sexta-feira, 22 de março de 2013

Após 23 anos preso, homem é declarado inocente nos EUA

Estados Unidos

Após 23 anos preso, homem é declarado inocente nos EUA

O americano David Ranta foi condenado injustamente pela morte de um rabino em Nova York, em 1990. 'Estou comovido', disse, ao deixar a Suprema Corte

O americano David Ranta, que ficou 23 anos preso injustamente
O americano David Ranta, que ficou 23 anos preso injustamente (Reprodução/CNN)
A justiça de Nova York declarou inocente, nesta quinta-feira, o americano David Ranta, 58 anos, depois de ele ter passado 23 anos na prisão. Ranta foi condenado em 1991 a 37 anos de pelo assassinato de um rabino ortodoxo durante um assalto em fevereiro de 1990. Ao sair da Suprema Corte de Justiça, ele se disse comovido. "Como sempre disse desde o princípio, não tenho nada a ver com este assunto. Estou emocionado".

O caso foi reaberto em 2012 depois de uma reunião na qual os promotores alegaram inconsistência em algumas provas e problemas nas táticas utilizadas pelo detetive que liderou a investigação na época. Segundo o jornal americano New York Daily News, uma testemunha que tinha 13 anos na época contou que o policial pediu para ele “escolher o homem do nariz grande” no reconhecimento de suspeitos.
Retratação - Antes de deixar a Suprema Corte, Ranta recebeu um pedido de desculpas do juiz. “Dizer que eu sinto muito para o que você passou será grosseiramente inadequado, mas eu diria isso mesmo assim. O senhor é um homem livre”.
Segundo o jornal, uma mulher testemunhou depois da condenação de Ranta dizendo que seu marido, um usuário de drogas, confessou o crime dois meses antes de morrer em um acidente de carro quando era perseguido pela polícia. Em uma audiência pós-condenação, em 1996, um juiz julgou a mulher, que também era viciada em drogas, não credível.

Estado de Israel não é produto do Holocausto, diz Obama

        

DiplomaciaVEJA

Estado de Israel não é produto do Holocausto, diz Obama

Declaração, aguardada há quatro anos pelos israelenses, foi feita durante visita ao Memorial do Holocausto. Negociações de paz com a Palestina voltam à pauta do dia, em reunião que ele terá com o premiê israelense, Benjamin Netanyahu

O presidente americano Barack Obama deposita uma coroa de flores no Hall da Recordação, durante sua visita ao Memorial do Holocausto, em Jerusalém
O presidente americano Barack Obama deposita uma coroa de flores no Hall da Recordação, durante sua visita ao Memorial do Holocausto, em Jerusalém (SAUL LOEB / AFP)
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse nesta sexta-feira que a criação do Estado de Israel, em 1948, não foi produto do Holocausto, declaração que desfaz um mal-estar de quatro anos.
"O Estado de Israel não foi criado devido ao Holocausto", afirmou Obama, logo após concluir uma visita ao Museu Yad Vashem, o Memorial do Holocausto. O local guarda a lembrança dos seis milhões de judeus que morreram nas mãos dos nazistas antes e durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
Leia também:EUA defendem retomada de diálogo entre Israel e Palestina
A afirmação, a princípio irrelevante, era esperada por israelenses desde 4 de junho de 2009 - ocasião em que Obama, já eleito, durante um discurso ao mundo árabe no Cairo, no Egito, pareceu argumentar que a legitimidade do estado judeu deriva do Holocausto. O constrangimento acabou se agravando porque, na época, o presidente americano não estendeu a visita a Israel.
Muitos interpretaram o comentário de Obama como uma equivocada tentativa de estabelecer relação direta entre os dois episódios históricos. Causou indignação entre israelenses, para quem a afirmação respaldava a tese palestina de que os judeus estão em uma terra que não lhes pertence e com a qual não têm nenhum vínculo histórico. A conclusão retiraria o direito de existência de Israel como estado judeu.
Ódio - Ainda durante a visita desta sexta-feira ao memorial, Obama afirmou que '"um estado de Israel forte" é o que garante precisamente que "não se produzirá outro Holocausto". Em sua primeira visita ao museu como presidente, e segunda em caráter pessoal, o presidente ressaltou que o anti-semitismo e o racismo em geral "não têm cabimento no mundo, porque nossos filhos não nasceram para odiar".
"Aqui lembramos não apenas a maldade a que pode chegar o ser humano, mas também sua bondade, como daqueles que não ficaram à margem (e salvaram judeus)", disse, sobre a instituição. "É um relato da atrocidade, mas também um lugar de inspiração".
Acompanhado pelo presidente israelense, Shimon Peres, e o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, Obama começou o percurso na Sala dos Nomes, um espaço circular coberto que em suas paredes têm fotografias e biografias de vítimas do Holocausto.
Medalha - Obama, que ontem foi condecorado por Israel com sua máxima distinção, a medalha presidencial, visitou antes os túmulos do ideólogo do Estado judeu, Teodoro Herzl, e do primeiro-ministro israelense Yitzhak Rabin, assassinado em 1995, situados em uma colina em frente ao Museu Yad Vashem
O mandatário terá, ainda nesta sexta, uma nova reunião com o primeiro-ministro israelense, na qual apresentará as posições do presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, sobre um possível reatamento das negociações de paz.
Obama e Abbas se reuniram ontem em Ramala para sondar as perspectivas da aplicação da solução de dois Estados, que Obama defendeu como a 'única possível'.
(Com agência EFE)

