sexta-feira, 22 de março de 2013
Fim do Live Messenger já motiva ataques virtuais
Fim do Live Messenger já motiva ataques virtuais
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A companhia aponta que diversos domínios relacionados ao tema foram registrados e carregados com códigos maliciosos. Os criminosos mais ousados chegaram a comprar cotas de anúncios no serviço de publicidade do Google, o que ajuda a colocar as páginas falsas em evidência no buscador. “Numa simples busca no Google por ‘MSN Messenger’, o primeiro resultado exibido é de um link malicioso de um domínio registrado com dados falsos, criado somente para distribuir um Trojan bancário, disfarçado como instalador”, afirma o relatório.
Algumas ameaças chegam a oferecer versões do Live Messenger que não serão afetadas pela migração com o Skype. Isso é mentira. É importante ressaltar que a Microsoft vai desativar todos os clientes do MSN, deixando apenas o Skype.
Se você clicou em um link suspeito ou instalou programas a partir de sites desconhecidos, passe um antivírus atualizado em seu computador. Em caso de dúvida, evite entrar em sites que pedem dados pessoais como endereço, nome de familiares, números de telefone e de cartões de crédito.
Academia Americana de Pediatria apoia casamento homossexua
Academia Americana de Pediatria apoia casamento homossexual
Entidade publicou estudo afirmando que o fato de serem criadas por casais homossexuais não impacta no desenvolvimento emocional, cognitivo, social e sexual das crianças
Para a Academia Americana de Pediatria, viver com pais
homossexuais não afeta o desenvolvimento saudável das crianças
(Thinkstock)
Conheça a pesquisa
TÍTULO ORIGINAL: Promoting the Well-Being of Children Whose Parents Are Gay or LesbianONDE FOI DIVULGADA: periódico Pediatrics
QUEM FEZ: Ellen C. Perrin e Benjamin S. Siegel
INSTITUIÇÃO: Academia Americana de Pediatria
RESULTADO: Para os autores, o fato de ser criada por pais homossexuais não influencia negativamente a criança. Além disso, a regulamentação do casamento homossexual ajudaria a garantir o acesso pleno a direitos para essas crianças.

O estudo menciona, por exemplo, o fato de que pais homossexuais podem ser impedidos, por questões legais, de visitar os filhos em hospitais ou participar de decisões relacionadas a procedimentos médicos aos quais as crianças serão submetidas.
Em relação às possíveis consequências para as crianças decorrentes do fato de serem criadas por casais homossexuais, os autores da pesquisa concluem, com base na análise de estudos publicados sobre o assunto nos últimos 30 anos, que esse fator não impacta seu desenvolvimento emocional, cognitivo, social e sexual. "Diversos fatores representam riscos ao desenvolvimento saudável da criança, como pobreza, depressão dos pais, abuso de substâncias por parte dos pais, divórcio e violência doméstica, mas a orientação sexual não é um deles", afirmam os autores.
Evidências – Um dos estudos citados, publicado em 2003 no periódico Developmental Psychology, analisou a relação entre mãe e filho de 39 famílias com mães homossexuais, 74 famílias heterossexuais e 60 famílias de mães solteiras heterossexuais. Os resultados não mostraram diferenças em relação a envolvimento emocional, frequência de conflitos e autoconfiança dos filhos. A avaliação foi feita com base em relatos de pais e professores das crianças. Problemas de comportamento foram mais relacionados a crianças que viviam com apenas um dos pais do que com crianças que viviam com ambos, independentemente da orientação sexual.
Para a Academia Americana de Pediatria, homens e mulheres casados são mais saudáveis física e emocionalmente e têm chances menores de apresentar comportamentos de risco, como abuso de drogas e álcool, o que, dentre outros fatores, contribui para a formação de um ambiente mais saudável para as crianças viverem. "O casamento contribui para a permanência e segurança (ingredientes básicos para o desenvolvimento saudável de uma criança). O casamento também é o mecanismo oficial da sociedade para conferir direitos, benefícios e proteção para casais, pais e seus filhos financeira e legalmente", escrevem os autores do estudo.
