domingo, 24 de março de 2013

Assistir 18 to Life 1 Temporada

Assistir 18 to Life 1 Temporada Dublado e Legendado Online

Assistir 18 to Life 1 Temporada Dublado e Legendado

Descrição:

Assistir 18 to Life 1 Temporada Online, Dublado, Legendado, Download, Baixar, 18 To Life é uma série sobre dois vizinhos com pontos de vistas opostos que se tornam família depois que seus filhos adolescentes acabam se casando.

Assistir Episódios:

Assistir 18 to Life 1ª temporada Online ( Legendado ) MixVideo
Episódio 01 - A Modest Proposal Legendado
Episódio 02 - No Strings Attached Legendado
Episódio 03 - It's My Party Legendado
Episódio 04 - Detour Legendado
Episódio 05 - Baby Got Bank Legendado
Episódio 06 - Goy Story Legendado
Episódio 07 - Hanging Pictures Legendado
Episódio 08 - Phil 'er Up Legendado
Episódio 09 - Working Noon to Five Legendado
Episódio 10 - Guess Who's Coming To Dinner Legendado
Episódio 11 - In Sickness and in Health Legendado
Episódio 12 - Wingman - Season Finale Legendado

18 to Life

Descrição:

Assistir 18 to Life 1 Temporada Dublado e LegendadoAssistir 18 to Life 1 Temporada Online, Dublado, Legendado, Download, Baixar, 18 To Life é uma série sobre dois vizinhos com pontos de vistas opostos que se tornam família depois que seus filhos adolescentes acabam se casando.



Temporadas Completas Niks'

FILME


Vulcões extinguiram metade das espécies da Terra há 200 milhões de anos

Vulcões extinguiram metade das espécies da Terra há 200 milhões de anos 

VEJA

Evento teria sido responsável por abrir o caminho para a evolução dos dinossauros e sua dominação do planeta por 135 milhões de anos

Vulcão
Gases liberados por atividade vulcânica intensa provocaram alterações climáticas que causaram a extinção de cerca de metade das espécies da Terra há cerca de 200 mil anos (Thinkstock)
Utilizando um novo processo de datação de rochas, pesquisadores americanos relacionaram com precisão um intenso período de erupção vulcânica à extinção de cerca de metade das espécies existentes na Terra há 200 milhões de anos, a chamada Quarta Grande Extinção. O evento teria aberto o caminho para a evolução dos dinossauros e sua dominação do planeta pelos 135 milhões de anos seguintes, até que estes também foram extintos.

Conheça a pesquisa

TÍTULO ORIGINAL: Zircon U-Pb Geochronology Links the End-Triassic Extinction with the Central Atlantic Magmatic Province
ONDE FOI DIVULGADA: revista Science
QUEM FEZ: Terrence J. Blackburn, Paul E. Olsen, Samuel A. Bowring, Noah M. McLean, Dennis V. Kent, John Puffer,  Greg McHone, E. Troy Rasbury e Mohammed Et-Touhami
INSTITUIÇÃO: Instituto de Tecnologia de Massachusetts, nos EUA
RESULTADO: Utilizando um novo método de datação de rochas, pesquisadores relacionaram com precisão a Província Magmática do Atlântico Central, série de grandes erupções ocorridas há cerca de 200 milhões de anos, com a Quarta Grande Extinção pela qual a Terra passou.
No estudo, publicado online nesta quinta-feira na revista Science, os pesquisadores utilizaram uma nova técnica de análise da decomposição de isótopos de urânio para determinar a idade das rochas formadas a partir do resfriamento do magma das grandes erupções. As análises foram feitas em basaltos coletados nos Estados Unidos e no Marrocos. Essas rochas são provenientes da Província Magmática do Atlântico Central (Camp, na sigla em inglês), resultado de uma série de grandes erupções ocorridas há cerca de 200 milhões de anos, quando todos os continentes se encontravam ligados como um só.  Pesquisadores estimam que essas erupções tenham despejado cerca de 10,4 milhões de quilômetros cúbicos de lava durante 600.000 anos.
Os pesquisadores conseguiram determinar com precisão a data da Extinção do Triássico-Jurássico: 201.564.000 anos atrás, exatamente o período da intensa atividade vulcânica da Província Magmática do Atlântico Central. Os gases liberados pelas erupções, em especial o gás carbônico, teriam provocado o aquecimento do planeta e comprometido a sobrevivência de parte das espécies.
Estudos anteriores já haviam sugerido uma ligação entre a Camp e a Quarta Grande Extinção, mas eles trabalhavam com margens de erro de 1 a 3 milhões de anos, enquanto a nova margem é de apenas alguns milhares de anos, um valor baixo do ponto de vista geológico.
Futuro – A extinção dos dinossauros, atribuída à queda de um meteorito, é considerada a quinta e última extinção em massa pela qual a Terra passou. Alguns cientistas sugerem que o planeta esteja passando atualmente por uma sexta extinção, causada pelo homem. A queima de combustíveis fósseis libera quantidades imensas de gás carbônico na atmosfera, causando aumento da temperatura, desequilíbrio dos ecossistemas e aumento a acidez das águas.
"A extinção do Triássico-Jurássico é análoga aos dias de hoje. A partir do estudo dos registros geológicos, é possível saber muito sobre o impacto do aumento da quantidade de gás carbônico na atmosfera sobre a temperatura do planeta, acidez dos oceanos e manutenção da vida na Terra ", afirma Terrence Blackburn, um dos autores do estudo.
 