Preso pela 3ª vez, Hudson é levado ao CDP de Piracicaba

Música         VEJA

Preso pela 3ª vez, Hudson é levado ao CDP de Piracicaba

Juiz derrubou decisão anterior, que concedeu liberdade provisória ao cantor após pagamento de fiança. Sertanejo é acusado de porte ilegal de armas

Priscilla Prates, de Limeira
Dupla sertaneja Edson e Hudson
Dupla sertaneja Edson e Hudson - DivulgaçãoDupla sertaneja Edson e Hudson
O cantor Hudson teve a prisão preventiva decretada novamente. A informação foi passada pelo delegado da Seccional de Limeira, José Henrique Ventura, na manhã desta sexta-feira. A decisão é do juiz da II Vara Criminal de Limeira, Luiz Augusto Barrichello Neto, que optou pela prisão preventiva pelo flagrante ocorrido na madrugada de quarta-feira, por porte ilegal de armas, derrubando a decisão do juiz Rogério Danna Chaib, da I Vara Criminal de Limeira, que havia concedido a liberdade provisória do cantor sob pagamento de fiança de 12.000 reais -- o delegado não soube informar se a quantia chegou a ser paga pelo cantor.
LEIA TAMBÉM: Abatido, Hudson divide cela com outro presoHudson: 'Confiei em pessoas que me fizeram de trouxa'
O cantor foi encaminhado ao Centro de Detenção Provisória (CDP) de Piracicaba, após passar por exame de corpo de delito, e deverá permanecer detido aguardando o trâmite do processo. “Ele poderá ser solto somente se alguma medida que possa beneficiá-lo for concedida”, diz o delegado. De acordo com Ventura, Hudson recebeu a confirmação da prisão com reação de decepção, porém de maneira calma.
Paloma Prates
Cantor Hudson é levado por policiais militares ao CDP de Piracicaba
Cantor Hudson é levado por policiais militares ao CDP de Piracicaba
Antes, Ventura tinha afirmado que a liberdade provisória havia sido concedida ao cantor com a condição de que ele comparecesse ao fórum pelo menos uma vez ao mês, como garantia de que ele não sairia do país.
Histórico - Na quarta, a polícia encontrou no carro do cantor uma pistola 380 e um revólver calibre 38 municiados. As armas estavam registradas em seu nome, mas ele não tinha permissão de transportá-las em espaço público. Ele foi solto após pagar fiança de 6.000 reais.
Horas mais tarde, uma denúncia anônima indicou à polícia de Limeira que havia mais armamento na residência de Hudson, em um condomínio da cidade. Investigadores conseguiram um mandado de busca e apreensão e foram para o local, onde encontraram uma carabina calibre 38, uma bereta calibre 22, duas lunetas, sendo uma de uso restrito, dois carregadores, diversas munições - inclusive de uso exclusivo das Forças Armadas -, um soco-inglês e uma faca, além de uma pequena porção de maconha.
Em comunicado enviado à imprensa na quinta-feira, Hudson diz ter sido ingênuo por ter confiado nas pessoas que lhe deram a arma e a munição que estavam ilegais. Ainda na manhã desta sexta-feira, o advogado informou que pediria a liberdade provisória para Hudson que, segundo ele, "não tem motivo para ficar preso".
Pela lei, o cantor pode ser condenado de dois a quatro anos pelo porte de arma, de um a três anos por ter em casa uma arma sem documentação, e de três a seis anos pela posse de munição de uso restrito. No entanto, como ele é réu primário, deve receber pena mais branda, além de poder responder ao processo em liberdade.