Para presidente do CFM, há "hipocrisia social" em relação ao aborto
Saúde pública
Para presidente do CFM, há "hipocrisia social" em relação ao aborto
Segundo ele, as mulheres
com condições financeiras têm recorrido a métodos seguros, enquanto as
mais pobres acabam se submetendo a métodos alternativos que podem
colocar em risco a própria vida
Marcela Mattos, de Brasília
O presidente do Conselho Federal de Medicina, Roberto D' Ávila, justificou a decisão de apoiar o aborto até a 12ª semana de gestação
sob o argumento de que há, no Brasil, uma "hipocrisia social" em
relação à interrupção da gravidez. Segundo ele, as mulheres com
condições financeiras têm recorrido a métodos seguros, enquanto as mais
pobres acabam se submetendo a meios alternativos que podem colocar em
risco a própria vida."Esse é o retrato de uma grande hipocrisia social. Filhas de médicos, juízes e advogados vão fazer a interrupção de forma segura e muitas vezes com médicos e aparelhos específicos. Já a mulher pobre não tem acesso. Ela faz em condições inadequadas, inseguras, usa doses erradas de medicamentos e fazem a manipulação do útero e enriquece as estatísticas horrorosas da saúde pública, nas quais o aborto é a quinta causa da mortalidade", justificou D' Ávila, acrescentando que essa desigualdade é inaceitável do ponto de vista médico.
Atualmente, a legislação prevê a interrupção de gravidez em casos de risco à saúde da mãe, estupro ou fetos anencéfalos. Até o início da próxima semana, o CFM enviará um documento ao Senado, que atualmente estuda a reforma no Código Penal, para sugerir que o aborto deve depender unicamente da vontade da mulher.
"Vamos continuar defendendo sempre a vida. A vida é o bem maior e supremo. Mas entendemos que do ponto de vista bioético, o princípio da autonomia tem sido a tônica desse corpo de conselheiros", disse o presidente. Ele reforçou que o aborto, desde sempre, é uma prática entre as mulheres. A diferença é o suporte encontrado, o que, para ele, vira um caso de saúde pública. "As mulheres decidem interromper a gravidez. Hoje, ontem, sempre elas vão decidir." O médico salienta que há o entendimento de que se está correndo o risco de ser enquadrado em um crime, mas que a mulher opta pela interrupção por ser, para ela, uma redução de danos.
O limite para estabelecer o aborto até a 12ª semana está justificado no fato de que, depois desse período, aumentam os riscos para a mãe, tendo em vista que o útero encontra-se maior e com a parede mais fina. O CFM argumenta ainda que a partir dessa idade gestacional o sistema nervoso do embrião já estaria completo, o que poderia permitir ao feto ter a possibilidade de "neuroticamente ser agredido e perceber essa violência."
Tomando como exemplos casos de países que legalizaram o aborto, o presidente do CFM afirmou que a medida não servirá como incentivo para as mulheres deixarem de se prevenir e recorrerem ao método. Ele reforça que, nos locais onde há a liberação, as estatísticas não demonstram aumento na quantidade de interrupções. "E nós não podemos esquecer a questão da orientação. A prática não pode ser vista como um método contraceptivo", ressaltou.
Resistência — A decisão do CFM encontrou resistência dentro dos conselhos regionais. De acordo com Roberto D' Ávila, foi criada uma comissão formada por 15 juristas para estudar o tema. Após diversas discussões internas, iniciadas no ano passado, 80% dos conselhos votaram a favor da medida. "Quero deixar claro que os conselhos, em nenhum momento, aprovaram a total liberação do aborto. Não se trata disso. Essa decisão pertence à sociedade, através do Congresso Nacional", argumentou. O presidente espera encontrar resistência também entre os parlamentares e representantes de grupos religiosos.