info-extincao-em-massa

Estudo mostra mapa mais detalhado do início do Universo

Estudo mostra mapa mais detalhado do início do Universo

Mapa exibe os primeiros sinais de luz do Universo, emitidos 380.000 anos depois do Big Bang, uma espécie de "fóssil" que pode ajudar a explicar a formação de estrelas e planetas

Guilherme Rosa
mapa
O mapa mostra o que seria o Universo "apenas" 380.000 após o Big Bang: os pontos azuis mostram as regiões mais densas, que acabaram dando origem às galáxias (ESA and the Planck Collaboration)
Pesquisadores da Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês) divulgaram nesta quinta-feira um mapa que mostra os primeiros sinais de luz do Universo, emitidos "apenas" 380.000 anos depois do Big Bang. Segundo os cientistas, esses raios são uma espécie de fóssil que pode ajudar a explicar a formação e evolução das galáxias, estrelas e planetas — incluindo a Terra. "Ousamos observar o Big Bang de muito perto, o que permite uma compreensão da formação do Universo vinte vezes melhor do que antes", disse Jean-Jacques Dordain, diretor-geral da ESA, ao apresentar os resultados.
O mapa é feito a partir das informações coletadas durante os primeiros 15 meses de observações feitas com o telescópio espacial Planck, lançado pela ESA em 2009 para estudar a radiação cósmica de fundo — os primeiros raios de luz emitidos em toda a história. Nos primeiros momentos após o Big Bang, o Universo era composto por uma mistura muito quente de prótons, elétrons e fótons. Com o passar dos milênios, essa mistura foi se resfriando e, quando chegou a cerca de 2.700 graus Celsius, prótons e elétrons passaram a se juntar, formando os primeiros átomos de hidrogênio e hélio. Assim, os fótons, que são as partículas de luz, ficaram livres para percorrer o cosmos.
Essa mesma radiação primordial está até hoje, mais de 13 bilhões de anos depois, viajando por todo o cosmos. No entanto, com a enorme expansão que o Universo sofreu durante esse tempo, esses raios de luz também tiveram seu comprimento de onda expandido. Eles são invisíveis ao olho humano e só podem ser observados por meio de radiotelescópios ou telescópios infravermelhos — como o telescópio Planck.
Cartografia estelar — Apesar de essa radiação estar quase uniformemente distribuída pelo Universo, ela apresenta algumas flutuações muito pequenas de temperatura, que foram detectadas pelos instrumentos sensíveis do satélite. Essas flutuações representam pontos onde o Universo era mais denso (isso está representado no mapa pelas cores mais azuladas). "O mapa feito pelos pesquisadores mostra essas variações minúsculas de temperatura, que seriam o ponto de partida para o Universo que existe hoje", diz Raul Abramo, professor do Instituto de Física da Universidade de São Paulo.
Esses pontos de maior densidade, segundo os pesquisadores, seriam como sementes das estruturas que formam o Universo hoje em dia. Com o passar do tempo, esses pontos começaram a acumular matéria e, gradualmente, a força de sua gravidade foi formando estrelas e galáxias. "O mapa fornece uma fotografia extremamente detalhada do início do Universo. Todas as estruturas que vemos hoje em dia cresceram de flutuações pequenas de densidade pouco depois do Big Bang", disse Simon White, diretor do Instituto Max Planck de Astrofísica, que esteve envolvido nesse estudo.
 
