segunda-feira, 25 de março de 2013

Filme Super carros antigos


Estação Ciência vai ganhar anexo de vidro e reforma

Atualizado: 25/03/2013 02:06 | Por BÁRBARA FERREIRA , JULIANA DEODORO, estadao.com.br

Estação Ciência vai ganhar anexo de vidro e reforma

Museu passará a ser uma 'vitrine da USP' para a sociedade, com espaço para cada unidade da universidade expor suas pesquisas



Estação Ciência vai ganhar anexo de vidro e reforma  (Estadão)
Pela primeira vez desde que foi criada, há 25 anos, a Estação Ciência passa por uma grande reforma. O museu, que pertence à Universidade de São Paulo (USP), já está fechado para obras e deve reabrir daqui a dois anos.
A reforma vai transformar o espaço em uma "vitrine da USP" e aproximar a universidade da comunidade. A proposta é apresentar as tecnologias desenvolvidas pelos alunos e pesquisadores às mais de 300 mil pessoas que visitam o espaço a cada ano e oferecer espaço para que cada curso possa expor suas pesquisas científicas.
"O objetivo é a interação. Esse é um espaço da USP, mas está um pouco tímido ultimamente", afirma o diretor da Estação Ciência, José Antonio Visintin. "Meu sonho é que fique pronto em dois anos, mas a gente não pode prever a data exata."
Localizados na Rua Guaicurus, 1.394, na Lapa, zona oeste, os galpões da Estação Ciência vão receber um anexo de vidro, onde funcionará a entrada dos visitantes, além de dois elevadores em cada lateral do prédio. Como o edifício é tombado pelo Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico (Conpresp), as torres e o desenho arquitetônico não vão ser alterados. Serão trocados o telhado, o madeiramento e as redes elétrica e hidráulica.
Os trilhos da antiga Estação Ferroviária da Lapa (Fepasa), que desde o início do século 20 estão embaixo dos galpões, serão recuperados e darão espaço a uma exposição sobre a história da ferrovia. "Quero conversar com a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e colocar vagões de verdade lá, porque foi um local importante para a cidade", afirma Visintin.
O anfiteatro da Estação Ciência também será reformado e terá capacidade para 250 pessoas. Lá, serão exibidos eventos culturais gratuitos para a população. "A ideia é que tenha atividade todos os dias e as pessoas possam assistir a peças de teatro, por exemplo, no horário de almoço", explica o diretor.
Enquanto o museu estiver fechado, as exposições itinerantes serão exibidas em presídios do Estado de São Paulo. A primeira já aconteceu na Penitenciária de Parelheiros, no fim de 2012. Outras 26 devem receber as mostras nos próximos dois anos.
Desafios. Para o professor Leandro Tessler, especialista em qualidade de ensino e pesquisa, a principal dificuldade do projeto será adaptar a linguagem das produções científicas ao público infanto-juvenil. "Não é óbvio em nenhum lugar do mundo traduzir o que é feito na academia para a linguagem do público e que as crianças saiam com a sensação de que entenderam o experimento. Eu quero muito ver isso acontecer", afirma.
Tessler aponta a aproximação da USP com a sociedade como a mudança mais significativa na nova Estação Ciência. "As pessoas estão curiosas para saber o que acontece na universidade e ela está respondendo a isso."
Para Roberto Leal Lobo e Silva Filho, reitor da USP na época em que a Estação Ciência passou a pertencer à universidade (antes era do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), o museu merecia essa reforma há anos. "Era mesmo a hora de mudar e de avançar."

