico do edifício junto de Eduardo de Almeida, arquiteto e amigo de longa data do avô. Ambos aceitaram a tarefa a pedido do próprio Mindlin. O bibliófilo não pôde, contudo, apreciar o resultado de seus esforços. Segundo Rodrigo, talvez tenha sido melhor assim. “Acho que ele já sabia que não iria ver o local pronto”, acredita. “Nunca conseguiria ficar com a casa vazia, longe dos livros que tanto amava.”
A nova atração do câmpus
Alguns dos números e características do projeto
■ A estrutura de 20 950 metrosquadrados contará com a Biblioteca Guita e José Mindlin, o Instituto de Estudos Brasileiros, o Sistema Integrado de Bibliotecas da USP e uma biblioteca central de obras raras e especiais da universidade
■ Sua construção levou seis anose custou 127 milhões de reais, captados via Lei Rouanet, por meio de doações e por investimento da reitoria
■ Em cinco pavimentos, a Biblioteca Mindlin, de 6 500 metros quadrados, abrigará 39 000 títulos e 55 000 volumes
■ A coleção é avaliada em100 milhões de reais
■ Conta com dispositivo de acesso por biometria e sistema de câmeras e sensores. Dispõe ainda de controle de temperatura e iluminação pensados para preservar os livros, além de base contra cupins
SP: assassinatos crescem 15% no primeiro bimestre
SP: assassinatos crescem 15% no primeiro bimestre
VEJA
Segundo estatísticas da Secretaria de Segurança Pública, foram registradas 787 mortes intencionais no estado, contra 684 do mesmo período de 2012
A taxa de homicídio por 100.000 habitantes em 2012 ficou em 11,47
(Thinkstock)
Do total registrado no bimestre, foram 416 homicídios dolosos em janeiro e 371 em fevereiro. Esses números eram, no ano passado, 356 e 328, respectivamente. A taxa de homicídio por 100.000 habitantes, calculada com base no último ano (março de 2012 a fevereiro de 2013), ficou em 11,47. Entre 2011 e 2012, o índice era de 10,02.
Apesar do crescimento bimestral, se comparado o número de homicídios dolosos de fevereiro deste ano com o mês anterior, houve queda de 64 casos. O número de homicídio doloso por acidente de trânsito também apresentou queda de cinco para três casos, enquanto as tentativas de homicídio reduziram de 539 para 496. As ocorrências de estupro caíram de 1.138 em janeiro para 1.057 em fevereiro deste ano.
Leia também: Violência em SP: as percepções e a realidade
Os dados da secretaria também revelam queda em alguns crimes contra o patrimônio em São Paulo. Houve, por exemplo, redução de 11,43% em roubos a banco no bimestre. Enquanto foram contabilizados 35 boletins de ocorrências para o crime em janeiro e fevereiro de 2012, a SSP registrou 31 ocorrências no primeiro bimestre deste ano. Na análise dos últimos doze meses, a queda do número de roubos a banco foi de 11,38%.
No caso de roubo de veículos, houve aumento das ocorrências no bimestre. Foram 14.627 casos nos dois primeiros meses de 2013, contra 13.546 em igual período do ano passado – um acréscimo de 7,4% no bimestre. O aumento foi puxado por janeiro, uma vez que houve leve redução entre fevereiro de 2012 (7.177 casos) e o mesmo período de 2013 (6.994 casos).
Capital – Na cidade de São Paulo, os casos de vítimas de latrocínios (roubo seguido de morte) dobraram no primeiro bimestre de 2013. Foram registradas trinta vítimas de latrocínio em janeiro e fevereiro, sendo quinze em cada mês. O número é o dobro dos quinze mortos em latrocínios computados no primeiro bimestre do ano passado – sete em janeiro e oito em fevereiro.
As estatísticas de fevereiro mostram que as ocorrências de homicídios dolosos também aumentaram na capital: foram 187 no primeiro bimestre de 2013, contra 158 em igual período de 2012 – aumento de 15,5%. Também houve crescimento dos casos de estupro na cidade. Nos dois primeiros meses deste ano, foram 556 ocorrências, contra 431 contabilizadas no mesmo período do ano passado – aumento foi de 22,5%.