universo
Modelo padrão — Segundo os pesquisadores, os dados apresentados no mapa estão, em geral, de acordo com o previsto pelas teorias desenvolvidas para explicar a origem e evolução do Universo, chamadas de modelo cosmológico padrão.  Além disso, eles ajudam a refinar as informações usadas nessas pesquisas. Por exemplo, o estudo estabelece um novo valor para a taxa com que o cosmos está se expandindo e uma nova idade para o Universo: 13,82 bilhões de anos — próxima da margem de erro antes estimada.

Saiba mais

MATÉRIA ESCURA
Quando os cientistas observam a forma com que estrelas e galáxias se movem, há algo inusitado. Segundo as leis da física, as estrelas e planetas deveriam se movimentar mais lentamente à medida que se afastam do centro dela. Mas isso não acontece na prática. Para que as equações da física façam sentido, é preciso que exista alguma força empurrando o amontoado de poeira, gás, estrelas e planetas da periferia das galáxias em velocidades semelhantes a de corpos que estão mais próximos do núcleo. Essa força adicional é a gravidade de uma manifestação da natureza que possui massa, mas não emite qualquer luz.
ENERGIA ESCURA
A energia escura é uma componente descoberta recentemente que representa 70% do conteúdo do Universo. Ela é a suposta responsável pela aceleração da expansão do Universo.
A análise também serve para atualizar a distribuição de material que forma o Universo. Segundo o estudo, a matéria normal, responsável pela formação de estrelas e planetas, contribui com apenas 4,9% da massa e da densidade de energia do universo. Até agora, o valor esperado era de 4,5%. A matéria escura, que é invisível e só é conhecida por causa de seu efeito gravitacional, corresponde a 26,8% da massa do Universo. Antes, era 22,7%. O resto — 68,3% — é composto pela energia escura, um componente misterioso ao qual se atribui a expansão do Universo.
Alguns dados, porém, são difíceis de explicar e conciliar com o modelo padrão. Os cientistas, por exemplo, descobriram assimetrias entre temperatura de hemisférios opostos do céu, o que vai contra a ideia prevista pelo modelo de que o Universo seria bastante similar em qualquer direção. Além disso, eles encontraram uma parte fria que se estende por uma região muito maior do que o esperado. Segundo os cientistas, esses dados terão de ser mais estudados, e, se não forem erros de medição, podem levar a uma revisão do modelo.



Opinião do especialista

Raul Abramo
Professor do Instituto de física da Universidade de São Paulo

"Esse mapa é muito importante, pois mostra um retrato de como era o Universo quando ele tinha apenas 380.000 anos de idade, e não existia nenhuma estrela ou molécula — nem um mísero grão de matéria. Ele constitui a observação definitiva dos primórdios do universo. Vai ser uma referência no futuro e ainda será estudado daqui a 100 ou 200 anos."
"O fato de as observações estarem de acordo com as teorias dos cientistas é uma comprovação extremamente poderosa de que os modelos que usamos para explicar a origem e a evolução do Universo estão funcionando. Isso mostra que nossas teorias sobre a gravidade e as forças fundamentais funcionam muito bem para descrever como o Universo funciona."
"O estudo encontrou algumas anomalias que não eram esperadas pelo modelo padrão. Sabemos que o Universo tem uma alta dose de aleatoriedade, de caos. Mas o Telescópio Planck confirmou que, nas maiores escalas observáveis, sua distribuição parece um pouco menos aleatória do que seria esperado. Isso, no entanto, não é novidade — já havia sido observado por outras medições. O que os pesquisadores fizeram foi confirmar que essas anomalias existiam. Mesmo com as novas medições, os pesquisadores não sabem o que essas anomalias  são — isso vai ficar em suspense. Não está claro se algum dia isso será respondido. Então, na verdade, nada muda. Frente às outras descobertas e ao conjunto de dados apresentados, a significância dessas anomalias é muito pequena."