Vai ao exterior? Já vale check-in pelo celular

Atualizado: 25/03/2013 02:05 | Por NATALY COSTA, estadao.com.br

Vai ao exterior? Já vale check-in pelo celular

Antes restrito a voos domésticos, serviço começará a ser oferecido hoje pela TAM em Cumbica



Uma facilidade que já existe para passageiros de voos domésticos será estendida aos de voos internacionais: o check-in pelo celular. A partir de hoje, passageiros da TAM que embarcarem no Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, para qualquer destino internacional menos os Estados Unidos já poderão entrar no avião sem papel, apenas com o celular - e o passaporte - em mãos. Hoje, no Brasil, nenhuma companhia que opera voos para fora do País oferece o serviço.
Vai ao exterior? Já vale check-in pelo celular  (Estadão)
O procedimento é o mesmo de fazer o check-in online, pelo site da TAM, que pode ser acessado tanto do computador quanto do tablet ou do smartphone. Uma vez feito o check-in, o passageiro solicita o envio de um código bidimensional para o celular, por SMS ou e-mail. Esse código passa a ser o cartão de embarque e basta ser mostrado ao funcionário na hora de embarcar.
O check-in pode ser feito de 3 dias a 2 horas antes do embarque - o que tira a necessidade de chegar com tanta antecedência ao aeroporto. Por enquanto, estará disponível em voos de Guarulhos para Frankfurt, Paris, Londres, Milão, Madri, Cidade do México, Lima, Buenos Aires, Santiago, Montevidéu e Caracas.
Segurança. Por exigência das autoridades americanas - que solicitam que as empresas sabatinem o passageiro no check-in, perguntando sobre itens levados na mala, por exemplo -, os voos para cidades americanas ficam de fora.
Segundo a TAM, o fato de o passageiro não precisar se apresentar no check-in não acarretará problemas de segurança - o passaporte será checado depois, pela Polícia Federal e por um agente da companhia, antes do embarque no avião.
Para quem viaja com mala, a companhia promete oferecer uma fila exclusiva para despacho de bagagens - o que já é praxe em voos domésticos. "Quanto mais as empresas melhorarem a experiência do passageiro, oferecendo rapidez e comodidade, melhor", afirma o diretor da Associação do Transporte Aéreo Internacional (Iata, na sigla em inglês) no Brasil, Carlos Ebner.
O sistema de cartão de embarque eletrônico não é suficiente - é preciso que a administradora do aeroporto tenha um leitor compatível com smartphones. Por isso, o projeto piloto dessa tecnologia é sempre em aeroportos grandes, como Cumbica.
Hoje, apenas 13 aeroportos pequenos da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) exigem o cartão de embarque no papel, como o de São José dos Campos (SP) e o de Corumbá (MS).

FILME


Temporada completa Super carros antigos

 Temporada completa Super carros antigos

 

  TEMPORADA COMPLETA

Super carros antigos 1 episodio

Super Carros Antigos 2º episodio

Super Carros antigos 3º episodio

 

Assistir Super carros antigos 1 episodio

        NIKS'                                                           VEJA TAMBEM   Super carros antigos    24 Horas    Supernatural    Avatar a lenda de Aang                                                                               

Acordo com PSC pode trocar pastor Feliciano por deputada

Atualizado: 25/03/2013 10:04 | Por João Bosco Rabello, estadao.com.br

Acordo com PSC pode trocar pastor Feliciano por deputada

Mais provável é que pastor renuncie; Antônia Câmara, evangélica e correligionária, deve assumir presidência