UFC inicia seu ambicioso plano de expansão pelo Brasil
MMA VEJA
UFC inicia seu ambicioso plano de expansão pelo Brasil
Próximas noitadas de lutas serão em Jaraguá do Sul e provavelmente Fortaleza - o que confirma a estratégia de espalhar a presença da franquia pelo país
Vitor Belfort e Luke Rockhold em foto de divulgação para o UFC em Jaraguá do Sul
(Divulgação UFC)
O projeto de expansão pelo Brasil é ambicioso e pode ser muito rentável, mas o UFC pode esbarrar em problemas de infraestrutura
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Será a primeira vez que o UFC realizará uma noite de lutas no Brasil fora de uma grande capital estadual. Os confrontos serão na Arena Jaraguá, com capacidade para cerca de 9.000 pessoas (no Rio, por exemplo, cabem até 14.000 torcedores). Os principais hotéis de Jaraguá do Sul - que, nesta semana, recebeu um evento promocional com a presença dos dois lutadores - já estão lotados na semana do evento. A solução encontrada é hospedar alguns torcedores em Joinville, cerca de 50 quilômetros de distância. Um fato parecido ocorre quando o UFC decide fazer suas lutas em Anaheim, na Califórnia. A cidade americana é pequena, mas fica ao lado de Los Angeles e Torrance, local onde o UFC realizou seu primeiro evento, ainda com Rorion Gracie no comando e seu irmão Royce Gracie como principal lutador. Os torcedores que se hospedam em Los Angeles levam em média uma hora para conseguir chegar ao Honda Center, em Anaheim, algo parecido com o que vai acontecer em Jaraguá do Sul.
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O projeto de expansão pelo Brasil é ambicioso e pode ser muito rentável, mas o UFC pode esbarrar em problemas de infraestrutura. É o caso de Fortaleza. O torneio pretende realizar uma noite de lutas na cidade em 8 de junho, com Rodrigo Minotauro enfrentando Fabrício Werdum, na final da segunda edição do reality show The Ultimate Fighter. O evento está quase confirmado, mas o problema ainda pode ser o local das lutas. É certo que o UFC reservou o ginásio Paulo Sarasate na semana dos confrontos, mas a organização não garantiu a cidade como sede. Com capacidade para quase 10.000 torcedores, o Paulo Sarasate não é unanimidade entre os fortalezenses, que reclamam das instalações antigas e a falta de estacionamento apropriado (o que não acontece na Arena Jaraguá, que é confortável e moderna). Outra opção seria o Centro de Eventos, inaugurado no fim de 2012. Mas o local precisaria sofrer algumas mudanças para receber toda a estrutura do octógono e perderia parte das arquibancadas. Problemas como esses serão frequentes para a trupe de Dana White em suas próximas escalas pelas cidades do Brasil.
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Dana White se prepara para NY e já sonha com Olimpíada
Após 23 anos preso, homem é declarado inocente nos EUA
Estados Unidos
Após 23 anos preso, homem é declarado inocente nos EUA
O americano David Ranta foi condenado injustamente pela morte de um rabino em Nova York, em 1990. 'Estou comovido', disse, ao deixar a Suprema Corte
O americano David Ranta, que ficou 23 anos preso injustamente
(Reprodução/CNN)
O caso foi reaberto em 2012 depois de uma reunião na qual os promotores alegaram inconsistência em algumas provas e problemas nas táticas utilizadas pelo detetive que liderou a investigação na época. Segundo o jornal americano New York Daily News, uma testemunha que tinha 13 anos na época contou que o policial pediu para ele “escolher o homem do nariz grande” no reconhecimento de suspeitos.
Retratação - Antes de deixar a Suprema Corte, Ranta recebeu um pedido de desculpas do juiz. “Dizer que eu sinto muito para o que você passou será grosseiramente inadequado, mas eu diria isso mesmo assim. O senhor é um homem livre”.
Segundo o jornal, uma mulher testemunhou depois da condenação de Ranta dizendo que seu marido, um usuário de drogas, confessou o crime dois meses antes de morrer em um acidente de carro quando era perseguido pela polícia. Em uma audiência pós-condenação, em 1996, um juiz julgou a mulher, que também era viciada em drogas, não credível.