Dólar supera R$ 2 pela primeira vez desde janeiro

Dólar supera R$ 2 pela primeira vez desde janeiro                   VEJA

Apesar da alta, o Banco Central não interveio na cotação da moeda americana por meio da venda de dólares no mercado futuro

Alexandre Tombini, presidente do Banco Central
Analistas acreditam que BC possa intervir nesta sexta-feira no câmbio (Ueslei Marcelino/Reuters)
O mercado de câmbio encerrou a quinta-feira com o dólar acima de 2 reais pela primeira vez em quase dois meses. A moeda norte-americana fechou a 2,0070 reais no balcão, com alta de 0,75% - e o maior valor desde 24 de janeiro, quando finalizou a 2,0310 reais. Em 25 de janeiro, o dólar encerrou a 2,030 reais, mas não vale em termos de comparação porque a liquidez foi restrita nesse dia devido ao feriado em São Paulo. No mercado futuro, às 16h41, o dólar para abril de 2013 testava a máxima durante os negócios, a 2,0135 reais (+1,03%).
O fechamento do dólar à vista representa uma distorção diante do desempenho da divisa dos Estados Unidos ante outras moedas correlacionadas a commodities, ressaltou um operador de tesouraria de um banco. Mesmo assim, o Banco Central não interveio com leilão de swap cambial, que tem efeito de venda de dólares no mercado futuro e pode impedir a alta da moeda. O dólar ganhou fôlego adicional após declarações do ministro da Fazenda, Guido Mantega. Ao ser questionado sobre a moeda norte-americana ter ultrapassado 2 reais no mercado futuro, ele reiterou: "o dólar é flutuante".
Para o economista Sidnei Nehme, da NGO Corretora, o BC ficou quieto, só observando, porque, se ofertasse swap cambial, reconheceria que a pressão de alta é derivada de falta de liquidez, decorrente do fluxo cambial interno desfavorável neste ano. "Acredito que, se o dólar à vista abrir amanhã acima de 2 reais, o BC intervirá logo no começo da sessão", disse.
Leia mais: Mantega volta a negar que dólar mais baixo é resposta à inflação
O economista atribuiu a valorização da moeda ao quadro de fluxo negativo neste ano. "Com o persistente déficit do fluxo cambial em março, os bancos não estariam mais dispostos a aumentar as posições vendidas em dólar, porque começa a ficar mais presente a incerteza se terão dólares à frente para cobrir suas posições." Com o salto da moeda norte-americana, no entanto, apareceram exportadores na venda à vista e as cotações desaceleraram.
Para um profissional de tesouraria, a autoridade monetária pode ter apenas monitorado o ajuste do dólar, sem agir, porque teria visualizado um fluxo cambial mais forte nas duas pontas. Isso deve ter ocorrido, afirmou a fonte, uma vez que o volume financeiro à vista também aumentou nesta sessão em relação aos dias anteriores.
Os profissionais avaliam que, se o BC não pretende manter o câmbio abaixo de 2 reais, a pressão sobre a inflação pode aumentar, o que obrigaria a autoridade monetária a subir a Selic, taxa básica de juros. O momento para isso, no entanto, ainda é motivo de discussões no mercado de renda fixa. A lógica é que, caso o BC não eleve a Selic no curto prazo, o aperto monetário possa ser maior no futuro.
Leia também: Copom sinaliza preocupação do governo com a inflação
Para FT, Guido Mantega insiste em tocar 'disco quebrado'

