sexta-feira, 22 de março de 2013

MEC: redação com receita de macarrão não fugiu ao tema

Enem             VEJA

MEC: redação com receita de macarrão não fugiu ao tema

Candidato dedicou quatro linhas do texto a ensinar corretores a cozinhar. Mas obteve 560 pontos, visto que não teve a intenção de anular teste, segundo Inep

Prova de redação do Enem
Em redação, candidato escreve: "Para não ficar muito cansativo, vou ensinar a fazer um belo miojo" (Editoria de Artes/Agência O Globo)
O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), autarquia do Ministério da Educação (MEC) responsável pelo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), tentou justificar, por meio de nota, a pontuação obtida pelo estudante que, na edição de 2012 do Enem, ensinou em sua redação como se prepara um macarrão instantâneo. Para o Inep, o candidato "não fugiu ao tema proposto". E, embora tenha dedicado um parágrafo da redação à receita, "não teve a intenção de anular sua redação, uma vez que dissertou sobre o tema e não usou palavras ofensivas". A avaliação pedia que o aluno escrevesse sobre movimentos imigratórios para o Brasil do século XXI.
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O estudante, que não teve o nome divulgado, fez uma dissertação de 24 linhas, sendo que quatro delas foram utilizadas exclusivamente para ensinar os corretores da prova a preparar macarrão instantâneo. "Para não ficar muito cansativo, vou agora ensinar a fazer um belo miojo, ferva trezentos ml’s de água em uma panela, quando estiver fervendo, coloque o miojo, espere cozinhar por três minutos, retire o miojo do fogão, misture bem e sirva (sic)", escreveu. Mesmo com o deboche, o candidato conseguiu 560 pontos dos 1.000 possíveis na prova.

O teor da redação foi divulgado em reportagem da edição desta terça-feira do jornal O Globo. Na segunda-feira, o jornal também informou que estudantes que obtiveram notas máximas na redação do Enem 2012 cometeram erros grotescos de ortografia, tais como "trousse", "enchergar" e "rasoavel".
De acordo com o Inep, a presença da receita no meio do texto do participante foi detectada e considerada inoportuna e inadequada, provocando forte penalização, especialmente nas competências três (selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações) e cinco (elaborar proposta de intervenção para o problema abordado). No entanto, o Inep justificou que o aluno obteve nota superior a 50% porque "a análise dos corretores é feita sobre o todo, com foco no conjunto do texto, e não em cada uma de suas partes".
Quando as notas dadas pelos dois corretores têm discrepância superior a 200 pontos, um terceiro avaliador é acionado. Contudo, no caso do estudante, essa opção não foi sequer necessária visto que os avaliadores concordaram com sua pontuação. 

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Episódio 05 - Don't Give Up MixVideo
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Episódio 16 - The Winner Takes It All MixVideo
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UFMG adere ao Sisu e anuncia fim do vestibular

Ensino superior

UFMG adere ao Sisu e anuncia fim do vestibular 

Instituição já adotava o Enem como primeira fase do processo seletivo

Campus Pampulha da UFMG, com o prédio da  Faculdade de Ciências Econômicas (Face) em destaque
Campus Pampulha da UFMG, com o prédio da  Faculdade de Ciências Econômicas (Face) em destaque (Foca Lisboa/UFMG)
A Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) anunciou que, a partir deste ano, a seleção para cursos de graduação da instituição será feita exclusivamente por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), programa do Ministério da Educação que seleciona candidatos com base na nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A decisão foi tomada pelo Conselho Universitário na noite de terça-feira e publicada nesta manhã no site da instituição.
A UFMG já havia aderido parcialmente ao Enem. Até o último processo seletivo, finalizado no início deste ano, a avaliação do governo federal equivalia à primeira fase do vestibular mineiro. Os aprovados eram então convocados para uma série de provas da segunda fase, organizada pela própria universidade. Com a mudança, a segunda etapa deixa de existir, e os interessados terão agora de se inscrever no Sisu.
De acordo com o reitor, Clélio Campolina, há três anos a UFMG estuda o fim do vestibular. Segundo ele, a adoção do Enem permite que o Brasil se aproxime do modelo de seleção de países europeus e dos Estados Unidos. Ainda segundo a direção da universidade, apenas os candidatos a carreiras como música, dança e teatro terão de realizar exames específicos.