Estado de Israel não é produto do Holocausto, diz Obama
DiplomaciaVEJA
Estado de Israel não é produto do Holocausto, diz Obama
Declaração, aguardada há quatro anos pelos israelenses, foi feita durante visita ao Memorial do Holocausto. Negociações de paz com a Palestina voltam à pauta do dia, em reunião que ele terá com o premiê israelense, Benjamin Netanyahu
O presidente americano Barack Obama deposita uma coroa de
flores no Hall da Recordação, durante sua visita ao Memorial do
Holocausto, em Jerusalém
(SAUL LOEB / AFP)
"O Estado de Israel não foi criado devido ao Holocausto", afirmou Obama, logo após concluir uma visita ao Museu Yad Vashem, o Memorial do Holocausto. O local guarda a lembrança dos seis milhões de judeus que morreram nas mãos dos nazistas antes e durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
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A afirmação, a princípio irrelevante, era esperada por israelenses desde 4 de junho de 2009 - ocasião em que Obama, já eleito, durante um discurso ao mundo árabe no Cairo, no Egito, pareceu argumentar que a legitimidade do estado judeu deriva do Holocausto. O constrangimento acabou se agravando porque, na época, o presidente americano não estendeu a visita a Israel.
Muitos interpretaram o comentário de Obama como uma equivocada tentativa de estabelecer relação direta entre os dois episódios históricos. Causou indignação entre israelenses, para quem a afirmação respaldava a tese palestina de que os judeus estão em uma terra que não lhes pertence e com a qual não têm nenhum vínculo histórico. A conclusão retiraria o direito de existência de Israel como estado judeu.
Ódio - Ainda durante a visita desta sexta-feira ao memorial, Obama afirmou que '"um estado de Israel forte" é o que garante precisamente que "não se produzirá outro Holocausto". Em sua primeira visita ao museu como presidente, e segunda em caráter pessoal, o presidente ressaltou que o anti-semitismo e o racismo em geral "não têm cabimento no mundo, porque nossos filhos não nasceram para odiar".
"Aqui lembramos não apenas a maldade a que pode chegar o ser humano, mas também sua bondade, como daqueles que não ficaram à margem (e salvaram judeus)", disse, sobre a instituição. "É um relato da atrocidade, mas também um lugar de inspiração".
Acompanhado pelo presidente israelense, Shimon Peres, e o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, Obama começou o percurso na Sala dos Nomes, um espaço circular coberto que em suas paredes têm fotografias e biografias de vítimas do Holocausto.
Medalha - Obama, que ontem foi condecorado por Israel com sua máxima distinção, a medalha presidencial, visitou antes os túmulos do ideólogo do Estado judeu, Teodoro Herzl, e do primeiro-ministro israelense Yitzhak Rabin, assassinado em 1995, situados em uma colina em frente ao Museu Yad Vashem
O mandatário terá, ainda nesta sexta, uma nova reunião com o primeiro-ministro israelense, na qual apresentará as posições do presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, sobre um possível reatamento das negociações de paz.
Obama e Abbas se reuniram ontem em Ramala para sondar as perspectivas da aplicação da solução de dois Estados, que Obama defendeu como a 'única possível'.
(Com agência EFE)
Preso pela 3ª vez, Hudson é levado ao CDP de Piracicaba
Música VEJA
Preso pela 3ª vez, Hudson é levado ao CDP de Piracicaba
Juiz derrubou decisão anterior, que concedeu liberdade provisória ao cantor após pagamento de fiança. Sertanejo é acusado de porte ilegal de armas
Priscilla Prates, de Limeira
Dupla sertaneja Edson e Hudson - Divulgação
LEIA TAMBÉM: Abatido, Hudson divide cela com outro presoHudson: 'Confiei em pessoas que me fizeram de trouxa'
O cantor foi encaminhado ao Centro de Detenção Provisória (CDP) de Piracicaba, após passar por exame de corpo de delito, e deverá permanecer detido aguardando o trâmite do processo. “Ele poderá ser solto somente se alguma medida que possa beneficiá-lo for concedida”, diz o delegado. De acordo com Ventura, Hudson recebeu a confirmação da prisão com reação de decepção, porém de maneira calma.