(com Estadão Conteúdo)

Terceiro maior pterossauro do mundo é descoberto no Brasil

Paleontologia

Terceiro maior pterossauro do mundo é descoberto no Brasil

pterossauro

Esqueleto apresentado no Museu Nacional, no Rio de Janeiro, mede 8,26 metros de envergadura e é o pterossauro gigante mais completo já encontrado


pterossauro
O esqueleto estará exposto a partir desta sexta-feira no Museu Nacional de Universidade Federal do Rio de Janeiro - Ricardo Moraes/Reuters
Paleontólogos da Universidade Federal do Rio de Janeiro apresentaram nesta quarta-feira o terceiro maior fóssil de um pterossauro já encontrado no mundo. De asas abertas, o animal media 8,26 metros. O fóssil foi descoberto na Bacia do Araripe, entre Ceará, Piauí e Pernambuco, e estará exposto a partir desta sexta-feira no Museu Nacional da Quinta da Boa Vista, no Rio de Janeiro. A pesquisa que descreve o animal e outros dois fósseis encontrados na região foi publicada na edição de março da revista Anais da Academia Brasileira de Ciências.

A partir da análise da anatomia do esqueleto, os cientistas identificaram os fósseis como pertencentes a um pterossauro da espécie Tropeognathus mesembrinus, descoberta na década de 1980. Segundo os paleontólogos, o fóssil é o mais completo esqueleto de um pterossauro gigante já encontrada no mundo — os dois animais maiores que o exemplar brasileiro são conhecidos por meio de apenas alguns ossos. “O esqueleto está 60% completo, com partes significativas do crânio, da mandíbula, coluna e asas”, diz Alexander Kellner, paleontólogo da Universidade Federal do Rio de Janeiro responsável pela descoberta.
 Pterossauro Os pesquisadores destacam que o estudo é importante por estabelecer uma nova padronização para se medir o tamanho das asas desse tipo de animal, o que costuma gerar discussões entre paleontólogos. Um dos métodos propostos pelos cientistas — chamado de envergadura maximizada — leva em conta o comprimento total de todos os ossos das asas. Segundo esse cálculo, o pterossauro descoberto no Brasil media 8,7 metros. “Mas as asas dos animais não costumam ser totalmente retas. Elas têm curvaturas naturais, que variam de acordo com a espécie. No caso desse pterossauro, as curvas deixavam suas asas 5% menores”, diz Alexander. Segundo a nova medida — chamado envergadura normal — o animal media 8, 26 metros.

Saiba mais

pterossauroPTEROSSAURO
Répteis voadores enormes, que viveram na mesma época dos dinossauros. Alguns chegaram a ter 20 metros de envergadura de uma asa à outra. Nenhum outro animal voador foi tão grande. Desapareceram há cerca de 65 milhões de anos, juntos com todos os dinossauros não-avianos.

Mesmo que o novo cálculo diminua um pouco o tamanho do animal, ainda se trata do maior pterossauro já encontrado no hemisfério sul do planeta. “Ele é o maior exemplar que sabemos ter habitado Gondwana — o supercontinente que juntava Antártida, América do Sul, África, Oceania e Índia há milhões de anos”, diz Alexander.
Segundo os pesquisadores, a pesquisa é importante por mostrar que os pterossauros gigantes já existiam há cerca de 110 milhões de anos. “Até agora, só se conheciam evidências do final do Período Cretáceo, há cerca de 70 milhões de anos. Esse fóssil mostra que eles são muito mais antigos”, afirma o paleontólogo.
Leia também: A nova cara dos dinossauros
Bacia do Cariri – Os ossos descritos pelos pesquisadores foram descobertos há cerca de 30 anos por habitantes da Bacia da Araripe, uma região no Cariri extremamente rica em fósseis pré-históricos. A grande quantidade de restos de pterossauros encontrados ali coloca a região entre as mais importantes do mundo para a pesquisa desse tipo de animal. “O esqueleto foi entregue ao Museu Nacional por habitantes da região há cerca de 10 anos, o que fez com que perdêssemos informações importantes sobre as rochas onde ele foi encontrado. Isso mostra a importância de que realizemos escavações contínuas na região”, diz Alexander.