Acordo com PSC pode trocar pastor Feliciano por deputada
"Acordo vem sendo costurado desde que as manifestações contra Feliciano começaram"
Pode ser hoje ou amanhã, mas não deve passar desta semana a solução para a Comissão de Direitos Humanos da Câmara. O mais provável é que o pastor Marco Feliciano (PSC-AC) renuncie em favor da vice-presidente da Comissão, a também evangélica e correligionária, Antônia Luciléia Ramos Câmara (AC).
O acordo vem sendo costurado desde que as manifestações contra a permanência de Feliciano no cargo inviabilizaram o funcionamento da comissão, com repercussão negativa para seu próprio partido, o PSC, e para a instituição legislativa. O presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) já concluiu que a eleição do pastor foi um erro político coletivo.
Já na quarta-feira passada Feliciano esteve a um passo da renúncia, única saída legítima para o impasse criado depois da publicidade de suas posições polêmicas em relação à questão racial, casamento gay, aborto e das cenas de mercantilismo religioso que protagonizou ao exigir de um fiel, mais que o cartão de crédito, sua senha, em nome de Jesus.
Acordo com PSC pode tirar pastor Feliciano da comissão (Estadão)Ele foi esperado para uma reunião com líderes de seu partido e o presidente da Câmara, mas deixou-os esperando depois de sugerir que entregaria o cargo. O PSC teme que além do desgaste, a polêmica atraia o Ministério Público e criminalize a condução da igreja onde o pastor faz sua doutrinação.
Por essência uma Casa eletiva, a Câmara não tem meios de destituir um parlamentar eleito para um cargo, por manifestar suas opiniões.
Por pior que sejam, só a renúncia torna legítima sua substituição, ainda mais já reconhecida a colaboração geral para que ocupasse a presidência da comissão. PT, PSDB e até PC do B abriram espaço ao PSC em troca de vagas em outras comissões.
Ajuda o processo de convencimento político exercido junto ao pastor, a favor de sua renúncia, a exposição de sua família e da igreja. Se outras movimentações de bastidores não alterarem as bases do acordo, o PSC mantém o cargo, que seria ocupado pela deputada do Acre.
Antônia é economista de formação e de perfil mais ameno e isento, segundo lideranças políticas envolvidas com o processo. Mas, a essa altura, a visibilidade ganha pela comissão pode exigir um nome mais sólido, de biografia mais confiável e com trânsito amplo nos segmentos envolvidos com a questão dos direitos humanos.
Trocando em miúdos, a polêmica suscitada pelas posições do pastor pode devolver à comissão a importância que os partidos lhe negaram, ao virar-lhes as costas.

Prefeitura quer terminal de ônibus na frente do Aeroporto de Congonhas

Atualizado: 25/03/2013 02:04 | Por CAIO DO VALLE, estadao.com.br

Prefeitura quer terminal de ônibus na frente do Aeroporto de Congonhas

Expectativa é de que ele fique pronto em até três anos e meio; na mesma região, já está sendo construída uma estação de monotrilho



Prefeitura quer terminal de ônibus na frente do Aeroporto de Congonhas
A Prefeitura planeja construir um terminal de ônibus na frente do Aeroporto de Congonhas, na zona sul. Se sair do papel, será o segundo equipamento voltado ao transporte público de massa erguido na área, hoje de difícil acesso a quem não usa carro ou táxi. O Metrô já começou a fazer perto dali uma estação de monotrilho, prevista para ser entregue no fim de 2014.
Segundo a Secretaria Municipal dos Transportes, o Terminal Jardim Aeroporto, que atenderá o futuro corredor de ônibus da Avenida 23 de Maio, terá área coberta de 13 mil m² e plataformas com 540 metros. A expectativa é de que fique pronto em até três anos e meio.
Por ora, não há informações sobre quantos passageiros devem ser beneficiados pelo terminal nem quantas linhas o servirão. Tampouco se será ligado à estação de monotrilho e ao aeroporto. A São Paulo Transporte (SPTrans) diz que os detalhes do empreendimento ainda dependem de estudos.
Na semana passada, foram lançados editais para contratar os projetos básicos deste e de mais dez terminais - todos nas zonas sul e leste -, além de 123 km de corredores de ônibus. A localização exata do terminal do aeroporto não foi informada, mas, pelo mapa anexado à licitação, será perto da esquina da Avenida Washington Luís com a Rua Vieira de Moraes. O terreno da antiga Vasp, atualmente desocupado, fica bem ao lado. Nas redondezas, também há um bolsão de radiotáxis. O terminal poderia ser montado em algum desses pontos.
Para o comerciante Valmir Paulo Ferreira, de 73 anos, a obra será boa. "Há anos, ali está totalmente abandonado, vazio." Ele arrenda uma lanchonete na Washington Luís. Uma de suas funcionárias, a cozinheira Maria Araújo, de 49 anos, que mora no Grajaú, na zona sul, usa diariamente ônibus para trabalhar. Em sua opinião, o terminal deverá facilitar sua vida. "Provavelmente, vou poder pegar o ônibus vazio."
O corredor previsto pela gestão Fernando Haddad (PT) para o corredor norte-sul terá 25,3 km. As obras devem começar no ano que vem. Para o projeto, estão previstos mais dois terminais além do Jardim Aeroporto: Jardim Miriam e Baronesa, também na zona sul.
Opções. Para especialistas, o corredor pode se tornar mais atraente que o monotrilho para quem quiser ir de transporte coletivo ao aeroporto. Isso porque a Linha 17-Ouro do Metrô inicialmente ligará Congonhas apenas à Estação Morumbi da Linha 9-Esmeralda da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), fora de mão da região central. De monotrilho, quem está no centro terá de ir até o Morumbi para depois voltar ao aeroporto. A extensão desse ramal até o Jabaquara, onde se conectará com a Linha 1-Azul do Metrô, de mais fácil acesso a áreas centrais, ainda não tem data.