Magnata russo Boris Berezovsky é encontrado morto em sua casa na Inglaterra

Magnata russo Boris Berezovsky é encontrado morto em sua casa na Inglaterra

VEJA

Aos 67 anos, empresário deixou uma fortuna de cerca de 700 milhões de dólares e seis filhos

Boris Berezovsky no seu escritório em sua casa, na Inglaterra
Boris Berezovsky no seu escritório em sua casa, na Inglaterra - John Downing/Hulton Archive/Getty Images
O magnata russo Boris Berezovsky, de 67 anos, foi encontrado morto em sua casa na Inglaterra na tarde deste sábado. A morte foi anunciada pelo genro de Berezovsky, Egor Schuppe, num post no Facebook, e confirmada por seu advogado, Alexander Dobrovinsky. Ainda não foi informada a causa da morte, mas alguns veículos de imprensa afirmam que Berezovsky estava deprimido e pode ter se suicidado.O empresário sobreviveu a diversas tentativas de assassinato ao longo dos anos – entre elas um atentado a bomba que matou seu motorista.
No começo da década de 90, Berezovsky, matemático por formação que começou a amealhar sua fortuna no setor de venda automotiva, se aproximou do stablishment político da Rússia – de Boris Yeltsin e Vladimir Putin, em especial. Ele apoiou Putin quando este ascendeu à presidência do país, em 1999. Mas o contato entre ambos azedou e o magnata se tornou um crítico acerbo do regime de Moscou. Em 2000, depois de romper com Putin, ele se mudou para a Inglaterra e recebeu asilo político três anos depois.
Em 1997, o patrimônio de Berezovsky, então no auge de seus sucesso e influência, foi estimado pela revista Forbes em 3 bilhões de dólares. Ao longo da década seguinte, tornou-se difícil avaliar a extensão de sua riqueza, calcada em uma rede pouco transparente de negócios. Um estimativa de 2012 falava em 700 milhões de dólares. Na lista de 2013, o empresário já não estava entre os mais ricos devido ao colapso de muitos de seus investimentos. Ele vinha realizando a venda de bens como um iate e o quadro Lenin Vermelho (Red Lenin), do artista pop americano Andy Wahrol.
Nos últimos anos, Berezovsky envolveu-se em duas espetaculares batalhas legais. Numa ação de divórcio, sua ex-mulher, a russa Galina Besharova, conquistou o direito a um patrimônio de 150 milhões de dólares. Outro embate o contrapôs ao compatriota Roman Abramovich, dono do clube de futebol Chelsea. A ação, de 5 bilhões de dólares, girava em torno da petrolífera Sibneft e foi a maior ação civil na história jurídica da Grã-Bretanha. Em 2012, Berezovsky foi derrotado nos tribunais e teve de arcar com despesas jurídicas de 250 milhões de dólares.
Ele é apontado no Brasil como um dos articuladores da parceria feita em 2004 entre o Corinthians e o grupo de investidores Media Sports Investment (MSI), do qual seria o principal acionista. Essa união levou ao clube jogadores como Carlitos Tévez, Javier Mascherano e Nilmar. O Ministério Público chegou a pedir a prisão do magnata, em 2007, por lavagem de dinheiro.