Fundador da Amazon resgata motores da Apollo 11 no mar

Fundador da Amazon resgata motores da Apollo 11 no mar

Com recursos próprios, Jeff Bezos resgatou os motores que estavam submersos a 4.267 metros de profundidade há mais de 40 anos

Imagem cedida pela Bezos Expeditions mostra o motor recuperado da Apollo 11
Imagem cedida pela Bezos Expeditions mostra o motor recuperado da Apollo 11 - AFP
O fundador da Amazon, Jeff Bezos, anunciou nesta quarta-feira que conseguiu recuperar do fundo do mar os motores da Apollo 11, a missão que levou o astronauta Neil Armstrong e sua equipe à Lua, em 1969. As peças estavam submersas a 4.267 metros de profundidade no Oceano Atlântico há mais de 40 anos. Elas foram encontradas com o uso de sofisticados equipamentos de tecnologia de sonar. 
"Descobrimos um maravilhoso mundo submarino: um incrível jardim de esculturas de motores de voo F-1 que serve de prova do programa Apollo", disse Bezos, ao pisar em terra, após três semanas em alto mar em missão bancada por ele próprio. "As peças em si são magníficas. Fotografamos muitos objetos belos e recuperamos vários deles, que evocam o trabalho de milhares de engenheiros para conseguir o que, naquele momento, parecia algo impossível", disse. O sucesso da Apollo 11 fez de Neil Armstrong o primeiro homem a pisar a Lua, façanha acompanhada ao vivo por estimadas 530 milhões de pessoas.
Bezos, que também é fundador da empresa de viagens espaciais Blue Origin, afirma que sua equipe terá componentes em quantidade suficiente para montar uma exposição. Segundo ele, a equipe tem pela frente o trabalho de restauração. Os números originais de série dos motores já foram apagados, o que dificulta a identificação. "Queremos que as peças nos contem toda a história, incluindo a reentrada na atmosfera a 8.000 quilômetros por hora e o impacto na superfície do oceano." Ainda não se sabe quando ou onde serão expostos os objetos. A intenção de Bezos é colocá-los no Museu Nacional do Ar e do Espaço Smithsonian de Washington.
"Esse é um achado histórico. Parabenizo a equipe por sua determinação na recuperação destes importantes artefatos de nossos primeiros esforços para enviar seres humanos além da órbita da Terra", afirmou o diretor da agência espacial americana, Charles Bolden. "Esperamos ansiosamente a restauração destes motores por parte da equipe de Bezos e aplaudimos o desejo de fazer com que estes artefatos históricos sejam expostos ao público."

 Expedição Bezos
(Com agência France-Presse)

 Expedição Bezos

Filme da Tarde


Homem morre soterrado na obra do aeroporto de Viracopos

Campinas

Homem morre soterrado na obra do aeroporto de Viracopos

Causa do deslizamento de terra ainda não foi identificada, outro funcionário, que tentou resgatar o colega, teve escoriações