Candidatos fazem peregrinação por vaga no Supremo

Atualizado: 25/03/2013 02:06 | Por FELIPE RECONDO / BRASÍLIA, estadao.com.br

Candidatos fazem peregrinação por vaga no Supremo

Cerca de 40 pretendentes já se apresentaram para o posto de Ayres Britto, que se aposentou em meio ao julgamento do mensalão



Candidatos fazem peregrinação por vaga no Supremo O processo de escolha do novo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) esvazia uma frase repetida há mais de um século nos meios jurídicos: cargo de ministro do Supremo não se pleiteia nem se recusa. Pelas contas de integrantes do governo, mais de 40 nomes já se apresentaram em busca da vaga, e a maioria é de candidatos de si mesmos. Eles se aventuraram a disputar a cadeira deixada no ano passado pelo ministro Carlos Ayres Britto, que se aposentou em meio ao julgamento do mensalão.
São presidentes de tribunais estaduais, juízes federais e estaduais, advogados, procuradores da República, integrantes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e ministros de tribunais superiores que seguem diferentes caminhos, alguns mais discretos, outros nem tanto (ver matéria ao lado), mas todos com o objetivo único: a unção da presidente da República, Dilma Rousseff.
Um dos integrantes dessa relação é o presidente do Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJ-ES),
Pedro Valls Feu Rosa. "Fui convocado a colocar meu nome à disposição do Brasil em função de consenso dos meus pares no TJ-ES, do chefe do Poder Executivo Estadual - governador Renato Casagrande (PSB) - e dos membros da bancada federal capixaba", revelou o magistrado.
A peregrinação desses candidatos tem como destino os gabinetes do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, do secretário-executivo da Casa Civil, Beto Vasconcelos, do secretário de Reforma do Judiciário do Ministério da Justiça, Flávio Caetano, do subchefe para Assuntos Jurídicos, Ivo da Motta, e do advogado-geral da União, Luís Inácio Adams.
Fora do Executivo e das proximidades palacianas, o gabinete do ministro do STF Ricardo Lewandowski tem recebido sucessivos pedidos de audiência desde o final do ano passado. Muitos apostam que ele terá influência na escolha do novo ministro. Mesmo que ouçam o contrário do próprio Lewandowski.
O Estado pediu ao Ministério da Justiça, à Casa Civil e à Advocacia-Geral da União a lista de pessoas que pediram audiências para falar especificamente da vaga aberta no Supremo. No total, são 22 nomes de pessoas que se ofereceram para a vaga.
Somam-se a essa relação outros candidatos já mencionados em outras disputas. Seus nomes não constam dessas listas, mas alguns deles já procuraram por ministros do STF. Alguns argumentam que ministros do Supremo não indicam, mas podem até vetar nomes para a Corte. Nesse grupo estão conselheiros do CNJ, ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ), desembargadores de tribunais de justiça, juízes federais e procuradores da República.
Problemas. Integrantes do governo afirmam que a estratégia de se colocar à disposição para a vaga no STF não chega a ser um pecado. Às vezes, disse um deles, até ajuda a conhecer nomes que eventualmente poderiam ser sabatinados para a vaga.
Quando, em 2011, a presidente Dilma Rousseff quis indicar uma mulher para a Corte, os assessores tiveram de analisar os nomes de todas as desembargadoras dos tribunais de todos os Estados e fazer uma lista com nomes palatáveis. Ao final, chegaram a quatro nomes. A ministra Rosa Weber, na época no Tribunal Superior do Trabalho (TST), foi a escolhida.
A campanha começa a tornar-se um problema quando o candidato busca apoio político. O risco apontado é de o pretendente começar a assumir dívidas ou compromissos políticos. A ajuda que vem num primeiro momento pode tornar-se uma dívida a ser cobrada.