Filme


Vinde a mim os eleitores: a força da bancada evangélica no Congresso

Vinde a mim os eleitores: a força da bancada evangélica no Congresso

VEJA

A confusão envolvendo o deputado-pastor Marco Feliciano expôs a atuação dos parlamentares ligados a igrejas evangélicas. E eles vieram para ficar

Gabriel Castro e Marcela Mattos, de Brasília
Deputados durante momento de oração
Parlamentares evangélicos em momento de oração (Saulo Cruz/Agência Câmara)
"O Senhor disse que aqueles que querem viver piedosamente serão perseguidos. Estamos vivendo um ensaio daquilo que ainda virá com mais intensidade contra os cristãos". Com o colarinho desabotoado, terno e gravata escuros e camisa branca, o pastor Henrique Afonso (PV-AC) faz um alerta às pessoas que acompanham sua pregação na manhã da última quarta-feira. O local: o plenário número dois das comissões da Câmara dos Deputados. O público: oito deputados federais e trinta servidores do Congresso.
O culto ocorre semanalmente. Os parlamentares-pastores fazem um rodízio. A cada semana, uma dupla divide a direção do serviço e a pregação do dia. Na última quarta-feira, o sermão de Henrique Afonso estava relacionado à tensão gerada pela eleição de Marco Feliciano (PSC-SP), pastor da Assembleia de Deus, para a presidência da Comissão de Direitos Humanos. O deputado enfrenta resistência por afirmar que a união de pessoas do mesmo sexo é condenável e dizer que os africanos são vítimas de uma maldição dos tempos bíblicos. O caso apontou os holofotes para a atuação da bancada evangélica no parlamento. Em parte pelos próprios defeitos, em parte pela incompreensão dos adversários políticos, esses parlamentares têm ganhado espaço cada vez maior no debate político nacional. E os sinais são de que eles vieram para ficar.
A presença de evangélicos na política – assim como a de católicos ou espíritas –  não é novidade. Partidos de inspiração cristã existem em países como Suíça, Inglaterra e Holanda sem que isso signifique qualquer ameaça à democracia. A mulher mais poderosa da Europa, a primeira-ministra alemã, Angela Merkel, pertence à tradicional União Democrata-Cristã de seu país. A mesma Alemanha tem como presidente o independente Joachim Gauck, um conhecido pastor luterano. O maior partido do Parlamento Europeu, o European People's Party, é composto fundamentalmente por democratas-cristãos. Assim como os cultos na Câmara dos Deputados, a realização de eventos religiosos no Congresso dos Estados Unidos é comum desde a época de Thomas Jefferson. O movimento abolicionista surgiu na Inglaterra, organizado por um grupo de doze protestantes. A campanha dos direitos civis nos Estados Unidos teve como líder o pastor batista Martin Luther King.

Frente Parlamentar Católica?