Aeroporto Viracopos em Campinas
Acidente aconteceu na obra de ampliação do aeroporto de Viracoposo (Tuca Vieira/Folha Imagem)
Um funcionário da obra de ampliação do Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas, morreu na manhã desta sexta-feira após um deslizamento de terra. Segundo informações preliminares da Aeroportos Brasil, que administra Viracopos, o acidente aconteceu por volta das 10 horas.
Durante uma escavação no Píer 4, um funcionário acabou soterrado e outro se feriu ao tentar socorrê-lo. Em estado grave, o homem soterrado chegou a ser levado para o hospital municipal Mário Gatti, onde teve uma parada respiratória e faleceu. O hospital informou que a vítima, que chegou sem identificação, sofreu uma fratura grave no tórax. O outro funcionário teve escoriações e encontra-se em observação no ambulatório do aeroporto.
Segundo a administradora, os dois homens são funcionários da empresa Constran, terceirizada contratada pelo consórcio que realiza a obra do terminal de passageiros. Em nota, a administração do aeroporto afirmou que o consórcio "prestou imediato atendimento aos dois operários" e que foram mobilizadas equipes de segurança e socorro do aeroporto, que chegaram imediatamente ao local. O resgate foi realizado pelo Corpo de Bombeiros, helicóptero do Esquadrão Águia da Polícia Militar de São Paulo e por ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) de Campinas.
Causas – Ainda não há informações sobre o que teria causado o deslizamento de terra. Durante o dia de hoje, a obra ficará paralisada. A Polícia Civil irá investigar as causas do acidente. Internamente, a Aeroportos Brasil Viracopos informou que já deu início ao processo de apuração e que divulgará informações assim que forem concluídos os trabalhos. A administradora afirmou que "obras de construção do novo terminal de Viracopos seguem as normas e padrões de segurança."

Programa de índio no Rio: assistir ao tumulto pela TV do hotel

Rio de JaneiroVEJA

Programa de índio no Rio: assistir ao tumulto pela TV do hotel

Tumulto em torno do antigo Museu do Índio começou quando os indígenas já estavam fora do prédio. PM informa que invadiu o local para evitar incêndio

Indígenas discutem com policiais durante a desocupação da aldeia Maracanã, no RJ
Indígenas discutem com policiais durante a desocupação da aldeia Maracanã, no RJ - Vanderlei Almeida/AFP
Por força do homem branco, foi revogado às 12h desta sexta-feira, no Rio de Janeiro, o sentido tradicional da expressão “programa de índio”. Enquanto 12 índígenas tomavam café da manhã em um hotel no centro do Rio, dezenas de manifestantes, munidos de ‘tacapes’ de ferro, pedras, paus e materiais da obra no estádio do Maracanã enfrentavam a polícia. O motivo: resistir à ocupação do antigo prédio do Museu do Índio, que desde 1978, é uma estrutura abandonada. Para deixar claro: os índios estavam num hotel, e a tribo dos manifestantes brancos entoava cantos de guerra contra a polícia.
Da TV do hotel, o que se via, na transmissão ao vivo da GloboNews, era a entrada do Batalhão de Choque no prédio em ruínas, com uma enfurecia etnia identificada pela calça jeans, os rostos cobertos com camisa e mochilas. O defensor público Daniel Macedo disse à emissora que a entrada da Polícia Militar foi abusiva, pois os índios já haviam concordado em deixar o local.
A versão da PM é outra. Pouco antes do meio-dia, depois da saída de 12 índios – a maioria idosos, mulheres e crianças – aguardava-se a desocupação pelo restante do grupo, num total de cerca de 25 indígenas que estão no local desde 2006. Começou, então, o incêndio em uma oca. Temendo que a situação saísse do controle, foi dada a ordem para a entrada. Formou-se em seguida um cordão de isolamento para retirada dos demais índios.
Com os índios todos fora do local, os manifestantes começaram a fechar as pistas da Radial Oeste. Tumulto formado – com direito a uma representante do Femen, que foi detida depois de tirar a camisa –, o que se viu foi o de sempre: gás lacrimogênio, corre-corre, objetos lançados na pista e os escudos do Batalhão de Choque.
O deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL), da Comissão de Direitos Humanos, informou que os índios aceitaram a proposta do governo do Estado de serem levados para um terreno em Jacarepaguá, na Zona Oeste da cidade. Pouco depois das 11h representantes do grupo redigiram um documento concordando com a proposta oficial e passaram, então, a aguardar a assinatura de um representante do governo do estado para deixar o prédio.
Por que cargas d’água, então, eclodiu o tumulto? A explicação dificilmente escapa do seguinte: as razões e os interesses de quem cercava o ‘museu’ e defendia o que passou a ser chamado de ‘aldeia Maracanã’ não tem qualquer conexão com os interesses dos índios de fato. Como mostrou reportagem do site de VEJA, o interesse de ‘índios’ pelo prédio que desde 1978 não funciona mais como museu começou quando o governo do estado decidiu que usaria a área para o complexo do Maracanã.
Na tarde desta sexta-feira, os 25 índios que estavam dentro do prédio em ruinas vão optar pelos seguinte: receber moradia em áreas na Zona Oeste da cidade; receber o benefício de 500 reais do aluguel social – idêntico ao das vítimas da chuva na Região Serrana – ou obter auxílio para retornar a suas aldeias de origem.