Paloma Prates

Cantor Hudson é levado por policiais militares ao CDP de Piracicaba
Histórico - Na quarta, a polícia encontrou no carro do cantor uma pistola 380 e um revólver calibre 38 municiados. As armas estavam registradas em seu nome, mas ele não tinha permissão de transportá-las em espaço público. Ele foi solto após pagar fiança de 6.000 reais.
Horas mais tarde, uma denúncia anônima indicou à polícia de Limeira que havia mais armamento na residência de Hudson, em um condomínio da cidade. Investigadores conseguiram um mandado de busca e apreensão e foram para o local, onde encontraram uma carabina calibre 38, uma bereta calibre 22, duas lunetas, sendo uma de uso restrito, dois carregadores, diversas munições - inclusive de uso exclusivo das Forças Armadas -, um soco-inglês e uma faca, além de uma pequena porção de maconha.
Em comunicado enviado à imprensa na quinta-feira, Hudson diz ter sido ingênuo por ter confiado nas pessoas que lhe deram a arma e a munição que estavam ilegais. Ainda na manhã desta sexta-feira, o advogado informou que pediria a liberdade provisória para Hudson que, segundo ele, "não tem motivo para ficar preso".
Pela lei, o cantor pode ser condenado de dois a quatro anos pelo porte de arma, de um a três anos por ter em casa uma arma sem documentação, e de três a seis anos pela posse de munição de uso restrito. No entanto, como ele é réu primário, deve receber pena mais branda, além de poder responder ao processo em liberdade.
Dólar supera R$ 2 pela primeira vez desde janeiro
Dólar supera R$ 2 pela primeira vez desde janeiro VEJA
Apesar da alta, o Banco Central não interveio na cotação da moeda americana por meio da venda de dólares no mercado futuro
Analistas acreditam que BC possa intervir nesta sexta-feira no câmbio
(Ueslei Marcelino/Reuters)
O fechamento do dólar à vista representa uma distorção diante do desempenho da divisa dos Estados Unidos ante outras moedas correlacionadas a commodities, ressaltou um operador de tesouraria de um banco. Mesmo assim, o Banco Central não interveio com leilão de swap cambial, que tem efeito de venda de dólares no mercado futuro e pode impedir a alta da moeda. O dólar ganhou fôlego adicional após declarações do ministro da Fazenda, Guido Mantega. Ao ser questionado sobre a moeda norte-americana ter ultrapassado 2 reais no mercado futuro, ele reiterou: "o dólar é flutuante".
Para o economista Sidnei Nehme, da NGO Corretora, o BC ficou quieto, só observando, porque, se ofertasse swap cambial, reconheceria que a pressão de alta é derivada de falta de liquidez, decorrente do fluxo cambial interno desfavorável neste ano. "Acredito que, se o dólar à vista abrir amanhã acima de 2 reais, o BC intervirá logo no começo da sessão", disse.
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O economista atribuiu a valorização da moeda ao quadro de fluxo negativo neste ano. "Com o persistente déficit do fluxo cambial em março, os bancos não estariam mais dispostos a aumentar as posições vendidas em dólar, porque começa a ficar mais presente a incerteza se terão dólares à frente para cobrir suas posições." Com o salto da moeda norte-americana, no entanto, apareceram exportadores na venda à vista e as cotações desaceleraram.
Para um profissional de tesouraria, a autoridade monetária pode ter apenas monitorado o ajuste do dólar, sem agir, porque teria visualizado um fluxo cambial mais forte nas duas pontas. Isso deve ter ocorrido, afirmou a fonte, uma vez que o volume financeiro à vista também aumentou nesta sessão em relação aos dias anteriores.
Os profissionais avaliam que, se o BC não pretende manter o câmbio abaixo de 2 reais, a pressão sobre a inflação pode aumentar, o que obrigaria a autoridade monetária a subir a Selic, taxa básica de juros. O momento para isso, no entanto, ainda é motivo de discussões no mercado de renda fixa. A lógica é que, caso o BC não eleve a Selic no curto prazo, o aperto monetário possa ser maior no futuro.
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Para FT, Guido Mantega insiste em tocar 'disco quebrado'
(com Estadão Conteúdo)
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