  1. Ao contrário dos evangélicos, os parlamentares católicos não compõem uma frente parlamentar. Mas a bancada se organiza informalmente. Entre os deputados que pertencem à Igreja, os mais ativos são os ligados ao movimento da Renovação Carismática – um equivalente ao movimento pentecostal nas igrejas protestantes. Apesar de não se organizarem em um grupo oficial, os católicos são os criadores da Frente Parlamentar em Defesa da Vida e contra o Aborto, presidida pelo deputado Salvador Zimbaldi (PDT-SP). O grupo, engrossado por evangélicos, conta com 220 deputados e doze senadores.
Em Brasília, chama a atenção a atuação organizada desse grupo de parlamentares que, apesar de pertencerem a partidos diferentes, se articulam na defesa de suas bandeiras. E elas costumam ser mais contra do que a favor: contra a legalização do aborto, o casamento gay, a eutanásia e a liberação das drogas. A favor, basicamente, da ampla liberdade religiosa. No total, os evangélicos representam 14,2% dos deputados e 5% dos senadores.
A bancada evangélica também não foge à regra do Congresso Nacional quando o assunto são denúncias de corrupção. Dos 73 integrantes na Câmara, 23 respondem a processo no Supremo Tribunal Federal (STF). Há acusados de corrupção, peculato (desvio praticado por servidor público), crime eleitoral, uso de documento falso, lavagem de dinheiro e estelionato. Há até um condenado a prisão que pode ir para a cadeia em breve: Natan Donadon, que tem pena de treze anos e quatro meses a cumprir.
Outro ponto delicado é a legitimidade do uso de fiéis como plataforma política. São muitos os indícios de que alguns deputados evangélicos utilizam os seguidores como massa de manobra. Na última quarta-feira, em meio à turbulência envolvendo a Comissão de Direitos Humanos, Anthony Garotinho (PR-RJ) dava conselhos a Marco Feliciano no plenário da Câmara e sugeria que o colega renunciasse à presidência do colegiado. Ex-governador do Rio, Garotinho foi direto: "O que você tinha que capitalizar no meio evangélico, já capitalizou".
"Todos os partidos têm buscado, de uma maneira geral, ter evangélicos nos seus quadros, porque é um segmento substantivo do eleitorado brasileiro. Essas religiões estão crescendo, e é claro que há interesse como massa eleitoral", diz o cientista político e professor da Universidade de Brasília (UnB) João Paulo Peixoto. Ele também afirma que os parlamentares evangélicos, se não são melhores do que a média, não fogem à regra dos colegas de Congresso: "Os evangélicos não estão acima do bem e do mal. Embora tenham uma pregação rígida dos valores morais, há também um outro lado que diz respeito à própria condição humana", afirma.
O deputado João Campos (PSDB-GO), pastor da Assembleia de Deus e presidente da Frente Parlamentar Evangélica, reconhece que os desvios éticos prejudicam a imagem dos parlamentares da frente: "Se tiver um processo de corrupção, é claro que incomoda. A exposição negativa pode prejudicar, mas acho que faz parte do processo".
Histórico – A Frente Parlamentar Evangélica foi criada em 2003. Três anos depois, o Congresso foi atingido por um escândalo que colocou os evangélicos em evidência da pior forma possível: a Máfia das Sanguessugas, que desviava emendas parlamentares e abastecia os bolsos de deputados e empresários, envolveu 23 integrantes da bancada. Desses, dez eram da Igreja Universal do Reino de Deus e nove pertenciam à Assembleia de Deus. Talvez por isso, os deputados ligados a essas igrejas perderam espaço nas eleições de 2006. A recuperação nas urnas ocorreu em 2010 com a renovação dos quadros políticos. Hoje, representantes da Assembleia de Deus – que tem diversas ramificações e não possui comando único, como é o caso da Igreja Universal – são os mais numerosos.
Além dos deputados, quatro senadores compõem o time evangélico no Congresso. A maioria desses 77 parlamentares pertence à base da presidente Dilma Rousseff. Mas, como algumas bandeiras relacionadas ao aborto e ao casamento de pessoas do mesmo sexo não são prioridade na pauta dos partidos de oposição, os evangélicos acabam ocupando uma função dúbia: apoiam o governo em temas econômicos e de assistência social, mas divergem abertamente quando o Executivo quer, por exemplo, distribuir o "kit-gay" nas escolas primárias ou relaxar as penas para traficantes de drogas.
A parceria com um governo petista é especialmente contraditória porque o partido tem como resolução oficial a legalização do aborto e a defesa das bandeiras do movimento gay. O autor do sermão da última quarta-feira no culto da Câmara sabe bem disso. Henrique Afonso, que é presbiteriano, foi integrante do PT até 2009, quando acabou punido por não abrir mão da oposição ao aborto. Luiz Bassuma, espírita, também deixou a sigla e foi parar no mesmo PV.