Blatter surpreende e fala em tirar a Copa de 2022 do Catar

Blatter surpreende e fala em tirar a Copa de 2022 do Catar

VEJA

Fifa justifica ameaça citando indefinição sobre data do torneio, mas denúncias de compra de votos podem ter contribuído para cartola cogitar a troca da sede

Lusail Iconic – Capacidade para 86.250 pessoas, terá a abertura, quartas-de-final, semi e decisão.
Lusail Iconic – Capacidade para 86.250 pessoas, terá a abertura, quartas-de-final, semi e decisão. - Divulgação/Fifa
"Para que a Copa do Mundo seja disputada durante o inverno local, é necessário que o Catar faça esse pedido oficial. E eles não pediram nada ainda", reclamou Blatter
O presidente da Fifa, Joseph Blatter, deu um ultimato à Associação de Futebol do Catar, entidade responsável pela organização da Copa do Mundo de 2022, nesta quinta-feira, ameaçando até tirar o torneio do país. O Catar costuma registrar temperaturas na casa dos 50 graus durante o verão no hemisfério norte, o que tornaria a disputa do Mundial em seu período costumeiro, entre junho e julho, muito difícil. Uma possível alternativa seria transferir o torneio para o inverno catariano - em fevereiro, por exemplo. Blatter avisou que o Catar precisa se decidir imediatamente sobre em qual estação os jogos serão realizados - caso contrário, diz o cartola, poderá perder o status de país-sede. Vale lembrar que essa pode não ser a única motivação por trás da ameaça do dirigente. O processo de escolha do Catar como sede foi marcado por denúncias de corrupção. Blatter pode estar usando a justificativa do calor excessivo - que já era visto como um problema antes mesmo de o país ser declarado vencedor na votação - para provocar uma mudança de palco do torneio e, assim, evitar que a Copa seja manchada pelas suspeitas de irregularidades.
Leia também:Valcke, da Fifa, admite ter dito que Catar 'comprou' a CopaCatar diz que 1º estádio da Copa ficará pronto em 4 anos
Blatter anunciou a possibilidade de alteração de país-sede depois de ouvir as reclamações do presidente da Uefa, o francês Michel Platini, sobre o calor excessivo no Catar em junho e julho. "Se os catarianos quiserem mudar o calendário, poderão ter a concorrência dos Estados Unidos, Austrália, Coréia do Sul e Japão, que também querem sediar o Mundial", disse o suíço. Esses países foram os outros concorrentes a sede da Copa de 2022. "Para que a Copa do Mundo seja disputada durante o inverno local, é necessário que o Catar faça esse pedido oficial. E eles não pediram nada ainda", reclamou Blatter, deixando claro que não descarta promover uma nova votação para a escolha da sede. Recentemente, a revista France Football publicou uma reportagem com indícios de que a eleição do Catar como sede foi irregular. De acordo com a publicação francesa, cartolas do país árabe compraram votos e o apoio de dirigentes e outros personagens de destaque do futebol. A Fifa afirmou que qualquer suspeita de corrupção será investigada, mas vinha sustentando que o processo de escolha foi justo e transparente. A escolha do Catar numa disputa em que os EUA eram os favoritos provocou muita estranheza na data da escolha, em dezembro de 2010.