(Com Estadão Conteúdo)
Estação Ciência vai ganhar anexo de vidro e reforma
Atualizado: 25/03/2013 02:06 | Por BÁRBARA FERREIRA , JULIANA DEODORO, estadao.com.br
Estação Ciência vai ganhar anexo de vidro e reforma
Museu passará a ser uma 'vitrine da USP' para a sociedade, com espaço para cada unidade da universidade expor suas pesquisas
Pela
primeira vez desde que foi criada, há 25 anos, a Estação Ciência passa
por uma grande reforma. O museu, que pertence à Universidade de São
Paulo (USP), já está fechado para obras e deve reabrir daqui a dois
anos.
A reforma vai transformar o espaço em uma "vitrine da USP" e aproximar a universidade da comunidade. A proposta é apresentar as tecnologias desenvolvidas pelos alunos e pesquisadores às mais de 300 mil pessoas que visitam o espaço a cada ano e oferecer espaço para que cada curso possa expor suas pesquisas científicas.
"O objetivo é a interação. Esse é um espaço da USP, mas está um pouco tímido ultimamente", afirma o diretor da Estação Ciência, José Antonio Visintin. "Meu sonho é que fique pronto em dois anos, mas a gente não pode prever a data exata."
Localizados na Rua Guaicurus, 1.394, na Lapa, zona oeste, os galpões da Estação Ciência vão receber um anexo de vidro, onde funcionará a entrada dos visitantes, além de dois elevadores em cada lateral do prédio. Como o edifício é tombado pelo Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico (Conpresp), as torres e o desenho arquitetônico não vão ser alterados. Serão trocados o telhado, o madeiramento e as redes elétrica e hidráulica.
Os trilhos da antiga Estação Ferroviária da Lapa (Fepasa), que desde o início do século 20 estão embaixo dos galpões, serão recuperados e darão espaço a uma exposição sobre a história da ferrovia. "Quero conversar com a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e colocar vagões de verdade lá, porque foi um local importante para a cidade", afirma Visintin.
O anfiteatro da Estação Ciência também será reformado e terá capacidade para 250 pessoas. Lá, serão exibidos eventos culturais gratuitos para a população. "A ideia é que tenha atividade todos os dias e as pessoas possam assistir a peças de teatro, por exemplo, no horário de almoço", explica o diretor.
Enquanto o museu estiver fechado, as exposições itinerantes serão exibidas em presídios do Estado de São Paulo. A primeira já aconteceu na Penitenciária de Parelheiros, no fim de 2012. Outras 26 devem receber as mostras nos próximos dois anos.
Desafios. Para o professor Leandro Tessler, especialista em qualidade de ensino e pesquisa, a principal dificuldade do projeto será adaptar a linguagem das produções científicas ao público infanto-juvenil. "Não é óbvio em nenhum lugar do mundo traduzir o que é feito na academia para a linguagem do público e que as crianças saiam com a sensação de que entenderam o experimento. Eu quero muito ver isso acontecer", afirma.
Tessler aponta a aproximação da USP com a sociedade como a mudança mais significativa na nova Estação Ciência. "As pessoas estão curiosas para saber o que acontece na universidade e ela está respondendo a isso."
Para Roberto Leal Lobo e Silva Filho, reitor da USP na época em que a Estação Ciência passou a pertencer à universidade (antes era do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), o museu merecia essa reforma há anos. "Era mesmo a hora de mudar e de avançar."
A reforma vai transformar o espaço em uma "vitrine da USP" e aproximar a universidade da comunidade. A proposta é apresentar as tecnologias desenvolvidas pelos alunos e pesquisadores às mais de 300 mil pessoas que visitam o espaço a cada ano e oferecer espaço para que cada curso possa expor suas pesquisas científicas.
"O objetivo é a interação. Esse é um espaço da USP, mas está um pouco tímido ultimamente", afirma o diretor da Estação Ciência, José Antonio Visintin. "Meu sonho é que fique pronto em dois anos, mas a gente não pode prever a data exata."
Localizados na Rua Guaicurus, 1.394, na Lapa, zona oeste, os galpões da Estação Ciência vão receber um anexo de vidro, onde funcionará a entrada dos visitantes, além de dois elevadores em cada lateral do prédio. Como o edifício é tombado pelo Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico (Conpresp), as torres e o desenho arquitetônico não vão ser alterados. Serão trocados o telhado, o madeiramento e as redes elétrica e hidráulica.