Zona do euro vai mal de saúde e depende da Alemanha

Atualizado: 14/03/2013 04:29 | Por estadao.com.br

Zona do euro vai mal de saúde e depende da Alemanha

Para ajudar a região, o governo alemão deve procurar aumentar sua demanda interna e apoiar uma união dos bancos



Artigo
"A crise do euro acabou. A crise na zona do euro é grave." Foi o que disse um político francês. O colapso incipiente no Chipre, que os líderes da zona do euro discutirão à noite, depois do jantar da cúpula da União Europeia em Bruxelas, talvez prove que ele errou por uma questão de dias. Entretanto, meu palpite é que provavelmente ele estará certo, pelo menos por um ano ou dois.
A Alemanha e o Banco Central Europeu fizeram o suficiente para convencer os mercados de que a zona do euro sobreviverá, por enquanto.
Mas muitas economias dessa área continuam em situação crítica. Algumas delas fizeram esforços heroicos, com resultados já visíveis. Na Espanha, por exemplo, os custos da mão de obra já baixaram e as exportações atingiram a maior alta dos últimos 30 anos. O sofrimento tem sido imenso, com 50% de desemprego entre os jovens, e os preços dos imóveis residenciais em queda de 30% a 40%. Mas, de algum modo, as pessoas conseguiram superá-lo. Isso também produziu efeitos políticos - literalmente, encorajou os catalães a se separarem do Estado espanhol - mas, no que diz respeito à política partidária convencional, o centro resistiu. Houve pouca retórica xenofóbica e os imigrantes praticamente não foram transformados em bode expiatório.
O que aconteceu na Espanha testemunha de maneira notável a capacidade de recuperação da política tradicional europeia, com seu compromisso quase instintivo à moderação, ligado a um desejo profundamente arraigado de continuar fazendo parte de um projeto europeu maior.
Mas por quanto tempo, meu Deus, por quanto tempo? Por quantos anos mais essas sociedades conseguirão suportar tais níveis de estresse socioeconômico, antes que sua política democrática chegue a extremos? Já vimos o risco com o sucesso eleitoral do partido ultranacionalista, xenofóbico e (o rótulo se justifica) neofascista Aurora Dourada, na Grécia. Muito diferente em gênero, mas maior em termos de impacto, é o impasse político italiano, decorrente da divisão dos votos entre o movimento de protesto do comediante de Beppe Grillo, Silvio Berlusconi e a esquerda, além de uma votação menor para o grupo "Monti para a Itália" de Mario Monti, e dos votos distribuídos de maneira diferente nas duas câmaras do Parlamento. Com o impasse entre as duas câmaras, a reforma encontra-se atualmente paralisada na terceira maior economia da Europa.
Em parte, isso era inevitável, mas se agravou em razão do erro humano em geral e do erro alemão em particular. Posso entender inteiramente a reação irritada dos eleitores alemães, no início, quando lhes foi pedido que salvassem outras economias europeias que se mostraram muito menos disciplinadas, menos dedicadas ao trabalho e produtivas do que eles, a fim de salvar uma moeda para cuja adoção os alemães nunca votaram. (Reduzindo seus custos da mão de obra, a Espanha está fazendo, num curso intensivo involuntário, aquilo que a Alemanha começou a fazer há uma década, por iniciativa própria). Eu próprio me sentiria dessa maneira. Posso entender a chanceler Angela Merkel e seus colegas mantendo-se firmes em sua opinião.
Mas fatos são coisas tenazes. Quando os fatos mudam, ou pelo menos ficam mais claros, as estratégias políticas precisam ser ajustadas de acordo. O dever dos políticos numa democracia liberal - que funcione corretamente - é reconhecer esses fatos e explicá-los para os eleitores, não para atrair os eleitores com promessas falsas. Eis um exemplo: os chamados "multiplicadores fiscais", ou seja, o impacto sobre o PIB (Produto Interno Bruto) de um corte (ou um aumento) dos gastos públicos.