Hino do Palmeiras rende 500 pontos na redação do Enem

Avaliação

Hino do Palmeiras rende 500 pontos na redação do Enem

Inep diz que texto de participante da avaliação 'indica compreensão da proposta da redação, não fugiu ao tema por completo e não feriu os direitos humanos'

Nathalia Goulart
Hino do Palmeiras em redação do ENEM
Trecho do hino do Palmeiras aparece em redação do Enem 2012 (Reprodução)
Depois de um candidato "ensinar" a banca examinadora do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2012 como se prepara um macarrão instantâneo, a correção da redação da avaliação federal voltou a ser alvo de questionamento nesta terça-feira. Um participante do exame que incluiu em sua redação um trecho do hino do clube de futebol Palmeiras obteve 500 pontos na prova dissertativa, metade dos 1.000 possíveis.
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O espelho da prova, que já circula nas redes sociais, mostra que 13 das 27 linhas da redação foram dedicadas ao hino do clube paulista. Logo no início do segundo parágrafo da dissertação — que deveria tratar dos movimentos imigratórios para o Brasil no século XXI —, o estudante escreveu: "As capitais, praias e as maiores cidades são os alvos mais frequentes dos imigrantes, porque quando surge o alviverde imponente no gramado onde a luta o aguarda, sabe bem o que vem pela frente que a dureza do prélio não tarda."
Em nota, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), autarquia do MEC responsável pelo exame, afirmou que "desconsiderada a inserção inadequada, o texto tratou do tema sugerido e apresentou ideias e argumentos compatíveis", acrescentando que "o texto indica compreensão da proposta da redação, não fugiu ao tema por completo e não feriu os direitos humanos".
Miojo — Reportagem do jornal O Globo desta quinta-feira revelou caso semelhante. Outro candidato dedicou quatro das 24 linhas de sua dissertação à apresentação de uma receita de macarrão instantâneo. "Para não ficar muito cansativo, vou agora ensinar a fazer um belo miojo, ferva trezentos ml’s de água em uma panela, quando estiver fervendo, coloque o miojo, espere cozinhar por três minutos, retire o miojo do fogão, misture bem e sirva (sic)."
Apesar do deboche, o candidato obteve 560 pontos. Para o Inep, o candidato "não fugiu ao tema proposto". E, embora tenha dedicado um parágrafo à receita, "não teve a intenção de anular sua redação, uma vez que dissertou sobre o tema e não usou palavras ofensivas". Na segunda-feira, o jornal carioca já havia informado que estudantes que obtiveram notas máximas na redação do Enem 2012 cometeram erros grotescos de ortografia, tais como "trousse", "enchergar" e "rasoavel".

Questão trabalhista domina o embate da MP dos Portos

Infraestrutura                    VEJA

Questão trabalhista domina o embate da MP dos Portos

Governo deve apresentar proposta a sindicalistas nesta quinta-feira - e corre o risco de receber, em troca, a paralisação de 80 mil portuários

Laryssa Borges, de Brasília
Movimentação no terminal do Porto de Santos
Porto de Santos: empresários e sndicalistas querem mudar a MP (Ivan Pacheco)
O governo da presidente Dilma Rousseff enfrenta, nesta quinta-feira, mais uma batalha para tentar driblar a resistência de alguns representantes da sociedade e conseguir destravar a Medida Provisória n° 595 (MP dos Portos), que prevê importantes mudanças na regulação do setor portuário do Brasil. Para o governo, a nova política do setor, que permitirá a criação de portos e terminais portuários privados, deve pulverizar o embarque e desembarque de cargas e se mostra uma das saídas para alavancar a competitividade dos exportadores brasileiros.
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Governo quer lançar editais para 159 portos em 2013