Os trilhos da antiga Estação Ferroviária da Lapa (Fepasa), que desde o início do século 20 estão embaixo dos galpões, serão recuperados e darão espaço a uma exposição sobre a história da ferrovia. "Quero conversar com a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e colocar vagões de verdade lá, porque foi um local importante para a cidade", afirma Visintin.
O anfiteatro da Estação Ciência também será reformado e terá capacidade para 250 pessoas. Lá, serão exibidos eventos culturais gratuitos para a população. "A ideia é que tenha atividade todos os dias e as pessoas possam assistir a peças de teatro, por exemplo, no horário de almoço", explica o diretor.
Enquanto o museu estiver fechado, as exposições itinerantes serão exibidas em presídios do Estado de São Paulo. A primeira já aconteceu na Penitenciária de Parelheiros, no fim de 2012. Outras 26 devem receber as mostras nos próximos dois anos.
Desafios. Para o professor Leandro Tessler, especialista em qualidade de ensino e pesquisa, a principal dificuldade do projeto será adaptar a linguagem das produções científicas ao público infanto-juvenil. "Não é óbvio em nenhum lugar do mundo traduzir o que é feito na academia para a linguagem do público e que as crianças saiam com a sensação de que entenderam o experimento. Eu quero muito ver isso acontecer", afirma.
Tessler aponta a aproximação da USP com a sociedade como a mudança mais significativa na nova Estação Ciência. "As pessoas estão curiosas para saber o que acontece na universidade e ela está respondendo a isso."
Para Roberto Leal Lobo e Silva Filho, reitor da USP na época em que a Estação Ciência passou a pertencer à universidade (antes era do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), o museu merecia essa reforma há anos. "Era mesmo a hora de mudar e de avançar."
Vai ao exterior? Já vale check-in pelo celular
Atualizado: 25/03/2013 02:05 | Por NATALY COSTA, estadao.com.br
Vai ao exterior? Já vale check-in pelo celular
Antes restrito a voos domésticos, serviço começará a ser oferecido hoje pela TAM em Cumbica
O procedimento é o mesmo de fazer o check-in online, pelo site da TAM, que pode ser acessado tanto do computador quanto do tablet ou do smartphone. Uma vez feito o check-in, o passageiro solicita o envio de um código bidimensional para o celular, por SMS ou e-mail. Esse código passa a ser o cartão de embarque e basta ser mostrado ao funcionário na hora de embarcar.
O check-in pode ser feito de 3 dias a 2 horas antes do embarque - o que tira a necessidade de chegar com tanta antecedência ao aeroporto. Por enquanto, estará disponível em voos de Guarulhos para Frankfurt, Paris, Londres, Milão, Madri, Cidade do México, Lima, Buenos Aires, Santiago, Montevidéu e Caracas.
Segurança. Por exigência das autoridades americanas - que solicitam que as empresas sabatinem o passageiro no check-in, perguntando sobre itens levados na mala, por exemplo -, os voos para cidades americanas ficam de fora.
Segundo a TAM, o fato de o passageiro não precisar se apresentar no check-in não acarretará problemas de segurança - o passaporte será checado depois, pela Polícia Federal e por um agente da companhia, antes do embarque no avião.
Para quem viaja com mala, a companhia promete oferecer uma fila exclusiva para despacho de bagagens - o que já é praxe em voos domésticos. "Quanto mais as empresas melhorarem a experiência do passageiro, oferecendo rapidez e comodidade, melhor", afirma o diretor da Associação do Transporte Aéreo Internacional (Iata, na sigla em inglês) no Brasil, Carlos Ebner.
O sistema de cartão de embarque eletrônico não é suficiente - é preciso que a administradora do aeroporto tenha um leitor compatível com smartphones. Por isso, o projeto piloto dessa tecnologia é sempre em aeroportos grandes, como Cumbica.
Hoje, apenas 13 aeroportos pequenos da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) exigem o cartão de embarque no papel, como o de São José dos Campos (SP) e o de Corumbá (MS).
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