Em períodos normais, quando muitos dos países com que você realiza negócios estão mostrando um bom desempenho, esse multiplicador por chegar a 0,2 ou 0,4 - isto é, o PIB declina entre 0,2% a 0,4% a cada 1% de corte da despesa pública. Mas quando praticamente todos estão em recessão, o efeito aumenta drasticamente. Esse foi o caso durante a Grande Depressão há 80 anos, como o historiador econômico de Oxford Kevin O' Rourke e seus colaboradores estabeleceram claramente. E é o caso novamente hoje, na nossa Grande Recessão, como economistas no FMI, União Europeia e outras instituições estão agora reconhecendo. Num período de ampla recessão, os multiplicadores fiscais podem subir acima de 1, de modo que um corte de 1% nos gastos públicos pode causar uma queda de 1,5% no PIB. O que altera de modo significativo o cálculo da austeridade.
Eis um outro fato, um pouco mais significativo, portanto mais contestável, mas determinante: o sofrimento provocado pelos ajustes é observado principalmente nos países periféricos do Sul da Europa e não no Norte europeu. Mas foram necessários os dois para criar esta confusão.
Devemos responsabilizar o tomador de empréstimo irresponsável do Sul, mas também o credor de vista curta no Norte - por exemplo, os bancos alemães. O que nos leva a uma outra afirmação, um pouco mais especulativa: a Alemanha tem mais a perder do que qualquer outro país no caso de um colapso da zona do euro. Segundo uma estimativa, a exposição dos bancos alemães aos devedores irlandeses, portugueses, espanhóis e gregos se eleva a 400 bilhões. O próprio conselho de assessores econômicos do governo alemão calculou que os prejuízos potenciais para os credores alemães na eventualidade de um colapso da zona do euro chegariam a 2,8 trilhões, superando o PIB anual da Alemanha, que é de 2,65 trilhões. Qualquer moeda que venha suceder o euro, seja o marco alemão ou um euro norte-europeu (Nordo ou Neuro), terá uma taxa cambial menos favorável para as exportações germânicas.
Não em razão de algum dogma keynesiano, tampouco por idealismo ou sentimentalismo com relação aos seus camaradas europeus, mas pelo seu próprio interesse nacional, a Alemanha precisa fazer mais. Deve aumentar sua demanda interna, apoiar uma união de bancos forte e adotar alguma medida como a proposta feita pelos seus próprios assessores econômicos, de uma mutualização limitada da dívida da zona do euro - com condições que sejam adequadamente severas. Em termos de política econômica de toda a zona do euro, ou mais precisamente, a adoção de medidas de natureza política que impulsionem a economia, o melhor momento para isso já passou. Foi o que chamamos de Momento Monti.
Como primeiro ministro, Mario Monti estava lutando bravamente para fazer a coisa certa na Itália, mas também insistindo para a Alemanha cumprir com sua parte. Os alemães não aproveitaram o momento, mas hoje eles têm mais uma chance. Aquele que for eleito o próximo chanceler nas eleições gerais em setembro, independente da coalizão, necessitará caminhar um pouco mais para salvar adequadamente a zona do euro.
As chamadas "eleições europeias" serão realizadas em junho de 2014, mas as eleições decisivas para a Europa serão as nacionais - e nenhuma delas é mais importante do que a da Alemanha.
Naturalmente é pura coincidência o fato de a Alemanha enfrentar esse desafio exatamente quando nos aproximamos do 100.º aniversário de 1914; mas é uma coincidência que revela também uma oportunidade histórica para uma liderança europeia construtiva por parte do poder central do continente. Vamos Alemanha. Agarre o que o historiador Fritz Stern chamou de sua "segunda chance" histórica e faça bom uso dela. / TRADUÇÃO TEREZINHA MARTINO E ANNA CAPOVILLA