"Nós tínhamos uma cláusula de consciência quando eu entrei no PT, e isso me garantia a expressão da minha cosmovisão", explica Afonso. "A partir do momento em que tiraram essa cláusula de consciência e passaram a defender explicitamente a descriminalização do aborto e outras matérias associadas à bioética, eu tive de ter um posicionamento contrário."
Afonso e Bassuma entraram no PV porque, na época, a sigla tinha como expoente a ex-senadora Marina Silva, também evangélica. Agora, ela pretende formalizar o seu novo partido, a Rede, para disputar as eleições presidenciais de 2014. É pouco provável que o projeto seja bem-sucedido. Mas, se funcionar, Marina será a primeira representante das igrejas protestantes a chegar ao poder máximo.
Leia também:
Entrevista: "A união homossexual não é normal", diz Feliciano
Feliciano afirma que africanos são acompanhados por maldição
Estado laico – Anthony Garotinho, um dos expoentes da bancada, afirma que a laicidade - separação do poder político e administrativo da religião - do estado é uma bandeira dos protestantes. "O que não pode é misturar a sua fé com a laicidade do estado", diz. O ex-governador do Rio de Janeiro é um curioso caso de político que mudou de eleitores ao longo da carreira: até 1994, quando se converteu e passou a integrar a Igreja Presbiteriana, ele se definia como marxista. Embora possa parecer contraditória, a defesa da laicidade é uma bandeira antiga dos deputados evangélicos. Antes de temas como a união de pessoas do mesmo sexo ganharem espaço no Congresso, um dos principais alvos dos protestantes eram a Igreja Católica, que eles viam como privilegiada pelo poder público.
A presença dos evangélicos no Congresso é apenas o resultado de uma realidade demográfica: o rápido crescimento das religiões evangélicas, especialmente as pentecostais, deve resultar em uma consolidação da presença de pastores protestantes no poder. A bancada evangélica, aliás, permanecerá em evidência nos próximos dias. A pressão para que Marco Feliciano deixe a presidência da Comissão de Direito Humanos continua crescendo. Ele diz que não abrirá mão do cargo. Mas, se isso acontecer, os parlamentares de partidos de esquerda que protestam contra o pastor não devem ficar muito animados: os deputados evangélicos permanecerão sendo maioria na comissão. Sinal de novos tempos no Congresso.
1 de 5

Eduardo Cunha (PMDB-RJ)

Cunha: influente no Congresso e enrolado na Justiça Líder do PMDB, a segunda maior bancada da Câmara dos Deputados, o deputado Eduardo Cunha (RJ) é conhecido por ser um bom articulador: negocia cargos e liberação dos recursos de emendas dos parlamentares. Cunha ajudou a levar o polêmico pastor Marco Feliciano (PSC-SP) à presidência da Comissão de Direitos Humanos, ao ceder vagas de seu partido ao PSC. A questão religiosa por vezes o sobressalta. O deputado-pastor criticou a ministra de Política para as Mulheres, Eleonora Menicucci, devido ao seu posicionamento favorável à legalização do aborto e à união homossexual. “A nomeação da abortista sodoministra foi um desastre para a imagem do governo. Lamentável mesmo”, disse, por meio do Twitter. Atualmente, Cunha é réu de ação penal do STF por falsificação de documentos. Além disso, é investigado por sonegação de impostos. 

Tempo e temperatura no Brasil e no mundo.

Tempo e temperatura no Brasil e no mundo.

°F  | °C
Cidades

STF autoriza investigação contra líder do governo no Senado

Atualizado: 23/03/2013 06:48 | Por Reuters, Reuters

STF autoriza investigação contra líder do governo no Senado






SÃO PAULO, 23 Mar (Reuters) - O Supremo Tribunal Federal (STF) abriu inquérito para investigar denúncia de que o líder do governo no Senado, Eduardo Braga (PMDB-AM), cometeu fraude na desapropriação de um terreno em 2003, quando era governador do Amazonas.
Em decisão na noite de sexta-feira, segundo informações da Agência Brasil, o ministro Gilmar Mendes, do STF, acatou pedido da Procuradoria Geral da República para investigar se Braga cometeu os crimes de peculato, formação de quadrilha e fraude em licitação.
Segundo a denúncia da PGR, um terreno comprado pela empresa Columbia Engenharia por 400 mil reais foi desapropriado pelo governo do Estado três meses depois por 13,1 milhões de reais para a construção de moradias populares.
Além de Braga, outras seis pessoas estariam envolvidas no suposto esquema, segundo a PGR.
Ao abrir o inquérito para analisar o caso, Mendes autorizou várias medidas, como quebra de sigilo bancário, perícia da Polícia Federal e coleta do depoimento dos envolvidos.
Como Braga é senador, dispõe de prerrogativa de foro e qualquer abertura de investigação contra ele precisa ser autorizada pelo Supremo.