Alguns empresários do setor portuário que, por muito tempo, lucraram com o atual modelo de portos públicos, atuam nos bastidores para tentar impedir a aprovação da MP nos moldes atuais - querem garantir que a concorrência dos futuros portos privados não lhes tire o "ganha pão" farto dos últimos anos. A pressão exercida para que essas mudanças ocorram fez com que uma comissão mista fosse criada no Senado para analisar o texto da MP. O resultado desse diálogo deve ser divulgado nesta quinta pelo senador Eduardo Braga (PMDB-AM), relator da comissão. Coube a Braga a função de equalizar as demandas não só dos empresários, como também dos sindicalistas - que também acreditam que serão prejudicados com a concorrência de funcionários portuários do setor privado.
Renovação dos contratos - Nas discussões entre o Planalto e a comissão está previsto que o governo atenda aos pedidos de operadores de terminais de contêineres em portos públicos de antecipar a renovação dos contratos de arrendamento, garantindo-lhes vantagem em relação aos novos empreendedores que entrarão no mercado após as privatizações portuárias. A contrapartida desses operadores seria garantir pesados investimentos em infraestrutura de forma antecipada, para, por exemplo, permitir que os portos possam receber grandes navios. “Ou o Brasil investe pesado e rapidamente na infraestrutura logística, ou não teremos condição de crescer a taxas tão expressivas”, diz o diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Pedro Brito.
A ideia é que o governo analise caso a caso se o empresário cumpriu os investimentos previstos em determinado tempo do contrato, além de detectar, com estudos de viabilidade técnica e econômica, a relevância dos investimentos de longo prazo oferecidos em troca da renovação precoce dos acordos de arrendamento. “Se o empresário tem interesse em antecipar para poder investir mais - e se não for uma diferença muito grande de prazo [até o fim do contrato] - nós, do governo, não temos problema nenhum em antecipar um pouco”, afirma o ministro da Secretaria de Portos, Leônidas Cristino (PSB). “O governo tem todo o interesse de autorizar a segunda perna [do contrato] desde que movimente mais carga e [o empresário] faça novos investimentos”.
Também permanece na pauta de debates do governo, com chances de ser viabilizada, a proposta de os operadores terem o direito de explorar áreas próximas às suas instalações como mecanismo para ampliar berços e pontos de apoio. As sinalizações de acordo foram reiteradas em uma reunião do senador Eduardo Braga com os ministros da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, e com o próprio Cristino. Mas a presidente Dilma Rousseff ainda pretende discutir ponto a ponto do relatório com Braga no início da manhã desta quinta-feira antes de uma nova rodada de debates do parlamentar com trabalhadores portuários.
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Questão trabalhista - De acordo com interlocutores que participam das negociações sobre o marco regulatório dos portos, a questão trabalhista continua, no momento, sendo o principal foco de embates. As sucessivas ameaças de greve lançadas em negociações dos trabalhadores com o governo e o relator Eduardo Braga ainda não estão completamente afastadas - mas o Palácio do Planalto tenta controlar o risco de paralisações com a sinalização de que poderá contemplar pedidos trabalhistas.
Ocorre que os empresários, temerosos em perder poder no setor portuário, exaltaram sua preocupação com a concorrência privada a trabalhadores portuários - e estes querem garantir que a privatização não prejudique seu trabalho. Os funcionários avulsos são os mais envolvidos nas negociações, pois temem que o setor privado contrate trabalhadores avulsos por preços muito inferiores aos que são encontrados no porto de Santos, por exemplo. Para o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), presidente da Força Sindical, a futura proliferação de portos privados pode tirar a demanda de trabalho dos portuários e acarretar desemprego.

Na lista de itens “negociáveis” pelo governo nos termos das novas regras para portos estão a instituição de uma renda mínima aos trabalhadores e a garantia de que o serviço de segurança portuária nos terminais privados não seja terceirizado, como previsto originalmente no texto encaminhado ao Congresso pelo Executivo. Também ainda não está descartado pelo governo o apelo dos trabalhadores para que as contratações de portos públicos e privados sejam feitas exclusivamente por meio do Órgão Gestor da Mão-de-Obra (Ogmo).

O Ogmo é responsável por cadastrar avulsos para mão-de-obra nos portos públicos e definir o preço e as horas de trabalho dos estivadores. O sistema engessa as livres contratações para os serviços de embarque e desembarque nos portos, mas garante que os trabalhadores sempre tenham oferta de serviço. A medida provisória dos portos mantém a atuação do Ogmo nos portos públicos, mas autoriza que os terminais privados possam contratar profissionais da maneira que os empresários acharem conveniente.
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Influência em baixa– Apesar de ter sido a principal voz na articulação das ameaças de greve contra a MP dos Portos, o deputado Paulinho da Força tem visto sua influência diminuir em recentes negociações. Sindicalistas e integrantes do governo o escantearam em alguns debates por considerarem que, em determinadas mesas redondas, ele atuou como um “incendiário”, e não necessariamente como o principal porta-voz das pautas trabalhistas.
Integrantes do governo também enxergam a influência do governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), nas articulações de Paulinho. Depois de ter apresentado ao governo uma lista de negociações fundamentalmente voltada aos trabalhadores, como a questão do regime de contratação pelo Ogmo e o pedido para uma guarda portuária não terceirizada, o parlamentar fez uma espécie de “adendo” às reivindicações, incorporando exatamente o principal ponto defendido por Eduardo Campos. Provável candidato à presidência da República em 2014, o governador defende que os estados tenham autonomia para realizar licitações de áreas portuárias, prerrogativa que é da União, segundo a MP dos Portos.

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